Destiny Clock
10 Modo Queen Ice ativado
Notas iniciais
Respirei fundo e decidi entrar.
Bati na porta, para logo em seguida ser recebida por um sorridente senhor Berry.
— Quinn! Que felicidades te ver por aqui. -Ele, sorriu e abriu a mais a porta para que eu entrasse.
— Não quero incomodar Senhor Berry, só vim trazer a roupa de Rachel. — Falei, apressadamente.
— Achei que já tivéssemos passado da face do Senhor, apenas Leroy. — Ele olhou pra minha mão. — Rachel esqueceu a roupa na escola?
— Ha não, é que acabei me sujando e ela me emprestou a roupa. Vim devolver e agradecer a ela. — Olhei pra escada e ele sorriu.
— Entre. — Me puxou pra dentro e fechou a porta. — Vamos esperar, ela saiu com Hiram. — Começou a ir pra cozinha. — Nada como esperar tomando chá.
O segui ate a cozinha, o estranho que o chá já estava pronto e ele colocava no meu copo e se sentava na mesa. Me sentei em sua frente, e sorri agradecida pela gentileza.
— Como fez ela emprestar o suéter? — Leroy, quebrou o silêncio.
— Eu apenas me sujei, e ela me ofereceu. — Dei de ombros.
— Você deve ser especial Quinn. — Olhei surpresa pra ele, e franzi a testa. — O suéter, ela ganhou da minha sogra. A mãe de Hiram era um amor, e como já estava ficando idosa fez esse suéter maior para que a estrelinha usasse quanto crescesse. — Leroy, olhou profundamente para o copo. Como se lembrasse de algo. — Era como se já soubesse que iria morrer, assim de alguma forma participaria da vida dela.
— Eu não sabia, sinto muito.
— Por isso sei, que ela não emprestaria a alguém que não fosse especial para ela. — Leroy me olhou com carinho. — Minha família foi difícil Quinn, não tenho contado com eles. E agora só tenho Rachel e Hiram. — Engoli em seco. — Peço que não machuque nossa estrelinha.
— Nunca faria isso. — falei, com determinação.
— Não podemos ter certeza do nunca, Quinn. A unica coisa que esta ao nosso alcance é fazer o máximo para que quando ferirmos as pessoas que amamos, estejamos lá para cura las.
— Farei mais do que meu máximo. — Prometi.
— Vejo em seus olhos que é verdade. — Ele sorriu.
Foi quando Hiram e Rachel, entraram na cozinha com varias sacolas. Eles estavam animados conversando, quando olharam para a mesa da cozinha e nos viram.
— Quinn! Que bom que esta aqui. — Hiram, foi ate eu e me deu um abraço. — Chegou no dia certo, dia da pizza e musical.
— É sempre bom vir aqui Sen.. Hiram. — Me corrigi. — Mas não vim para ficar, só apenas devolver a roupa de Rach. — Hiram olhou para Leroy, depois voltou seus olhos para mim.
— Mas fique, é bom ter mais uma companhia. Ainda mais a sua. — Leroy, se pronunciou. — Não acha, estrelinha? — E todos nós, nos viramos para Rachel.
— Sim. — Rach, ficou vermelha. — Vou arrumar a sala. — E sumiu.
Olhei para o relógio e sabia que deveria estar indo pra casa. Expliquei que tinha prometido a minha mãe e eles entenderam. Fui me despedir de Rachel na sala, mas ela não estava lá. Deixei a roupa dela na poltrona e me encaminhei para a porta.
Quando cheguei não estava tão frio, mas ao sair da casa dos Berrys o vento me deu as boas vindas. O suéter não faria nada mal agora, e ao lembrar dele me recordei da conversa na cozinha.
Ao chegar em casa, o Bom Deus hoje esta de bom humor comigo. Meu pai não havia chegado, mamãe avisou que ele ligou avisando que iria trabalhar até mais tarde. Que em outras palavras "Achei uma vagabunda por ai, vou para um motel com ela" .
Inventei uma desculpa para minha mãe e subi. O silêncio de um quarto pode ser assustador para algumas pessoas, mas no meu caso era um refugio.
As vezes nos perguntamos se vale a pena continuar lutando, parece que o mundo gira contra você. Chega ate ser egoismo, se pensarmos bem. Pois sempre vem aquela frase " Eu, não aguento mais isso" o problema é sempre ate que ponto podemos lutar.
Hoje notei algo no Hiram, que me surpreendeu. Em seu rosto havia uma pequena cicatriz, quase imperceptível. Mais ainda estava lá e as palavras de Leroy ecoavam na mente "... Devemos estar lá para cura los" .
Ate que ponto eu iria pela felicidade de Rachel Berry? Seria a pessoa que conseguiria curar suas feridas? O meu coração se acelera só de pensar que alguma coisa ruim possa machuca la.
