Destiny Injustice
1 "A vida... é tão... injusta..."
Notas iniciais
"A vida... é tão... injusta..."
"Não há um futuro para gente como nós, não adianta esperar por algo, para nós a vida pode acabar hoje mesmo ou daqui háalguns anos, não mais do que isso... Por isso eu te peço: Não deixe de lutar, não desista de proteger os outros, salve todas as pessoas que conseguir, vença a PandoraForm, se cure dessa maldição e sobreviva. É apenas o que eu quero que faça por mim. Eu te amo Akiba. Quero que se lembre disso..."
Estas foram as últimas palavras de minha mãe. O último desejo dela. A famosa violinista Shikara Akane, minha mãe, morreu naquele mesmo dia, poucas horas depois. Foi em uma noite chuvosa, eu me fiz acreditar que o céu estava chorando, lamentando sua morte, e senti o peso da perda da pessoa que eu mais amava.
Meu irmão, Nemato, com certeza é, até hoje, quem mais sofre com a morte de mamãe, mas não posso culpá-lo. Nemo teve de aguentar não apenas a ida de nossa mãe, como também minha internação e a mudança de meu pai para os Estados Unidos. Deve ser difícil para ele ser o único na família que tem o mínimo de normalidade, afinal, não pode ser contaminado por nenhuma das Form da doença que contaminou a mim e a mamãe e não é um fugitivo como papai.
É claro que não havia como evitar o que aconteceu. Desde aquela noite, me esforcei para assumir o papel de mãe, tentando substituir a ausência de parentes e amigos na vida de meu irmão. Eu me orgulho muito dele, Nemato é um dos estudantes mais inteligentes do Japão, possui um QI de mais de 180 e já recebeu milhares de prêmios e propostas para ingressar em diversas universidades de prestígio, mas sempre recusou a todas, ele diz querer ter tempo para me visitar e que não poderia mais fazer isso com a frequência que faz se fosse estudar na capital. Eu sempre insisti para que ele aceitasse e de que isso é a prova de que ele me superou, mas Nemo não se convence disso, ele diz que ir para uma grande universidade e ser tratado como um gênio não te faz um gênio, e que se for para me superar quer fazer isso por si mesmo, estudando sozinho.
Apesar de toda essa pose e discurso, sei que ele quer muito ir para Tóquio, não importa se vai me superar ou não, falando nisso, Nemato considera que "me superar" é o mesmo que receber o mesmo reconhecimento no mundo matemático e científico que eu recebi.
Acabei recebendo o Nobel de medicina ano passado, aos 12 anos, me tornando a pessoa mais jovem a conquistar esse grande prêmio. De acordo com o último teste que fiz (antes de ser internada), meu QI é de 287, superando o de Nemato em mais de 100 pontos, e sendo o mais alto já registrado.
Apesar de não me considerar inteligente, fui eu construí a InterDimension, a máquina que me fez receber o prêmio. Eu a desenvolvi pensando em minha mãe e nas outras 1.949.548 garotas no país que estão sendo corroídas por ambas as Form da doença, quase 20% da população total. A Inter foi programada para estabilizar os sintomas de qualquer doença terminal, mas não tem a capacidade de curá-las, porém, com os sintomas paralizados, há o dobro de chance de salvar essas pessoas caso a cura seja encontrada, pois a doença não terá avançado até seu último estágio e ainda terá a possibilidade de retroceder o suficiente para ser curada, a partir do tratamento correto. Utilizando todos os recursos da tecnologia de imersão total, foi criada uma espécie de videogame, para que o cérebro não morra enquanto estiver no coma causado pela máquina. O nome do jogo, no entanto, foi deixado para à minha escolha...
Destiny Injustice: O lamento de almas já mortas
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