Destinos Marcados Com Sangue

7 Capítulo 7 - Primeiros Passos


Notas iniciais
OMG! *O* EU QUASE INFARTEI POR CAUSA DE VOCÊS! *O*

Sem brincadeira, deixa eu contar a história aqui... Então, eu entrei no Nyah super normal para ver se tinha alguma atualização do pessoal e encontro uma coisa meio estranha... Já achei que o Nyah estava me trolando e quando abri a página desta minha fic eu pirei!! A Callie ♥ linda havia aparecido das sombras e me dado uma recomendação!! Eu fiquei tão, mas tão feliz que não estava acreditando, quando a ficha caiu eu pirei o dia todo! Minha mãe e irmã que fale, elas sofreram ataques de abraços toda hora e eu ainda quero apertar estas bochechas fofas da Callie!!
Ok... Então eu fui pra facul de noite e encontrei minha amiga Fláh, ela teve que me aguentar ficar ouvindo que ganhei uma recomendação uma noite toda e então quando eu estou no PC na facul eu vejo mais uma recomendação!! E nada mais, nada menos do que desta minha amiga, que aqui no Nyah se intitula como Yuikimei, já entenderam né? Minha vontade era pular no pescoço da menina e quase enforca-la de amor! Mas como as pessoas por ali me chamariam de psicopata eu não pude fazer Ç.Ç Eu nem consegui agradecer direito pra Yuikimei e até agora estou com vergonha de não ter ficado enchendo sobre a recomendação dela, espero que não esteja brava comigo Fláh! Ç.Ç
E então no outro dia mais uma surpresa!! Nekochibiwalker! É agora que eu vou ai pra SP te sequestrar só pra mim! U-U Você disse que ia recomendar a minha fic e eu te alertei pra fazer isto só se tivesse gostado mesmo, não por eu ser sua stalker ¬¬ E então, foi por gostar mesmo? Porque eu juro que vou ai te abraçar até esmagar todos os seus ossinhos!! *----* Sua linda! ♥ Não me assuste assim de novo!!
Sério meu!! Vocês três estão me trolando!! Eu não consigo acreditar que recebi 3 recomendações em uma semana! Nem sinto que a fic esta tão boa! D= Não fizeram isto só porque era meu niver né? Ç.Ç Gostaram mesmo da fanfic!? Ainda estou esperando que as recomendação saiam correndo da minha página porque eu não estou acreditando! *O*

E eu fiquei tão feliz estas semanas!!! Ganhei um monte de reviews de aniversário!! (só porque era aniversário que vocês apareceram né? ¬¬' HUSAHSUAHSUAHSUAH) Então... Eu sei que estou atrasada para postar o capítulo, sei que não tem desculpas, mas tenho que dizer que a vida esta ficando cada vez mais difícil rsrs' Leiam as notas finais porque tem mudanças importantes lá seus lindos! Vocês fizeram este um dos melhores aniversários que já tive e alegraram os meus dias! Agora vou parar de papo e deixar você lerem o capítulo ' Já enchi (de carinho) este lugar aqui e vão começar a me xingar daqui a pouco (se já não estão fazendo isto).
Beijos! Até as notas finais! *3*

[…] Dia todo — 13 de Abril de Y846 […]

Erza conseguia tirar Laxus do sério. Além dela não seguir as ordens dele, Laxus sabia que ela ficava escondendo coisas importantes de todos. Ele havia ficado muito preocupado com a súbita parada de Erza no meio da escada, como se visse fantasmas, mas sabia bem do que se tratava, era alguma coisa daquela conexão que ela tinha com o príncipe Jellal, maldita conexão, isto era o que achava, ele odiava o fato dela ter, desde pequena, que aguentar aquela situação.

– Erza, abra logo esta porta!– Laxus bateu novamente na madeira dura, só não esmurrava de verdade a porta porque sabia que podia quebra-la e Erza ficaria uma fera por isto.

– Pare de me encher Laxus!

– Não vou sair daqui até que você abra esta porta.

