Notas iniciais
Obrigada a todos que comentam , favoritam e acompanham. Os próximos capítulos terão coisas bem novas. Espero que gostem. A música deste cap. A Beautiful Lie - 30 second to mars.

Nyck arrastou os pés contrariada até o elevador que levaria ela e o pai ao décimo segundo distrito.

Quando as portas velhas e desgastadas de metal se abriram a menina analisou o local de anos de trabalho dos pais, ela passara grande parte de sua infância ali brincando entre policiais e evidências, Nyck nunca realmente vira sua mãe interrogar um suspeito, ou até mesmo disparar um único tiro, a menina sempre imaginara tudo a partir das estórias que o pai costumava lhe contar quando mais jovem. Estórias difíceis de acreditar sobre amor, traição, bombas, psicopatas, cafés e minha avó.

Bem, a avó Martha ela conhece bem, mesmo estando extremamente idosa e menos falante do que de costume, ela ainda encanta todos com sua alegria e expertise, mas as velhas e longínquas tramas envolviam Johanna, aquela cujo nome Nyck herdara.

Da porta do elevador já era possível ouvir a conversa pouco amigável que ocorria entre Kate e C.Gates.

Katherine eu sei o quão isto deve ser difícil para você, mas não posso permitir que faça isso! Não prejudicaria só a mim, mas a você e a todos que trabalham aqui. – A voz da Capitã ecoava pela pequena sala.

Mas... Capitã, eu sei que é errado e que provavelmente estaria quebrando mais da metade das regras do precinto, mas eu preciso coordenar este interrogatório. – Kate tentava uma abordagem sentimental naquele momento.

Ok! Faremos assim. Esposito e Ryan façam o interrogatório, Det. Beckett você poderá acompanhar, mas não pode se dirigir diretamente a suspeita. Entendido? – Gates tentou soar o mais autoritária o possível,

Sim senhora. – Beckett desferiu fazendo um sinal para que os meninos levassem Nyck J ao interrogatório.

Enquanto isso Sr. Castle? Acompanhe o Sr. Éden até a sala de descanso, garanta que ele não saia de sua vigilância, tenho experiência o bastante para saber que todo o cuidado é pouco. – Gates completou encarando Castle furiosamente.

...

Haviam se passado trinta minutos e finalmente Nyck J saiu da sala de interrogatórios acompanhada de Kate, Espo e Ryan. Arthur observava a menina através do vidro da sala de descanso, Nyck rabiscava algo no próprio corpo e parecia cantarolar baixinho sentada a mesa da mãe. O menino gostaria de se aproximar, ele queria apenas conversar, mas os olhos fixos do escritor em suas costas não permitiriam.

Arthur? – Castle tentou soar o mais fraternal o possível.

Ela está com fome, precisa de algo salgado e um café bem forte com baunilha e sem açúcar. – Alarmado Richard olhou para o menino esperando uma explicação.

Ela desenha no corpo quando está tentando se distrair de algo, pelo jeito que ela encara a rosquinha na mão do policial latino, definitivamente ela está com fome. – Arthur parecia realmente saber do que falava

Hm. Certo. – Como pai Castle se sentiu mal por não perceber as necessidades da menina e começou a preparar o café para filha e observar a geladeira do distrito para ver se havia algo que ninguém sentiria falta.

Rapidamente, mas meio receoso ele levou os suprimentos a filha que o agradeceu com um sorriso.

O homem logo retornou ao lado de Arthur receoso de Gates lhe chamar a atenção.

Ambos não conseguiam desgrudar seus pares de olhos azuis da menina, mas a observação fora interrompida pelo bater dos saltos da detetive Beckett adentrando a pequena sala.

A detetive se serviu do café que restava e escorou-se um pouco mais que brutalmente em uma das paredes.

Como foi saber que tudo o que vocês achavam que sabiam da vida de sua filha não passava de uma linda mentira? – O menino encarou a detetive.

Acho que preciso de uma dose de Whisky. – As palavras soaram mais como uma ordem do que uma firmação.

Como foi? – Castle não continha dentro de si mais nenhum resquício da criança boba que sempre fora, naquele instante vendo a expressão de Kate e assim deduzindo a gravidade da situação ele era apenas um velho pai super protetor se perguntando onde havia errado com sua filha.

Ela nos contou tudo.

Flashback on (interrogatório).

Nycole Johanna Beckett Castle esperava sentada na sala de interrogatório encarando fixamente o espelho em sua frente.

