Destinos Cruzados
7 Capitulo 7
Notas iniciais
POV. Pedro
— Eu não acredito que você não fez nada, pior ainda é saber que você só me conta isso agora, na sexta-feira – Falei intrigado com Caspian.
— Essa semana foi um saco, muito puxada, reuniões atrás de reuniões e tá que eu ia adiante com a Lilliandil, ela estava bêbada e outra, ela já me perturba não tendo nada comigo, imagina se eu pegar ela – Falou
— EDAÍ? Olha a oportunidade perdida, que vergonha Caspian, vai dar uma de virgem Maria agora é? A mulher toda entregue para ti, mó gostosa, e você frouxo.
— Claro que não idiota, só não quero ela atrás de mim, estamos aqui a trabalho – Falou irritado do outro lado da linha.
— Meu caro amigo, o que custa possuir bônus extras no trabalho, uma simples distração, ah se fosse eu, rum já tinha pegado – Disse levantando a sobrancelha. Caspian gargalhou.
— Você não tem jeito mesmo Pedro, e a Turner? – Perguntou
— Ah, a Naty vem de vez em quando aqui, mas nada demais – Respondi
— Depois o frouxo sou eu, tá bom, sei – Consigo imaginar o Caspian revirando os olhos.
— Ela só vem falar com a Susana, como eu falei, nada demais – Disse
— Porque não assume que está gostando dela? – Perguntou
— Porque eu não estou gostando dela? – Revidei com outra pergunta
— Pedro somos amigos a tanto tempo, conte a verdade para mim – Falou desanimado
— Eu sinto uma atração sim, mas nada fora do normal – Respondi
— Hum está certo, mudando de assunto, acho que chegarei em cima da hora no aniversário da Lúcia amanhã, os voos foram adiados para amanhã de tarde.
— Falando nela, ela veio a semana toda aqui em casa, Susana, Lúcia e Naty não se largam mais, acredita que elas não deixam eu ouvir as conversas delas? – Falei desapontado. Caspian riu de mim, revirei os olhos – É sério, acha que eu estou mentindo? Espera só para ver, vai ser expulso de onde elas estiverem conversando – Avisei me sentindo contrariado
— Pedro, assim como temos as nossas conversas de homens, elas têm as delas de mulheres – Falou calmamente
— Sim, eu sei, mas nós sabemos que homens não prestam – Afirmei, Caspian gargalhou
— Pevensie, você que não presta, é diferente – Acusou-me rindo
— Oi? Ouvi direito? – Falei desacreditado – Meu próprio amigo me julgando – Falei ofendido – Já disse, enquanto eu não achar a pessoa certa...
— Me divirto com as erradas – Me interrompeu completando a frase – Eu sei
— Não tem nada para fazer não Clarke? Ao invés de estar tacando pedra em um parça seu, não quero mais falar com você hoje, estou bastante magoado – Fingi magoa, ele como sempre riu da minha cara
— Lamento muito senhorita magoada, de qualquer jeito teria que desligar mesmo, vou para outra reunião aqui, Lilly acabou de chegar.
— UUUUUIIIIII, vai lá gostosão, bota para cima, orgulhe seu brother aqui – Falei, nós dois rimos.
— Nos vemos amanhã – Falou
— Até amanhã, e só saia daí com novidades – Ameacei, rimos e depois desligamos.
POV. Natalie
Estava na casa de Susana como o de costume, estávamos pensando no que comprar para Lúcia, seu aniversário era amanhã, e com a Lúcia vindo aqui a semana toda, ficou difícil de sair, mesmo ela dizendo que não queria presente.
— Acho que o tamanho dela é P né? – Perguntei
— Acho que sim – Falou Susana – Eu estava pensando em dar um salto para ela, mas não sei o tamanho do pé dela.
— É 36 – Olhamos para a porta e vimos o Pedro lá escorado – Lúcia é um pouco encorpada, e para não dar algo para vestir tão colado, comprem qualquer coisa do tamanho M – Avisou-nos
— Desde quando está aí? Sabia que é feio ouvir atrás da porta – Alertei
— A porta estava aberta, então, não fica tão feio assim – Me olhou profundamente, encarei-o por alguns segundos, não aguentei, desviei o olhar para Susana.
— Como sabe que o pé dela é 36 Pedro? – Perguntou Susana
— Eu sou praticamente irmão dela, é lógico que eu saberia o tamanho do pé da minha chuquinha – Respondeu calmamente
— E o que dará a ela? – Perguntei encarando-o novamente
— Não sei, estou indo comprar alguma coisa agora, querem ir comigo? – Perguntou
— Claro, vamos Naty? –
— Vamos Suh
Fomos as melhores lojas do shopping, Pedro sempre dando sua opinião, afinal ele conhecia ela melhor do que a gente, estávamos olhando alguns vestidos, peguei um verde lindo, rodado, marcante até a cintura.