– Então espere sentado, porque vou demorar aqui. Estou fazendo algo importante. – Ela parecia falar a verdade, mas ele não queria esperar, mesmo assim conteve seus nervos e sentou-se no chão em frente a porta, Laxus concentrou-se em seu autocontrole para não fazer besteira.

Uma hora havia passado até que a ruiva abriu a porta e quando esta olhou para ele começou a rir. Laxus bufava com muita raiva. “Ela primeiro o faz esperar e depois ri da sua cara?” O loiro se levantou, pegou bruscamente o braço da jovem e a puxou para dentro do quarto.

– Ai, não precisa ser tão bruto.– Erza se soltou dele massageando o pulso.

– Preciso sim! Mas que coisa Erza! O que foi aquilo na escada, e não me diga que não foi nada!

– O mesmo de sempre. Jellal só estava me contatando que estava tudo bem. – Erza sentou na cadeira da escrivaninha e olhava para todos os lados, menos para ele, que sabia que ela queria disfarçar algo. Laxus estava cansado disto, se aproximou da ruiva e puxou o queixo dela com força para que olhasse para ele.

– Não foi só isto que eu sei... Sobre este assunto você não consegue me enganar mocinha. Não foi apenas uma sensação. O que você viu? – Ela bateu com raiva no braço dele fazendo uma cara de assassina que ele conhecia bem.

– Não te interessa o que eu vi.

– Interessa sim! Você vem tendo isto faz tempo que eu sei! Quero saber as informações que ganha, você não pode esconder isto de mim para sempre!

– Vai a merda Laxus! — Com esta resposta de Erza, Laxus não aguentou e bateu com o punho fechado na mesa fazendo um estrondo alto. Erza pulou da cadeira e as coisas em cima da mesa saíram do lugar, por sorte a mesa de madeira não havia rachado.

– Tenha mais respeito pelos outros! Sua pirralha! — A briga continuaria por muito tempo se não fosse um senhor velho entrando no quarto e chamando a atenção dos dois jovens. Eles olharam assustados e imediatamente se calaram. Makarov se aproximava e sentava na beira da cama da ruiva.

– Seus indecentes, acho que a cidade inteira esta ouvindo os gritos dos dois.

– Vô, o que faz aqui? — Perguntou Laxus.

– Recebi um recado de outras guildas a pouco tempo e também de uma amiga em particular.– Ele olhou para Erza a fuzilando. — Aparentemente tem muita coisa que precisamos compartilhar, não é mesmo querida? — Erza engoliu em seco.

– Que tipo de coisas?

– Seus desenhos por exemplo. — ”Desenhos? De que diabos meu avô estava falando?” Laxus fitou a jovem ao seu lado e viu que ela estava tremendo, voltou a olhar para seu velho e quase riu da situação.

– De que desenhos Makarov esta falando Erza? — O loiro se aproximou de seu ouvido querendo apenas que ela escutasse – Tem tanto medo assim de mostra-los a ponto de tremer? Você é mesmo uma menininha. — Ele não pode falar mais nada por um tempo depois de receber de Erza um soco na bochecha.

Erza aparentemente apreensiva pegou sua pasta na gaveta da escrivaninha, sentou ao lado de Makarov e o mostrou os desenhos que tinha ali. A maioria eram paisagens bonitas, momentos que ela lembrava de suas lutas ou animais esquisitos que encontrava por ali, além de desenhos de algumas lembranças que tinha da infância, como de seus pais passeando com ela no parque da destruída cidade de Rosemy ou de Jellal quando foram em um piquenique na floresta. Em um pacote separado, dentro da pasta, estavam desenhos das imagens que recebia de Jellal, ela pegou o pacote e mostrou para o velho.

Laxus sentou do outro lado do avô e observou os desenhos bem feitos que ela mostrava para os dois, ela explicava aproximadamente quando havia desenhado e o que ela havia anotado no papel de informação de cada desenho. Ele se impressionou com as imagens, todas eram de portas, janelas, jardins e florestas, sempre com desenhos de guardas e com neve, mas muito bem feitos. O único desenho diferente era a imagem de um castelo enorme coberto de neve.

