Destinos Cruzados - Astoria e Draco
13 Loira aguada e 50 galeões
Notas iniciais
Astoria POV:
Eu estava a ter um lindo sonho em que eu e o Draco estavamos numa ilha paradisíaca aos beijos na areia, quando Ginn me chamou e me acordou para a realidade.
– Senhorita Astoria, acorde, já são horas de almoço — informou-me Ginn, enquanto me abanava para eu acordar.
– Eu já vou — espreguicei-me e olhei para o relógio que apontava 12:45h. Realmente já era tarde e se eu bem conhecia minha mãe, ela estava tendo um treco porque eu ainda não tinha descido para o almoço.
Ginn desaparatou e eu, com muito custo, me obriguei a levantar da cama, tomei um duche rápido e vesti uma calça jean qualquer que eu encontrei jogada dentro do meu closet e uma blusa preta bem simples.
Desci para a sala onde a minha mãe realmente estava tendo um treco.
– Astoria Greengrass, você precisa começar a acordar mais cedo, não é bonito nos deixar á sua espera para o almoço — ela ralhou enquanto se sentava à mesa.
– Eu não me lembro de ter pedido para ninguém esperar por mim — respondi mal-humorada e comecei a comer.
Daphne revirou os olhos e mamãe se controlou para não brigar comigo de novo. Por outro lado, Theo tentou esconder a sua vontade de rir, é por isso que eu adoro Theodore, ele é tao parecido comigo...
Depois do almoço, voltei para o quarto e fiquei fazendo nada de nada, simplesmente deitada na minha cama ouvindo música no meu mp3 e cantando.
Alguns minutos depois, comecei a ficar entediada e tive uma ideia. Levantei-me da cama e fui até ao meu closet, peguei uns all stars quaisquer e calcei, amarrei o meu cabelo num rabo de cavalo, coloquei umas coisas dentro da minha mala e saí de casa.
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Eu caminhava pelo longo corredor do ministério da magia que levava até à sala de Lucius Malfoy, ou melhor, agora era a sala de Draco.
Cheguei a uma pequena recepção onde haviam uns cadeiras pretas no lado esquerdo e uma grande secretária de madeira no lado direito. Nela, encontrava-se uma mulher, com 20 e poucos anos, alta, loira e demasiado bonita para meu gosto. Os seus cabelos loiros platinados caiam até meio das costas, ela usava uma blusa branca com decote e uma saia apertada e um pouco acima do joelho e nos pés calçava uns sapatos de salto altíssimo. Eu, ao pé dela, sentia-me uma anã.
Aproximei-me da secretária dela e ela debruçou-se e abriu um grande sorriso que a mim, o qual me soou muito falso.
– Precisa de alguma coisa, menina? — ela sorria tanto que parecia que o seu rosto ia explodir a qualquer momento.
– Preciso de falar com Draco Malfoy — respondi irritada e cruzei os braços. Aquela amostra de super modelo estava realmente me irritando, ela era tão falsa, tão atraente, tão bonita e eu, junto dela, não parecia nada.
– Pode me dizer qual é o assunto que precisa tratar com o senhor Malfoy? — ela continuava com aquele sorriso falso no rosto e com aqueles seios enormes á frente da minha cara como que a tentar mostrar-me que era melhor que eu.
Eu estava irritada, MUITO irritada.
– Você não tem nada haver com isso, agora pode fazer o favor de ir chamar o meu noivo? — exaltei-me e bati com a mão na mesa mostrando quem mandava. Nunca irrite Astoria Greengrass.
Ela pareceu assustar-se, deu um pulo para trás e quase se desequilibrou em cima dos saltos de 20 centímetros.
– Claro, claro, menina, eu vou já chamá-lo — ela bateu á porta e entrou e voltou passado 1 minuto. — Pode entrar, menina...
– Greengrass — respondi — Astoria Greengrass — praticamente joguei o meu cabelo á frente da cara dela e entrei, fechando a porta em seguida.