Olha mãe, sei que está aí. Apenas venha logo para cá e acabe com isso. Eu já menti para pessoas demais, acho que é a hora da verdade vencer todas as coisas. – A menina completou sabendo que chamaria a atenção da mãe pronunciando aquelas palavras.

Assim como a garota esperava sua mãe entrou acompanhada de tio Ryan e tio Esposito que pareciam altamente desconfortáveis com a situação.

Certo. Senhorita Beckett. – Ryan começou.

Tio Kevin, acho Nyck mais fácil. Afinal não sou criminosa. Então o que querem saber? – A menina colocou as mãos algemadas em cima da mesa e sorriu para os conhecidos.

Aliás... Algemas? Fala sério! – A menina retrucou.

Esposito estava prestes a pegar as chaves quando foi interrompido pela voz levemente alterada de Beckett.

Considere como a primeira etapa de muitas do seu castigo mocinha. – Kate se assustou com suas próprias palavras, naquele momento ela soara como... como sua mãe.

Hm.... Então Nyck J. O que sabe sobre Dylan Harper e Jonhy Cicatriz? – Ryan desferiu a sentença meio receoso da reação da menina.

Dylan era sobrinho de Jonhy, nunca ouvi nada sobre os pais dele. No início Jonhy matriculou Dylan para vender drogas para os garotos ricos de Manhattan nada forte, apenas alguns alucinógenos e drogas que tiram o sono e aumentam suas habilidades e reflexos, mas depois que Jonhy descobriu quem Éden estudava no colégio Dylan passou a segui-lo e a relatar tudo para Jonhy. – A menina proferia as palavras com uma naturalidade absurda.

Como pode saber de tudo isso? – Esposito nunca pensou que orquestraria um interrogatório tão calmo quanto aquele onde o suspeito sorria para eles e paria se divertir ao contar sua versão da história.

Vamos dizer que sai um tempo com Dylan e sua turma. – A menina pareceu relutante em apresentar a informação.

E com turma você quer dizer uma gangue de traficantes? – Kate indagou encarando a filha.

Eu só tentava proteger meus amigos. – A menina sabia que talvez aquele momento não fosse o melhor para expor seus problemas.

Amigos? Quem além mais de Arthur Éden você tentava proteger? – Agora eram os olhos azuis cansados de Kevin que encaravam a menina.

Dylan Harper horas! Quem mais seria? – A menina percebeu que a frase não soara tão bem quanto ela esperava.

Ok. Isso ficou melhor na minha cabeça. Olhem Dylan era um garoto legal, limitadamente inteligente, mas legal, um dia ele ficou bêbado demais e acabou soltando que odiava o que fazia e que só obedecia às ordens do tio por que tinha medo de Jonhy, então resolvi ajudá-lo. Fizemos uma troca ele parou de vender drogas no NYME, na verdade tive que desembolsar certa quantia para Jonhy não desconfiar que o sobrinho mudara de lado, mas nada tão exorbitante, e contanto que ele não vendesse eu ajudaria ele a prender o tio e a se graduar na escola. – A menina completou olhando para a mãe.

E o que aconteceu na noite da festa? – Todos na sala pareciam entretidos com o modo com que Nyck narrava as histórias.

A festa seria o dia que pegaríamos Jonhy no flagra, teria muita gente, bebidas e drogas, seria o cenário perfeito para pegarmos Jonhy. – Nyck deu uma longa pausa antes de continuar.

Sei que vocês acharam o bilhete que enviei a Arthur, eu o convidei para assistir o flagra de Jonhy, iriamos gravar tudo e entregar o assassino da mãe dele. – A menina riu ao pronunciar as palavras.

Naquela noite estávamos juntos naquele quarto esperando Arthur e Jonhy. O plano era simples, eu e Arthur nos esconderíamos dentro do closet e gravaríamos Dylan acusando Jonhy de tudo. – A menina fechou os olhos e mordeu os lábios com força.

Mas não foi assim que aconteceu. – Mãe E filha pronunciaram as palavras em uníssono.

As duas se encararam rapidamente, mas Kate se sentia suficientemente traída pela filha para não retribuir o olhar de cumplicidade da garota.

Não. Recebi uma mensagem de Arthur dizendo que estava em perigo. Ele me deu o endereço do Galpão onde estava esta manhã. Eu realmente não sei o que aconteceu com Dylan. – A menina completou encarando o chão.

Então? Onde Éden está? – A menina se recuperara surpreendentemente rápido do ocorrido.

Flashback off

Notas finais
Say what you wanna say. Comentários? Sugestões?