– Esta é a primeira imagem que recebi. — Ela se referia ao desenho do castelo.– Acredito que Jellal esteja neste castelo, por isto me mostra imagens apenas dele.

Alguns minutos de silêncio se passaram, nenhum dos dois jovens queria falar nada, apenas observavam a reação do mais velho ali.

– Hmm... Acho que a hora chegou.– Laxus olhou carrancudo para ele.

– Do que esta falando vô?

– Usem a cabeça, os dois. O que veem aqui?– Silencio caiu no quarto. — Isto aqui são pistas, mas que coisa seus burros! Este é o castelo de neve, ele pertence a rainha demônio Mirajane, do país vizinho... Ela é madrinha de Zeref. Agora entendo o plano de Jellal, ele é inteligente. O castelo de neve fica no norte, o local onde Zeref se esconde é no centro do país e aqui estamos no sul. Se conseguirmos usufruir do castelo de neve...

Laxus não conseguia compreender de onde, no pequeno avô, tinha tanta inteligencia, mas agora Laxus entendia tudo e olhando para Erza percebia que ela também começava a entender a situação.

– Precisamos possuir este castelo, mas como? – Manifestou-se o loiro.

– Primeiro precisamos estender como é o castelo, teremos muitas informações com este desenho, mas ainda precisamos de ajuda de uma pessoa em especial.

– Quem?– Perguntou Erza se tocando da situação. Sua vida parecia mudar de rumo, agora entendia que as coisas podiam mudar drasticamente depois que mostrará aqueles desenhos.

– Preciso que você envie uma mensagem para Jellal, você e Laxus irão encontrar com Lady Levy no centro de Halarys, deixe ele saber que sou eu que peço, ela irá aceitar.

– Como!?– Perguntou Erza assustada, ela nunca enviara mensagens daquela maneira.

– Laxus a ajudará. Vou ficar com seus desenhos Erza, hoje a noite me encontre no escritório com as notícias que receber.

Makarov saiu sem dizer mais nada e levando apenas os desenhos referentes ao castelo. Erza trastornada apenas olhava para a sua pasta sem entender no que se metera, Laxus até sentia um pouco de dó dela.

– Vamos Erza, você irá sofrer esta tarde em minhas mãos.– Laxus se levantou e puxou Erza pelos ombros para o campo de treinamento da guilda, ela se debatia brava, tentando se soltar, mas Laxus não estava para brincadeiras naquele momento.

Laxus novamente batia na nuca da ruiva com força a fazendo xinga-lo com raiva. Ele estava bravo também, principalmente por estarem a três horas ali e ela não se focar no que era necessário.

– Mas que droga! Não consigo fazer isto! Era mais fácil eu ir até o castelo e dar a notícia.

– Não seja idiota Erza, eu fazia isto com 10 anos, você com 18 não consegue nem enviar uma imagem para seu companheiro! — Erza bufou com raiva e Laxus suspirou.

O loiro se sentou ao lado da jovem no chão cheio de barro e olhou para baixo. Brincando com a terra ali. Ele sabia que estava pedindo demais da menina, ele precisou de um ano inteiro para conseguir enviar imagens mal feitas para seu companheiro e agora tudo parecia uma idiotice, ele sabia que Erza estava se esforçando de verdade para fazer aquilo.

– Não tem outro jeito? Tentar falar com ele por telepatia é muito difícil, até hoje só mandei sentimentos de como estava.

– Podíamos tentar enviar algum tipo de mensagem em uma imagem, escrever aqui no chão o que é preciso e enviar para ele, mas será tão difícil quanto o que esta fazendo.

– Tive uma ideia.– Erza se levantou. – Já volto, não se preocupe, sei que isto é importante, não vou fugir.– A ruiva saiu correndo e deixou Laxus com seus pensamentos.

