Desventuras De Alice...
1 Capítulo um...
Alice estava em seu frio e cinzento quarto, olhando pela janela um reino tristonho, combinando com a estação, inverno. Haviam crianças de pés descalços, sujas e mulanbentas pelos cantos, pedindo moedas, comidas, o que tivessem para oferecer. Muitas eram bastardas, abandonadas pelos pais ou órfãons. A porta bateu, seus pensamentos desapareceram como pó.
- Senhora Garenn?
Ela reconheceu a voz, era Vazer, membro da guarda de seu pai.
- Só um momento — colocou uma manta sobre a pele nua com presa, será que acontera alguma coisa ao senhor meu pai? Alice pensou — Entre Vazer.
- Está adoravelmente bela está manhã senhora Garenn.
-Obrigada — Alice sabia que não estava nada bela, acabara de acordar e só colocara um manto, mas ficou agradecida pelo elogio — O senhor também está ótimo senhor Vazer — mas não queria ficar trocando delicadezas, já havia tempo que estava farta de conversas sem motivos — O que veio dizer a está hora tão cedo? Deve ser importante, não?
- O senhor seu irmão, Steve, está esperando a sua presença no salão principal, ele, a senhora sua esposa e o senhor seu pai.
Vazer, era um rapaz de 22 anos. Era belo, sua presença deixava Alice alegre, realmente alegre. Ele trajava uma bela armadura, uma de suas melhores.
- Para que uma reunião familiar tão cedo?
- Nunca se sabe senhora. Mas eles esperam a sua presença.
- Estarei lá em breve, já já. Só colocarei uma roupa mais apresentável.
- Então a deixarei a sós. Senhora Garenn.
Vazer saiu sem olhar para trás, o que deixou Alice extremamente confusa, para ela Vazer a almejava, não era feia, tinha cabelos que pareciam seda, dourados, iam até a cintura, um rosto comum, mas com marcantes olhos castanhos amendoados.
Mas não tinha tempo para para pensar em bobagens, sua família a esperava. Colocou seu vestido violeta, com ricos bordados na manga e na gola, e deixou seu cabelo solto, devia estar apresentável.
Saiu apressadamente de seu quarto, a distância de seu quarto e o salão principal não era muito longa. Atravessou os corredores de pedras cinzentas nuas, sem ornamentos até chegar ao salão principal, no caminho pensava ¨Por que estariam todos me esperando?¨ . Lá sua família a esperava.
-Olá minha irmã!
Steve deixara suas barbas crescerem, amadurecera muito rápido e com isso sua inocência foi embora e só ficara no lugar a agressividade e ainda tinha seus 20 anos.
-Olá! Olá papai, olá Irri, já espera um bebê?
- Não — Irri ficara tensa, era jovem, uma jovem donzela da casa Ristey, era linda, doce, ainda tinha seus 17 anos, seus cabelos eram castanhos, extremamente lisos, olhos de um azul profundo, mais se casara com Steve e lhe devia um filho — ainda não.
- Mas deverá chegar em breve — Steve afirmou.
- É o que esperamos, já faz dois anos que se casaram, este bebê já deveria ter chegado ao mundo. Irri se a senhora não engravidadar lhe devolverei e lhe aclamarei de infértil para sua família e os homens que lhe desejarem — Rendi era muito severo, um homem duro, roliço, mas muito justo — Entendido? então trate de dar herdeiros para minha casa.
Irri não aguentou, seus olhos estavam cheios de água, tremia e soluçava. Alice sabia que devia ajudar Irri, ela era uma jovem inocente, sensível, não podia sofrer tanto. Não mesmo. Alice sentiu uma extrema coragem percorrendo suas veias. Irri era sua amiga, sua única amiga, sua única mas a melhor única que poderia ter existido. A fúria de Alice aumentou, tinha de enfrentá-los.
-Papai pare! O senhor não vê que ela está tentando, ela é muito jovem e é capaz de lhe dar muitos herdeiros — Alice nunca desafiara seu pai de tal maneira, saíam mais e mais lágrimas de Irri — Não foi nada delicado de sua parte.
- Alice não desafie o senhor nosso pai de tal maneira — Steve ficou furioso com o afronto para o seu pai — você e Irri são mulheres e não devem falar de tal maneira, Irri não devia ter chorado, deveria ter abaixado a cabeça e escutado — ele olhou para Irri com repugnância e ela desviou o olhar — Vou lhe dar o que merece — ele caminhou para Irri que estava do lado de Alice choramingando, lhe deu um tapa no rosto que ficou inchado, ela chorava cada vez mais — mulheres tolas devem ser tratadas assim. Aprendeu Irri?
