Notas iniciais
Blaine, Sam, Marley e amigos voltam a Lima, Ohio. Eles precisam resolver algumas pendências antes de poderem partir e, enfim, viver suas vidas e enfrentar seus destinos.

A viagem havia corrido bem, finalmente, o grupo de amigos havia voltado às origens, ao local onde tudo começou e onde eles aprenderam a nunca deixar de acreditar. Ali, viram que perdedores podiam ter seu lugar no mundo e, um dia, se tornar verdadeiros campeões. Blaine, Sam, Marley e amigos estavam em Lima, Ohio.

– Enfim, chegamos. – Disse o loiro ao sair do trem. Ele respirou fundo e fechou os olhos – Ar puro! Como é bom estar entre os seus de novo. – Falou e sorriu.

– Você sabe que será um dia difícil, não é, querido? – Perguntou a mãe. Ela aproximou-se e colocou a mão sobre o ombro de Sam, ele assentiu com um semblante que exprimia toda sua preocupação – Seu pai não deve estar em casa por essas horas. Deve voltar a Lima hoje, por isso as crianças estão com a babá. Acho que assim vai ser melhor...

– Mas por que, mãe? – Sam não entendeu – Aconteceu algo?

A mulher olhou para o lado e suspirou.

– Sim, meu amor. Eu briguei com seu pai por você, eu estou, tecnicamente, separada dele. E mais, ele jogou em minhas costas a culpa de você ser o que é. Disse que eu havia te criado de forma errada... – A mulher virou de lado e cuspiu, depois deu um riso torto – Eu cada dia mais tenho nojo do que ele se tornou. Como se você fosse um delinquente, ou tivesse um desvio de caráter. – Ela levou a mão até a do filho e a segurou – Você é meu orgulho! – Disse e sorriu. O bocudo sorriu também e a beijou no rosto – Eu te amo, Sammy. E hoje vamos enfrentar esse turbilhão juntos.

– Eu também te amo. – Disse e suspirou. Sua mãe era sua maior referência. Seu apoio e amor era a coisa mais preciosa que Sam tinha. Vê-la ali só o enchia ainda mais de forças — Você é tudo! – A abraçou forte – E meus irmãos?

– Ele disse que ia tirá-los de mim. Mas isso é o que veremos. – Falou em tom desafiador e piscou.

– Pois bem. Vamos em casa, vamos vê-los antes que o papai chegue. E vocês, pessoal, resolvam o que têm que resolver e mais tarde nos encontramos, tudo bem?

Todos assentiram e saíram, exceto Blaine, que aproximou-se do marido.

– O que há para resolvermos juntos mais tarde, amor? – Perguntou ao loiro.

– Santana tem os problemas dela. Já Marley vai reunir uns amigos velhos nossos. Temos uma missão mais tarde, B. – Ele sorriu – É uma questão de honra essa.

– E não vai me contar o que é?

– Surpresa! – Ele piscou e depois riu, Blaine o olhou com repreensão – No caminho a minha casa eu te conto, bobo.

– Eu não vou a sua casa, não agora, Sam. – Disse B., o marido o olhou curioso – Tenho que resolver minhas pendências também, e voltar a um lugar.

– Tudo bem. – Sam deu com os ombros – Então só vai saber na hora. – Piscou.

– Ah, não! Vamos pegar um taxi juntos, vem! – Disse e chamou um carro que ia passando – Você me conta dentro do carro, vamos. – E foi entrando.

Sam riu e entrou, sua mãe o seguiu.

Blaine parou um pouco antes da casa de Sam, depois seguiu caminhando. O ar, a paisagem, os pássaros voando, as pequenas formigas andando pelo chão e, vez ou outra, subindo em seu sapato era tudo muito nostálgico. Ele olhou para o lado, viu crianças correndo em uma pequena pracinha. Sentiu saudades de quando fazia aquilo também, mas seu tempo já havia passado. Caminhou mais um pouco, e mais depois, até chegar a um grande e antigo prédio. B. sentiu o passado todo voltando à tona, ele estava em frente a Dalton, o lugar onde tudo havia começado. Ali, ele conheceu Kurt, que foi seu passe de entrada para o Glee, que possibilitou que ele encontrasse o homem da sua vida, Sam Evans. B. entrou.

O solista passou por algumas salas, lembrou-se dos professores e antigos amigos. Entrou no grande salão, onde ele era o Warbler maior e todos se curvavam aos seus pés. Ali, ele era o maior. Sorriu ao lembrar do seu reinado, suspirou e foi até uma janela. Respirou novamente o ar puro de Lima. Blaine sentiu vontade de cantar, aquela sala fazia com que ele quisesse isso. Então ouviu um barulho, virou-se rapidamente. Era um velho conhecido.

– Desculpe-me, não quis o assustar. – Disse Hunter. – Entrei aqui porque vi alguém de costas com roupa diferente, vim conferir quem era, pensei ser um ladrão.

– Tudo bem, Hunter. – Disse o solista de forma bem amigável – Estou só matando as saudades. – Falou olhando as coisas ao redor.

– O New Directions realmente acabou, não foi? Eu sinto muito. A Sue trapaceou, mesmo com o pessoal ganhando. Aquele clube significava bastante para a Harmy... – Falou de forma triste.

Blaine havia notado algo diferente no rapaz quando o viu, mas não sabia o que era. Contudo, quando ele falou da ex-namorada, o solista logo percebeu do que se tratava.

