Notas iniciais
E ai meu povo lindo? Tudo show? Umas coisinhas antes de falar sobre o capitulo, eu realmente espero poder "ouvir" o que vocês acharam desse capitulo e se puderem ouçam I Dreamed a Dream e Red and Black dos Miseráveis pra acompanhar

–Zoro?- ouvi Luffy desesperado- o Sanji.... O Sanji... Ele- meu coração perdeu o ritmo.

–Fala logo!!

–Ele tá morrendo Zoro, ajuda a gente.
P.O.V Zoro.

Não pensava em nada, meu ar foi embora em questão de segundo.

–Zoro?.... Zoro?- a voz de Luffy soava como se estivesse a quilometros de distância.

–O-onde vocês estão?- minha garganta ardia, cada palavra custava a sair, comecei a ouvir pessoas falando com Luffy- Alo?

– Zoro- por algum motivo ele estava bem mais calmo- os moços vão levar a gente pro hospital do Chopper! Vai pra lá.

... Hospital do Chopper? Demorei para lembrar o nome do lugar, enquanto ouvi a ligação ser cortada... Mount Sinai. Um arrepio correu minha espinha.

'Me prometa'

"Me prometa, Zoro"

Balancei a cabeça, não era hora para aquilo, tinha que me apressar.
[...]

Cheguei no hospital depois de um bom tempo, provavelmente mais descabelado e desarrumado do que me lembrava quando saí da academia. Ao ver meu desespero a atendente se endireitou na cadeira e me mandou para o segundo andar, um sorriso tímido escapou de seus lábios ao me ver encarar enquanto me informava, algumas outras mulheres ao longo do corredor soltavam risinhos ou apenas me encaravam na cara dura.

"Mas que porra?!"....Ah"

Pude entender assim que entrei no elevador, com toda essa correria minha camisa estava mais aberta que de costume- no meio do peito- e tinha aderido ao corpo graças ao suor, meus cabelos estavam perfeitamente bagunçados e fixos do jeito que eu sempre me esforçava para deixar quando tinha que sair.

"Eu me pegaria... Zoro! Não é hora pra isso!"

As portas se abriram e já me pus disparado em direção ao quarto indicado pela atendente.

– Que ele esteja bem...- murmurei um pouco antes de chegar no quarto- que não seja como daquela vez, por favor.

"Eu te amo, ta?"

"Você tem que fazer isso!"

Senti minhas pernas bambearem e os olhos arderem novamente, por que justamente agora eu tenho que perder a força? Que tipo de homem eu sou? Sem mais delongas abrir a porta do quarto.

–Zoro!!- Luffy berrou na poltrona esticando as pernas e levantando os braços- mas que demora! Você se perdeu?

– Cadê o.. o S-Sanji?- ignoro e engulo seco ao terminar a frase.

–Serve a minha pessoa?- disse ele corando ao me ver.

–Ma... mas ele... você- fui me escorando parede abaixo aos poucos- eu tô perdido.

– De novo?- Luffy riu de mim, acho que Sanji falou algo para ele, pois logo em seguida o idiota saiu da sala.

Me levantei e joguei todo meu peso na poltrona onde o outro se encontrava. Uma onde de alívio tomou meu ser quando olhei-o.

–Ele sempre exagera... eu só quebrei a perna e me arranhei um pouco- falou pondo a mão sobre a bandagem que tinha na cabeça- o que ele te disse?

–Que você estava morrendo- comecei a sentir meus olhos me traíram aos poucos.

– You all right ?

– Yeah, yeah... eu nunca te disse por que deu odiar ter que vir nesse lugar?

– Licença- Chopper entrou na sala- Sanji, tá na hora. Ah, oi Zoro! Kuina?

Assenti enquanto o EroCook nos olhava confuso, pouco antes de levaram sua "maca" do quarto.

– Não se preocupe- disse o médico antes de ir embora, segurando meus ombros- nada vai acontecer.

"Sinto muito, Marimo"

Fiquei esperando pelo o que pareceu uma eternidade, aparentemente precisavam ter certeza de que a cirurgia tinha dado certo, é eu demorei um pouco demais, Nami já tinha passado por lá, assim como Usopp e Brook. Quando o loiro voltou, ele anunciou que demoraria um pouco para poder ir embora.

– Tá, mas agora vai me contar ou não Marimo?

–Idiota... é o seguinte.
.~.~PoV Narrador.

– Estúpida, babaca, idiota!- xingava a criança subindo as escadas- eu odeio aquela tonta!

Já estava cansado de ser tão "humilhado", só porque ela era mais velha tinha mais direitos. Os brinquedos mais legais? Dela. A festa? Dela. Para Zoro só sobravam os restos, mas aquela espada fora o maior desaforo. Não via motivos para aquilo, porque sua mãe tinha que se casar de novo? Por que tinha que virar irmão daquela praga?!

Já se passou um ano desde que seus pais tinham se casado, quase podiam viver em paz, se não fosse aquela espada.

– Zoro, venha dar parabéns pra sua irmã!

– Ela não é minha irmã! Ela é só um encosto que eu tenho que aguentar já que você não ama mais o papai!

