Destiny Clock
12 O passado reaparece
Notas iniciais
A felicidade de Quinn era visível, entrou em sua casa quase saltitante de alegria.
Sua mãe apenas sorriu, tem coisas na vida que você pode achar que esteja escondendo de seus pais, mas no fundo eles sabem o que esta acontecendo com você.
Subiu para seu quarto, tomando outro banho e se arrumando de novo. Dessa vez escolheu por um vestidinho azul de listra, com uma jaqueta e botinhas. Sorriu ao se olhar no espelho e pegou sua bolsa, avisou sua mãe que só tinha um sorriso misterioso nos lábios e saiu.
Se felicidade podesse ser medita, diria que a felicidade de, Quinn Fabray, nunca esteve tão alta nesse momento. O nervosismo dela era visível ao tocar a campainha da casa dos, Berry. E o olhar de surpresa de Hiram foi engraçado, mas ao ver sua estrelinha descendo as escadas animada, deu lugar a um singelo sorriso.
Trocaram poucas palavras e muita recomendações, finalmente elas entraram no carro. Quinn, abriu a porta do carro para, Rachel. Ao entrar no carro, Quinn roubou um selinho de Rachel, e dirigiu animadamente para seu destino. O barulho vinha apenas do rádio que estava ligada, o silêncio era confortador.
— Por que estamos indo para Carmel? — Rachel,quebrou o silêncio percebendo o caminho que estávamos fazendo.
— Sei que eles tem uma nova pessoa que dirigi o coral agora, também sei que você sempre gosta de estar um passo a frente. — Sorriu de lado. — Então vamos espionar eles, para você saber quem é.
Foi quanto Rachel se jogou em cima de Quinn, por pouco não batem o carro.
— Quinn, você é a melhor. — Rachel, tinha um sorriso gigante no rosto.
— Só não tente nos matar, temos muitas coisas ainda para viver juntas. — Um sorriso brincalhão e verdadeiro não saia do rosto de, Quinn.
O caminho foi preenchido com conversar do cotidiano.
Elas fizeram um silencio absoluto para ver o ensaio secreto do Carmel. Ao sentar nas poltronas no fundo, não conseguiram ver quem queriam, somente o coral cantando. Devemos admitir, eles eram bons, mas ainda assim eles não tinham Rachel. A principal diferença.
Quanto eles terminaram a musica, apenas se escutava uma voz feminina criticando a apresentação. Mas duas músicas e nada da mulher aparecer, quanto estávamos já indo embora a mulher levanta da poltrona e sobe no palco. Nesse momento o mundo parou. Ninguém precisava disser a Rachel quem era aquela mulher. Na mente de Quinn só pensava em como aquela mulher era igual a Rachel, ao olhar a morena temeu por ter vindo.
Passou a mão na cintura de Rachel, quanto estava a conduzindo para saída. Uma voz a assustou.
— Fiquem! Quero falar com vocês. — A voz feminina, que agora tinha rosto falou sem dar chance de fugirmos. — Estão dispensados, vão embora! — E todos pegaram suas coisas e saíram o mais rápido possível da frente da mulher. — Vocês desçam, quero ver quem é.
Rachel, apenas apertou a mão de, Quinn, e mudou para um rosto neutro e desceram.
Um dos piores conflitos é o que lutamos com nós mesmo, ainda mais quando não estamos preparados para o que vamos enfrentar. E era isso que Rachel sentia, mas como uma boa atriz não demonstrava.
Mas algo a surpreendeu, Quinn a fez parar. Deu um abraço apertado nela, beijou sua testa e deixou na escuridão, que as cobria e foi sozinha enfrentar a mulher.
— Por que sua amiga não desceu também? — Shelby, perguntou olhando para a menina que não conseguia ver por causa da falta de iluminação.
— Sou Quinn Fabray, e eu que a trouxe. Se quiser falar ou fazer qualquer coisa será apenas comigo. — Quinn, falou com toda sua pose superior.
— És muito audaciosa garota. Posso mandar prende la por invadir uma propriedade particular. — Shelby, falou friamente, mas tinha algo a mais em seu olhar e Quinn engoliu em seco.
— Mas não vai. — Rachel, falou se aproximando do palco e Shelby ficou surpresa.
— Rachel?! — Shelby, deixou a mascara que sempre utilizava cair.
— Oi Shelby. — Rachel, falava friamente. Quinn por instinto se colocou na frente dela, para a proteger.
— Vamos! — Quinn, falou. Ela podia não saber de nada, mas só de olhar você já imagina e o ar ficou pesado.
— Precisamos conversar. — Shelby falou olhando para Rachel, como se Quinn não estivesse mais com elas.
— Deveria ter pensado nisso a mais de 17 anos atrás. — Rachel, entrelaçou sua mão na de Quinn e saíram daquele lugar.