– Ainda sofre não é? – Falou com um pouco de dó do amigo — Não fica assim, Hunter. Confia nela e no que vocês sentem.

Ele olhou para Blaine com uma cara triste e suspirou.

– Está tão não cara assim?

– Basta ver a forma como você fica ao tocar em seu nome. – B. sorriu – Posso te contar algo? – Hunt assentiu – Eu já vivi isso antes. Eu e o Sam, quando fui para NY e o deixei. Foi doloroso e sofrido, mas, na época, pensei ser o melhor para mim. E adivinha? Errei feio. – Ele sorriu, os dois riram. – Quando o amor de verdade bate em nossa porta, Hunter, não há como não abri-la. Se tentar, ele pode arromba-la! – Falou e riu — E, uma vez que ele entra em nós, não há volta. Eu e o Sam acabamos algumas vezes, mas sempre voltamos. – Ele olhou bem no fundo dos olhos do Warbler – Se você e a Harmony forem feitos uma para o outro, se seus destinos estiverem ligados de alguma forma e se amarem de verdade, vocês voltaram a ficar juntos.

Hunter ficou calado por um tempo, tentou assimilar tudo aquilo que ouviu.

– É tão difícil, Blaine. O que dói mais é que ela foi sem ao menos se despedir, ou dizer que me amava. Não me deixou certeza nenhuma. Antes, havia prometido nunca mais me deixar de novo em função de seus planos pessoais. Mas novamente, ela falhou. – Sorriu de forma torta – Eu nem sei se vou vê-la novamente um dia. Como posso esperar algo?

– Não espere.

Hunter franziu o cenho para o solista, Blaine riu.

– É isso mesmo. Viva sua vida, Hunter. Ela está vivendo a dela, buscando os sonhos dela. Você se formará esse ano, poderá achar uma garota no próximo, casar-se com ela e ter filhos daqui a cinco anos. A Harmony pode voltar daqui a quinze anos e vocês serem um do outro de novo. Se vocês se amarem mesmo, vão ficar juntos. Não importa quando. Confie em mim. Só não deixe de viver, de ser feliz em função desse amor.

Hunter respirou fundo, era difícil para ele ainda. Sorriu ao lembrar-se dela e como eles haviam feito amor na noite anterior a sua partida. Ele nunca esqueceria que ela se foi, assim como também não esqueceria todos os bons momentos que viveram juntos. Clarington realmente a amava.

– Você tem razão, eu vou viver minha vida, pode deixar. – Disse e sorriu.

– Ótimo. – B. piscou, Hunter o abraçou.

Após aquilo, o solista se foi. Já havia se despedido daquele lugar, agora era hora de apoiar seu marido.

Santana havia voltado a casa da sua avó e deixado Dani lá. Esperava que sua garota e sua abuela fossem se dar bem. Antes de se despedir de sua avó, teria que resolver algumas pendências. A primeira estava por vir. Era uma conversa que ela havia por diversas vezes adiado, mas era essencial para partir com Dani, seguir em frente e tocar sua vida.

A latina viajou até uma cidade próxima, lá estava alguém que teve um importante papel em sua vida, alguém que Santie não via há um tempo e que havia causado muita dor em seu coração.

Ela chegou a outra cidade e logo se dirigiu ao presídio. Era dia de visitas. Santana foi levada a uma sala meio escura e fria, logo Brittany chegou.

A loira vestia um uniforme laranja e tinha seus cabelos mais curtos. Parecia um pouco mais magra e também tinha algo de diferente no olhar. Não era tristeza, muito menos alegria, era algo intermediário a esses dias sentimentos. Brit sentou de um lado de uma mesa, Santie estava do outro.

– Você aqui? Veio rir de mim? – Perguntou a loira com um sorriso sombrio, deu um risinho – Não, já sei! Arrependeu-se de ter me traído e veio dizer que me ama? – Ela mordeu os lábios e olhou Santana dos pés a cabeça.

Ela olhava Santie de forma estranha, era penetrante e distante seu olhar. Havia algo de diferente na forma como falava também, parecia desiquilibrada.

– Brittany, eu não vim fazer nada disso... – Respondeu meio incomodada com a forma como era observada — Na verdade, só vim vê-la e despedir-me. – Falou e suspirou – Ela está louca – Pensou – Sempre esteve, só eu que não vi. – E eu não te trai, Brittany, estávamos separadas. – Ela olhou para a loira cheia de dó, seu cabelo fazia nojo.

– Não me olhe assim, não preciso de sua piedade. – Brit tinha a respiração um pouco acelerada — E traiu sim! Ou esqueceu de quando cantou para mim antes do término que eu era a melhor coisa que já foi sua? – Seus olhos brilhavam com as lágrimas se formando em meio a sala meio escura — Você me amava, Santana. Eu sabia que iríamos voltar, mas aí... – Brit virou o rosto, não queria encarar a morena – Ela apareceu.

– E você a fez desaparecer. – Falou a latina triste, era horrível pensar em tudo aquilo de novo – Não quero falar sobre isso. Só precisava te dizer adeus, pois estamos ligadas, nossos destinos se cruzaram e sempre faremos parte da história uma da outra. – Ela sorriu e lembrou-se dos bons momentos que passou com a loira – Obrigada, Brit, de verdade. – Levou a mão até a dela e segurou. Lágrimas desceram pelos olhos da loira – Você foi muito especial em minha vida, apesar de tudo. E nada disso. – Disse Santie e aparou uma lágrima – Grandes garotas não choram. – Disse sorrindo, tentando animar a ex-namorada.

