Destinos Traçados
9 A Guerra Part. I
Notas iniciais
Troquei de roupa, coloquei duas armas na entre as minhas pernas e toda a munição que pude dentro da bolsinha. Depois de alguns minutos pensando como entraria naquele prédio, algo me chamou a atenção, uma janela aberta, e foi por lá que consegui entrar, o que pensando bem, não foi muito confortável, por que eu estava de vestido longo e salto. Mas no final, consegui entrar, e ver o que acontecia lá dentro.
Liguei o ponto, e tentei me misturar.
– Consegui entrar! Pelo que estou vendo... Aqui é mais do que um simples prédio abandonado para abrigar às cargas de arroz!- eu disse ironicamente rindo e Will me deu uma bronca, me mandando ser rápida objetiva e parar de brincadeiras. Quando ia desligar o ponto ouvi um barulho de portas sendo abertas, olhei o que estava acontecendo lá em baixo, vi três seguranças seguindo um velho e uma garotinha. E de repente no canto da parede do outro lado do salão, vejo Frederico com uma arma apontando em direção ao que só poderia ser o magnata bandidaço.
Pelo pouco que sei sobre Frederico, ele deveria ser cuidadoso, pelo menos era isso que diziam sobre os Dragões, que eles eram muito cuidadosos quando se referia a algum trabalho de nível TOP, como esse, por exemplo; Mas me surpreendi quando o vi cometer o deslize de não perceber que o carro que estava usando tinha um rastreador. E assim que o FBI soube que ele não estava nos Estados Unidos, pegamos vídeos de todas as câmeras da cidade, para encontra-lo, foi um pouco difícil no começo, mas assim que o encontramos, ficamos de olho em cada lugar que ele ia. E agora mais do que nunca, ele não poderia ser tão estúpido, a ponto de matar o “Chefe” na frente de tantas pessoas, que poderiam ser bandidos também.
Comecei a andar rápido entre as pessoas, indo em direção a Frederico, antes que o mesmo fizesse alguma besteira e estragasse minha localização e o resto. Por sorte, algumas pessoas ficaram em sua frente, o impedindo que atirasse e me dando mais algum tempo para chegar nele.
– Você não vai querer matar o chefe da máfia e ainda mostrar que você esta aqui, vai? – eu perguntei tentando recuperar o fôlego, já ao seu lado. Quando ele me viu, tomou um susto.
– Como você sabe? – ele me perguntou.
– Frederico, eu posso te garantir, que eu sei o suficiente para saber que se você tentar alguma brincadeirinha aqui, além de você morrer, a Clara também vai junto! – eu disse calma o olhando nos olhos, ele guardou a arma no paletó, me puxou com força, fazendo com que nos afastássemos do salão principal.
– Como você sabe quem eu sou? Como sabe sobre a minha irmã? – ele me perguntou sério, se aproximando mais de mim.
– Não interessa agora, só vamos sair daqui e começar a tocar o terror... Como eles planejam fazer! – eu exclamei o puxando, mas ele me deteve encarando — me sério. Droga! Olhei apreensiva ao nosso redor e me voltei rápido para o moreno. – Olha, se você tentar matar o “Chefe” agora, os seguranças dele matarão todos aqui, torturarão toda a sua família e por fim te matarão tão lentamente que desejará nunca ter brincado com a máfia. – indagou apressada e antes que Frederico pudesse responder, um grandalhão chamou- o.– Frederico, o chefe quer falar com você! – ele disse e se afastou.
– E por que eu devo confiar em você? – ele me olhou vacilando e eu sabia que tudo que eu falei o havia acertado. Ele estava com medo, por causa da Clara. Isso era visível.
– Deixa-me ajudar, entre para falar com o “Chefe”, eu dou um jeito de não te matarem hoje, mas você vai ter que colaborar quando voltarmos para EUA. – eu disse firme e ele me soltou.
– Faz o que você tem que fazer. E eu me viro para sair daqui, não preciso da sua ajuda! – ele se afastou e o ponto apitou no meu ouvido.