E foi nesses pensamentos que adormeci, para que um novo dia venha e renove as esperanças.
O dia não tinha começado muito bem, ter que ver a cara de Russell no café da manhã, não faz bem a ninguém. Mais estava otimista pelo dia, porém bastou chegar na escola e Sam estava me perseguindo.
Eu fui o mais educada possível e dispensei ele, era o que eu achava. E quanto finalmente estou indo para o armário, vejo Finn conversando com Rachel animadamente. Era obvio que ele estava tanto em cima dela, ai lá vai modo Vadia ativar. Quem aquele ser acha que é? Mas como o dia não estava ajudando, Santana decidi brotar do nada.
— Você vai ter que me ouvir, Fabray. — E parou na minha frente.
— O que você quer Satã? — Falei com a voz fria, minha raiva não era direcionado a ela mas se ela continuasse a atrapalhar seria.
— Que você falasse o que devo fazer pra você parar de doce. — Eu franzi a testa. — Britt britt, esta triste e somos a trindade profana. Como fazemos pra voltar a ser o que eramos?
— Nada. — Tentei continuar andando, mas Santana segurou meu braço e Finn tirou uma mecha de trás do cabelo de Rachel. — Quer disser tem sim. Me siga! — E continue andando, parei ao lado deles e sorri.
— Oi Rachel e... — Dei um meio sorriso mais psicopata que tinha. — Finn. — Ele tremeu só pela minha voz e continue andando.
Encontramos Brittany no meio do caminho e algumas lideres de torcida que queria ver, meu sorriso só aumentou. O lado Queen Ice estava ligado.
Todas falaram Oi, acenei e continuei andando. Encontrei alguns jogadores e joguei meu lado sedutor para eles, e nada que uma piscadinha e Sue ordenou não ajude. Finn que me aguarde, pois irei amar ver o jogo de futebol hoje.
Agora vamos dar prosseguidade ao plano, hoje eu só iria mandar. Sue me deixou a cargo do treino, adivinha quem ia sofrer hoje?
— 10 voltas no campo! — Gritei para as meninas, algumas me olharam feio. — Se responderem vai ser mais, menos para duas pessoas. — Todas me olharam indignadas. — Michelle e Lanna. — Elas ficaram com sorrisinhos de convencidas. — Vão correr 40 voltas.
— Isso é loucura. — Michelle, falou indignada.
— 50 agora, se acha que não consegue. Pode deixar o uniforme e voltar a ser uma perdedora. — Elas engoliram em seco e saíram correndo.
— Não acha que esta exagerando? — Santana, falou com receio.
— Se acha isso, as ajude. Cada volta a mais que der diminui a delas. O que acha Lopes?
— Esta bem. — E saiu correndo.
— B, fiscalize se todas estejam correndo, principalmente se as duas correram as voltas que pedi e passe o aquecimento. — Sorri amigável para ela, e ela também começou a correr.
O treino das cherrios foi maravilhoso, todos seguiram as ordens. Ate as duas garotas, que estavam mancando.
Agora era apreciar o jogo de futebol dos meninos. Bastava Finn pegar a bola e era massacrado, ate mesmo sem ela, ele apanhava. E como não era o suficiente gravei tudo e dei para colocar no site da escola.
Estava feliz da vida e satisfeita pelo plano dar certo. O dia estava saindo melhor do que o esperado. Ate uma Rachel furiosa vir em minha direção.
— O que pensa estar fazendo? — Ela estava tentando controlar a raiva.
— Fazendo o que? — Fiz cara de inocente.
— Não minta pra mim. — Rachel estava brava, mas ela ficava tão linda assim.
— Não estou mentindo, nem sei do que você esta falando. — Dei de ombros.
— Michelle, Lanna e Finn. E você diz que não sabe de nada? — Agora sim, percebi estar em maus lençóis.
— Não sei do que esta falando, Rach. — Fiz minha cara de inocente de novo. Vai que funciona.
— Michelle e Lanna vieram pedir desculpas, sabe o por que? — Balancei a cabeça. — Porque Quinn Fabray, fez com que elas estivessem mancando. Por minha causa.
— Eu só dei o treino, se elas não aguentam a culpa não é minha. — Tentei me defender.
— Você! Fez com que elas corressem mais e fizesse mais coisas, Quinn. — Ela massageou a cabeça. — E tem o Finn.
— O que eu fiz dessa vez? — Falei derrotada.
— Eu quero, que você pare. — A olhei confusa. — Quero que pare com isso tudo.
— Seja especifica. — Engoli em seco.
— Somos diferentes, Quinn. Não adianta. — Algo se quebrou dentro de mim.
Ela virou para se afastar, mas segurei em seu braço e a puxei para meu corpo. Os olhos dela demonstrava surpresa. E fui me aproximando mais de seus lábios, ela fechou os olhos e...
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