— Olhem – Mostrei – Eu gostei desse – Falei encantada
— Está lindo mesmo, também gostei – Disse Susana
— Hum... não, não gostei, muito colado na parte dos bustos e cintura – Falou Pedro, reviramos os olhos
— Mas o vestido não é para você – Recrutei, Susana riu
— Ah esqueci de falar um pequeno detalhe, Lúcia não gosta da cor verde, lógico que ela aceitaria o presente, agradeceria também por educação, mas vocês com certeza não a verão usando isso – Falou cheio de si – Falo isso por experiência própria, eu e Caspian uma vez fomos comprar algo para ela no seu aniversário de 15 anos, bem, eu tinha comprado um vestido verde, parecia a cara dela, uma vendedora tinha me indicado, eu sinceramente tinha gostado muito, me iludi que ela iria gostar também, até hoje nunca a vi usá-lo, semanas depois fiquei sabendo que ela não gostava da cor verde – Disse rindo, não aguentamos e rimos também.
— Tudo bem sabichão, e de que cor ela gosta? – Perguntou Susana
— Vocês já viram ela usando cores chamativas? – Perguntou-nos
— Não – Respondemos
— Pois bem, algo tipo, preto, branco, azul escuro, essas cores, está ótimo – Disse orgulhoso
— Vou ali escolher um salto para ela, não se preocupe Pedro, já sei as dicas, já volto – Disse Susana indo em direção de outra loja, ao lado, não acredito que ela vai me deixar sozinha com ele.
— Porque não vai procurar algo para ela? – Perguntei – Até agora não vi você ir atrás de nada, só está dando palpites – Falei
— Nada me agrada, acho que preciso de ajuda – Disse
— Tá ok, vamos olhar algo aqui para ela, depois procuramos algo para você comprar – Falei
— Tudo bem – Sorriu, virei de frente, olhando outros vestidos, fechei meus olhos, respirei lentamente, ele tem o sorriso tão lindo, ele é lindo na verdade, Pedro se aproximou de mim, senti suas mãos encostarem na minha, pegando o vestido preto que eu estava vendo, estremeci com o pequeno toque entre nossas peles.
— Gostei desse – Disse
— Eu também gostei – Falei sorrindo
— Não tem um modelo maior não? – Sugeriu – Quase curto — Reclamou
— Pedro ela não é tão grande assim, e é somente oito dedos acima do joelho – Falei rindo
— Somente? Rum, mas ela não vai sair por aí com algo colado demais e curto – Falou
— Mas isso nem é colado, muito menos curto, deixa de ser assim
— Com licença – Pedro falou com uma vendedora – Tem outro vestido desse modelo só que em outro tamanho, um pouco maior?
— Sinto muito senhor, mas esse vestido é tamanho único – Respondeu a vendedora
— Ele não sabe de nada – Me intrometi – Eu vou leva-lo – Peguei da mão dele – Quanto custa?
— 130 R$
— Ok, vou querer – Disse
Depois de pago o vestido, saímos da loja.
— Bom, vamos procurar algo para você comprar – Falei
— Sim, vamos – Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Susana, já que ela não estava mais na loja ao lado de onde estávamos.
Caminhamos pelo shopping, até que eu senti câimbra no meu pé direito, para piorar ainda estava de salto, quase caio, se não fosse o Pedro me segurar, pela cintura. Oh meu Deus, que sensação é essa? Um frio na barriga me dominou, um rubor em minhas bochechas era visível, tinha certeza disso. Fiquei envergonhada.
— O que foi? – Perguntou preocupado
— Nada demais, só câimbra – Respondi, senti ele me carregar no colo – O que está fazendo? – Perguntei morrendo de vergonha.
— Tem um banco ali oh, é melhor sentar, para passar a câimbra – Falou, era como se uma corrente elétrica passasse pelo meu corpo, Pedro era forte, senti de perto seu perfume amadeirado, senti seu peitoral, rígido.
— Tá, me coloca no chão, eu sei andar sozinha – Recrutei
— Estou vendo, se não fosse por mim, tinha se espatifado no chão – Revirou os olhos, e me colocou sentada no banco, ainda bem que ninguém viu. – Mal-agradecida – Disse-me, encarei-o perplexa. Tirei o salto do meu pé, fiz massagem até passar a câimbra. Calcei-o de novo.
— Está melhor?
— Sim, já passou – Respondi – Vamos?
— Vamos.
POV. Susana
Essa semana foi bem tranquila, comecei a faculdade, por enquanto estamos somente fazendo um turno, matutino, a grade é enorme. Fiz alguns amigos, Lúcia estudava de manhã também, ia lá para casa de tarde, assim que chegasse da escola, a maioria das vezes, chegava primeiro que eu, dessa forma, também fez amizade com a Natalie, isso é bom, viramos o trio inseparável. No momento, comprei um salto alto preto de camurça, espero que ela goste, li a mensagem de Naty, dizendo que iria com o Pedro comprar o presente dele. Vi a cena em que ela quase cai e ele segurando ela, sai de fininho, sem fazer barulho, para que eles não notassem minha presença, acho que eles precisam de um momento a sós, encontrei Dash aqui no Shopping, estamos na lanchonete.