Brittany levantou.

– Errado. – Disse e respirou fundo – Durante todo esse tempo que passei aqui, fiquei imaginando o que se passava com você. Se estava bem, ou com alguém. Se estava mal, com frio ou feliz... Se me odiava. – Suspirou – E durante todo esse tempo, Santana, eu chorei ao pensar nisso. Chorei a noite e de dia. Chorei enquanto dormia e sonhava com você. Sonhei ao te imaginar nos braços de outra, e chorei por estar aqui e ter desgraçado minha vida em função desse amor. – Disse e suspirou.

Brittnay levantou-se, iria fazer algo. Santana assustou-se, então ela começou a cantar.

Tough girl

In the fast lane

No time for love

No time for hate

No drama

No time for games

Tough girl

Whose soul aches

I'm at home

On my own

Check my phone

Nothing, though

Act busy

Order in

Pay TV

It's agony

Oh

I may cry, ruining my makeup

Wash away all the things you've taken

I don't care if I don't look pretty

Big girls cry when their hearts are breaking

Big girls cry when their hearts are breaking

Big girls cry when their heart is breaking

Tough girl

I'm in pain

It's lonely at the top

Blackouts and airplanes

I still pour you a glass of champagne

Tough girl

Whose soul aches

I'm at home

On my own

Check my phone

Nothing, though

Act busy

Order in

Pay TV

It's agony

I may cry, ruining my makeup

Wash away all the things you've taken

I don't care if I don't look pretty

Big girls cry when their hearts are breaking

Big girls cry when their hearts are breaking

Big girls cry when their hearts are breaking

I wake up, I wake up, I wake up, I wake up

I wake up, I wake up, I wake up, I wake up

I wake up, I wake up, I wake up, I wake up

I wake up, I wake up alone

I may cry, ruining my makeup

Wash away all the things you've taken

I don't care if I don't look pretty

Big girls cry when their hearts are breaking

Big girls cry when their hearts are breaking

Big girls cry when their heart is breaking

Santana parecia meio aflita depois daquilo.

– Por que isso?

Brittany sorriu.

– Para mostrar que eu ainda te amo e que esperei por essa visita o tempo todo. – Aproximou-se e abraçou a amiga – Obrigada por tudo também. – Olhou-a nos olhos – Seja feliz. – Sorriu – Mas cuidado, quando eu sair daqui posso matar a nova vadia que conseguiu agora também. – E riu.

Santana ficou meio sem graça. Depois riu também, a beijou no rosto e se foi. Agora teria que juntar-se ao resto dos amigos, tinha uma nova missão.

Blaine chegou a casa da família Evans. O solista estava feliz pela conversa com Hunter, satisfeito por ter ajudado um colega. A porta da casa dos Evans estava aberta, entrou sem avisar, decidiu fazer uma surpresa. Entrou na sala, aquela onde viveu muitos momentos de alegria ao lado de seu marido. Ouviu um barulho, parecia crianças rindo. Guiou-se pelo som que elas faziam e acabou chegando a cozinha. Lá estava Sam, meio melado de farinha, com os irmãos sentados na mesa rindo enquanto comiam algo — que parecia ter sido preparado por eles mesmos. As crianças se divertiam com as imitações do bocudo, que, como sempre, era o mais bobo possível. Blaine amava aquilo. O solista sorriu e pensou no futuro, seus olhos brilharam pensando nos filhos que teria com ele. B. suspirou de forma nada singela, Sam ouviu e olhou para trás.

– Aí, amor? Há quanto tempo? – Foi até ele e o abraçou – Que saudades de tudo isso. – Falou olhando para os arredores – Lembra das coisas que já fizemos nessa casa? – Perguntou segurando o riso.

O solista ficou corado ao lembrar. Eles riram juntos, B. dirigiu o olhar as crianças, depois levou um dedo a boca selando os lábios, pedindo para que Sam não continuasse. Eles riram mais.

– O que fazia aqui, parado? – Perguntou ainda rindo um pouco.

– Apreciando o homem que vai ser o melhor pai do mundo. – Disse B. olhando nos olhos do marido e sorrindo.

Sam suspirou e sorriu também, pensou nos filhos dele e de Blaine. Aquilo de alguma forma mexeu com ele, uma lágrima desceu pelo canto do olho. Pensar nessa relação de pai e filho o deixava assim.

– Eu te amo. – E o beijou. – Você é o melhor homem do mundo, Blaine! – E o beijou de novo.

O beijo durou pouco tempo, foi bobo e apaixonado, cheio de inocência. Antes de terminarem, ouviram um enorme barulho, dirigiram o olhar para onde ele vinha, a porta da cozinha estava no chão, derrubada pelo pai de Sam.

– Que baixaria é essa aqui?! – Olhou para os filhos mais novos – Para o quarto, vocês.

Eles olharam para a mãe, meio assustados, mas ela assentiu.

– Vai ficar tudo bem, meus amores. Podem ir. – Beijou cada um no rosto e eles foram.

O velho Evans fuzilava todos ali presente com o olhos. Sua raiva era visível, ele quase bufava.

– Agora vocês, saiam da minha casa! – Gritou o homem.

– Não, ninguém sai daqui, a não ser que queira. – Disse a mulher — Essa casa também é minha, não se esqueça. — A Sra. Evans sorriu de forma provocativa — Eu vim só ver meus filhos, não cometi nenhum crime para ser enxotada daqui.

