Niffe nunca havia reparado, nos dias em que passou na casa de Ailee, o quanto Gate e Alyx se odiavam. Gate não parava de implicar com a anjo e por possuir um temperamento ruim, a adolescente não conseguia ignorar tudo o que o irmão da sua amiga dizia.

Segundo Ailee, eles raramente se encontravam, mas quando davam de cara um com o outro, era impossivel que ela conseguisse ter uma briga com seu irmão mais velho já que sua amiga ruiva assumia esse papel.

Alyx sempre passava as manhãs na casa da sua amiga e como esse era o horário que Gate geralmente dormia, eles não se encontravam muito. E as vezes que a ruiva estava presente e o tenente acordado, eles se ignoravam completamente, o que fez com que a angelical pensasse que Alyx não se misturava com o soldado do inferno por respeito a sua posição ou por ter aqueles tipicos preconceitos por demônios. E Niffie acabou estando errada, pois a única verdade era que eles não podiam passar nem mesmo um segundo perto um do outro sem que uma discussão surgisse.

Ailee tentou colocar algum juízo na cabeça deles dizendo que aquilo não era bom para as crianças que assistiam a briga dos dois, mas Gate preferiu ignorar a aliquis e continuar irritando Alyx.

A anjo tentava fazer o seu melhor para não dar atenção ao tenente, mas Niffie quase podia ver a fumaça saindo dos seus ouvidos pela raiva que sentia apenas por olhar o soldado.

— Você não deveria provocá-la tanto.— Niffie falou para Gate quando Alyx fugiu pra dentro da casa de Ailee com a intenção de ficar perto da sua amiga.— Ela é apenas uma criança.—
— Uma criança irritante.— O tenente murmuriou e sorriu quando seus olhos encontraram os desenhos que Niffie estava fazendo para Victoria olhar.— Eles estão ótimos. Ficariam ainda melhores se você adicionasse chifres ao invés de um véu.—
— Eu adoraria fazer isso.— Niffie suspirou.— Mas é provável que ela tenha uma crise e peça para Meridius me tornar em uma escrava pessoal. E o bastardo esta sendo tão cruel nos últimos dias que não dúvido que eu acabe segurando uma bandeja com o chá da tarde de Victoria.—
— É engraçado vê-la tentando odiar Meridius.—
— Eu não posso odiá-lo, mesmo que seja o meu único desejo.— Ela falou.— Só queria me manter distante para não ter meu sofrimento multiplicado pelos atos dele.—
— E você acabou tendo que criar modelos de vestidos para a noiva dele.— Gate a lembrou secamente.
— Quero matá-lo por isso. Apenas de lembrar aquele dia minha raiva se torna ainda maior ao invés de ficar controlada, mas Meridius disse que algo esta acontecendo com a minha mente e me manterá por perto.—
— Ele é um arcanjo, poderia fazer isso de maneiras menos cruéis.— O tenente disse a verdade e ela não podia negar isso por mais que suas faíscas de esperança tentassem arrumar desculpas para a atitude de Meridius.
— Como não desejo que todo o meu problema com minha alma chegue ao nível da morte, posso fazer um esforço para tolerar Victoria.—

Os olhos escuros de Gate encontraram os dela e apesar de estarem cheios de vida, eles também eram assombrados.

— Você já tolerou demais, Niffie.—
— Eu sei,— Ela concordou.— E acho que ainda vou ter que tolerar muito.—

Niffie não sabia se o tenente iria respondê-la, mas sua postura relaxada foi deixada de lado em segundos para que a rigidez assumisse seu rosto. Ela não precisou perguntar para saber que algo estava se aproximando da casa de Ailee.

— Lukan e Theo estão próximos.— O soldado falou em um tom vazio e assumiu sua postura de tenente.

E como Niffie sabia que esses anjos jamais a machucariam ou fariam algum mal para as pessoas ao seu redor, ela deixou de estar em alerta para o perigo, mesmo que fosse muito estranho que ambos estivessem se aproximando da casa da sua amiga.

