Notas iniciais
Cara estou muito triste e feliz ao mesmo tempo, não pensei que um dia eu poderia me sentir assim....mas aqui está mais uma fic finalizada!!! agradeço demais o carinho de cada uma de vocês, espero que tenham gostado e que eu tenha conseguido agradar...

5 ANOS DEPOIS.

Acordei cedo aquela manhã passando a mão sobre a colcha, sempre fazia isso, mais por habito do que qualquer coisa, ela nunca estava lá, tomei um banho frio para despertar, e vesti uma roupa esporte fino, não iria trabalhar na mina hoje, mas ainda tinha um horário rígido para cumprir, e definitivamente não podia perder meu tempo, depois de toda aquela confusão os rebeldes conseguiram o que tanto queriam, todos os donos tiveram que libertar suas propriedades, estamos vivendo novamente uma democracia, e é uma coisa interessante, de certo modo, não posso mais fazer meus empréstimos, e meu pai deve está se revirando no tumulo, acho que se ele estivesse vivo, morreria de puro desgosto, mas pelo menos tive o direito de ficar com a mina, o que salvou minha família, tenho empregados assalariados e meu irmão se transformou em meu sócio, agora que tudo está legalizado ele finalmente resolveu trabalhar, ele planeja se casar em breve, e com certeza vou ser o padrinho, fui até a cozinha e peguei um copo de suco de laranja, estava fresco, o que significava que ela já estava acordada, deu pra sentir sua presença atrás de mim.
– Bom dia querido.
– Bom dia Marta — sorri.
– quer que eu prepare alguma coisa pra você comer?
– obrigada- me sentei na bancada e deixei que ela me servisse.
O tempo passara rápido demais nesses últimos anos, num dia eu estava segurando minha filha entre as mãos, no outro ela já esta correndo.
– papai.

Eu me virei em direção à voz.

Minha menininha estava na porta da cozinha com cara de sono e pequenos morangos em todo pijama, ela tinha um cabelo castanho escuro, quase preto, mas não chegava a tanto, sua pele era branca como leite, ela era a copia perfeita da mãe, tirando os olhos, os olhos eram meus, minha Luna, minha pequeña Luna.
– Oi baixinha -abri os braços vem aqui.
Ela sorriu e correu para os meus braços, com os cabelos negros se agitando por toda parte.

– acordou cedo- abracei seu corpo diminuto.

–estou com fome -ela sorriu mostrando covinhas- acordei assim.

Com certeza, era idêntica a mãe.

– é mesmo?- sorri -então vamos ter que dar um jeito nisso, quer café da manhã?

– papai quero que a mamãe me dê- Luna fez um bico.
Odiava quando eu tinha que negar alguma coisa para ela, seria mais fácil arrancar meu coração com uma faca cega.

– Amor eu já te disse mil vezes — suspirei- a mamãe ficou muito doente, ela não estava bem, agora ela está descansando, você sabe que ela estaria aqui se pudesse.
Ela fez a cara de tristeza, sempre ficava assim quando mencionávamos Anna ultimamente.
– já sei o que vamos fazer — propus — vamos comer e trocar de roupa, e pegar umas flores para irmos nos encontrar com ela? Eu ia sozinho, mas se você quiser ir...

Antes deu terminar a frase ela já estava comendo, pegou minhas panquecas e simplesmente enfiou dentro da boca diminuta, ela terminou correndo e subiu as escadas, com certeza ela queria ir comigo, terminei de comer e troquei de roupa também, coloquei uma calça social, e uma blusa também social preta, Luna já estava pronta, no meio do caminho abri a porta do quarto de Vicky, ela estava jogada na cama, com fones no ouvido, parecia está dormindo profundamente, ela sempre acordava tarde agora, porque passava a madrugada conversando com o namorado, Eu achava que 15 anos era pouca idade para se ter um namorado, mas quando comentei isso com Marta ela me olhou de um jeito que fiquei até envergonhado por ter dito algo, afinal, fiquei com Anna quando ela tinha só 16 mas nada disso mudava o fato dela ter me escolhido, ela preferiu a mim do que Match, ele trabalhava na prefeitura e vinha de tempos em tempos para visita-la, não que eu ficasse contente com isso, a cicatriz no meu peito ainda estava visível o suficiente para eu quere-lo por perto, ainda devia a ele um tiro.