– Ele vai ceder! – eu disse otimista para Will e Taylor que estavam na escuta.
– Eu não sei, fica esperta, ele pode está só te usando, te fazendo achar que ele entrou no jogo e na verdade só está querendo a sua cabeça. – Will me alertou de um jeito que me assustou.
– Cuidado para não morrerem ai! E vê se volta logo com ele, e acaba com toda essa farsa. – Taylor disse. Desliguei o ponto, e entrei em contato com as equipes que estavam lá fora.
– Positivo agente! – um deles disse.
– Preparem o armamento com os silenciadores, daqui a alguns minutos estarei saindo com Frederico. – disse tentando mais uma vez me misturar, e ao mesmo tempo ir em direção do tal “Chefe”.
POV- William
Eu sei que fiz algumas escolhas precipitadas na minha vida, mas delas eu tiro lições que me fortalecem;
Eu soube desde o começo que escolher uma falsa morte, só para tentar pegar uma máfia no futuro, seria arriscado demais, mas eu algo me dizia que eu deveria tentar. Por que pelo contrário, ir contra a máfia com Frederico sempre perto de mim, seria muito mais arriscado, não me arrependo dessa escolha. Só gostaria que Frederico não tivesse se deixado levar pela lábia do tal ”Chefe”. Tinha certeza que Clara, minha irmã caçula ficaria arrasada, assim como Luanna, a garota que mais gostei antes de me envolver com tudo isso.
Mas hoje, quase quatro anos depois da minha suposta morte, eu estou tendo a oportunidade de pegar de uma vez “O Chefe” e todo o resto da máfia, e ainda tentar proteger meu o irmão, graças a ajudar de Selena e Taylor, que atualmente são meus melhores amigos.
Selena já é veterana nas missões ao meu lado; Ela sabe o que fazer, quando fazer e como fazer antes mesmo de eu dizer algo, já Taylor, havia começado recentemente, e sua missão seria a proteção das garotas, e pegar os espiões da máfia que as estavam vigiando.
(...)
Estava coordenando Selena na missão, para pegar Frederico e ainda acabar com a máfia, quando Taylor começou a espalhar as câmeras e escutas pelo apartamento de Clara. Era bom poder vê-la antes que ela viesse a me odiar quando descobrisse toda a verdade.
POV- Fred:
Eu estava seguindo os comandos do “Chefe” desde sempre, mas quando ele tentou me colocar contra a parede, e ameaçar Clara, só por que me recusei a matar uma família de comerciantes finlandeses, que entraram na Bulgária, e agora estavam fazendo uma bagunça com todo o comércio... Ele descobriu só agora que não sou tão bom soldado quanto ele pensava, e agora quer me MATAR!
“Mas e se eu fosse mais esperto que eles? E se eu o matasse, saísse de Mônaco, e sumisse do mapa com Clara, será que eles ainda nos matariam?” – pensei pegando a arma no meu paletó, a apontando para o “Chefe”, eu estava pronto para disparar. Quando uma garota morena, alta, magra, com um vestido que mostrava partes da sua barriga reta, parou ao meu lado me chamando a atenção.
– Você não vai quer matar o chefe da máfia e ainda mostrar que você esta aqui, vai? – ela perguntou, me fazendo tomar um susto. Como eu não a vi a ao meu lado?
– Como você sabe? – eu a perguntei assustado, por que, ela poderia estar com o “Chefe” e ainda me dedurar.
– Frederico, eu posso te garantir, que eu sei o suficiente para saber que se você tentar alguma brincadeirinha aqui, além de você morrer, a Clara também vai junto! – ela disse calma me olhando nos olhos, eu guardei a arma no paletó, e saiu a puxei, enquanto a mesma me olhava sorrindo. Quando já estávamos afastados o suficiente do salão, eu parei.
– Como você sabe quem eu sou? Como sabe sobre a minha irmã? – eu a perguntei, me aproximando dela, tentando fazê-la abrir o bico, mas pela primeira vez, não ouve resultado, ela só ficava me encarando.