Não demorou para que Theo e Lukan pousassem na enorme varanda, suas asas logo se fecharam em suas costas para que o espaço continuasse grande. Os tenentes movimentaram suas cabeças em uma pequena reverencia, como se ela ainda fosse uma imperatriz, e a angelical pensou em dizer para não fazerem mais isso, mas eles estavam com posturas rigidas demais para que ela começasse uma conversa.

Gate caminhou para frente e encarou ambos, o soldado do inferno estava em uma posição que protegia ela, algo que Niffie achou desnecessário desde que eram Lukan e Theo presentes. Além do mais, os tenentes sempre tiveram um elo de amizade para que o demônio estivesse agindo dessa forma tão protetora.

— Me sinto ofendido por você estar quase puxando suas laminas para cortar nossos pescoços, Gate.— Lukan falou de forma amigável, apesar da sua expressão séria não mudar.
— Por que estão aqui?—
— Nós temos que levar Niffie.— Theo respondeu Gate.— Imperatore esta a esperando para um julgamento.—

A mente dela ficou em branco por alguns segundos quando tentou imaginar o que havia feito de errado para ter que participar de um julgamento, mas tudo o que encontrou foi o nada.

— Por quê?— Ela perguntou antes que Gate fosse mais rápido.— Isso tem haver com a anulação do nosso casamento?—

Lukan e Theo trocaram um olhar silêncioso, mas que para Niffie significou mais do que palavras. Apenas pelo ato, ela pode ver que algo não estava bem.

— Uma angelical foi encontrada morta hoje de manhã.— Theo falou.— E tudo indica que você é a culpada pelo assassinato.—
— Eu?— Niffie ficou horrorizada.— Como isso é possível?—
— Niffie não é culpada.— Gate disse.
— Nós acreditamos nisso também, mas...—
— Não existem provas a meu favor.— Ela deduziu.— Tudo bem, eu irei acompanhar vocês.—
— Niffie.—
— Você conhece nossas regras, Gate.—

A angelical também não estava feliz por estar sendo incriminada por algo que não fez, ainda mais quando se tratava de tirar a vida de uma pessoa. Mas quando um arcanjo solicitava a presença de alguém, isso não podia ser ignorado.

E não era como se Niffie estivesse caminhando em direção da sua própria morte, pelo menos ela esperava que não.

~

Quando Niffie entrou no castelo que costumava chamar de casa antes, ela tentou ignorar os olhares dos empregados o máximo que podia. Cada olhar que recebia era o mesmo, todos a olhavam como se fosse uma criatura de outro mundo.

A angelical apenas não sabia dizer se estavam a encarando assim por causa do seu casamento fracassado ou por essa nova novidade de ter se tornado uma assassina da sua própria raça.

Ela caminhava entre Theo e Lukan, o que a fez se sentir mais segura e ter determinação para caminhar pelos corredores do castelo com a cabeça erguida, mesmo sabendo que poderia encontrar Victoria a qualquer momento. Niffie sabia que essa sensação de conforto acabaria quando estivesse diante de Meridius, mas ela não se importava com isso. Afinal, ela era ciente que não podia esconder muitas coisas de um arcanjo, ainda mais daquele que ficou ao seu lado durante 150 anos.

Niffie sentiu a mente de Meridius tocando a dela e, como antes, ele ficou em silêncio como se apenas estivesse averiguando. Ela se sentiu irritada por isso, pois o arcanjo deveria ao menos explicar o que estava acontecendo antes dela ter que passar por um julgamento.

Eu não fiz isso. A angelical falou rapidamente para não correr o risco do anjo sair da sua mente.

Eu sei.

Sua intenção, quando falou com Meridius, foi de começar uma conversa para que ele explicasse o que aconteceu, mas essas duas palavras foram o suficiente para deixá-la mais calma. Se o arcanjo do paraíso acreditava na sua inocência, não existia motivos para temer esse julgamento.

