Destinos Marcados Com Sangue

1 Capítulo 1 - Antes de Tudo


Notas iniciais
Até que enfim tive coragem de postar minha primeira fanfic! hehehe
Primeiro capitulo é meio chatinho, os dois primeiros será contando antes da guerra... rsrsrs
Estou fazendo ela com muito carinho porque adoro o casal Jerza e não quero deixar nada errado. >
Espero que gostem. =)
Tenham uma boa leitura.

~ Três anos antes – Período de paz ~

- MANO! – Sem resposta. – POXA ZEREF! ME ESPERE! – Gritava o garoto de 15 anos enquanto corria entre as árvores. Jellal possuía cabelos azuis, belos olhos verdes (que por sorte puxara da mãe) e uma marca de nascença peculiar no rosto, cortando seu olho direito. Todo demônio tinha uma marca de nascença, uma diferente da outra, em qualquer lugar do corpo, mas sempre interessante. Parecia uma tatuagem.

- Rápido Jellal, não vou te esperar o dia todo, preciso treinar! – Respondeu emburrado o irmão mais velho. Zeref tinha cabelo e olhos negros igual ao pai, ele tinha uma marca de nascença circular em seu peito. – Amanhã será um dia puxado e chato, mas ainda sim um grande dia para perder meu tempo aqui fora com você. – Como sempre conseguia ser grosseiro, mostrando o desinteresse pelo irmão.

O jovem Zeref faria 18 anos no dia seguinte e participaria das provas de luta e inteligência que dependendo de sua nota proporcionaria um titulo de hierarquia, mesmo sendo o filho do rei ainda teria que participar.

- Você não parece ansioso... – O mais velho apenas urrou como resposta, mas era verdade, não estava nada ansioso. Zeref achava aquilo um absurdo. Em sua cabeça só permanecia o fato de que era filho mais velho do rei e que não precisava destas baboseiras, era príncipe e viraria rei, ponto final.

- Zeref porque esta cara emburrada? Até parece que chupou sangue azedo. Será que Mavis não esta sendo suficiente? – Jellal deu um sorriso maligno, ele sabia que seu irmão tinha um relacionamento diferente com a sua alimentadora, um pouco romântico, o que era estranho para um jovem tão violento.

Alimentadores de demônios eram humanos que decidiam doar seu sangue, só que com uma condição: O humano e o demônio ficariam para sempre juntos. Porque isto? Simples, pois seus sentimentos e as vezes pensamentos ficavam conectados, se um outro demônio sugasse o sangue de um humano já mordido não teria efeito nenhum, para os dois lados, alguém já conectado não se conecta com outro. Se um dos dois morrer ocorre uma situação peculiar: o lado que estivesse vivo ficaria debilitado para sempre. É ai que aparecem demônios ou humanos meio-vivos, o demônio assim vive basicamente sem forças para lutar e o humano fica deprimido, alguns chegam até a prostituir seu sangue para sentir a endorfina voltar a correr em suas veias. A dócil Mavis era a alimentadora de Zeref e por incrível que pareça eles se davam bem.

- Será que da pra parar? Você não pode dizer nada já que ainda bebe sangue de mamadeira. – Zeref estava irritado, mas adorava caçoar do irmão que ainda não tinha um alimentador.

- Idiota! — Jellal jogou uma pedra na cabeça do irmão.

- Já não basta eu ter que te esperar para voltar para casa ainda tenho que aguentar as suas gracinhas? – Zeref se virou e encarou o irmão. Podia ser visto uma aura negra a sua volta.

- Sabe... acho que você tem mesmo que ir treinar logo, porque se ficar assim como esta até um macaco lutador vence de você. – Um sorriso irônico apareceu nos lábios do menor.

Todos sabiam que macacos lutadores eram péssimos em lutas, provavelmente ganharam este nome de algum engraçadinho. Mas Jellal conseguira passar do ponto seguro com Zeref.

- Repita isto se não tiver medo de morrer.

- Você perde até para um FILHOTE de macaco lutador!

