Desvendando o Amor

4 Precisamos contar para Emma


Notas iniciais
Eai, meus amores. Tudo bem? Espero que estejam aí. Mais um capítulo, conforme prometido. Amo vcs!

Quando estava na última aula, recebi uma mensagem de Emma, falando que ela iria para a casa de Nick, mas que me encontraria depois do meu treino da equipe de dança para podermos estudar. Ok, tudo parecia bem até o momento.

Coincidentemente, Cam teve um treino extra no mesmo horário do meu e voltamos para casa juntos. Não tínhamos conversado muito depois do nosso beijo no corredor mais cedo. Por isso, assim que entramos no carro dele, me pronunciei:

—Me desculpa. — Disse olhando para baixo.- Eu sei que não justifica, mas Luke me mostrou um vídeo seu com duas garotas em uma festa e eu surtei.- Olhei para ele. Ele sorriu debochado.

—Samantha Vermond, por um acaso você ficou com ciúmes? Achei que estivesse acima disso. — Babaca. Meu babaca.

—Sim, Cam. — Abaixei os olhos ruborizada novamente.- Eu fiquei com ciúmes. Mas, sério? Duas ao mesmo tempo? Você se superou nessa. — Disse irônica e ele aumentou o sorriso. Como eu queria esmurrar aquele rosto perfeito. Dei um soco forte em seu braço.

—Só achei engraçado te ver assim. — Ele olhou para mim rapidamente. — Me dá vontade de te levar pro quarto e te mostrar que só existe você pra mim. — Mordi o lábio inferior em resposta.- Está me imaginando, Sammy? — Disse com um sorriso malicioso. Merda. Como ele conseguia ser tão gato?

—Não me provoque, Cameron.

—Ou o que? — Ele retrucou com a voz rouca. Se nossos olhos pudessem falar, gritariam luxúria naquele momento. Senti um frio na barriga bom. Balancei a cabeça para espantar o pensamento, precisava focar no ponto central da nossa conversa.

—De qualquer forma, acho que você sabe que teremos que contar para Emma hoje, sem falta. Podemos esperar ela terminar o dever e contamos para ela em seguida.

—Combinado.

***

Assim que ela chegou, eu e Cam já estávamos sentados na mesa da sala, estudando. Ela nos cumprimentou normalmente, jogou a mochila ao lado, tirou seus livros e cadernos e começou a estudar. Depois de meia hora balançando a perna embaixo da mesa, ela se pronunciou:

—O que você está fazendo aqui, Cam? — Ela parecia um pouco irritada com ele. Ela se virou para mim. — Achei que tínhamos combinado que de quinta-feira estudaríamos juntas.

—Na verdade, Emma, eu que chamei Cam. — Disse. Eu olhei para ele, que assentiu para mim.- Precisamos conversar com você sobre algo importante.- Respirei fundo.

—Sem suspense, Sam. — Ela levantou uma sobrancelha. — Desembucha.

—Eu e Sammy gostamos um do outro, Em, e queremos ficar juntos. — Cam soltou antes que eu pudesse escolher as palavras.- Realmente juntos. — Ela olhou para mim.

—Você quer mudar o nosso dia de estudos? Por mim quarta-feira funciona também. — Cam bufou e passou a mão pelos cabelos.

—Não se faça de sonsa, Emma. Você entendeu. — A voz de Cam era firme. Me encolhi levemente na cadeira.- Eu quero namorar a Sam. — Namorar? Nunca tínhamos falado sobre aquele rótulo antes, mas, de alguma forma, aquilo me deixou feliz. Cam queria algo sério comigo e isso me confortava.

—Não. — Respondeu apenas.

—Não tem “não”, Emma. — Eu sentia que Em e Cam brigariam feio. A última coisa que eu queria era ser a causa disso. — Estamos te contando, não pedindo permissão. — Cam bufou. Peguei em sua perna por baixo da mesa para acalma-lo. — Você aceitar ou não vai dizer como será a sua relação com a gente a partir de agora. A minha relação com a Sam não vai mudar só porque você acha que deve.

—Sammy? — Emma olhava para mim, esperando que eu dissesse algo.

—Eu realmente gosto do seu irmão, Emma. E eu sei que não se sente confortável com isso. — Me pronunciei novamente.- Nós tentamos evitar, realmente tentamos, mas eu não consegui, me desculpa.