Eles caminharam pelos corredores para chegar até o salão em que ficavam os tronos dos arcanjos. Normalmente, quando algo muito grave acontecia em alguma dimensão, todos os imperadores tinham que estar presentes no julgamento. O último caso em que isso ocorreu foi o de Ellylan, a humana que acordou no inferno sem nenhuma explicação.

Apesar de acontecer, era raro que os arcanjos estivessem juntos em um julgamento. Era quase normal que os crimes dos imortais envolvessem apenas assassinatos, algo que era muito comum na vida deles e que não era uma novidade como Elly.

Mas quando a raça pura cometia crimes, dificilmente existiam julgamentos. Não se podia esconder provas de um arcanjo e seus tenentes, então quando tudo estava tão obvio, Meridius e seus irmãos não perdiam tempo com perguntas.

Ela estar indo para um julgamento já deixava obvio que existiam muitas dúvidas sobre o seu caso.

Seus olhos encontraram as portas que pertenciam ao salão real e apenas em pensar que o arcanjo do paraíso estava ali, seu coração começou acelerar. Seu lado psicopata a xingou de todas as maneiras possíveis por ser tão tola e fraca, pois todos eram cientes de que aquele dia não eram como os outros em que encontrava o seu arcanjo depois de acordar.

Quando se aproximaram, a porta se abriu antes que os tenentes tivessem a chance de tocá-la. Meridius apareceu em frente de Niffie e seu corpo bloqueou a sua entrada no salão onde os tronos dos arcanjos se encontravam.

Seu olhar era frio e não demonstrava nada além de um vácuo sem fim, o que não era uma novidade. Afinal, todos que conheciam o arcanjo do paraíso eram acostumados a ter que enfrentar esse olhar tão frustante.

— Não permitam a aproximação de ninguém.— O anjo disse para os seus tenentes e logo em seguida olhou para Niffie.— Entre.—


Ela entrou no salão quando o arcanjo deu espaço para que assim o fizesse. A angelical se virou logo que entrou e sorriu para os tenentes que ficariam de guarda na porta. O gesto podia ser pequeno, mas demonstrava sua gratidão pelos soldados que não a trataram como uma criminosa e que confiaram nela mesmo com a falta de provas nesse caso que Niffie desconhecia.


Meridius fechou a porta do local e ela rapidamente se afastou do anjo com alguns passos para ficar próxima dos tronos enquanto ele continuava onde estava. Não parecia certo ficar em um lugar fechada com o homem que a rejeitou tão facilmente, pois isso apenas torturava o seu coração.

— Isso não parece com um julgamento.— Niffie falou. Afinal, todos os tenentes de Meridius deveriam estar presentes e divididos em filas enquanto o arcanjo se sentava no trono que pertencia a ele.
— Mesmo se fosse um, eu imagino que ninguém apareceria.— Meridius a olhou de forma penetrante.— Você pode se sentar,caso deseje.— Ele se referiu aos tronos atrás dela, mas Niffie recusaria essa oferta, pois aquele lugar do lado do trono que estava em frente dos outros dois não pertencia mais a ela.
— O que aconteceu?— Niffie preferiu ir direto ao ponto principal para que tudo ficasse mais simples.— Por que meu nome e a palavra “assassinato” estão sendo relacionados em uma mesma frase?—

Meridius se afastou da porta em sua costas, mas também não se aproximou dela.