Ele já havia ensinado tudo o que podia para Erza, sobre como se concentrar, pensar em coisas especificas, mas aparentemente nada cabia para ela, como se não fosse o modo de ela ver as coisas, ela tinha um jeito diferente de se comunicar com Jellal, um modo que o surpreendia, mas que ao mesmo tempo era extremamente interessante. A ruiva não demorou muito, logo chegando com algumas folhas em branco e canetas, ela sentou-se novamente ao lado de Laxus e sorriu, um sorriso que ele achava lindo e sincero, difícil de se ver.

– O que pensa em fazer? – Laxus se sentia ansioso para saber o novo método que ela encontrara, ela sempre o surpreendia.

– Toda vez que eu desenho me sinto calma e é como se eu sentisse que ele pode me ouvir, pensei em tentar desenhar coisas relacionadas com o nosso encontro, da mesma maneira que ele me manda imagens que esta vendo eu vou enviar imagens que estou construindo.– Laxus sorriu com a criatividade da garota e bagunçou seus cabelos escarlates.

– Pode dar certo, vai tentando.– Ele se levantou e deixou a ruiva desenhando sozinha no patio, ele entrou na guilda e foi até a cozinha, preparou uma limonada um pouco forte e voltou a encontrar Erza desenhando perfeitamente ela e Laxus, ele via um desenho de um relógio e a data marcada em outro papel, algo bem abstrato, mas de fácil entendimento. Laxus entregou um copo com a bebida para a ruiva, que tomou sem prestar atenção no que era, se concentrando no desenho. Ele ficou ali a observando a tarde inteira que se passava.

Erza fizera várias cópias de quatro desenhos bem feitos até o fim da tarde. Um do relógio, outro dele e de Erza, um com um desenho estranho de Makarov e um Lady Levy escrito ao lado, Laxus riu, o desenho fazia parecer que Makarov se chamava Lady Levy. O ultimo desenho do centro da cidade Halarys, onde um bar se encontrava, ele achava incrível que Erza ainda se lembrasse da cidade do norte com tanta descrição, ela só estivera na cidade duas vezes quando mais nova e ainda sim tinha uma memória fotográfica maravilhosa.

– E ai, sentiu algo de diferente?

– Não sei, senti como se ele me observasse, mas não consigo dizer se ele entendeu, vou dar um tempo para ele me responder, se não surtir efeito desenho de novo.

Laxus se surpreendia com a força de vontade que sentia emanar de Erza, mesmo com todas as brigas dos dois ele se sentia muito feliz em ter conseguido ver aquela criança chorona virar uma mulher tão forte.

[…] Tarde e Noite — 13 de Abril de Y846 […]

Ultear estava estressada, isto normalmente acontecia depois de uma noite mal dormida, ou melhor, uma manhã, já que normalmente durante a noite ela estava no trabalho e dormir era a ultima coisa que conseguia fazer. Uma enxaqueca a afetava e era fácil de encontra-la encostada em uma parede apertando a testa e xingando Deuses e o mundo. Era em um destes momentos que a morena e a albina se encontraram.

– Olha se não é vadiazinha do Jellal.– Sorriu maliciosamente Lisanna rindo da cara da morena sentada no canto do corredor.

– Primeiro, não sou de ninguém. Segundo, não me enche criança.– Ultear respirou fundo, se levantou e fitou Lisanna sem dó, sua dor de cabeça só aumentava na presença da Albina.

– Criança? Posso não saber o que você faz, mas não sou mais criança. – Ultear riu da cara de Lisanna se aproximando da mesma.

– Querida, só porque tem peitos não faz de você uma adulta. O que vai te fazer não ser mais criança é o modo que trata as outras pessoas. – Lisanna bufou.

– Não sei como conseguirei te aguentar mais alguns anos, vou ter que pedir para o Jellal te mandar para fora da nossa casa?

– HAHAHA. Nossa casa? E como pretende fazer com que ele lhe ouça?– Lisanna sorriu vencedora. “Ai tem algo, o que eu perdi?” Se perguntou a morena.

