Antes de contar como conheci a Emilly, vou contar sobre meu "amigo", Rodrigo.

Ele veio comigo, ele é da minha especie. Somos perfeitos. Viemos juntos. Quando chegamos na África não havia sinal de civilização. Apenas existia uns povos estranhos que adoravam deuses estranhos. Nada demais. Rodrigo e eu nunca nos separávamos. Fomos juntos para o Inferno. A cada dia que passamos, morrendo e sangrando pelos humanos, ele me dizia:

–Permaneça forte. Vamos sair juntos dessa. Pode doer agora, pode parecer difícil, mas vamos sair dessa juntos, John. Acredite em mim, por favor.

Foi graças a ele que me deu forças para continuar acreditando que estou aqui. Sou imortal a doenças, mas não sou imortal contra demônios. Infelizmente, perdi o Rodrigo. Depois do Inferno, procurei ele por todo o mundo, por séculos, mas não adiantou.

Então, conheci Emilly em uma viagem a Nova Iorque. Fui à uma festa de gala, muito comum naquela época. Encontrei-a em um canto, isolada. Me aproximei dela. Depois disso, dançamos juntos e nos divertimos por horas. No final da festa, ela me beijou. E depois, eu nem preciso dizer. Foi como em outros romances melosos e chatos de dar vomito. Saiamos juntos. Ela me fez acreditar que os humanos eram melhores. E então, Emilly morreu. O que dizer da morte?

Emilly morreu em 1920 com 47 anos. Foi lamentável a perda, mas me fez ver que eu não posso me apaixonar por humanos. Os humanos morrem e nascem a todo momento. Eu tenho que amar pessoas da minha especie, porque elas são imortais.

Depois que Emilly morreu, sem me deixar filhos, continuei minha busca por Rodrigo. Em 1929, ano muito conhecido pela maior crise do mundo, eu encontro Rodrigo. Morto, é claro. Então, leitor, comecei a mais perigosa busca. A busca pela ressurreição de Rodrigo. Vou passar por todos e por tudo para ter novamente aquele que veio comigo. E não aceito um não como resposta. Eu sou um Semi-Deus e vou lutar contra tudo pra conseguir ter o que eu quero.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.