— Então o que está achando da faculdade?
— Estou gostando – Disse sorrindo
— Realmente é ótima – Disse me olhando
— Sim, o que veio fazer aqui? Está me seguindo? – Brinquei, ele sorriu
— Juro que não, vim pagar uma conta atrasada, e por acaso te encontrei por aqui, mas confesso que gostei de ti ver, essa semana quase não ti vi, — Me olhou profundamente, ruborizei. – E você o que veio fazer aqui?
— Ah, eu vim comprar um presente para uma amiga, é o aniversário dela amanhã – Respondi, senti meu celular vibrando, peguei-o e li a mensagem de Naty “Susana, onde você estar? Eu e Pedro já compramos os nossos presentes, me diga que ainda estar por aqui, caso não, mato você” sorri, — Tenho que ir agora – Falei me levantando da cadeira.
— Mas já? – Levantou da cadeira também
— Sim, minha amiga está me caçando – Falei sorrindo – Obrigada pelo lanche, nos vemos na faculdade.
— Tudo bem – Estendi a mão para ele em cumprimento, bem, ele me abraçou carinhosamente, retribui meio sem jeito.
Caminhando por 5 minutos, encontrei os dois, tomando sorvete, estavam sorrindo, encarando um ao outro, cena mais linda, queria fugir de fininho de novo, mas fui pega.
— Olha quem apareceu, quanto tempo Susana – Pedro sínico
— Eu estava procurando o melhor presente ué – Revirei os olhos
— Quer um sorvete?
— Não, eu já lanchei – Respondi
— Está vendo Naty? Susana só pensa na barriga dela, nem para mandar uma mensagem dizendo que estava na lanchonete, não, preferiu nos deixar a beira da fome – Pedro fazendo drama, gargalhamos.
— Deixe de drama, então, o que compraram?
— Bom, eu comprei um vestido preto lindo – Respondeu Naty
— Eu comprei um colar prateado – Respondeu Pedro – E você?
— Comprei um salto preto de camurça, muito lindo.
— Então já podemos ir.
Estávamos no táxi, chegando em casa, ao dobrar a rua de casa, vimos Lúcia sair de um carro, na frente de casa. Congelamos
— PARA PARA PARA — Pedro falou quase desesperado – E agora? Como a gente faz para entrar em casa com ela ai na frente?
— Pedro sai com os presentes, vai aqui pela vizinha, pula o muro e entra pela porta de trás, dá um jeito de guardar tudo, sem fazer barulho – Falei para ele.
— Ata, vou pular um muro, se eu tiver sorte, o cachorrão da vizinha vai está preso, se tiver mais sorte, a porta lá de trás não fará barulho. – Falou sínico.
— Vamos distrair ela – Garantiu a Naty – Vai Pedro, anda logo.
Pedro desceu do carro de fininho com os presentes, entrou no quintal da vizinha, o cachorro começou a latir, começamos a rir dele, fomos para a frente da casa da Susana, pagamos o táxi.
— Luuuuuuuh meu amor, tudo bem? – a abracei
— Oi Su, estou bem e você? – Retribuiu o abraço, logo em seguida ela abraçou a Naty.
— Tá só vocês aqui? – nos perguntou
— Sim – Respondemos em uníssono
— Onde vocês estavam?
— Fomos tomar um sorvete – Eu respondi
— Ah sim... – Ela olhou para a nossa cara – Então vamos ficar aqui fora?
Olhei para a Naty, não vimos ou ouvimos o Pedro entrando em casa.
— Vamos entrar – Falei, entramos em casa – Vamos lá para o quarto – Estávamos subindo a escada quando ouvimos um barulho de panela caindo no chão, fechei os olhos, eu vou matar o Pedro.
— Ouviu isso? – Lúcia falou assustada
— Isso o que? — Naty fingiu que não ouviu nada
— Barulho de panela caindo.
— Não ouvi nada – Falei
— Nem eu – Naty falou
— Pois eu ouvi – Lúcia disse descendo a escada
— Aonde você vai? – Perguntei agoniada
— Vou ver o que é – Falou
— Não Lúh, vai que seja um bicho — Naty falou, eu queria rir, Pedro o bicho barulhento
Lúcia desceu a escada, foi até metade do corredor da cozinha. Pedro apareceu escorado na parede, metade do seu corpo estava na cozinha, eu sabia que ele estava escondendo os presentes.
— Pedro! – Exclamou assustada
— Oi Lúh, tudo bem?
— Estou mas o que você está fazendo ai? Susana disse que não tinha ninguém.
— E não tinha, cheguei a um tempinho – Falou desconcertado.
— Ah sim... – Lúcia foi abraçar ele
— Naaaaooo – Ele falou, Lúcia parou no mesmo lugar, sem entender.
— Tem um rato aqui, vai lá para cima com as meninas – Falou, no mesmo instante, Lúcia correu escada a cima.
— Sobe gente, sobe, tem um rato lá embaixo – Subimos e fomos para o meu quarto. Graças a Deus deu tudo certo, depois mato o Pedro por causa do barulho.
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