Destiny

2 Capítulo 2.


Notas iniciais
Olha eu aqui de novo. Obrigada pelos comentários fico feliz de que tenham gostado. Bom eu adorei escrever esse capítulo, acho que vocês vão gostar do final ou vão querer me matar... Enfim não sei, mas espero que gostem hahahahhaha enjoy it.

Ao saber que aquele homem se tratava do médico responsável pelos seus filhos, Regina se animou. Finalmente ela teria notícias e aquela angústia que sentia sem saber o que havia acontecido acabaria.
Ela tenta se ajeitar na cama, tentando se sentar para que ficasse mais confortável para conversar com o Dr. Locksley mas sentiu um pouco de dificuldade pois seu corpo ainda doía bastante.

"Eu lhe ajudo." Disse o Dr. Locksley gentilmente, colocando alguns travesseiros atrás de Regina a deixando mais confortável. Ela lhe deu um sorriso como forma de agradecimento, o qual ele retribuiu.

"Então doutor? E meus filhos?"

"Bem senhora Mills, o mais velho, Henry certo?" Ele perguntou somente para ter certeza e ela afirmou com a cabeça. "Felizmente ele não teve nenhum dano grave. Foi apenas uma quebra de braço e alguns ferimentos leve. Ele está dormindo no momento, mas quando acordar a senhora poderá ir vê-lo." Regina fecha os olhos aliviada por nada de grave ter acontecido.

"E o Roland? Ele também está bem, certo?" Regina pergunta preocupada pelo Dr. Locksley não ter tocado no nome do menino ainda.
Ela tentava não pensar no pior mas a atitude que ele teve não a agradou. A expressão do Dr. Locksley havia mudado assim que ela tocou no nome do Roland, ele pegou uma cadeira, á puxando para perto de Regina e sentando.

"Bem senhora Mills, a situação do Roland é um pouco mais grave." As lágrimas de Regina começava a invadir seu rosto sem que ela pudesse ter controle. Seu peito queimava e o medo crescia dentro dela. Preferiu não falar nada e deixar o doutor seguir com as informações sobre o menino. "Ele sofreu um golpe forte na cabeça o que lhe causou uma hemorragia. Roland irá precisar de uma transfusão sanguínea o mais rápido possível."

"Ai meu Deus" Regina dizia levando as mãos ao rosto, chorando compulsivamente.
Ela não podia acreditar que aquilo estava acontecendo com o seu menino. Esse era pra ser um final de semana feliz, de comemoração ao aniversário dele, e agora ela se encontrava naquela situação. Com seu menino correndo risco de vida. Era uma dor difícil de suportar.

"Regina... Oh meu Deus está tudo bem?" Mary Margaret entrava correndo na sala, se assustando ao ver a amiga naquele estado. "Eu vim assim que me ligaram." Ao ver Regina em meio as lágrimas, ela se senta ao lado da amiga, a abraçando e deixando ela desabar em seus ombros.

"O Roland não está bem." Regina dizia enquanto abraçava Mary com toda a força que podia. Ter sua melhor amiga ao seu lado naquele momento era extremamente importante. Ela com certeza não aguentaria passar por aquilo sozinha.

"Dr. Locksley?" Regina o chamava enquanto enxugava as lágrimas. Ela precisava ser forte, seu filho dependia disso.

"Pode me chamar de Robin" ele diz gentilmente.

"Como vai funcionar isso? A transfusão?" Ela pergunta confusa.

"Bem, o tipo sanguíneo de Roland é o mais raro, o que nos complica um pouco. Mas como a senhora é mãe dele as chances de serem compatíveis são grandes." Robin fica confuso com a reação que as duas mulheres tem, elas se olham como se não tivessem tido uma resposta boa. "Tudo bem?" Pergunta confuso.

"Creio que isso será um pouco mais difícil que o senhor imagina." Mary o informa cabisbaixa.

"Por que?" Pergunta Robin ainda sem entender.

"Porque Roland não é meu filho biológico." Regina disse engolindo o choro. "Ele é adotado."

"Entendo." Robin diz em um tom desanimado. "Bom, sendo assim nós procuraremos pessoas com o mesmo tipo sanguíneo dele. Caso alguém da família, amigos, tenha e quiserem ajudar, nós faremos o teste de compatibilidade."

"Claro, eu falarei com o David. Nós tentaremos ajudar." Diz Mary.

"Não se preocupe senhora Mills. Nós faremos o possível e o impossível para ajudar Roland." Robin dizia a olhando com compaixão. Não é a primeira vez que ele se encontrava em uma situação como aquela, mas algo naquela mulher mexia com ele. Como se ele sentisse uma dor mais forte vendo o sofrimento dela. De alguma forma a dor de Regina passava do profissionalismo dele.
Regina o agradeceu, sorrindo para ele.

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Ja era noite, Regina ja havia encontrado Henry e tido uma conversa difícil com o jovem. Ter que explicar a ele o que estava acontecendo com o irmão caçula não era nada fácil para ela. E quando ela ouviu o filho se culpar dizendo que o acidente havia sido culpa dele por ter causado uma discussão boba, partiu o coração de Regina em trocentos pedaços. Finalmente, depois de uma longa conversa, Regina conseguiu convencer ele de que ele não tinha culpa de nada do que aconteceu. E que enfrentariam aquela situação juntos e que no final tudo daria certo.
Henry era o menino forte, era quem dava forças para Regina sempre que ela precisava. E dessa vez não era diferente.

Após ter visto Henry e se certificado de que eles estava bem, Regina teve que voltar para seu quarto. Até aquele momento nenhum doador compatível havia sido encontrado. Todos os amigos próximos de Regina haviam feito o teste mas nenhum era compatível.
Robin foi até o quarto de Regina para falar com ela, assim que o viu seu coração se encheu de esperança e por um segundo ela achou que ele estava ali para dar boas notícias. Mas assim que ela notou a expressão que ele trazia em seu rosto, viu que as coisas continuavam complicadas.