- Agora você já era! – Zeref pulou no pescoço de Jellal fazendo este perder o equilíbrio e caírem rolando pela floresta.

Nenhum dos dois prestava atenção, enquanto rolavam socavam um ao outro, até que Jellal foi parar com as costas fincadas em um tronco mal cortado próximo de onde a floresta acabava. Sangue escuro começou a escorrer de sua boca, mas Zeref não se importava, odiava o irmão que só existia para pegar o seu trono. Se levantou e deu meia volta indo para casa.

- Espero que sua regeneração comece logo maninho, nossos pais ficariam tristes se você morresse. – Zeref saiu rindo, os demônios tinham uma regeneração muito rápida, mas Jellal tomava sangue apenas uma vez a cada dois/três dias (já que não tinha uma alimentadora) o que fazia ele ser mais fraco.


[...]

Perto dali Erza caminhava carregando uma cesta com pêssegos que acabara de colher. Cortava um pedaço com sua faca e comia calmamente quanto observava seu cachorrinho Lupy correr livre entre o gramado alto. Seu dia estava maravilhoso, ela recebera a permissão da mãe para visitar o pomar de seu vizinho e o Sr. Hume ainda a ensinou como descobrir qual era a melhor forma de encontrar o pêssego perfeito! Faria naquele mesmo dia uma torta deliciosa para a família.

A jovem ruiva parou no momento que ouviu o rosnado de Lupy que estava bem a frente próximo da floresta onde acabava o terreno do Sr. Hume, ele estava estático, com o corpo todo alerta. Ela correu para perto do cão e quando viu a cena tampou a boca com a mão para segurar o grito.

Estatelado no chão se encontrava um jovem com cabelos azulados muito bonito, mas muito machucado. Percebeu algo perfurando o peito do garoto e caminhando para mais perto viu se tratar de um pequeno tronco. Uma lagrima escorreu dos olhos da ruivinha que começava a chorar, mas logo parou quando ela viu que o garoto ainda respirava, ainda estava vivo.

Animada ela correu até ele e logo descobriu que se tratava de um demônio, todos perceberiam com uma marca tão diferente e chamativa. - Lupy, pare de rosnar, esta tudo bem. — O cachorro parou, mas não chegou mais perto. Erza ficou mais calma ao perceber a situação, ela tinha vizinhos demônios e sabia que eles não morriam tão fácil, tocou o rosto do menino, mas não houve nenhuma reação, achando estranho. Ele estava muito frio e sua respiração estava fraca, estava morrendo.

Erza sabia o que fazer. Abraçou o garoto e o tirou com cuidado de cima do tronco repousando o corpo em um lugar em que nada poderia machuca-lo. Ficou o observando por uns 10 minutos, mas ele não parecia melhorar, começou a ficar desesperada, não deixaria alguém morrer na sua frente. Olhou em volta para ver o que encontrava, foi quando olhou a faca dentro da cesta e teve uma ideia, sabia que iria se arrepender de fazer aquilo, mas não tinha escolha.

Depois de limpar bem a faca em seu vestido colocou seu pulso perto da boca entre-aberta do jovem já meio-morto e o cortou. Erza estava com lagrimas nos olhos pensando se ele iria sobreviver, deixou seu sangue escorrer pela boca do menino. Nem dois minutos se passaram e ela via que a regeneração começava a fazer efeito, mas o que ela não esperava era o movimento do jovem ali deitado.

Lentamente ele levantava a mão e a pousou no pulso da garota, encostou seus lábios macios aonde saia sangue e mordeu sem piedade. A garota deu um grito de dor, mas logo parou quando seus pensamentos foram jogados para um mundo lindo e colorido, tudo parecia mágico. Alguns minutos depois estava tonta e caiu desmaiada no peito do jovem, Jellal a acompanhou, parando de beber sangue e desmaiando em meio as folhagens.

Notas finais
E ai minna! O que acharam!?
Desculpe o capítulo curto.
Ficou ruim né? >
Não vou implorar por reviews, mas me mandem falando o que gostaram ou não, o que da pra melhorar, coisas do gênero!