Destiny Clock

2 Realidade e Mudanças


Notas iniciais
Mais um capitulo e dessa vez um pouco maior. Dê um desconto com os erros ortográficos,pois olha a hora. Boa leitura. Bjinhus com carinho Aly! :)

O dia na escola foi normal, com a rotina de sempre, jogamos raspadinhas nos perdedores, tivemos o treino com Sue a base de ofensas, que na opinião dela faria querermos ser melhores. Estava exausta, entrei em casa fazendo o minimo barulho possível para não chamar a atenção do meu pai, infelizmente quando chego na escada.

— Não tem educação menina? — Russell, fala da sala com voz irritada. — Primeiro você cumprimenta a família e depois sobe para tomar um banho, desça e jante com a gente, sem atrasos dessa vez. — Escuto o barulho de copo na mesinha.

—Sim, pai. — Engulo seco o gosto amargo da palavra "pai" e subo correndo.

Enrolei o máximo que consegui no meu quarto mas desci para o jantar, que estava ocorrendo normalmente, o silêncio na mesa era o prenúncio de que algo ruim iria acontecer, até que, Russel, quebra um copo.

—Não se fazem copos mais resistentes nesta sociedade. — Ele bate na mesa ficando cada vez mais nervoso, eu e minha mãe estremecemos. — Eles só prestam pra fazer esses malditos relógios, como se isso funcionasse. — Ele vai aumentando o tom de voz e ganhando uma coloração vermelha em seu rosto. — Acredita que esses malditos relógios estão formando casais do mesmo sexo?

— É verdade isso? — Judy, pergunta em voz baixa com medo do marido.

— Sim. Estas porcarias estão estragando a sociedade, aonde já se viu isso. Nós somos um exemplo de família que mostra que essas coisas não valem nada, não fiquei com a pessoa do relógio e tenho uma família perfeita. — Russell, diz todo orgulhoso como se suas palavras fossem a verdade.

Minha vontade era falar umas boas verdades para ele, "Perfeita? No seu sonho. Você é um péssimo exemplo, bebe por ai, trai minha mãe e já chegou agredi la. Isso é perfeito pra você? Pois pra mim não é. Rouba no trabalho e ainda tem coragem de ir na igreja todo domingo como se nada tivesse acontecido, isso é perfeito pra você? Pra mim não é". Engulo em seco todo meu pensamento para não confronta-lo.

— Pai... Terminei, posso subir? — Digo esperançosa de que não faria caso, pois estava distraído pegando outro copo.

— Esses jovens de hoje... Não esperam mais a família termina a refeição, só pensam em ficar nessa tecnologias inúteis. Você é inútil que nem sua mãe, suma da minha frente. — Disse ele já com outro copo de bebida e indo para sala.

Sai da mesa o mais rápido possível, infelizmente essa é minha vida. Vivo essa tortura em minha casa, as pessoas olham por fora e vê uma família perfeita, mas por dentro é que nem uma maçã estragada, podre!

Vi uma frase que ficou gravada em minha mente "Os torturados acabam virando os torturadores". Acho que isso é um mecanismo de defesa, pelo menos em meu caso. Não me sinto bem na minha própria casa, então acabo descontando nas outras pessoas, principalmente no pessoal do Glee. E mesmo fazendo eles sofrerem continuam cantando e rindo, a felicidade que desejo ter, principalmente Rachel Berry com aquelas pernas... Foco Quinn, você não gosta de ninguém daquele grupo, só vai entrar pra ocupar mais seu tempo, ficar longe de casa. Estou me guardando pra pessoa do relógio, quando eu encontrar ele vai ser tudo perfeito, assim esperava. Então tentei dormi.

No dia seguinte no colégio, convencer Santana a entrar no glee foi mais complicado do que achar uma agulha no palheiro, já Brittany, foi mais fácil e graças a ela a latina vai entrar. Fomos na sala do coral a porta estava fechada, Sant chegou entrando sem bater, o professor Will estava falando, mas parou imediatamente.

— Oi meninas posso ajudar? — Will, falou confuso olhando para nós.

— Viemos fazer audição! — Brittany, falou animada e dava pulinhos.

— Isso só pode ser piada. — Kurt, falou olhando desconfiado para nós.

— Deve ser mais uma brincadeira das cheerleaders. — Mercedes, falou mais baixo com medo das meninas.

— Não é nada disso, somos superiores e iremos mostrar que mesmo estando no grupo que perdedores frequentam, continuamos as melhores. — Santana, respondeu com desdém para o grupo.

— Tem que fazer audição, quero ver se são boas assim mesmo. — Finn, falou com orgulho em sua voz, como se tivesse pensando nisso o dia todo.

—Podemos fazer a audição? — Falei para que assim conseguíssemos sair de lá.

—A sala é toda suas meninas. — Will, falou animado provavelmente achando que o Glee estava ficando popular.

Então começamos com Say a little prayer for you e todos ficaram impressionados que realmente sabíamos cantar.

— Só posso disser... Sejam Bem Vindas! — Professor Will, disse animado.

—Faça algo ou fale alguma coisa, Rachel, para impedir isso. — Finn, se pronunciou na esperança de que a Diva fosse fazer algo.

—Elas são boas. — Deu de ombros. — Sejam bem vindas! — E ela sorriu, com um sorriso que me fascinou.

—Então até o próxima aula. Adeus perdedores e Finnutil. — Santana, falou puxando Brittany com ela pra saída.

—Nos vemos na próxima aula. — Sorri e segui as meninas.

—Quinn agora podemos ver os patos? — Brittany, falou animada, quando já estávamos perto da saída.

—Então foi assim que você convenceu ela neh, Fabray? — Santana, me fuzilou com olhar.

—Vamos logo Brittany! — Sai puxando Britt pra fugir de uma latina que queria me matar.

O passeio com Brittany e Santana foi muito bom, a latina não ficou brava por muito tempo. Pois ela não resistia ao olhar de Brittany.

Em casa foi a mesma coisa, mas no silêncio do meu quarto finalmente pude perceber o quão produtivo foi o dia. Sue iria nos matar por causa das suas Cheerleaders entrar num grupo de perdedores, acredito que conseguiríamos contornar a situação e passaria mais alguns minutos longe de casa e ocupada, olhei para o relógio e sentia que o momento estava cada vez mais perto. Suspirei e resolvi dormi só lembro que a última coisa que me veio a mente antes de dormi foi um sorriso... O sorriso mais lindo que já recebi... O sorriso de Rachel Berry.

Notas finais
Me digam o que acharam. Bjinhus e ate o próximo. :)