– Não interessa agora, só vamos sair daqui e antes que eles comecem a tocar o terror... Como eles estão planejando fazer. Primeiro matando todos aqui, depois torturando qualquer pessoa que fale com você, e como 'grandfinale', eles farão você assistir tudo e te mataram lentamente fazendo que deseje nunca ter os desafiado! – eu a olhei sem entender, e ela sorriu vitoriosa, até que eu escutei um grandalhão me chamando.
E eu soube naquele instante, que eu poderia morrer ali, pelas mãos do “Chefe”, ou pelas mãos daquela mulher. Tentei não demostrar que estava desorientado, mas se ela me enfrentou antes, e se ela sabe essas coisas sobre mim, também não seria difícil perceber, o meu estado.
(...)
Quando um dos seguranças do “Chefe” me chamou, aquela conversa foi terminada. Eu entrei no escritório do ”Chefe” e ele me cumprimentou com um sorriso malvado no rosto.
– O que você quer comigo? Já não te fiz muitos favores, não? – eu perguntei indo ao ponto principal da conversa.
– Frederico! Você sabe que não foi muito gentil da sua parte desobedecer as minhas ordens! – ele disse sério.
– Eu estou fora de toda essa palhaçada... Eu já sujei as minhas mãos o suficiente por você! – eu fui para a porta, mas os seguranças me seguraram.
– Pois se você quiser ver a sua irmãzinha viver por mais alguns anos, é melhor você sujar um pouco mais as suas mãos... – ele disse alto, e eu não me aguentei. Voei em cima dele, lhe acertando dois socos certeiros na boca, o fazendo cuspir sangue.
– Moleque atrevido! – ele gritou. Os seguranças imediatamente me seguraram e outros dois me acertaram murros nas costelas e no estômago.
Quando me soltaram, eu caí de quatro com dificuldade para respirar. E tive a a sensação de que haviam me quebrado as costelas, mas não poderia fraquejar agora.
– Não é homem o suficiente para entrar em uma briga sozinho, dai tem que pedir ajuda aos seus servos... Corajoso em? – eu o provoquei enquanto o olhava. Mas só Deus sabe como estava desesperado e com medo.
Pensei que aquele fosse o meu fim, mas foi quando escutei a porta ser aberta, e o filho da mãe, sorri de orelha a orelha. Olhei para a porta e a garota que havia me desafiado estava lá, e ai eu entendi o porquê do cretino sorrir abobalhado, ela era bonita. Mas no mesmo instante em que ela puxou a criança que estava atrás dela e lhe a abraçou apontando a arma para a cabeça dela, vi o olhar do “Chefe” mudar.
– Solte-o! E sua preciosa filha não morre... – ela disse alto e os seguranças ainda avançaram contra ela, mas foram atingidos por tiros vindos da janela.
E agora vem a questão, quem era aquela garota, mas no momento, não importava, eu só queria sair dali e ela seria a minha passagem para isso.
– Levanta idiota! – ela gritou comigo e eu me levantei com dificuldade.
Ela me entregou uma arma, e andamos em direção a saída do prédio. Ela ainda trazia a criança como nosso escudo, mas o interessante era que ela sempre estava falando carinhosamente com a garotinha. E a mesma só começou a chorar quando um dos seguranças do “Chefe” tentou atirar em nós e a mulher disparou três tiros em sua cabeça.
Quando passamos pelo salão, percebi que estava vazio, assim com a entrada do prédio. O “Chefe” nos acompanhava até a saída mandando que todos abaixassem as armas, e quando entramos num carro que já estava a nossa espera, ela soltou a criança, mas ainda a mantendo na mira da arma, arrastamos o carro;
E ali seria a minha oportunidade para matar aquele infeliz e salvar a minha vida. Sem pensar duas vezes, eu disparei em sua direção. A mulher, que estava dirigindo, me olhou assustada, e quando viramos a esquina, vi o que queria ter visto desde que me meti nessa. O “Chefe” caído morto, e a criança infelizmente também. – sorri vitorioso, de repente senti uma pontada e tudo escureceu
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