Destiny - Hiatus
15 Especial de Páscoa Parte I – Persiga o Coelho
Notas iniciais
A guilda mais forte de Fiore estava estranhamente calma, não se ouvia vozes, ruídos, gritos e nem mesmo o tintilar de espadas. Algo estava muito errado.
Dentro da mesma encontravam-se Mirajane, que como sempre estava a cuidar do bar, com o auxílio de sua irmã mais nova, Lisanna; e Lucy Heartfilia, que alimentava sua pequena filha, que estava prestes a completar seus cinco anos.
— Este silêncio é estranho e assustador, mesmo que seja bom – Lisanna comentou.
— Apesar de toda a bagunça e confusão, todos eles fazem falta – Mira riu.
— Afinal, aonde estão todos? – Lucy questionou.
— Tivemos um grande número de missões essa semana. Acho que tivemos mais missões do que magos para cumpri-las – Mira disse empolgada. – Algumas eram mais complicadas do que outras, então levariam alguns dias para serem resolvidas. Acho que nossa guilda ficará assim por alguns dias, o que é ruim para nós, mesmo sendo bom para eles.
— Natsu não me falou que iria à uma missão – a loira resmungou.
— Gray e Erza também não foram com ele, na verdade todos saíram em missões solo.
— Espero que voltem logo – a maga estelar suspirou.
— Mamãe, posso ir brincar lá fora? – Layla pediu docemente.
Lucy assentiu. – Porém não vá muito longe, e tenha cuidado. Qualquer coisa pode chamar o tio Loki, tudo bem?
A pequena assentiu e rumou guilda afora. Por alguns instantes perdeu-se no tempo ao observar as borboletas que voavam sobre sua cabeça, todas coloridas e lindas. Encantada, Layla pôs-se a segui-las. Entre corridas e pulos a criança acabara por tropeçar em seus próprios pés, resultando em uma queda feia sobre alguns arbustos.
Sentiu algumas partes do seu corpo arderem, ela tinha se machucado. Eram pequenos ferimentos espalhados por todo o seu corpo, porem eram dolorosos, deixando-a com nós na garganta.
— Estás perdida criança? – A loira ergues seus grandes olhos azuis na tentativa de encontrar o dono da voz desconhecida que falava com ela.
— Quem está aí? – Ela perguntou.
— Então, você está perdida?
Layla olhou ao seu redor, e não encontrou a guilda, na verdade não havia nada a sua volta, apenas arvores e arbustos.
— Acho que estou – ela respondeu. – Quem é você?
— Quem sou eu? Ora, ora, eu sou o seu novo amigo! –
Logo, um coelho maior do que o normal surgiu em sua frente. Ele possuía pelos lívidos e bem sedosos, trajava um colete vermelho cheio de botões dourados, e em sua pata direita ele segurava um belo relógio de bolso, que também era dourado.
— Oh céus, um coelho falante... – ela riu. – Você é uma graça.
O coelho torceu o nariz enfezado, pois não gostava muito de elogios, principalmente quando vinham de humanos.
— Coelho falante não, por favor – foi direto. – Enfim menina, precisamos ir, ou nos atrasaremos mais ainda.
Na sequência ele segurou a mão de Layla e a puxou consigo, arrastando-a floresta adentro.
— Ei, para aonde estamos indo? – A Heartfilia perguntou confusa.
— Para aonde mais poderíamos ir? – O coelho respondeu com outra pergunta e sorriu. – Para o País das Maravilhas.
Ao dizer isso ele jogou a pequena em um buraco, que ficava em uma enorme árvore no meio da floresta, em seguida ele olhou para o seu próprio relógio para depois pular buraco adentro.
Loki surgiu instantes depois em frente a árvore, e estava agora estava inteira, não havia nenhum tipo de passagem.
— O que acabou de acontecer aqui? – Ele levou as mãos à cabeça desesperado, Lucy o mataria.
(...)
— Aconteceu o que? – A loira gritou irada.