– Não, mas esses daí sim – Disse olhando para Sam e Blaine – Vocês não têm vergonha de fazer isso na frente das crianças? Seus... seus... – Disse hesitando.

Seu filho, é isso que ele é. – A mulher falou, ela se sentia mais segura em desafiar o marido agora que não estava mais com ele. Blaine e Sam continuavam calados. – E foi só um beijo, um gesto de amor entre duas pessoas. Não há crime ou maldade nisso. Crime maior é essa sua ignorância.

– Pare de zombar de mim. Não vou admitir isso, não mais. E saiam daqui! Todos.

– Não, pai. – Sam finalmente se pronunciou – Não antes de me ouvir.

– Eu não tenho o que ouvir de você. Já dissemos tudo que queríamos um ao outro. – Falou e olhou para o lado. – Agora, vá! Vá você e vá ele. – Disse apontando para Blaine — Você fez sua escolha.

– Sam, acho melhor irmos. – Disse o solista, Sam parecia um pouco indiferente a todo aquele constrangimento – Isso vai acabar mal...

– Não. Não antes de eu entender. – Sam suspirou, olhava para o pai, transtornado — Por quê? Não escolhi ele, nem deixei você, pai. Eu amo os dois e trata-se de dois sentimentos totalmente diferentes. Você é meu pai, o homem que, junto da minha mãe, me deu vida. Criou-me e me deu amor. Blaine é o meu marido, o homem que meu coração escolheu para amar por toda a vida e que me faz feliz. São dois homens, dois amores, dois sentimentos. Ambos têm lugar em meu coração. – Sam olhou no fundo dos olhos do homem – Eu até entendo sua raiva, é aceitável. Mas aceite também que eu fiquei triste por não ter ido ao meu casamento, era um grande momento de minha vida. Será que eu não tenho lugar no seu coração mais, pai? Será que eu mudei tanto assim mesmo? – Perguntou o loiro.

– Filho... – Começou a mãe, ela estava apreensiva com o rumo da conversa.

– Não, mãe. Ele vai me ouvir. – Disse o bocudo, o homem o olhava sem exprimir nenhum sentimento, estava imóvel – Pai, eu nunca quis te fazer mal com isso. – Disse olhando os olhos do homem, tentando buscar algo, algum sentimento ali dentro – E eu não escolhi amar o Blaine, ou ser gay, entenda! Eu sou assim, sempre fui. Eu sei que fui embora, pode parecer que o abandonei, mas não foi minha intenção. Só queria buscar minha felicidade. – Ele suspirou – Somos pai e filho, nossos destinos se permeiam, não entende? Não podemos ficar assim. Eu te amo, pai. Um dia terei filhos também – Disse olhando para Blaine, levou a mão até a do marido e a segurou, sorriu para o solista e voltou a dirigir o olhar ao pai – Amarei-os muito. E meu amor será inesgotável, eu sei. Assim como é o meu por você, pela minha mãe, pelos meus irmãos. Temos um laço inquebrável, basta olhar para o rosto um do outro e notar. Somos pai e filho.

O homem ouviu tudo calado, quando Sam acabou, ele soltou uma risadinha, pequena e torta.

– Você é jovem, Sam. Tudo em sua cabeça é feito de sonhos, é fantasioso. Não imagina como é o mundo lá fora ainda, pensa que tudo se trata de um conto de fadas. – Caminhou um pouco pela sala, olhou para mulher e balançou a cabeça, fazendo um sinal negativo. Depois olhou Sam e Blaine, eles ainda estavam de mãos dadas – Pensa que vocês realmente vão ser felizes juntos? O mundo é cruel, meu filho. – Ele suspirou — Imagina como é ir trabalhar e ouvir sussurros dos meus amigos sobre você? — Ele balançou a cabeça de novo — As mulheres do meus amigos, elas falam como você é bonito e como poderia namorar as filhas delas, e eu, como fico? Tenho que ficar calado e soltar um risinho fingido. – Ele soltou outro riso torto — Não, Sam. Você não tem filhos ainda, não sabe como é passar a vida toda imaginando um futuro lindo, brilhante e cheio de sucesso para o seu garoto e, no fim, ele não ser nada aquilo do que você imagina, do que você quer que seja. Eu fiz muitos planos para você, eu criei muitas expectativas. Eu me frustrei. – Um semblante de tristeza começava a tomar conta do homem, ele parecia querer chorar — Custa entender? Você é meu primogênito, o primeiro filho que eu segurei nos braços. Quando nasceu, foi a maior alegria que eu tive em minha vida. O primeiro filho é sempre a maior conquista de um homem. E foi assim, ao longo de muitos anos...

– Pai. – Interrompeu Sam. Cada palavra pronunciada fazia-o sofrer. Pela primeira vez, seu pai abria o coração sobre aquilo e se mostrava de verdade. Tudo que o loiro menos queria era que a pessoa que o havia feito ser o grande homem que era sofresse – Eu, eu... – Sua boca tremia, ele tentou se pôr no lugar do pai – Eu sinto muito. – Falou com a voz embargada – Eu nunca quis decepcioná-lo. – Baixou a cabeça, uma lágrima escorreu pelo olho. – Eu vou embora, acho que já acabou tudo mesmo. Nunca voltará a ser como antes.