– Então você ainda não sabe. Hehe. Eu e Jellal iremos nos casar e ninguém pode contra a palavra de minha irmã. — Ultear arregalou os olhos, ela ia rir da fala da garota, até ela mencionar a rainha Mirajane. Jellal não contou a morena sobre isto, ele provavelmente também não sabia da enrascada que se meteu. – E logo que nos casarmos você e sua cria vadia estarão na rua.– Ultear agarrou o colarinho de Lisanna, sua vontade era dar um soco na garota.

– Sabe sua vaca, não me importo que fale mal de mim, mas não meta Meredy nesta história.

– ME SOLTE! SOCORRO!

Como Ultear não faz menção de soltar Lisanna o guarda da jovem, que parecia realmente querer que a garota levasse um soco, teve que intervir na situação e a morena sem vontade jogou a albina no chão com força recebendo um palavra de dor que a animou.

– Não espere estar segura para sempre Lisanna, quero só ver quando eu te encontrar desprotegida.

Ultear saiu batendo o pé do corredor indo atras de Jellal, ele precisava saber o que estava acontecendo e se ele já soubesse ela queria explicações sobre a situação.

A morena encontrou Jellal na sala de treinamento, junto com Meredy, Levy e Gajeel. Na realidade o azulado não devia lutar ou treinar qualquer coisa, mas ninguém iria contra o príncipe do país e contra a comandante Levy, então os três tinham total permissão de treinar luta, mas é claro que ninguém além daqueles na sala sabiam que os três possuíam armas próprias e que tinham planos macabros em mente.

– Jellal!– Ultear atrapalhou o garoto em seu treinamento que quase levou uma facada na bochecha do ataque de Meredy.– Desculpe.

– Ul! Chegou cedo. – Falou Meredy rindo e pulando em cima da morena.

– Na verdade eu chegaria é bem mais cedo, se não fosse um imprevisto.– Ultear olhou para Jellal e se soltando de Meredy se aproximou dele. – Você soube da ultima de Lisanna.

– Qual última? Aquela garota só faz besteira.– Perguntou Jellal.

– A de que você vai se casar com ela.

No ponto, é isto que se podia ver. Ultear não era de enrolar e isto podia causar varias reação, como Levy engasgar no “suco” de sangue que estava tomando, Gajeel olhar bobo, Meredy rir baixinho e Jellal arregalar os olhos e ficar sem fala por um tempo.

– C-como assim?– Perguntou o azulado mais calmo.

– Simples, encontrei Lisanna no caminho para cá e ela me disse que a rainha Mirajane esta “aceitando” o casamento entre vocês.

– Que bosta é esta!?– Jellal guardou a espada e caminhou de um lado para o outro do salão sendo fitado por todos.

– O que aconteceu no jardim Jellal?– Foi Meredy que perguntou, era uma menina esperta.

– Ela estava toda fofa e manhosa... Chata como sempre...– Jellal empacou e sua aparência era de que tinha aparecido uma luz no fim do túnel. – Ela disse que queria ficar comigo para sempre neste castelo... E eu recusei.

– VOCÊ RECUSOU!?– Gritou Levy assustada. – Realmente você esta lascado Jellal, Lisanna não é alguém que desista fácil, se ela disse que vai se casar com você é porque ela conseguiu algum modo para isto.

Jellal olhou para todos ali com um olhar perdido, Ultear chegou até a ter dó do amigo.

– Não! Eu não quero me casar, eu nunca vou me casar!

Ultear e Meredy entendiam bem aquele sentimento que ele tinha. Jellal tivera uma infância terrível, uma mãe que faleceu por sua causa, um pai absorto que não dava atenção para os filhos e um irmão psicopata apenas interessado no poder. Ele não queria que a sua família sofresse o que ele sofreu, por isto abominava casamentos ou qualquer coisa do gênero. Se bem que Ultear tinha suas duvidas se estas normas que o azulado impunha para si também tinham efeito sobre a ruivinha Erza.