Emma respirou fundo algumas vezes, pensou por um tempo, e então voltou a estudar, sem dizer uma única palavra sobre o assunto. Eu sabia o que ela estava fazendo: pensando. Analisando detalhadamente as possibilidades de ação e projetando cada uma delas no futuro. Mantive meus olhos presos nela enquanto Cam voltou a estudar da mesma forma.

As vezes eles eram tão parecidos.

Uma eternidade parecia ter se passado até que ela, finalmente, se pronunciou:

—Se tem uma coisa que a morte do meu pai me ensinou, é que temos que aproveitar ao máximo o tempo com as pessoas que gostamos. Se vocês se gostam, quem sou eu para impedir a felicidade de vocês? — Ela focou em Cam.- Se você fizer qualquer besteira ou machucar a minha melhor amiga, eu entro no seu quarto enquanto você estiver dormindo e corto seu pau fora. É uma promessa. — Ela se virou pra mim. — E eu não quero que você me abandone pelo meu irmão. Espero poder conversar com você e que você possa conversar comigo, deixando de lado os detalhes sórdidos, por favor. — Ela disse, fazendo uma careta, o que nos fez rir. — E ele — apontou para Cam. — não vai poder simplesmente atrapalhar os nossos momentos, como tem feito ultimamente.

—Combinado. — Dissemos eu e Cam em uníssono.

***

Alguns dias depois, estava com Cam em casa estudando. Emma realmente parecia estar levando nosso relacionamento numa boa. Meu pai também lidou com as coisas melhor do que eu imaginava. Foi bem diferente de quando contei sobre Nate. Naquela época, ele me proibiu de ficar sozinha em casa com o meu namorado e a única vez que o viu foi levemente rude, coisa que eu nunca tinha visto meu pai fazer.

Já com Cam, foi mais tranquilo. Ele me pediu que tivesse cuidado com as coisas que eu fazia quando não estivesse lá, mas acho que meu novo namorado já o tinha conquistado no dia em que me convenceu a não me mudar para Minnessota.

Tia Lucy não poderia ter ficado mais feliz. A cena chegou a ser levemente cómica, mas fiquei feliz ao vê-la tão animada após a tragédia que tinha acometido a família Woods. Tudo estava se encaixando.

Cam olhava para mim sem parar naquela tarde:

—Você está me desconcentrando. — Disse a ele.

—Como alguém consegue ser tão perfeita?

—Eu estou longe de ser perfeita. — Coloquei uma mecha atrás da orelha. Me levantei e fui até a minha mesa de cabeceira para buscar o celular, que estava carregando. Senti duas mãos na minha cintura me puxando contra um corpo que eu já reconhecia bem.

—Minha perfeita. — Ele depositava beijos no meu pescoço.

—Cam, — Disse já arfando. — precisamos estudar.

—Uma pausa não vai fazer mal. — Me virei para ele e passei os braços ao redor de seu pescoço.

—Dez minutos. — Ele sorriu de canto de boca.

—Você sabe que eu posso fazer melhor do que isso. — Disse me jogando na cama atrás de mim. O que esse homem fazia comigo?

Ele começou a depositar beijos por cada centímetro de pele desnuda do meu corpo. Inverti nossas posições, me sentando em seu abdome e segurando as duas mãos dele acima de sua cabeça, como ele fazia comigo. Aproximei meus lábios de sua orelha e disse com a voz baixa:

—Você está me desconcentrando. Precisamos estudar.

Ele se soltou com facilidade das minhas mãos, pegou meu queixo com delicadeza e me fez olhar para ele:

—Eu te amo, Samantha Vermond. — Meu coração não cabia dentro do meu peito. — E você não precisa responder se não estiver pronta para isso, mas eu precisava te dizer.

—Eu também te amo, Cameron Woods. — Sorrimos um para o outro que nem dois idiotas.

—Eu comprei uma coisa para você. Um presente. — Eu levantei uma sobrancelha sorrindo. Ele se levantou da cama, foi até a sua mochila e tirou uma caixa relativamente grande. Abri o embrulho com cuidado e ainda sorrindo. Era um pássaro azul, de porcelana, em cima de uma imitação de galho, do mesmo material:

—É lindo, Cam. — Olhei para o meu namorado.

—É pra você lembrar que não importa para onde você, minha passarinha, decidir voar, eu sempre estarei aqui para você se apoiar.

—Eu amei. De verdade. — Disse a ele, posicionando o presente em um lugar de destaque na casa.

Notas finais
Me contam o que acharam?