Deixando uma Shelby surpresa e desolada ao mesmo tempo. Algumas coisas na vida, aprendemos que o tempo não é a melhor solução. A presença seria a cura de feridas, que por causa do tempo ficaram profundas.
Ao entrarem no carro, Quinn pensou que tinha estragado a noite. E dirigiu em silencio até uma parte do caminho.
— Me desculpe. — Quinn, quebrou o silêncio.
— Obrigada! — Rachel, ignorou o que Quinn falou. Sabia que se fossem entrar no assunto, não estaria preparada. — Pra onde vamos agora? — Mudou o assunto.
— Ainda quer fazer alguma coisa? — Quinn, ficou surpresa.
— Lógico, falta muito para o horário que tem que me levar para casa. — Deu um sorriso travesso. — E tenho que mostrar para as outras pessoas o quão linda você é.
E com apenas essas palavras, Rachel tirou um peso de Quinn. O ar se tornou melhor, o medo substituído por alegria. Na vida vivemos como uma moeda, três partes: Cara, Coroa e o meio que interligam elas. Do mesmo modo, somos o meio, de um lado tem o bem e do outro o mal. Basta nos decidimos em qual vamos nos concentrar.
Quinn levou Rachel a um restaurante vegano, depois foram ao um teatro. Era numa comunidade carente, Quinn apenas falou que seu pai ajudava a comunidade. Não citou que era apenas por politica e fingimento, preferiu preserva a parte boa do lugar.
E ver o sorriso de Rachel vez tudo valer a pena, a noite se passou tranquilamente. E lá estavam elas na porta da casa dos Berrys, na varanda da casa.
— Obrigada pela noite. — Rachel, sorriu pegando as chaves.
— Eu que agradeço. — Quinn, pegou as chaves dela e abriu a porta e devolveu a, Rachel. — Você, não tem ideia do quanto me fez feliz hoje. — Colocou uma mecha do cabelo pra trás e tocou os lábios da Judia com os seus.
Mas como tudo na vida que é bom, dura pouco o celular toca. Elas se afastam e, Quinn percebe que era o seu. Da um sorriso e atende, apenas concorda e desliga.
— Quem era? — Rachel, não esconde curiosidade e um pouquinho de ciúmes, pois a pessoa que a loira falou a fez dar um sorriso lindo.
— Minha mãe, pequena. — Quinn, da um selinho em Rachel. — Como vai ser? — Essa era a pergunta que Rachel se vez o dia todo.
— Ser? — Rachel, desviou o olhar.
— Nossa relação, Rach. — Quinn, falou de forma calma, mas percebia que ficou desapontada com a reação da menor.
— Como quer que seja? — Rachel, olhou nos olhos de Quinn.
— Queria que fosse assim. — Quinn, puxou Rachel e a beijou.
— Estrelinha!? — Leroy, chamou de dentro da casa. — Ainda estão ai fora?
— Já vou entrar, papai. — Ela estava vermelha, se afastou de Quinn. — Vamos nos conhecer melhor, sem que ninguém saiba. Na escola apenas podemos nos comporta como amigas. O que acha?
— Como, Brittany e Santana? — Quinn, falou com seus olhinhos brilhantes.
— Amigas, Quinn. — Rachel, deu um sorriso brincalhão. — Até amanhã. — Deu um selinho e entrou na casa.
Não precisamos voar para saber o que é esta no céu. Apenas estar com pessoas amadas, nos leva para as nuvens. E assim se sentia nossa jovem loira, o sorriso mostrava o que o coração transbordava, a alegria de apenas ser o que reprimia.
Mas ao chegar em casa, ela não escapou do interrogatório que sua mãe fez. A alegria era tanta que não escondeu nada, contou deste seu medo pelo que aconteceu no Carmel e até as portas dos Berrys. E por incrível que pareça, Judy apenas sorriu e disse que apoiava a filha. A noite foi tranquila para a Quinn, mas mal ela sabia que desenterrou um passado de sua mãe ao citar que, Shelby Corcoran, estava de volta e que naquela noite, Judy não dormiu.
No meio da noite ela se levanta, admira as estrelas. Abre uma gaveta secreta em seu guarda roupa e pega um caixinha, lá tira algumas fotos de suas filhas pequenas e sorri. Mas o que a motivou a abrir, foi a carta que estava no fundo da caixa, o seu maior pesadelo ou sonho? Isso ela tinha certeza que iria descobrir. Judy volta a guarda tudo e aprecia as estrelas.
Em outra casa, estava uma pessoa com seu copo de whisky olhando uma foto. Apenas deixou em cima de seu piano de cauda e se jogou no sofá. E foi para os braços de Morfeu, que sonhou com o passado, que se misturava ao desejo do presente e a esperança para o futuro.
Fale com o autor