– Irei imediatamente falar com Lisanna, mas que coisa absur... — Jellal não deu dois passos em direção da porta e parou com cara de assustado, como se tivesse visto fantasmas.

– Jellal? – Sem respostas. – JELLAL!– Ultear se aproximou e segurou o braço do garoto sentindo que ele estava fervendo.– Ele esta com febre, droga. Meredy, vá buscar água e um pano.

– Não é preciso – Disse Jellal com uma voz fraca.– Preciso de papel e caneta. Agora! – Ele não disse mais nada, se sentou no chão frio do salão e Levy emprestou seu caderno e caneta que sempre tinha consigo.

Ultear observava, junto com todos na sala, Jellal escrever e rabiscar coisas desconexas na folha de papel, as vezes ele colocava a mão na cabeça e a morena tinha medo que ele realmente estivesse doente. Ela não sabia o tempo que passaram ali, mas provavelmente haviam sido algumas horas, Jellal suava frio e respirava fraco quando parou de rabiscar na folha e observar os desenhos mal feitos. Ele sorriu feito um bobo.

– O que é isto? – Levy perguntou se sentando ao lado de Jellal e observando as folhas com ele.

– É uma mensagem, de Erza, e acho que é pra você.– Jellal apontou para o desenho mal feito de uma cidade onde palavras pequenas se juntavam em baixo dos rabiscos: Cidade de Halarys. Um desenho de um velho estranho escrito em baixo para Lady Levy. – Este é Makarov, pelo que identifiquei no desenho.

– Não parece com ele. – Se pronunciou Gajeel, observando com Levy os desenhos.

– Eu não desenho muito bem. – Jellal corou – Mas sei que é ele pelo que vi. E este outro desenho é Erza e Laxus, não sei se conheceu Laxus.

– Não o conheci, mas ouvi falar.– Levy estava concentrada e Ultear podia perceber que ela tentava raciocinar algo impossível naqueles rabiscos de Jellal. – OK. Nós vamos.– Ela disse por fim deixando todos ali, menos Gajeel sem entender suas intenções.

– Esta tal de Erza acabou de nos passar um pedido de Makarov.– A azulada apontou para os desenhos.– É basicamente assim: A pedido de Makarov encontre eu e Laxus na cidade de Ralarys nesta hora e data. – Ela apontou para o suposto relógio e Ultear percebeu que a data se referia a daqui dois dias – Não entendo muito bem o que é para ser isto. – Levy apontou para o desenho da cidade.

– Isto é uma taverna, no centro da cidade.

– Ah, já sei qual é.

– Eu também cheguei a esta conclusão Levy.– Falou Jellal – E acho confiável vindo de Erza, provavelmente ela esteja entendendo o plano ou querendo o entender... Mas tem certeza que é seguro?

– Nada é seguro neste mundo, mas estarei com Gajeel. – O casal se olhou e Ultear pode sentir uma profundidade naquele olhar, um carinho muito forte um pelo outro. – Nós iremos e ponto final, até porque nós podemos sair a vontade do castelo. Não se preocupe Jellal, contaremos sobre o plano, estejam preparados para usa-lo a qualquer momento.– Ela se referia aos três ali e eles assentiram sem medo.

Ultear observou mais um pouco Jellal e o ajudou a voltar para o quarto, ele parecia bem cansado e um pouco abalado.

– Sabe, eu queria ir, quando vi as imagens achei que eram para mim. Queria tanto vê-la. – Ele disse com uma voz triste.

– Hey, você esperou três anos, espere só mais um pouco. — Ela sorriu.

– Mas... e se acontecer algo com ela até eu vê-la?– Jellal sabia fazer uma cara de cachorro tão fofa que qualquer um teria vontade de bagunçar o cabelo dele e abraça-lo, mas Ultear se segurou para não se fazer de idiota.

– Erza é mais forte do que imagina Jellal, o que eu tenho medo é do que vai acontecer com você neste tempo.– Ultear tinha razão de ter medo, presos naquele local tinham escapatória dos ataques vindos de fora, mas não para os que vinham de dentro.

