Destinos Reais - A Guerra Começa
6 Daniela
Notas iniciais
Eu acordei com um pressentimento estranho. Eu sentia que devia voltar a clareira. Eu teria de voltar a clareira. Como estava tudo certo entre mim e minha mãe e entre mim e Max, seria mais fácil. Dessa vez levaria Luna comigo.
Levantei procurando minha bolinha de pelos fofinha. Mas a porta do quarto estava entreaberta então presumi que ela teria saído.
Fiz minha rotina matinal de sempre. Coloquei uma calça de cintura alta preta e uma blusa soltinha branca. Prendi meu cabelo em um coque improvisado e calcei uma bota de cano baixo. Arrumei meu material para ficar na clareira. Coloquei um quite de primeiros-socorros pra caso Luna se machuque, uma roupa reserva pra mim, uma colcha e um travesseiro.
Fui pra coisinha e encontrei Luna tomando café. Comecei a tomar também é pedi para que preparassem um cesta enorme de pic-nic pois iria passear com ela hoje.
Fui enquanto o dia ainda estava clareando com Luna.
Chegando na clareira eu percebi que os pássaros estavam irriquetos e as borboletas voavam em um único lugar. Quando me viram, os pássaros começaram a arrastar a mim e a Luna para baixo de uma árvore. Assim que chegamos a eu vi.
Uma pequena menina ruiva deitada na grama desmaiada. Corri embaixo de duas árvores com uma ótima sombra e coloquei o cobertor e o travesseiro. Em seguida corri até a menina e a peguei com cuidado e em seguida a coloquei deitada no cobertor com a cabeça no travesseiro.
Vi que um dos seus bracinhos estava machucado, então peguei o kit de primeiros socorros e fiz um curativo. Fiquei ali por mais um tempo do lado daquela menininha e vi que tudo na clareira estava agindo de forma diferente. Pássaros estavam me trazendo frutas e borboletas flores, e Luna estava de guarda na onde encontramos a menina. Olhei para a menininha e vi que ela estava acordando.
Assim que abriu os olhinhos e me viu, se encolheu toda.
Laylla : Calma menininha, eu não vou te machucar. Qual é o seu nome em? O meu é Laylla Leona Quimberlly.
Daniela: Meu nome é Daniela Fernanda Leopoldo princesa.
Laylla: Não me chame de princesa, me chame de Laylla. O que aconteceu com você Daniela? Está machucada e sozinha. O que aconteceu?
Daniela: Moro numa aldeia perto daqui, ontem atacaram minha aldeia. Eu consegui fugir com Tamy, mas não sei se os outros conseguiram também.
Laylla: Quem é e onde está Tamy?
Daniela: Tamy é minha águia de estimação. Ela me ajudou a fugir e, quando me deixou aqui, foi ver se encontrava mais alguém que tenha sobrevivido.
Laylla: E a sua família?
Daniela: Sou órfã, minha mãe morreu quando eu nasci. Meu pai morreu alguns meses antes. Eu era criada por uma senhora idosa que morava na aldeia. Eu sou filha única.
Laylla: Sinto muito. Aquela é a sua águia?
Disse apontando uma águia branca e linda.
Daniela: Sim. — A águia pousou no braço da garota — Tamy, achou alguém?
A águia negou.
Laylla: Você tem pra onde ir?
Daniela: Não.
Disse começando a chorar.
Laylla: Então você vem comigo, o castelo é enorme e você é muito bem vinda!
Daniela: Jura?
Disse parando de chorar.
Laylla: Juro! E me diz uma coisa, eu não sei sua idade. Quantos anos você tem?
Daniela: 4. Minha cor favorita é azul, eu sei atirar com arco e flecha, sei montar e sei ler, escrever e fazer contas.
Laylla: Uau! 4 anos? Já sabe isso tudo? Vou te ensinar a nadar nessa cachoeira aqui. Já está escurecendo, vamos pro castelo.
Daniela: Ok.
Daniela me ajudou a arrumar tudo e adorou Luna, ela era uma menina muito bela e ágil. Desviava de obstáculos no caminho como, ou melhor, que eu. Ela é ruiva e tem seus olhos azuis, é branca, baixa e magra. Parece uma boneca. Conversamos o caminho todo e chegamos no castelo. Entramos e ela ficou tímida do nada.
Laylla: Daniela, porque está tímida? É minha casa, e agora é sua também.
Daniela: Mas eu não sou princesa! Sou plebeia. E plebeias não moram em castelos.
Laylla: Moram sim! E o exemplo disso é você. Você mora aqui agora.
Daniela: Obrigada por ser tão boa comigo!
Laylla: Não tem o que agradecer. Vem comigo. Vou pedir pra arrumarem sua cama.
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