Um silêncio pairou no cômodo. Sam falou aquelas palavras como que automaticamente, e foi como um soco em sua barriga depois. O resultado daquilo em sua cabeça foi horrível, ele se sentia mal, uma sensação ruim no estômago. Contudo, ele sabia que era verdade, seu pai estava triste e decepcionado com ele, nunca o aceitaria.

– Não, Sam. – Disse o homem, quebrando o silêncio — Você não entende? Eu me tornei um homem amargo desde que nós perdemos tudo. Quando nos reerguemos de novo, eu me tornei orgulhoso. Eu me frustrei com essa... transição que passou, é verdade. Mas se tem uma coisa que você nunca fez, foi decepcionar-me. Muito pelo contrário, quando perdemos tudo, você fez de tudo para apoiar a mim e sua mãe. E quando precisou me enfrentar para seguir seu caminho e fazer o que achava correto, você o fez. – O homem começou a chorar também – Você é meu maior orgulho. Eu só nunca quis dar o braço a torcer, mas... Eu tenho medo.

– Medo? – Perguntou a Sra. Evans que ouvia tudo.

– Medo de perder meu filho, meu primogênito, meu maior orgulho. Eu te amo, Sam. – Ele andou um pouco – Não sabe como tem sido difícil para mim... Mas eu te amo acima de tudo, só quero te ver feliz – Olhou para Blaine, ainda triste – Seja com quem for, comigo aprovando ou não. Pode demorar para que eu aceite, mas eu posso tentar... – Pai e filho ficaram cara a cara, imóveis por um tempo. Sam tentava assimilar aquilo, o homem não sabia o que fazer – Posso pedir um abraço? – Foi a primeira coisa que veio a sua cabeça — Faz tanto tempo que quero fazer isso, filho. Por favor, me perdoa.

O loiro correu e abraçou o pai, ambos choravam e soluçavam. Deram um longo e forte abraço. A mãe se uniu a eles, abraçando o filho e o ex-marido.

– Eu só nunca quis envergonhar vocês, desculpem-me... – Falou chorando ainda, referia-se aos pais.

– Você é meu maior orgulho, Sammy. – Disse a mulher e o beijou na bochecha.

– Você sempre foi motivo de orgulho para mim, meu filho. Sempre que eu saia para trabalhar, quando você era pequeno, eu podia voltar mal, estressado, ou cheio de problemas, podia estar no pior dia de minha vida, mas quando voltava e o abraçava e via seu sorriso, eu era o homem mais feliz do mundo. Meu dia ruim havia acabado, eu percebia que tinha o melhor filho do mundo, e o amava. Eu te amo, Sam. Isso nunca vai mudar, seja você quem for. – E o abraçou mais forte enquanto lágrimas desciam.

A família Evans, enfim, parecia voltar ao prumo. Sam havia feito bem, parte de sua missão estava cumprida.

Enquanto o loiro falava com os irmãos, despedia-se, Blaine falava com sua mãe.

– Satisfeito? – A mulher perguntou.

– Muito, obrigado por me ajudar. – Disse ele, sorrindo e feliz.

– Você quem me ajudou, Blaine. – Falou sorrindo – Fez meu filho feliz e devolveu a felicidade a minha família.

Sam e o pai voltavam, eles ouviram os passos e alguns risos. A mulher olhou em direção a escada da sala, sorriu a espera deles.

– Disse-me uma vez que não casou por amor, mas passou a admirar seu marido e a amá-lo com um tempo. Entretanto, quando melhoraram de vida e ele se tornou esse homem amargo, passou a ter nojo dele. Mas vendo-a sorrir assim enquanto espera-o descer na escada me fez pensar que talvez...

A mulher selou os lábios do solista com os dedos.

– Não vamos falar sobre isso, certo? – E sorriu – Meu futuro ao lado do velho Evans só o tempo dirá. Pode acontecer tudo, inclusive nada... O que importa é que temos filhos lindos juntos. Nossos destinos estão ligados, então sempre estaremos cruzando o caminho um do outro, querendo ou não. – E piscou.

B. riu, sorriu e assentiu. Os dois desciam as escadas, vinham rindo juntos. A Sra. Evans quis chorar de alegria ao ver aquilo, enquanto Blaine não segurou as lágrimas.

– Bobo! – Disse Sam, correu e o abraçou – Não precisa disso, já está tudo bem. – O beijou no rosto.

– Eu sei que sim. – B. sorriu lindamente para o marido – Esse é um dos dias mais felizes da minha vida.

Sam ficou sorrindo feito um bobo enquanto olhava para o marido, eles deram um beijo de leve na boca.

– Precisamos ir. – Disse aos pais. – Tenho que resolver algo antes de ir a Vegas. Queria pedir uma coisa. – Disse.

– Pode pedir, meu filho. – Falou a mulher, o pai confirmou com a cabeça.

– Independente do que ocorra com vocês, não briguem perto das crianças. Eles são filhos dos dois, sim? Cuidem bem deles, por favor.

Os dois se olharam, a mulher suspirou e sorriu para o filho. O pai sorriu de forma mais contida. Os dois correram e o abraçaram de novo.

– Vá em paz, meu filho. – Disse ela.

– Meu orgulho. – Complementou ele.

Blaine e Sam foram, precisavam encontrar Marley.

Na casa dos Puckerman, os dois irmãos, Kitty, Marley, Ryder e Santana estavam juntos.

– Então é isso – Dizia Má – A Santana vai colocar a Sue contra a parede.