[…] Noite — 13 de Abril de Y486 […]

Zeref estava emburrado, normalmente ele ficava assim, o único momento que as pessoas conseguiam ver um sorriso em seu rosto era pelo sofrimento dos outros. O moreno acabará de receber uma mensagem de Midnight que o deixará extremamente irritado.

– Me explique como Kevin sumiu assim tão facilmente?

– Se realmente quer minha ideia senhor... Acredito que Kevin já esteja morto e a culpada seja Erza.

– Sempre esta mulher! Mas como chegou a esta conclusão?

– Erza tem o costume de queimar os corpos, e neste caso não temos ideia de onde Kevin e nem seu guarda estão e temos uma área bem grande da fazenda onde eles estavam instalados destruída pelo fogo.

– Eu não gosto de algo sem muitas provas, mas querendo ou não Erza esta me dando nos nervos, ela sempre aparece nas histórias. – Zeref falou, colocando a mão em sua testa, pensou na vez em que Mavis o avisara que a ruivinha seria um estorvo no futuro, e ela acertou, Zeref tinha uma bela de uma pedra no sapato. – Eu quero que alguns dos nossos homens a procure, se é tão difícil assim matá-la então não a mate, mas vigie, sem serem percebido, ok?

– Sim senhor, mandarei um logo pela manha. – Zeref assentiu e respirou fundo.

– Será que não temos nenhuma noticia boa?

– Bem... Estamos com um bom contingente de soldados e esta semana conseguimos alimentadores para todos, o problema é mante-los em um lugar só, sabe como é a nossa raça.

– Sim, traiçoeira, chata e irritante. Principalmente estes jovens.– Zeref falava como se também não fosse jovem, como se fosse o dono do mundo. – Tudo bem Midnight, pode ir descansar, esta noite esta fechada por aqui.

Zeref saiu com Midnight da sala do reino e seguiu seu caminho sozinho para a entrada principal, queria ter uma boa noite de descanso, apenas aproveitar um bom livro de guerra e quem sabe dormir um pouco. Seus primeiros passos escada acima foram atrapalhados por um jovem carteiro entrando correndo na mansão e freando sua corrida a tempo de não bater no rei.

– Mil desculpas Vossa Majestade.– O jovem o reverenciou e mostrou uma carta. — É de Milady Mirajane.

Apreensivo Zeref pegou a carta e começou a lê-la, seus olhos se arregalaram e quase perdeu o ar. “Meu irmão irá se casar?” Zeref não sabia se ria de dó do garoto ou se ficava com raiva. Se seu irmão se casasse e tivesse filhos antes dele isto poderia trazer um grande transtorno para o futuro de sua geração no reinado. Sem perceber Zeref esmagava a carta em suas mão e o carteiro olhava assustado para ele.

– Me siga.– Zeref estava com um olhar assustador e foi em direção ao escritório para escrever uma resposta.

O rei foi curto e seria grosso se fosse possível ouvir sua voz enquanto ele escrevia. Ele não poderia dizer não para Mirajane, a não ser que quisesse entrar em uma guerra muito maior, sua resposta para a rainha foi que aceitaria o casamento do irmão e mandaria uma carta para os cuidados da festa. Sua segunda carta foi para seu irmão e para Lisanna, ele só não xingava a noiva por ter que ser formal, nesta carta escreveu que o casamento deveria ser feito em um mês e que tanto ele e Mirajane aceitavam a junção do casal. Zeref tinha certeza que ali tinha um pingo de armação, mas quem teria que lidar com isto era Jellal e não ele, agora ele tinha uma nova preocupação pela frente.

Zeref entregou as cartas para o carteiro e mandou ele ser rápido na entrega. O rei observou o jovem cansado correr porta a fora e suspirou. “Que noite terrível” O moreno não queria mais esperar para o seu sono de beleza, mas infelizmente aquele não era seu dia de sorte, ao sair do escritório esbarrou em uma linda e jovem Mavis impecavelmente arrumada. “Mais isto agora.” Zeref a olhou de cima a baixo e sentiu seu sangue esquentar.