Alice não aguentava mais seu irmão, ele devia proteger Irri e não tratá-la como um cão sarnento.
- Me desculpe eu sou mesmo uma mulher tola e não te mereço — o rosto de Irri sangrava e as suas lágrimas se misturavam com o sangue — me desculpe.
-Saia daqui Irri! Você e Alice só me envergonham!
Irri saiu do salão aos soluços. Alice tinha medo do que estava por vim, mas de uma coisa ela estava certa, fosse o que fosse não iria aceitar. Por sua amiga Irri e pela honra.
-Alice trate de ser menos tola! Eu sou seu pai você deve me respeitar.
-Sim senhor — ela o olhou, seus olhos lacrimejavam, mas devia ser forte, tinha de ser forte.
O salão principal era amplo, bem iluminado, mas mesmo assim não deixava de ser frio e com o ar cada vez mais pesado.
- Senhor meu pai, o que o senhor e Steve desejavam falar comigo?
- Nosso pai e eu decidimos. Já passa da hora de você se casar Alice.
-
O que? Eu não quero me casar! Não irei me casar!
-Mas deverá — Rendi afirmiu com dureza, sua típica dureza — você tem 18 anos Alice e não é mais uma criança.
Alice não aguentou e chorou, se ajoelhou no frio chão do salão principal e implorou:
- Pai por favor não quero me casar, digo a verdade, eu juro serei uma boa filha, uma boa irmã, mas por favor não me casem — Alice sabia que não iriam atender seu pedido, mas o fez — eu juro perante Deus que os obedecerei, mas não me casem!
Steve tinha uma personalidade agressiva e a chutou perante seu pai. Alice estava humilhada, ajoelhada, machucada, no frio chão de sua empoeirada casa.
- As mulheres de nossa família são mesmo tolas! Você se casará querendo ou não, você não vê que isso é importante para mim! — ele a chutou novamente.
-Alice o que Steve quer dizer é que... — Rendi foi interrompido por Alice
-Que vocês não querem minha felicidade! Se pelo menos minha mãe estivesse aqui...
-Ela não poderia mudar a decisão do senhor seu marido que é nosso pai, escute-o — afirmou Steve.
- Alice. Você se casará com um homem da casa Gardell em troca de tropas para seu irmão. Quando Brandon crescer terá de se casar com uma donzela de lá também.
-Porque o senhor só pensa em Steve? Brandon também não gostará dessas suas ideias mirabolantes. Me dê licença senhor meu pai!
Alice se levantou do chão frio se sentindo forte, e foi direto para seu velho, cinzento e amado quarto. Nenhum mal a atingiria lá.
Alice durmiu e não notou, seu sonho a atordou, mas não mais do que a vida. Sonhara que havia encontrado uma passagem por entre as árvores e essa passagem a levava para um lugar tão lindo como um paraíso,onde seus olhos brilhavam e corria de tanta alegria, se sentia de novo inocente, se sentia de novo uma criança, mas que derepente tudo se escurecia e as trevas imundavam o vasto local que era tão cheio de vida, ela tentava fugir, corria e corria, mas parecia que os galhos das árvores a seguravam...
Acordou com medo, quando olhou a janela percebeu que havia dormido muito, já estava no crepúsculo.
O resto de seu tempo passou com ela refletindo sobre o seu sonho. O que ele signifcava? Deveria haver uma mensagem....
- Alice?
Brandon estava na porta de seu quarto. Emburrado e com sono. E com duas fatias de tortas de maça nas mãos.
- Brandon — Alice o pegou e o aninhou em seu colo — O que se passa meu irmãozinho? — Ele entregou uma das fatias para ela, com o olhar mais doce do mundo — Trouxe torta para nós. Obrigada, estava com fome — Realmente com fome. Ela pensou.
-Uma das criada da cozinha deu-me para entregar a você — Ele olhou para perna de Alice, que estava coberta pelo belo vestido violeta — Deixe-me ver sua perna. Fiquei sabendo do acontecimento.
Ela mostrou tímidamende a perna para Brandon, seu irmãozinho de cinco anos. Nem ela mesma tinha visto, mas quando viu, se intresteceu, o presente que sua boca tinha lhe dado.
-Posso tampar? — Alice estava envergonhada — Quem te contou sobre isso? Steve?
- Pode, pode sim. Quem me contou não posso lhe falar — Falou baixinho — é segredo.
E assim a noite se passou. Com uma doce torta quentinha, hematomas e muitos mistérios.
Fale com o autor