Mais de um ano antes seu pai tinha sido convocado para servir o país na guerra do Iraque, Zoro dizia isso com todo orgulho e continuaria, se a guerra não tivesse o tirado de sua vida. Era novo, porém era inteligente o suficiente para saber que ele não voltaria para seu aniversario de 10 anos, ou para nenhum outro.

Não queria ter dito aquilo, apesar de se perguntar todos os dias se isso era ou não verdade, não queria magoar a mãe, mas não era justo! Se trancou no quarto e começou a chorar o mais baixo possível, não queria ser incomodado.

–Oe! Me deixa entrar!

–Sai daqui! Vai brincar com seu brinquedo novo!

–Uma hora você vai ter que sair idiota, acaba logo com isso!

Relutante, ele a fez. Kuina entrou jogando um rolo de papel higienico na cara do outro e com um saco de salgadinho na mão.

– Por que isso?

–Você não...

– Eu não entendo? E o que você entende Zoro? Seca essa cara! Você é mais novo que eu, não sabe como funciona isso de amor, nem eu sei direito, não é por que os dois se casaram de novo que passaram a odiá-los.

–Você nunca teve mãe! Não sabe como é perder alguém!- ela o interrompeu dando-lhe um tapa- Ei! Sua.. sua

– Olha Marimo- disse se sentando na cama- isso não quer dizer que eu não a ame, ok? Nem que eu ame sua mãe menos, se você abrisse a mente para isso tudo fluiria mais rápido...

E saiu, deixando o saco ali, o menino voltou a enxugar as lágrimas e decidiu comer do pacote já aberto, pensando no que a "irmã" dissera.
[...]

Como num passe de mágica a criança indomável foi se tornando dócil depois daquele dia eram realmente uma família.

Até certo dia.

Não fazia muito tempo que conhecera Luffy, Chopper e Usopp, tinha seus problemas com Kuina e com o resto do mundo, mas o que podia ele fazer? Era quase um adolescente e um extremamente feliz apesar de tudo. Até aquele dia chegar.

Estava indo para casa quando percebeu um certo tumulto e se desesperou ao dar de cara com o infortunio. Gritara com todos ali presentes mesmo sentindo- se tão fraco. Não tinha nenhum documento em mão provando ser parente da vítima, correra vários quarteirões atrás daquela ambulância, para ser barrado na porta do Mount Sinai, desesperado, gritou, xingou, até que cedessem, saiu em disparada pelo lugar, não se importava se depois daquele dia fosse banido para sempre do lugar, só queria vê-la, queria ouvir que era só um engano, que estava louco e que podia voltar para casa tranquilo, mas não.

–Não, não, não, não, não, não, Kuina? Me responde, por favor.

– Eu to acordada- apesar disso não abria os olhos- deveria estar feliz coisinha, agora pode ficar com a espada que queria lembra?

–Não diga isso!- berrou bufando de cansaço- vamos pra casa! Vamos! Você me prometeu me levar pra ver Sr. e Sra Smith! Não é você que me diz que não se quebra uma promessa, sempre se paga as dividas!

–Zoro...

–Garoto se continuar a gritar assim vou te tirar daqui, quer você queria ou não.

– Zoro- continuou pegando a mão tremula do irmão- está tudo bem, essas coisas acontecem- começou a tossir, o menino podia ver o sangue a manchando, as bandagens não eram suficientes, era como se pudesse ver a vida da irmã escorrer por suas mãos como água por uma peneira.

–V-você tá muito vermelha Kuina.

–Red... the blood of angry man- cantarolou tentando abrir os olhos, lembrava o quanto ambos amavam cantar essa música o dia todo- black the... dark of ages past.

–Não é hora para isso! Por favor! Moço, faça algo! Que tipo de médico você é?!

– Marimo... me ouça, pelo menos dessa vez, eu te amo, tá? Por isso me prometa, prometa que viverá por mim também! Honre aquela espada por mim.

– Eu... eu

– Prometa! Você tem que fazer isso!- ele só assentiu, tentando, em vão, secar seus olhos com as costas das mãos- não se quebra uma promessa, não esqueça. Não esqueça disso, nem do quanto eu te amo, Zoro.- usou o resto de força que tinha para tocar-lhe o braço- não faça isso, vai acabar se machucando com tanta força, babaca.

Depois disso tudo era confusão na mente da criança, os pais correndo, o som do desfibrilador e por fim o silêncio. Aquele silêncio agonizante que caíra sobre sua alma, não ouvia nada, mesmo sabendo do tumulto do quarto, sentia como se colocassem uma faca em seu peito e rasgassem-o cada vez mais fundo. Sentia-se só. Sentia-se horrível. Estava novamente abandonado.
.~.~

– E-eu não sabia, sinto muito Zoro, de verdade!

Um sorriso frouxo brotou em seus lábios.

–Me chamou de Zoro, gostei disso- anunciou, fazendo o outro corar- E a Violet? Por que ela ainda não apareceu?

–Não acho que ela venha, terminamos- por mais que odiasse admitir o sorriso de Zoro aumentou mais.

Notas finais
É isso, e ai o que acharam seus lindos? Espero que tenham gostado
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.