– Onde a senhora pensa que vai, principalmente vestida assim?

– Ah, vossa majestade, eu irei a um encontro.

– E com qual permissão!?– Zeref segurou firme o braço da moça para não deixa-la fugir e ele ouviu um riso debochado vindo dela.

– Com a minha permissão Zeref, o senhor tem toda a autoridade sobre mim e sobre pedidos do que quer que eu faça, mas não manda em minha vida pessoal, não na minha.

Ele sabia que ela tinha total razão e isto o deixava louco. Fazia dois anos que eles mal se falavam, suas ações românticas caíram totalmente para o profissional, ele ainda podia beber o sangue dela, já que ela era a sua alimentadora, mas nada mais. Isto o frustava e ele sabia que também não a deixava feliz, mas foi escolha dela e ele se sentia horrível por isto, era a única coisa na qual ele se sentia mal em toda a sua vida. Zeref soltou o braço de Mavis e deixou ela se afastar, mas antes de sua silhueta sumir no corredor ele a chamou.

– Mavis?

– Sim, Vossa Majestade? – Foi ouvido no fim do corredor, Mavis virou seu rosto para encara-lo.

– Amanha tenho um serviço que preciso que faça. Busque as jovens reais, refinadas e mais adequadas para eu conhecer, quero me casar e preciso escolher uma noiva.

Zeref aproveitava a expressão que Mavis fazia, com seus olhos arregalados e sua boca entreaberta, mas logo isto se desfez para uma loira com os punhos fechados e olhos tristes, mas irritados.

– Farei seu pedido, Vossa Majestade.– Ela reverenciou-o – Agora, com sua licença, preciso ir. – A jovem deu meia volta e Zeref se perdeu na escuridão do corredor pensando na maldade que acabara de fazer e que também lhe feria o coração, coração que ele nunca acreditou que tivesse.

Notas finais
Vocês devem ter percebido que entre as minhas divisões de mudanças de personagens eu coloquei datas, estas datas são relacionadas ao personagem seguinte da divisão... Porque fiz isto? Porque até eu estava me confundindo com os dias e tempos dos personagens, D= imagina vocês!
Como eu tenho preguiça de inventar e para ficar mais fácil para vocês eu decidi fazer o calendário como o nosso, ok? Vou atualizar vocês colocando aqui o tempo nos personagens do capítulo anterior (capítulo 06 - Nossas Vidas). Primeiro personagens Erza: Noite e Manhã - 12 e 13 de Abril de Y846; Segundo personagem Jellal: Noite e Manhã - 12 e 13 de Abril de Y846; Terceiro personagem Lisanna: Manhã - 13 de Abril de Y846.
Me digam o que preferem, fica bom com data, não se importam, melhor tirar... >< O que acham?
Hoje temos muitas coisas pra falar rsrs' Eu decidi algumas coisas estas semanas: Jerza continua sendo o casal principal, mas vai ser mencionado e teremos cenas de outros casais como Zevis, Nalu, Gale e Graytear, já devem ter percebido isto, mas é bom colocar aqui explicando. Se não gostam de algum casal não me matem. >< Qualquer coisa pulem estas partes. REPETINDO: Casal e história voltadas para Jerza, mas com cenas de outros casais no meio dela também. Porque isto? É uma long-fic e achei que ficava mais legal assim. =)
Eu também estou pensando em deixar sem um tempo específico para postar novos capítulos, porque fim de ano é uma bosta e a correria aumenta, MAS prometo que eles não vão demorar tanto e que quando as férias da facul começaram eu postarei mais rápido.
Agradecendo de novo as recomendações e os reviews! *-* Só não me deixem sozinha agora! Ç.Ç Continuem me dizendo a opinião de vocês sobre os capítulos! =D
Desculpem mesmo pela demora.
Beijos seus lindos! ♥ Até semana que vem! Ou a próxima rs' *3*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.