Destinos cruzados

2 O dia em que eu cheguei


∞

– Mãe, aí está a nova empregada da casa.

– Como assim Gustavo? Quem é essa menina? – Questionou a mulher assustada.

– Como é seu nome mesmo? – Ele me perguntou.

– Maya. – Respondi.

– Então dona Silvia, respondido. Ela vai trabalhar aqui. Dê um jeito nela, coloque em algum quarto, sei lá. Vê também o que precisa e cuide disso para mim. Vou tomar um banho e resolver umas coisas na empresa. – Ele subiu as escadas e a senhora se aproximou de mim.

– Você está bem? Ele te fez algum mal? Quantos anos você tem?

– Sim senhora, ele não fez nada comigo. Eu tenho 17 anos. – Disse com a cabeça baixa.

– Meu Deus, 17 anos. Gustavo parece que não tem coração! Você estuda? – Ele parecia um pouco nervosa.

– Eu comecei a estudar Gestão de Recursos Humanos no começo do ano. E se pudesse, gostaria de continuar estudando.

– E você vai minha querida, pode ficar tranquila. Venha comigo que te mostrarei a casa.

Eu a acompanhei, era uma moça muito bonita e não parecia ser tão velha. Ela me mostrou a casa e um quarto no qual eu deveria ficar, disse que logo sua filha estaria em casa e que talvez pudéssemos nos tornar amigas. Ela também me disse que não deixaria que eu fizesse todas as coisas sozinha e que me ajudaria. Depois de um tempo me deixou sozinha para que eu pudesse me organizar, então eu pude chorar. Chorar como desejava desde que fui obrigada a sair da minha casa. Depois de um tempo eu enxuguei as lágrimas e fui até a cozinha, quando cheguei lá encontrei a dona Silvia e fui ajudá-la a fazer a comida, quando terminamos de fazer a comida e arrumar a mesa ela perguntou se eu queria comer, mas me recusei e voltei para o quarto onde acabei caindo no sono.

No dia seguinte acordei ás 05hs30min e fui tomar um banho, imaginando que toda a dor iria embora junto com a água, engano meu. Quando acabei o banho, sequei meu corpo e coloquei uma roupa simples, depois de pentear meu cabelo fui para a cozinha preparar o café deles. Coloquei tudo na mesa e fiquei de longe olhando até que vi ele descer as escadas e se sentar. Quando fui passar para de volta para meu quarto ele me chamou.

– Sim senhor. – Eu disse, sem conseguir olhar seu rosto.

– Minha mãe disse que você faz faculdade. Certo? – Ele me perguntou.

– Sim.

– Eu não sou de todo uma pessoa ruim, você continuará estudando de manhã e trabalhando no resto do dia. Vamos que eu te levo.

– Não precisa, eu vou...

– Não perguntei se você quer que eu te leve, disse que vou levar e pronto. Pegue suas coisas e me espere ali fora.

Fiquei calada e fiz o que ele mandou, peguei meu material e fui para o lado de fora até que ele parou com o carro e eu entrei, ele me perguntou onde era a faculdade e dirigiu até lá. Eu fiquei calada o caminho todo, tinha medo dele, do que ele poderia fazer comigo. Não sabia a índole desse homem, a mãe dele parecia ser uma boa pessoa, mas já ele parecia um monstro sem coração. Quando ele parou na porta da faculdade, eu desci e fui andando rápido.

Não consegui prestar muita atenção na aula, estava nervosa, com medo, assustada porque minha vida mudou de um segundo para o outro.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.