— Layla seguiu um coelho até uma árvore, e nesta tinha uma toca, na qual os dois entraram – Loki suspirou.
— Você tem certeza absoluta disso? – Ele assentiu. – Céus, como vamos encontrá-la?
— Se me permite srta, nós podemos tentar atrair o coelho de volta – Caprico apareceu para ajuda-los.
— Você tem uma ideia?
— Cenouras... – o espirito estelar disse sorrindo.
(...)
— Muito estranho – Mirajane disse enquanto ajudava Lucy a montar uma trilha de cenouras. – Um coelho falante que carregava um relógio? Isso é mesmo possível?
— Pode ser que sim. Se pensarmos bem, o Happy, ele é um gato, logo não deveria falar, nem voar.... Então acho que sim, pode ser possível.
— Então com essa trilha de cenouras que pegaremos o tal coelho?
— Eu espero que sim!
Elas criaram uma trilha que saia da enorme árvore e ia em direção a guilda. Dentro da mesma havia uma mesa, na qual tinha-se uma cesta com belas cenouras, o coelho só precisaria colocar uma pata nela para ficar preso e pronto para ser interrogado.
Assim que terminaram a trilha Mira voltou com os seus afazeres na guilda, enquanto Lucy procurava Layla em todos os cantos possíveis e impossíveis. Loki e Caprico mantinham-se acordados e em vigilância, pois não podiam deixar o coelho fugir novamente.
(...)
Lucy caminhava lentamente à beira do rio que cortava o centro de Magnólia. Ela tentava se manter atenta a todo e qualquer detalhe. Avistou um filhote de gato marrom, que caminhava há alguns metros à sua frente. Vários passos coloridos voavam ao seu redor, transmitindo tranquilidade ao cantarem. Mas isto não durou. O canto dos pássaros mudara repentinamente, o gatinho começara a miar desesperado.... Eis que surge de um beco um enorme coelho branco, que trajava um colete vermelho com botões dourados. Em uma de suas patas havia uma cenoura mordida. Ele havia caído na armadilha.
O coelho olhou de um lado para o outro e em seguida saiu saltitando apressado, logo Loki aparecera todo desesperado e pôs-se a continuar sua perseguição.
— Volte aqui seu coelho...
— Não posso, é tarde.... É tarde! – Gritara o bichinho.
A Heartfilia levara um tempo para absorver o que estava acontecendo, mas assim que a ficha caiu, ela começou a correr atrás do pobre coelho, afinal, ele lhe devia respostas.
Ela e Loki o perseguiam a toda velocidade, mas ele parecia inalcançável. Porém, para a sorte dos dois Mira, Lisanna e Caprico surgiram do outro lado e deixaram a lebre sem escapatória.
— Por favor, me deixem ir. É tarde, e eu estou atrasado.
— Você não pode ir sem antes nos contar para aonde levou Layla – falou o espirito estelar da constelação de leão.
— Está bem.... Está bem... – a lebre suspirou. – A criança fora levada para o País das Maravilhas.
— País das maravilhas? – Perguntaram todos em uníssono.
— Sim – ele deu de ombros. – O país das maravilhas é um lugar onde tudo pode acontecer.
— O que você quis dizer com tudo? – Questionou Lisanna.
— Com tudo eu quis dizer tudo, absolutamente tudo.
— Céus! – Mirajane levou as mãos à boca.
— Como eu faço para tirar a minha filha de lá? – Lucy estava começando a irritar-se.
— Simples.... Você só precisava enfrentar a rainha de copas e todo o exército dela.
— Quem é essa rainha de copas? – Mirajane indagou confusa.
— Simplesmente é a pessoa mais poderosa de todo o país das Maravilhas!
Todos ficaram estáticos por alguns segundos, certamente se perguntavam o quão poderosa era esta pessoa e o que ela poderia fazer contra quem fosse salvar a pequena Layla, mas era impossível obterem respostas.
— Certo! Leve-me ao País das Maravilhas. Eu trarei minha filha de volta custe o que custar.
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