Destiny
7 Capítulo 7
Notas iniciais
– Hey, onde você esteve o dia inteiro? — Regina perguntou saindo de trás de sua mesa ao ver Hook entrar no escritório. — Esperava você mais cedo — Ela murmurou com os olhos semicerrados caminhando até ele. — Já estava indo embora.
– Fazer o jantar para Robin Hood? — Ele provocou antes de beija-la, faminto e, Regina não pode deixar de notar, possessivo.
– Você não esta realmente com ciúmes esta? — A prefeita sussurrou contra os lábios dele, um sorriso divertido ameaçando vir a tono quando ele a levantou fazendo com que envolvesse suas pernas em volta da cintura dele, a mão firme na coxa dela, o gancho cuidadosamente um pouca acima do joelho, enquanto ele caminhava para a mesa de vidro a sua frente.
– Ciúmes? — Ele respondeu rindo quando a sentou sobre a mesa, os lábios contra o pescoço da prefeita, a barba roçando... Lhe causando arrepios... — Eu não sinto ciúmes, eu o provoco, Your Majesty.
– Ah sim, — Ela zombou — havia esquecido isso, capitão. — Ela puxou os cabelos negros do pirata para trás até encontrar seus lábios novamente. — E quem... — Sussurrou sem folego enquanto ele trabalhava agilmente nos botões de sua blusa vermelha. — Quem escolheria um simples ladrão quando se pode ter um pirata.
– Você entendeu. — Ele murmurou sem muita atenção, seus lábios percorrendo a mandíbula dela, seu pescoço, seu peito... Até chegar ao encontro de seus seios quando ele levantou novamente a cabeça para olhar a Rainha de olhos fechados e lábios entreabertos. — Parece que o jantar terá que atrasar um pouco. — Ele disse com o gancho subindo os limites da saia dela, o sorriso cafajeste tipico do pirata brincando em seus lábios. — Algum problema com isso?
Regina sabia o que ele estava fazendo e não pode deixar de rir, o ciúmes estava lá afinal.
– Não — Disse entrelaçando os dedos nos cabelos curtos do pirata e o puxando novamente para si — Nenhum problema em um pequeno atraso.
***
– O que esta achando desse mundo, Roland? — Regina perguntou docemente ao menino sentado à sua frente enquanto bebericava sua taça de vinho.
– É estranho... — O menino deu de ombros, constrangido.
– Diferente. — Robin o corrigiu.
– Ora, deixe o garoto — Regina disse — estranho é realmente a palavra para este lugar. Espere até ver como seu pai é representado por aqui.
Henry deu um riso sufocado e Robin lhe lançou um olhar interrogativo.
– E o que você esta achando deste mundo?
– Extremamente agradável, acolhedor — Ele respondeu com um sorriso indecifrável. — Sua companhia também é muito mais agradável nesse mundo, Madame Prefeita, ainda nem perdi minha cabeça, ou virei um rato.
– Vamos ver se você continua assim até o final da noite. — Ela sussurrou com um meio sorriso nos lábios.
– O jantar estava maravilhoso! — Robin disse ajudando-a a levar a louça para a cozinha. — Quem diria que uma rainha saberia cozinhar.
O jantar fora agradável, Roland parecia ter caído de amores pela prefeita e realmente feito amizade com Henry, enquanto as farpas rolavam entre Regina e Robin.
–Tive 28 anos para aprender. — Ela largou os pratos na bancada e ele fez o mesmo.
– Bem... — Ele estava próximo dela, não mais de dois passos. — Parece que fizeram efeito. — Ele colocou afastou uma mexa de cabelo dela do rosto.
– Ainda estamos falando de comida? — Regina tinha a voz rouca, o olhar malicioso e as pernas estranhamente começaram a ficar bambas.
Ele sorriu e deu um passo a frente, quebrando o espaço que havia entre eles.
Regina estava ciente do que ia acontecer, mas não foi capaz de se mexer, apenas ficou lá vendo ele se aproximar... Por algum motivo ela se sentia fraca perto dele, como se suas defesas se desfizessem.
Robin a puxou pela cintura e a beijou.
A principio o beijo foi um pouco mais que um roçar de lábios. Regina sentiu seu coração disparar e suas pernas cederem e se agarrou a ele, aprofundado o beijo.
Ele sabia que ela tinha alguma coisa com o pirata, mas naquele momento provando dos macios lábios da rainha, pela primeira vez ele não se importou com o que era certo. Se ela o afastasse ele entenderia, mas ela não o fez.
Por um momento Regina sentiu como se só houvesse os dois no mundo. Ela se sentia bem nos braços do Príncipe dos Ladrões, ela não conseguia formar um único pensamento coerente...
Então ela conseguiu.
A culpa ultrapassou qualquer sentimento entorpecedor e ela o empurrou bruscamente.
– Não! — Foi só o que disse apoiada na bancada tentando recuperar o equilíbrio, tentando voltar a si, seu rosto corado, a respiração irregular... — Não posso — Ela sussurrou. — Você tem que ir. Agora!
Regina não olhou para cima para ver a expressão no rosto dele. Ela apenas o ouviu sair e dizer para o filho que estava na hora de ir.
Ela não saiu da cozinha, a prefeita sentiu um nó se formar em sua garganta. Por quê? Por que se sentia tão agoniada? Era só culpa? Por que se sentira daquela forma? E como pudera fazer aquilo com o pirata? Ela amava Hook!
Aquele pensamento surpreendeu a si mesma e fez uma lagrima solitária rolar por seu rosto. Ela o amava!
***
Não podia estar acontecendo, era um pesadelo! Por que não conseguia tirar o ladrão da cabeça?
Ela amava Hook, sim agora estava disposta a admitir. Ela não precisava mudar para estar com ele, não precisava se envergonhar do seu passado... Ele a aceitava como era. Era o único em toda essa maldita cidade. Ele a intendia, compreendia sua dor como ninguém jamais iria.
Mas ainda sim... Robin Hood fazia seu coração bater mais rápido. O sorriso traiçoeiro em seus lábios antes de beija-la... As mãos firmes em sua cintura trazendo-a mais para si...
Naquele momento, deitada em sua cama, deixando que os pensamentos vagassem para o justiceiro, Regina odiou a si mesma. Sentia como se traísse a única pessoa que acreditava nela.
Frustrada, triste e aterrorizada a Rainha jogou um casaco por cima da camisola e saiu.
Ela bateu levemente na porta, a principio não houve resposta. Ela sabia que ele provavelmente estava dormindo, mas antes que tivesse a chance de considerar ir para casa a porta se abriu. Ele estava sem camisa, com o cabelo desgrenhado e a cara de sono e Regina não pode evitar sorrir.
– Hey, o que houve? – Ele perguntou meio desnorteado. – Esta tudo bem?
– Não consegui dormir. – Regina sussurrou om um meio sorriso.
– Eu achei que sua insônia tinha ficado em NeverLand. – O pirata sorriu, com a sombra de um sorriso malicioso quando abriu passagem para a Rainha.
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