– papai vamos -Luna chamou.

Fechei a porta com cuidado e fui pegar o carro, acabei vendendo todos os meus carros, fiquei apenas com o conversível que eu amava tanto, afinal os outros não eram necessários e seria bom ter um extra no banco.
Dirigi silenciosamente, apenas parando para comprar flores, afinal, já não ia visita-la a um bom tempo, e era costume que as pessoas levassem flores.
Os portões a nossa frente eram de ferro e se erguiam enormes, nunca entendi o motivo de tê-los, afinal, quem fugiria daquele lugar?

Nós ficamos esperando do lado de fora, ainda não estava aberto e ficamos aguardando que um senhor de meia idade viesse abrir, ele sorriu ao me ver, sempre me encontrava aqui nesses dias, eu nunca faltava.
Passamos devagar pelos portões e entramos no jardim.
Eles eram bonitos, mas um pouco sombrios, porém não me pertencia, e não havia muita coisa que eu, um cidadão comum pudesse fazer.

– papai vamos ver a mamãe aqui? — Luna estava segurado minha mão.

– Sim — concordei olhando ao longe.

Queria encontrar no meio de tantos onde ela estava, era varias estruturas de mármore que podíamos deixar recados, e eu sabia que ela ouvia, só não podia responder.

– papai aquela é a mamãe?

Me levantei para dizer que a mãe dela não podia está aqui.

E foi finalmente a vi, o sorriso no meu rosto foi inevitável, minha garota, minha menina, que sem perceber salvou minha vida, que não fazia ideia que somente por estar ao meu lado já me transformava em um novo homem, eu sentia tanta sua falta que parecia doer no profundo do meu ser ficar longe dela, como se faltasse parte de mim, um buraco que só se fechava quando eu a via, nesses momentos, que graças a deus iriam acabar.
Luna também sorriu e soltou minha mão, indo em direção a Anna, ela estava sentada no jardim lendo um livro em cima de um pano, estava tão distraída que se assustou quando a filha a abraçou.
Ela abriu um sorriso tão lindo e pegou nossa filha nos braços, estava genuinamente feliz por estarmos ali, e eu finalmente a levaria para casa, ela levantou os olhos e nossos olhares se encontraram, Anna se levantou devagar, ainda tinha uma pequena dificuldade de se mover, eu nunca me perdoaria por ter feito aquilo com ela, há uns meses atrás estávamos voltando para casa depois de um jantar, eu nunca dirigi devagar e acredite estava excepcionalmente distraído com Anna me provocando, nem cheguei a ver o carro que vinha na nossa direção, eu fiquei bem, quebrei umas costelas mas nada grave, Mas Anna quebrou as duas pernas presa nas ferragens, e teve que vir até essa clinica para voltar a andar, demorou muito, para mim uma eternidade, só podia encontra-la nos dias de visita, e os internos não podiam ver as pessoas do lado de fora, mas finalmente iriamos para casa.
– oi amor — ela veio na minha direção.
Segurei seu rosto com carinho e a beijei, sentia falta do gosto dos seus lábios.
– oi — sorri — senti sua falta.
– eu também -Anna passou a mão pela minha cintura — vamos para casa?
– você vai poder voltar mamãe? — Luna estava pulando a nossa volta.
– vou meu amor — ela abriu um sorriso enorme -vamos pra casa.
Dissemos adeus aquela clinica de reabilitação, já estava cansado de dormir sem minha mulher.
Quando chegamos em casa Vicky e marta já estavam prontas, elas fizeram o almoço e todos comemos juntos, foi divertido, ver todas elas se divertindo e brincando, as mulheres que dominavam minha vida, elas tinham um lugar diferente dentro de mim, e juntas elas me completavam.
Daniel me chamou durante a tarde e eu fui até a mina, quando voltei estava quase de noite, a casa estava vazia, sem Anna, sem Luna, Vicky ou Marta, achei que elas tivessem saído para fazer Anna se divertir um pouco, tirei o paletó e fui até o bar, ainda me sentia culpado, graças a minha imprudência eu quase perdera minha esposa, essa sensação só passou pelo meu corpo quando Luna nasceu, naquela noite os médicos tiveram que reanima-la, ela literalmente morreu aqui na minha casa, e cinco anos depois eu repeti esse erro.