— Durante a madrugada uma angelical chamada Emma foi morta e enviei Alex até o local para ver o que havia acontecido.— Ele disse.— No quarto, onde o corpo estava, ele sentiu o seu aroma e depois que eu cheguei, pude detectar os rastros da sua alma.—
— Eu não conheço ninguém chamada Emma.—
— Ela era uma das imortais que gostava de passar o tempo falando mal de você por ser uma imperatriz.—
— E por que acredita que sou inocente?— Niffie perguntou.
— Você não tem capacidade para tirar vidas, Niffie.—
— Mas minha alma esta desaparecida e, segundo você, algo esta acontecendo com a minha mente também.— Ela se sentiu nervosa por estar falando tudo aquilo. Parecia ridículo procurar opções que a tornavam culpada.— Eu posso ter...—
— Você tem razão.— Meridius caminhou até as janelas que estavam próximas dele e seus olhos ficaram fixos na natureza que existia lá fora.— Mas ainda assim, eu não consigo deixar de pensar que Victoria é culpada.—

Niffie se aproximou do arcanjo dessa vez, mas sempre mantendo o espaço entre eles.

— Victoria?—
— Sim.— Ele falou.— O que esta acontecendo com sua mente, eu imagino que seja por causa do nosso link que nunca foi quebrado corretamente quando sua alma desapareceu. Você tem razão sobre a sua alma e não posso explicar o que aconteceu para que existisse rastros dela no quarto de Emma, mas esse assassinato... Ele parece que foi feito para tornar você culpada e Victoria parecia satisfeita quando soube o que estava acontecendo.—

O arcanjo em sua frenteve levou sua mão fechada em um punho para frente da sua boca, um gesto que demonstrava que eestava pensando e ao mesmo tempo incomodado.

Niffie não conseguiu culpar Victoria por parecer satisfeita, pois seu lado psicopata reagiria da mesma maneira se estivesse na mesma posição dela e a ex esposa do seu noivo estivesse sendo acusada.

Além do mais, a imortal loira não parecia ser inteligente o suficiente para estar por trás desse plano em que envolvia até mesmo a sua alma perdida.

— Diane conseguiu enganar todos os arcanjos, isso poderia ocorrer com Victoria também.— Meridius pareceu ler a mente dela quando voltou a falar.
— Mas não existe nada que prove que eu sou inocente e ela culpada, não é mesmo?—

Meridius não a respondeu, ele acabou se perdendo em seus pensamentos e provavelmente esqueceu de respondê-la ou o arcanjo estava apenas a ignorando, algo que não a deixava surpresa já que era acostumada a isso.

Niffie observou a postura do anjo e apesar da sua mente estar focada nos problemas que a envolvia, problemas nada agradáveis, ela pode notar que as penas da sua direita estavam tocando o chão levemente.

O arcanjo sempre teve essa mania quando deixava de lado a sua posição de imperador. Sempre que Meridius estava com pessoas que o faziam se sentir seguro, o que normalmente era com ela e seus irmãos, ele deixava de demonstrar o poder em cada gesto do seu corpo. E tal mania, podia ser comparado com o ato de uma criança, já que elas tinham essa mania de deixar suas asas tocarem o solo como se fosse algo normal.

Niffie caminhou para se aproximar do arcanjo e automaticamente levantou sua mão na direção daquela asa para tocá-la como uma pequena repreensão, mas se deteve antes que isso acontecesse.

As asas de Meridius não a pertenciam mais para que se tornasse tão cuidadosa em relação a elas. Niffie não podia mais tocá-las, pois não possuía mais essa intimidade e liberdade com o anjo.

Eles não eram mais amantes.

Meridius se virou antes que tivesse a chance de abaixar a sua mão completamente e ela acreditava que o anjo era inteligente o suficiente para saber o que estava acontecendo naquele momento. Mas só foi capaz de ter certeza disso quando ele levantou sua asa do chão logo em seguida dos seus olhos pousarem na sua mão congelada.

— Eu terei que tratá-la como culpada.— Ele disse como se não tivesse notado nada e Niffie rapidamente levou todos os seus dedos para trás da sua costas.— Meu poder pode ser questionado se você não for punida.—
— Eu entendo.—

E ela, realmente, entendia.

O fato de ser sua antiga esposa faria com que todos os imortais imaginassem que a angelical estava recebendo um tratamento especial quando deveria ser morta, mandada para o inferno ou receber qualquer outro tipo de castigo cruel. Isso provavelmente causaria a furia da raça pura e todos ficariam contra Meridius.