A sala de Draco era bem espaçosa, com várias prateleiras no lado esquerdo, uma grande secretária no centro e uma outra porta no lado direito.
– O que faz aqui, Astoria? — ele perguntou surpreso, mas com um pequeno sorriso nos lábios
– Vim limpar o seu banheiro, o que você acha que eu faço aqui? — ironizei e cruzei os braços ainda irritada por causa da loira aguada.
– Vish, está de mal humor hoje — ele riu e aproximou-se de mim, colocou os braços em volta da minha cintura e puxou-me para um beijo. Eu, como ainda estava brava, simplesmente dei-lhe um selinho e afastei-me.
– O que é que se passa? — ele levantou uma sobrancelha e começou a tentar avaliar o meu rosto.
– Quem é aquela loira aguada e peituda? — eu fiz bico fingindo examinar a sala.
Draco começou a rir quando percebeu que eu estava com ciúmes. Puxou-me para o seu colo e eu sentei-me, ainda um pouco contrariada.
– É a Ágatha, a secretária do meu pai — ele disse tranquilamente e depois sussurrou no meu ouvido — Você não precisa ter ciúmes — eu senti os meus pêlos se arrepiarem ao ouví-lo sussurrar ao meu ouvido.
– Mas ela é linda, loira, peituda... — Draco não me deixou acabar, pois rapidamente calou-me com um beijo e o assunto ficou por alí.
Entre risos, sussurros e beijos, passamos o resto da tarde no gabinete dele. Quem diria que Draco Malfoy pudesse ser tão "querido"? E quem diria que um dia eu teria ciúmes dele?
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No dia seguinte à noite, eu vinha a sair do banheiro de toalha, quando encontro o Draco sentado à minha janela a brincar com o meu mp3. Ele estava distraído e o seu rosto continua uma expressão confusa e ao mesmo tempo, engraçada.
– Draco? — chamei-o surpresa por o ver alí.
Ele levantou o rosto e ficou me encarando com uma sobrancelha levantada durante uns segundos. Durante aqueles breves instantes senti o meu rosto a ficar vermelho e desejei mentalmente que ele gostasse do que estava a ver. Nunca tive nenhum problema com o meu corpo, mas naquele momento, desejei ser uma super modelo com muitas curvas e bunda e peitos enormes.
– Oi — ele levantou-se e veio até mim — Hum, vinha aqui lhe informar que amanhã temos um jantar sobre o nosso casamento — ele fez uma careta
– Aff, que saco — revirei os olhos e fui pegar o meu pijama.
– Pois, falta só um mês e a minha mãe está a ficar stressada pois ainda nem escolheram o vestido de noiva — mesmo eu estando de costas, podia sentir o seu olhar sobre mim.
– Pois, todos os vestidos que vi até agora eram horríveis. — resmunguei entredentes.
Draco aproximou-se de mim, colocou o braço em volta da minha cintura e sussurrou no meu ouvido.
– Qualquer vestido ficaria lindo em você. Você é linda, mesmo com essa toalha, no entanto acredito que ficaria muito mais linda sem ela. — ele riu baixo.
Não consegui reprimir uma gargalhada, mas foi mais por nervosismo do que outra coisa, tê-lo assim tão perto deixava-me com arrepios.
– Tarado — ri baixinho — Você precisa ser um namorado mais romântico.
– Eu sou romântico — ele afirmou — Quer ver? — ele puxou-me para si e beijou-me intensamente, enquanto tentava tirar a minha toalha.
– Isso não é ser romântico, é ser um pervertido — ri baixo e afastei-me dele, peguei no meu pijama e fui até ao banheiro para mudar de roupa.
– Você quer que eu seja romântico? — ele falou alto para eu conseguir ouvir — Pois bem, eu serei o namorado mais romântico de sempre.
– Eu pagava para ver isso — eu ri alto enquanto trocava de roupa.
– Ok, então isto é uma aposta, quem perder paga 50 galeões.
– Apostado — eu gargalhei tendo a certeza absoluta que ia ganhar 50 galeões sem ter de me esforçar nada.
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