– Você está ciente disso mesmo, Puck? – Perguntou Santana – É uma grande responsabilidade.

– Eu sei, e é disso que eu preciso. – Disse ele – Eu não tenho nenhuma ocupação, sinto-me um perdedor, apesar de tudo. – Disse olhando para o chão, com vergonha – Essa é a chance que tenho de mudar minha vida – Levantou o rosto, seus olhos brilhavam agora — Vamos, nós encontraremos Sam e Blaine no McKinley.

– Sim, vamos. – Disse Ryder.

– Não. – Jake falou, todos o olharam – Não antes de eu falar algo. – Disse com um ar misterioso. Olhou para Marley, depois para Puck e Kitty – Eu me inscrevi em uma faculdade, a que você me indicou, Marley. É em Vegas, isso quer dizer que se eu passar, não vou poder ajudar vocês em seus planos, Kitty e Puck. – Falou e suspirou – Desculpem-me.

Os dois se olharam. A loira riu.

– Ora, ora... Parece que o pequeno Puckerman está criando asas e voando. – Sorriu de forma torta. – Eu te apoio, eu e Puck damos conta, pode deixar. – E beijou o Puckerman mais velho.

– Bem, então vamos logo. Sam e Blaine já devem estar chegando, os avisei para irem a escola.

Todos foram saindo, mas Marley parou Kitty um pouco.

– Vai realmente deixa-lo ir sem dizer a verdade? – Perguntou ela.

– Você é louca? – A loira a fuzilou com os olhos.

– Não, Kitty. Você que é. Louca e burra. – Retrucou Má — Mas se acha que me engana, está mais enganada ainda. Agora vamos, você que tem que tomar a decisão, se não quer, nada posso fazer.

Marley saiu, a loira ficou a olhando por um tempo, indignada, aparentemente, com aquilo. Depois saiu e juntou-se aos outros.

Blaine e Sam esperavam no Mckinley. Todos se juntaram e entraram. Passar por aqueles corredores novamente encheu o rosto de todos de enormes sorrisos. Era nostálgico lembrar de tudo que viveram ali. Mas havia algo diferente, uma certo vazio pairava por ali. Os alunos não andavam mais com a mesma alegria de sempre, os corredores eram mortos, as salas também. Parecia que algo de muito ruim havia acontecido.

Eles se dirigiram a sala de Sue, queriam pegá-la de surpresa.

– Eu entro, é melhor. Depois falo com vocês, pode ser? – Perguntou Santana.

– Tudo bem, mas olha lá... Não estraga tudo. – Falou Marley.

– Pode deixar. – E entrou.

– O que será que ela tem de tão grande assim para convencer a Sue? — Indagou Jake.

Todos deram com os ombros, exceto Marley.

– Persuasão. Sabem como ela é, ninguém pode com a Snixx. – Disse sorrindo, todos assentiram.

A morena chegou a sala antes de Sue, não havia secretária. Ela respirou fundo e andou mais um pouco, bateu na porta e esperou por resposta. Aquele tempo pareceu uma infinidade. Ela estava tensa, aquele talvez seria o maior desafio que ela já teve na vida, mas não desistiria. Quando precisou do Glee, ele a ajudou. Agora era sua vez. Ele não podia acabar, não sem luta. Mr. Shue talvez tivesse ido embora, mas seu legado não. Naquela sala de coral, eles aprenderam a nunca deixar de acreditar, e não fariam isso. Iriam até o fim, ela e os amigos, para ter o Glee de volta. Outros adolescentes precisariam dele, o mundo era cheio de pessoas sedentas por ajuda, os pupilos de Will Shuester não podiam dá-los as costas.

– Entre. – Sue gritou com uma voz gélida.

A morena entrou, Sue estava ocupada com alguns papeis, olhando-os e não prestou atenção em quem estava a sua frente.

– Pois não? Seja breve, eu não estou com muito tempo ultimamente. – Disse ainda folheando alguns papeis.

– Ah, mas para mim você vai ter. – Respondeu Santie e sentou-se na cadeira a frente da mesa dela – Temos muito o que conversar. – Disse e sorriu.

A mulher dirigiu o olhar para a latina e sorriu.

– Santana... Cada vez mais ousada. A que devo a visita? Soube que estava em NY, deve ser algo muito importante para voltar aqui. – Falou e olhou para Santie cheia de curiosidade.

– Sim, é algo muito importante. Algo que você nos tirou, e vai nos dar de novo. – Respondeu Santana.

Sue arqueou as sobrancelhas e soltou um risinho.

– Sério? Interessante... – Um sorriso surgiu no canto da boca da mulher — Acha mesmo que vai conseguir algo assim? – Riu um pouco mais alto e depois encarou Santana– Você me conhece muito bem para saber que não conseguirá que eu atenda seu pedido. – Sorriu provocando-a.

– E você me conhece muito bem para saber que eu não pediria algo assim. – Sorriu enfrentando-a.

– Muito bem. Então faça sua proposta. – Sue levantou-se – Sou toda ouvidos. Mas adianto logo, o Shuester não voltará mais em condição alguma. Ele mesmo me garantiu isso.

Santana levantou também.

– O Mr. Shue já nos deu tudo que precisávamos, e já plantou a semente de tudo que somos. Pensei em outras pessoas. O Puck, ele não trabalha, você podia contratá-lo com a verba que vem para educação artística. E a Kitty, depois de formada, pode ajudar também. O que me diz?

Sue gargalhou.

