Desventuras Em Seddie

13 No fim, tudo dá certo.


Notas iniciais
Leiam!

~POV Sam~

Achei um canto num beco próximo ao Bushwell para me sentar e fazer uma coisa que quase ninguém presenciou na vida. Chorar.

Eu não entendo porque estou com vontade de fazer isso. Deve ser porque aquela vaca me aplicou uma chave de braço que eu nem sei de onde ela tirou... aquela vaca que estava com o Fredorento, que mal gosto o dele... não consigo entender, ele podia transar comigo sem ter compromisso, não é o que todos os caras querem? Por que ele tem essa tara de querer namorar? Nunca daria certo, já não estava dando antes.

Eu puxo meus cabelos com força numa tentativa de fazer com que a dor me faça esquecer desse monte de merda que está na minha cabeça agora.

“Hey.”

Essa voz... Gibby?

“Sai daqui, boiola.”

Ele se agacha na minha frente.

“Ainda agressiva quando tá com raiva, Sam?”

É muita ousadia. Se eu não estivesse tão abalada ia arrebentar a fuça dele agora.

“Tá assim por causa do Freddie, né?”

Apenas olho para ele.

“O que foi, ele não quer ficar com você?”

“Ele quer namorar sério comigo.”

“Ora, e qual é o problema?”

“Não vai dar certo, nós somos diferentes! Íamos brigar o tempo todo, como já estava acontecendo! E eu... não quero brigar com o Freddie... Nós não somos como você e o Brad.”, eu digo isso e abaixo a cabeça.

“Sam, o amor é mais forte do que eventuais diferenças... aliás, é mais provável que duas pessoas com gostos praticamente iguais não deem certo do que o contrário. Você pensa que eu e o Brad somos iguais? Temos um monte de gostos diferentes! Brigamos o tempo todo também! Mas eu amo aquele cara e é isso o que importa, e não as diferenças entre nós dois.”

“...”

“Bem, eu vou deixar você sozinha pra refletir. Só uma coisa: se desse, eu gostaria que você não ficasse me ofendendo por causa da minha sexualidade. Me bater, me chutar, tudo bem, eu estou acostumado com isso desde sempre. Mas tente entender isso, me ofender me machuca de verdade.”

“Vou... tentar. Valeu.”

“Falou, Sam.”


Ele vai embora. Será que eu realmente estou errada?

~POV Freddie~

Depois do que a Michele me falou, volto ao prédio pra tentar ver o que aconteceu com a Sam. No meio do caminho, encontro o Gibby, saindo do beco que fica ao lado do prédio onde eu moro.

“Ei, cara, o que você tava fazendo ali?”

“Tentando colocar algum juízo na cabeça-dura da sua amada. E agora eu quero falar algumas coisas pra você também, manezão.”

“Não sei se você notou, mas eu tentei ficar com ela!”

“E logo depois arrumou outra pra esfregar na cara da Sam? Muito maduro da sua parte, Freddie.”

“É... bem...”

“Vai lá tentar arrumar as coisas, cara. Vocês se amam, o mais importante é isso, o resto... dá pra se acertar.”

E o Gibby vai para dentro do prédio. Quem diria que o Gibby (o Gibby!!!) seria tão maduro assim?

Quando eu me aprofundo naquele beco escuro e úmido (que clichezão pra um beco...) eu encontro a loira que me faz sofrer tanto desde os dez anos sentada, aparentemente chorando. Taí uma coisa que não se vê todo dia.

Eu chego perto e me sento ao lado dela.

“Parece que fizemos umas merdas ultimamente, hein?”

“Ué, não está junto da sua amada?”

“Agora estou.”

“Mesmo?”

“Você sabe que sim.”

Ela se move e fica na minha frente, olhando fixamente para mim por alguns momentos que pareceram durar uma eternidade. Então ela me beija de forma apaixonada e ficamos namorando alguns minutos naquele beco.

Eu coloco minha mão por baixo da sua blusa, acariciando um dos seus belos seios.

Contudo, ela tira minha mão.

“Pô Freddie, num beco não, né?”

“É que tipo, li isso em algum lugar e fiquei excitado.”