Ouvi um barulho no andar de cima e subi com cuidado, não me lembrava de ninguém ser idiota o bastante para tentar invadir minha casa.
Mas o que eu encontrei me deixou completamente sem folego, Anna estava sentada na cama, de pernas cruzadas, completamente nua, devo dizer que gosto do que vi, gosto muito, ela ainda tinha aqueles traços de menina, mas agora seu corpo está mais desenvolvido como mulher.
– ....
– oi amor — ela sorriu.
– Você está...
– nua?
– eu ia dizer linda — sorri — achei que tinha saído, onde está as meninas?
– falei para Marta leva-las para o cinema — ela se levantou — passei tempo demais longe de você.
Não pude evitar, eu a esquadrinhei com os olhos, cada mínimo detalhe naquele corpo esbelto era perfeito, como se feito para mim, feito para fazer amor comigo.
– não vai chegar perto?
– me deixe só admira-la — pedi.
– não — Anna quebrou o espaço que havia entre nós — Olhe enquanto me sente.
Não precisou pedir duas vezes.
Num piscar de olhos nossas roupas haviam sumido e eu estava tocando cada parte do seu corpo como se fosse uma pedra preciosa, na verdade para mim ela era mesmo a mais preciosa das joias.
– me desculpe — pedi fazendo um caminho de beijos por seu ombro — eu sinto muito.
– você diz isso todas as vezes que ia me ver — ela sorriu — eu respondia que estava tudo bem, por que está tudo bem, mas você não podia ouvir.
– não vou me perdoar — murmurei — não vou me perdoar por ferir você, ainda por cima por que eu sabia que você tinha medo de altura.
Anna pegou meu rosto virando-me em sua direção.
– Está tudo bem — ela me beijou — eu tive medo de que algo tivesse acontecido com você, e quando vi que estava bem eu sabia que nada mais importava.
Acariciei seu rosto.
– Vamos tomar um banho?- chamei.
Ela concordou com a cabeça e eu a peguei no colo e a levei até a banheira, e tenho que confessar que não existe nada melhor do que fazer amor com Anna na banheira.
E quando acabamos eu a levei para cama e ela pegou uma roupa minha, ficamos lá, deitados, só sentindo o corpo um do outro e para mim isso já era o suficiente.
– mamãe? — ouvimos Luna chamar e começamos a nos arrumar -papai?
Ela abriu a porta num ímpeto e veio correndo, seu cabelo estava preso em uma trança e ela usava um vestidinho com babados e botas.
Anna abriu os braços e ela correu pra cima da cama, Vicky veio logo atrás, era incrível ver como aquela menininha tinha se desabrochado, ela veio até a cama e se sentou aos meus pés.
Não tinha como ter uma noite melhor, ou melhor, não havia como ter uma vida melhor, a alguns anos eu era um homem solitário e completamente sozinho, então Anna entrou na minha vida e me trouxe uma família, minha maravilhosa família.
– Mamãe posso dormir aqui hoje?- Luna abriu um sorriso cheio de dentes de leites e janelinhas.
– vamos fazer melhor -toquei a ponta do seu nariz -a cama é grande, vamos ver um filme, agora e ficarmos juntos.
Elas se aconchegaram na cama e eu liguei a TV, nos estávamos todos juntos e o filme começou devagar, sentia a mão de Anna pegando a minha, sorri, mesmo com as meninas entre nós ela ainda estava comigo.
Eu tinha uma família agora e era a melhor das sensações.
Agora sim estava tudo bem, era um ótimo final, eu finalmente encontrara minha paz, e ela atendia por um nome.

ANNA.

Notas finais
Gente eu sempre pesso isso no final das minhas Fics, se você leu e gostou mesmo me deixe um oi, mesmo que não tenha comentado ainda, pelo menos comente esse já que é o ultimo, me digam o que acharam como ficou,ok se quiserem favoritar ou recomendar eu ficaria feliz, me ajudaria a divulgar a fic?! kisses. Queria chegar até 100 favoritar.... PS. enganei vocês kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk acharam que ela tinha morrido neh?! espero que tenham gostado do final :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!