– Por que eu faria isso, sua tola? Você já foi melhor, Santana. Vejo que ficar distante de mim não a fez bem.

Santana sorriu e olhou para mulher, depois a olhou bem nos olhos.

– Primeiro, porque sei que as líderes não estão nada bem, Sue. Desde que você assumiu a diretoria, elas não ganharam mais nada. Sem o Clube Glee e sem as líderes mostrando resultados, sei que você não tem quase verba para artes mais. Sem verba, você não pode tirar aquele por fora, lembra? Aquele dinheiro que você desviava das líderes quando era capitã e que, tenho certeza, desviava ainda mais como diretora. – A mulher engoliu em seco e olhou para Santie cheia de fúria, ela segurou o riso — E mais, Sue Sylvester sem Glee, não é Sue Sylvester. Vi como essa escola está morta, um Glee Club é o que falta aqui, e é o que você vai trazer de volta, sim? – Cheque mate – Pensou ela e riu por dentro ao ver a expressão que Sue fazia.

Todos esperavam apreensivos do lado de fora, até que a morena saiu da diretoria. Um pouco de tensão pairou pelo ar.

– Então? – Perguntou Blaine.

Ela respirou fundo e soltou todo o ar dos pulmões com força, parecia mais aliviado agora. Olhou para todos um pouco triste, depois sorriu.

– O Glee Club está de volta! – Gritou. – Ele é seu, Puck. – Disse olhando para o amigo, cheia de orgulho.

Todos pularam e gritaram, se abraçaram. Era um última dívida que tinham com William Shuester, ela estava paga.

– Como conseguiu isso? – Blaine perguntou entre pulos e gritos.

– Ah, uma mentirinha aqui e outra ali... Arrisquei todas as fichas em uma desconfiança e tudo deu certo... Venci! Ninguém pode com a Snixx. – Disse ela, os dois riram juntos e comemoraram mais.

Um pouco depois daquele momento, Jake chegava ao auditório. Ele vinha em busca de alguém, e lá estava ela. Chegou mais perto.

– Por que me chamou? – Perguntou a Kitty.

Ela o olhou por um tempo, tinha um olhar misterioso.

– O que houve, você está mal?

Kitty pegou o celular e apertou um botão, uma música começou.

La la la la la

La la la la la

La la la la la

La la la la la

I dare you

(Let go, let go, let go, let go)

All of my life, too late

Till you showed up with perfect timing

Now here we are, you rock it

Our fingers are stuck in the socket

It's just the nature, a game

Get ready, we'll do it again

Let's not recover from the hangover

When your eyes got me drunk

I was sober

Is it true that you love me?

I dare you to kiss me

With everyone watching

It's truth or dare on the dancefloor

La la la la la

La la la la la

La la la la la

Truth or dare on the dancefloor

La la la la la

La la la la la

La la la la la

I dare you

(Let go, let go)

Of all the millions on the planet

You're the one who's keeping me on it

You know I like you

Ain't nobody's business

Your blue Spanish eyes are my witness

It's just the nature, a game

Get ready, we'll do it again

Let's not recover from the hangover

When your eyes got me drunk

I was sober

Is it true that you love me?

I dare you to kiss me

With everyone watching

It's truth or dare on the dancefloor

La la la la la

La la la la la

La la la la la

Truth or dare on the dancefloor

La la la la la

La la la la la

La la la la la

I dare you

Is it true that you love me?

I dare you to kiss me

I dare you to touch me

It's truth or dare on the dancefloor

La la la la la

La la la la la

La la la la la

La la la la la

I dare you

(Let go, let go, let go, let go)

No começo, ela foi dançando e se despindo. Fez isso até ficar somente de roupas íntimas. No fim, estava bem próxima de Jake e cansada, dançou sensualmente até ficar ofegante. Jake não pensou duas vezes, a beijou.

– Eu te amo. – Disse ela – Eu me arrependo de nunca ter dito isso antes, mas eu tinha medo. Somos feitos do mesmo material, nunca daríamos certo, pelo menos eu pensava assim. Somos dois vadios, Jake. E, eu temi ter algo sério com você e um dia acabar e perder sua amizade. Mas agora que pode ir embora... – Ela virou a cara, uma lágrima parecia querer descer de um dos olhos.

– Eu entendo você, Kitty. — Disse ele sorrindo – E eu também te amo. Mas você está com meu irmão...

– Ele é um perdedor como eu, só isso. Nós dois nunca sairemos de Lima, achei mais seguro. Sempre soube que você tinha um grande futuro, Jake. Você é brilhante. – Falou e sorriu – Agora eu tenho mais certeza ainda, você vai conseguir uma vaga na universidade e vai embora. E eu? – Indagou — Eu vou ficar aqui, continuar te amando e continuar com seu irmão. – Falou triste.

Ele a beijou de novo, segurou em seus seios e os apertou, estavam duros. Beijou sua boca com vontade, depois desceu a mão pela cintura da loira e segurou sua bunda. Beijou mais, até ficarem cansados.

– Eu prometo um dia voltar e te buscar, certo? Não importa o que acontecer enquanto eu estiver fora, nada vai mudar nosso futuro, nosso destino, sim? – Falou sorrindo.

– Sim, Jake Puckerman. – Disse e sorriu — Nossos destinos estão ligados. – Falou ao seu ouvido e o beijou de novo.

A história de Kitty com o pequeno Puckerman não havia acabado. Muito pelo contrário, aquele podia ser o começo de uma bela história.