"Senhora Mills infelizmente as coisas estão se complicando." Ele diz cabisbaixo. Regina podia notar o quanto ele estava se empenhando para salvar seu filho.

"Por que? Meu filho piorou?" Ela perguntava assustada.

"Acontece que esse é um hospital pequeno, fica afastado do centro de Manhattan. O banco sanguíneo aqui é pequeno e como o tipo sanguíneo do Roland é raro, não temos nenhum aqui."

"Mas então não tem problema. Vocês podem solicitar em outro hospital, não? Ou em um hospital particular, eu tenho dinheiro, não tem problema." Dizia desesperadamente, tentando resolver a situação.

"Acontece que o Roland precisa de uma transfusão o quanto antes. O tempo está ruim, começou uma tempestade horrível, não poderíamos trazer o sangue de helicóptero e de ambulância levaria muito tempo, até mesmo por conta de algumas estradas estarem fechadas. Nós precisamos correr contra o tempo."

Regina novamente caía no choro, era tudo o que ela podia ou ao menos conseguia fazer naquele momento.

"Eu posso ver meu filho? Por favor eu preciso ver ele." Implorava tentando conter o choro.
Robin concordou e levou Regina até a sala em que Roland se encontrava.

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Ver o seu filho naquele estado era demais pra ela. Roland sempre foi cheio de vida, esperto, sorridente. Vivia correndo pra cima e pra baixo da enorme casa em que eles moravam, Regina nunca conseguiu acompanhar o ritmo dele.
Agora ele se encontrava ali, em uma maca de hospital, desacordado, ligado á aparelhos, tão pequeno e indefeso.
Regina se sentia fraca por estar de mãos atadas. Logo ela que sempre foi forte, sempre tomou liderança em tudo o que fazia. Ali, ela não podia fazer absolutamente nada pelo próprio filho, se encontrava completamente vulnerável.

Se aproximou de Roland, dando um beijo na cabeça e fazendo carinho em sua cabeça. As lágrimas continuavam escorrendo pelo seu rosto, carregando um peso enorme. O medo de perder uma das pessoas que mais amava.

"Vai dar tudo certo meu filho." Pausou um minuto para engolir o choro, sentia o cheiro dele com o medo de que não pudesse sentir novamente. "A mamãe promete que tudo vai terminar bem. Eu te amo, eu sempre estarei aqui. Eu não vou sair do seu lado, my little boy." Terminou dando mais um beijo na cabeça dele.

Robin assistia aquela cena através de um vidro que tinha na parede da sala. Se sentia emocionado, como se tivesse conectado, como se os conhecesse e pudesse sentir a dor.

"Tudo bem?" Perguntava Eva se aproximando dele.

"Não, estou com medo de não conseguir salvá-lo." Confessava.

"Hey, não diga isso. Você é o melhor médico desse hospital. Você pode salvá-lo."

Ao ouvir aquelas palavras 'você pode salvá-lo' foi como se Robin tivesse se despertado de um transe. Se eles estivessem em uma história em quadrinhos, esse era o momento em que uma luzinha apareceria em cima da cabeça de Robin.

"Verdade, eu posso." Robin diz olhando para Eva, com um sorriso estampado no rosto.

"O que foi? Esse sorriso está me assustando." Diz em um tom preocupado.

"Eu tenho o mesmo tipo sanguíneo que ele. Eu posso ser compatível." Ele diz entusiasmado.

"Robin... Você sabe que isso burla as regras do hospital. Isso pode te trazer problemas. Nós podemos arrumar outro jeito."

"Eva, eu tenho menos de 1h pra salvar a vida dessa criança. Eu não estou nem aí para burocracia." Ele para vendo o olhar reprovador que ela o olhava. "Olha aquela mulher..." Ele apontava para Regina, que ainda se encontrava chorando, acariciando Roland. "Eu não sei explicar, mas é como se eu sentisse a dor dela. Eu posso não estar sendo profissional, mas salvar a vida desse garoto virou um objetivo pessoal."
Por mais que essa ideia parecesse perigosa, por quebrar alguns regulamentos do hospital, Eva sentia sinceridade em Robin. E ao ver aquela esperança nos olhos dele, aquele brilho diferente, ela aceitou ajudá-lo.

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Robin estava no laboratório ansioso pelo resultado. Ele nunca se sentiu assim em toda sua carreira. Claro que sempre fez o possível para salvar todas as vidas que passaram pelas suas mãos, mas aquele menino, tinha algo diferente. Ele não sabia dizer o que, isso estava até o assustando um pouco, mas ele não queria perder tempo fazendo perguntas a si mesmo, as quais ele não sabia a resposta. Sua prioridade era salvar Roland.

"Saiu." Disse Eva animada com o resultado na mão.

"Qual o resultado? Eu sou compatível?" Robin pergunta nervoso.

"Robin, tem algo estranho aqui." Ela tinha uma expressão de duvida, espanto no rosto. Rolava os olhos naquele papel como se tivesse lendo e relendo varias vezes.

"Eva o que foi?" Pergunta assustado.

"Aqui ta dando uma compatibilidade de 99,9%" ela diz sem acreditar.

"Isso é impossível." Robin rir. "Pra isso acontecer eu teria que ser.."

"Robin... Você é o pai daquela criança." Ela diz rindo, desacreditada.

Notas finais
Bem, sobre os termos medicos e como tudo funciona, caso tenha algo errado eu peço desculpas. Eu me basiei no que pesquisei pela internet. Entao, gostaram? Deixa um comentário, eles me motivam. Até o próximo capítulo hahaha
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.