Em um lugar onde o poder estava a cima de qualquer coisa, isso não podia ocorrer. Além do mais, o arcanjo do paraíso não deveria estar a procura de mais problemas para a sua cabeça, pois já tinha muito com o que lidar agora que, aparentemente, estavam brincando com a alma dela.

Além do mais, Meridius tinha que gerar o respeito em seu governo, apesar de ser acompanhado com o medo, caso isso não ocorresse, era provável que sua dimensão virasse um caos total.

Ela entendia completamente as ações do arcanjo, ainda mais quando ele iria ajudá-la a provar sua inocência, mas ainda assim, sentia um pouco de medo por ter que ser reconhecida como suspeita de um crime em que não existiam provas a seu favor.

Quando as fofocas surgissem, algo que era impossivel de evitar, ela seria ainda mais rejeitada pela sociedade e, depois de descobrirem o ocorrido, os imortais teriam mais que um motivo fútil em suas mãos para atingí-la.

— Você não precisa se preocupar,— Meridius falou quando, provavelmente, viu a expressão que surgiu em seu rosto quando imaginou o que as pessoas poderiam fazer com ela.— Não irei colocá-la em uma cela.—

Infelizmente, considerando toda a sua situação atual, Niffie preferia que isso acontecesse.

— Eu não estava pensando nisso.—
— Não posso deixá-la perto de Victoria. Se ela for a culpada, isso pode ser perigoso.—
— Qual é o seu plano?—
— No momento eu irei usar desculpas sobre a sua alma ainda estar desaparecida e não poder culpá-la completamente pelo assassinato, mas não posso permitir que caminhe livre.— O arcanjo disse de maneira fria.— Lukan se tornará sua sombra e você deve colaborar, Niffie. Sem fugas, sem ideias para ficar sozinha ou atitudes que torne muito obvio que você não esta sendo considerada como suspeita de um crime.—
— Posso ao menos escolher o tenente que ficará comigo?—

Não que Niffie odiasse Lukan, mas ela se sentira melhor se pudesse escolher alguma das tenentes mulheres que faziam parte do grupo de soldados confiáveis de Meridius. Ela sabia que não teria mais privacidade a partir desse momento e se sentiria mais confortável com alguma das meninas do que com Lukan.


— Não é você quem decide isso.—

Diversas respostas passaram pela sua cabeça que poderiam rebater ao tom grosseiro do arcanjo, mas ela preferiu ficar em silêncio desde que sabia que Meridius já estava irritado o suficiente para estragar o seu dia com apenas duas palavras.

A angelical tentaria fazer tudo ao seu alcance para ninguém imaginar que esse tipo de conversa ocorreu entre eles e faria o seu melhor para não estragar o plano do arcanjo. Afinal, deixar que o verdadeiro culpado acreditasse que ela estava sendo considerada como a principal suspeita era a melhor coisa a se fazer e Niffie não estragaria essa oportunidade de se livrar desse problema, nem quando seu maior desejo era torturar o anjo em sua frente.

— Tudo bem.— Niffie manteve seus olhos fixos aos de Meridius quando falou. O arcanjo podia tratá-la como bem entendesse, mas ainda assim, ele estava a ajudando e não iria discutir para que as coisas acontecessem da forma que considerava certa.

Ela já estava sendo obrigada a tolerar muitas coisas, poderia lidar com alguém a seguindo também. Mesmo que a ideia de juntar Lukan e Gate assustasse sua mente, tentaria deixar todos aos seu redor confortáveis. Era provável que alguém acabasse cometendo suicídio ou até mesmo um assassinato, mas Niffie acreditava que Meridius resolveria seu problema antes que isso acontecesse.

A angelical acreditava no anjo frio.

Infelizmente, mesmo depois de pisar em cima do seu coração, ela sempre confiaria em Meridius.