“Tá, mas pra mim é brochante. Ainda mais com esse cheiro de lixo que tá aqui. Vamos pra dentro?”

Eu me levanto e pego a mão dela para ajudá-la a se levantar também, e nos dirigimos ao apê da Carly, abraçados.

“Será que isso vai dar certo? Eu... detesto brigar com você... acho que no fundo, eu aceitei o fim porque era uma maneira de ainda ter você por perto, mesmo que como amigo. Eu menti quando disse que não te amava... eu te amo mais do que tudo junto na minha vida.”

“Eu também te amo, Sammy. Mas... se não tentarmos, não vamos descobrir nunca.”

Ela acena com a cabeça e me dá um singelo sorriso.

“Tá bom. Vamos ver até onde isso vai.”

-------------------------------------------------------------

Dez anos depois...

~POV Sam~

Eu abro meus olhos lentamente... é sábado, graças a Deus. Eu já estava de saco cheio daquele escritório boçal. Em cima de mim...

… meu querido marido, meu nerd, meu gostoso, Freddward Benson, me atiçando de manhã, só pra variar um pouco.

Sim, bebê. Casamos faz cinco anos.

Brigamos como loucos, mas isso não arranha nem um pouco nosso amor e principalmente nosso fogo. Na verdade, apimenta ainda mais nossa relação.

Ele me dá beijos na nuca, me fazendo arrepiar toda. Eu me viro e o beijo com toda a força pra sexo que há dentro de mim, que, convenhamos, é infindável.

Eu passo minha mão por todo o tórax do meu marido, que, com 28 anos, está em uma forma melhor ainda do que quando começamos a namorar. Ele está mais alto também. Sua mãe ficou preocupada com ele medir menos de 1,70 com 18 anos e resolveu dar pro filho uns comprimidos malucos que fizeram ele esticar quase 10 centímetros em menos de 3 anos. Bem, tirando que até os 25 anos ele teve lapsos de memória, não reclamo do resultado.

Alguns poucos movimentos e ele já está dentro de mim, e eu sinto aquela velha sensação prazerosa demais, esse calor que me dá na região de baixo, que ainda me faz ficar louca.

Tão louca que eu arqueio minhas costas de prazer, colocando minhas mãos em minha cabeça e puxando meus cabelos. Eu pego as costas do Freddie e aperto com força, deixando marcas das minhas unhas nele. Faço tanto isso que ele nem liga mais.

Alguns minutos de vai e vem e ambos alcançamos o clímax, ficando deitados um ao lado do outro. Não conheço maneira melhor de acordar do que esta.

“Manhê!!! Paiê!!!”

Ô droga. A Jenniffer acordou.

“É a sua vez, amor.”

“Vou quebrar essa porque foi bom demais dessa vez.”

Eu dou um selinho no meu marido, coloco minha blergh-calcinha, uma camiseta do Freddie e vou até o quarto da nossa filhinha de 4 anos, loirinha como eu, nerd como o pai.

“Bom dia, Jenn. O que tá rolando?”

“Mamãe, você e o Papai tavam brigando? O Papai tava batendo em você?”

“Hã... como assim, filhinha?”, eu pergunto com um sorriso amarelo na boca.

“Ah, é que eu ouvi você gritando ‘Ai’, ‘Meu Deus’, ‘Oh’... pensei que o Papai tivesse batendo em você. Tá tudo bem, Mamãe?”

Hã... como eu saio dessa?!? Será possível que essas Desventuras continuam até depois de casados?!?

FREDDIE!!! ME AJUDA AQUI, PELO AMOR DE DEUS!!!”

É... pode-se dizer tudo da relação Seddie... menos que é desinteressante. E eu gosto, viu...

Notas finais
Pronto, finalizei outra.
Acho que ficou engraçado!
Alguém quer saber como ficou a Michele? Bem, conheceu um garoto ruivo bonitão cujo apelido é Tato, casou-se depois de 8 anos e teve um filhinho lindo, que, depois de um ano, adora destruir tudo na casa dela.
Bom, obrigada a quem acompanhou a fic, espero realmente que tenha ficado bom.
Minha próxima empreitada não vai ser engraçadinha, acho que posto até a próxima sexta-feira.
Valeu povo!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!