Santana voltou para casa de sua avó, era hora de se despedir e começar a trilhar seu novo caminho. Dani a esperava lá, era uma esperança de um novo destino. Ela nunca imaginou, há alguns anos atrás, viver sem Brittany. Mas mudanças eram necessárias quando as pessoas que a gente ama mudavam.

Ela chegou e entrou, sua abuela estava na sala com Dani, ambas tomavam algo que parecia ser chá.

– Está na hora, precisamos ir. – Disse a Dani.

– Vou pegar minhas coisas, só um instante. – Disse e saiu.

Avó e neta ficaram por um tempo em silêncio, era mais um adeus. Elas, que haviam passado por tantas dificuldades juntas e descoberto que o amor era mais forte do que todas elas, voltavam a separar-se.

– Eu voltarei, eu prometo. Mas agora preciso procurar meu caminho, preciso viver, vó. – Disse com um semblante triste, a idosa assentiu com um semblante de orgulho. Santie quis chorar, mas segurou-se.

Dani voltou, de um lado, uma mochila, do outro o violão. Elas saíram, na rua, ficaram lado a lado, olharam para o sol que estava para se pôr e respiraram fundo.

– Pronta para viver? – Perguntou Dani sorrindo.

– Pronta para viver ao seu lado. – Disse Santie e a beijou.

Elas saíram, era tempo de começar uma vida nova.

Prontos para partir também estavam Blaine, Sam, Marley e Ryder. Vegas os aguardava. Eles estavam na frente da casa de Sam, o loiro dizia um último adeus aos pais. Depois de Vegas, voltaria a NY, não os veria mais constantemente.

– Vamos, Sam, senão perdemos o voo! – Gritou Marley.

Ele assentiu e voltou-se para os pais.

– Eu amo vocês – Disse – Obrigado por tudo, por me apoiarem, por fazerem de mim o homem que sou, por me amarem. – Falou com lágrimas escorrendo.

– Também o amamos muito, filho, e sentimos orgulho de você – Disse o velho Evans com um sorriso no rosto.

A mãe limitou-se a abraça-lo forte. O beijou no rosto e, enfim, Sam se foi.

O bocudo chegou perto dos amigos e segurou a mão do marido.

– Prontos? – Perguntou sorrindo.

– Ao seu lado, eu sempre estou. – Disse B. e o beijou.

Os outros assentiram, Sam olhou para trás mais uma vez e suspirou.

– Hora de seguir nosso caminho. – Disse Má.

Ryder ficou pensativo ao ouvir aquilo.

– O que foi? – Ela perguntou.

– Tive uma ideia, por que não mostra aos rapazes aquela música nova que a Rachel te deu?

Marley pensou por um pouco, depois entendeu do que se tratava. Sorriu e assentiu. Ryder pegou uma caixinha de som, algo que ele sempre carregava na bolsa. Blaine e Sam se olharam. Ele apertou um botão. Uma música começou.

– Vamos a Vegas, vamos viver e ser felizes, vamos seguir nossos caminhos, rapazes!

Disse e saiu correndo, cantando e dançando ao lado de Ryder. Blaine e Sam a seguiram enquanto a música seguia. Seguiriam seu caminho um ao lado do outro.

My words are wrapped in barbewire

My actions speak for what I can't say

'Cause I fall one step forward to push you away

Push you away

I wish that I could listen to all the advice that I give away

But it's hard to see things clearly

Through all of the pain

All of the pain

I'm caught in the rain, caught in the rain

And my heart's too drunk to drive

I should stay away from you tonight

But in this black-out state of mind

Baby, all I want is you tonight

When my head tells me no

My heart tells me go

So I'm hitting a road, 'cause I

I know my heart's too drunk to drive

But I'm on my way to you

Yeah, I'm on my way to you (you)

To you, tonight

I'm on my way (to you, you)

(To you)

I'm on my way to you

Yeah, there's a million voices

Screaming that this love's a dead-end road

But the only voice that I hear

Is telling me go, telling me go

The sun is rising sober

While passion fades

And I'm on my own

My helpless heart's hangover

I'm all out of hope, all out of hope

Where do we go, where do we go?

'Cause my heart's too drunk to drive

I should stay away from you tonight

But in this black-out state of mind

Baby, all I want is you tonight

When my head tells me no

My heart tells me go

So I'm hitting a road, 'cause I

I know my heart's too drunk to drive

But I'm on my way to you

Yeah, I'm on my way to you (you)

To you, tonight

I'm on my way (to you, you)

(To you)

I'm on my way to you

And no wise words can stop me

I'm pass the point of no return

No matter how it hurts me

I'm running to you, running to you

And my heart's too drunk to drive

I should stay away from you tonight

But in this black-out state of mind

Baby, all I want is you tonight

When my head tells me no

My heart tells me go

So I'm hitting a road, 'cause I

I know my heart's too drunk to drive

But I'm on my way to you

Yeah, I'm on my way to you (you)

To you, tonight

I'm on my way (to you, you)

(To you)

I'm on my way to you

Notas finais
Músicas: Big Girls Cry - Sia Dare (La La La) - Shakira On My Way - Lea Michele É isso, pessoal. Espero que gostem. Desculpem-me pela demora, tive problemas com o computador, como já expliquei, e um monte de prova para estudar quando tudo se resolveu. Até sábado da próxima semana tentarei postar o próximo. Boa leitura e abraços!