Destinos Cruzados
1 Sonhos Despedaçados
Notas iniciais
1 ano depois
Era noite fechada de muita ventania quando Itachi e Sasuke finalmente chegam ao apartamento de Sakura.
A rua está uma tremenda confusão, cheia de gente correndo de um lado para o outro. Policiais, agitados tentam impedir que os curiosos passem a área do bloqueio. Os dois irmãos ignoram completamente a fita e a pulam, indo em direção aos amigos.
- Deidara, alguma novidade? — perguntou o mais velho dos irmãos
É uma Ino, histérica que responde ao Uchiha. Abraçada ao loiro ela responde antes do namorado. Ao lado dela Sasori e Hidan esperavam, ambos com expressões sérias.
- A Karin enlouqueceu, Itachi.
- Mas, o que aconteceu? — Sasuke faz a pergunta já que o irmão emudeceu.
- A Karin está com a Sakura presa lá em cima, Sasuke. Está ameaçando por fogo no apartamento ao menos que...
Nunca antes nenhum deles havia visto Itachi se exaltar.
- Ao menos que? Desembucha logo, Ino — exigiu o Uchiha.
Deidara o faz por ela.
- Ao menos que você vá ate onde elas estão, un. E tem mais, Sasori descobriu que foi ela quem provocou o acidente que deixou a Sakura cega, yeah.
Todos se calam por um momento, perdidos em pensamentos. O silêncio chega ao fim quando um grito de Sakura corta a noite.
- Vou por um fim nisso — promete Itachi pulando a cerca da policia e ignorando o olhar de pânico do irmão.
*
10 anos antes
A neve caia com força. O frio daquele inverno em Los Angeles estava de arrepiar. Não para a família Haruno que estava acostumada ao rigoroso inverno japonês. O casal Haruno eram médicos muito respeitados na comunidade médica.
Por esse motivo o casal havia aceitado uma proposta de trabalho de um dos maiores hospitais de Los Angeles e a dois anos, a família havia se mudado para os E.U.A.
- Sakura, querida. — sua mãe a chama
- Estou indo, mãe. — a garota respondeu.
- Olha, só quem veio nos visitar
Sakura que lia um livro muito concentrada ergue a cabeça ao ouvir as palavras da mãe.
- Tia Yumi, Karin! Mais que surpresa maravilhosa.
-Tudo bem, minha querida sobrinha? — sua tia a cumprimenta
- Estou ótima, tia. Mas o que fazem aqui?
- Sua tia irá começar a trabalhar no hospital, Sakura — sua mãe responde — Agora seja educada e faça companhia para sua prima, está bem?
A garota concorda. Deixando as garotas sozinhas, as duas mulheres, que são irmãs e não se viam há muito tempo vão para a cozinha colocar o papo em dia.
- Então priminha, o que podemos fazer por aqui? — Karin pergunta com uma expressão estranha.
- Podemos dar uma volta — a rosada sugere.
- Ok, vamos lá.
Sakura gostava muito de sua prima e sempre procurava uma forma de se aproximar de Karin. Sua prima por outro lado não gostava nada de Sakura, embora, sempre fosse bem sucedida em ocultar esse sentimento.
- Vamos, vou te mostrar o jardim.
As duas garotas saem para o jardim. A neve caia com menos força agora, mas a noite recém chegada dificultava um pouco a visão.
- Sua mãe deve estar super contente não é mesmo Karin?
A ruiva não responde de imediato, os olhos correndo o jardim.
-Minha mãe esta bem feliz, sim. Olhe ali, Sakura. Aquilo ali, não é um esquilo na árvore?
-Esquilo? Não sei como você consegue enxergar alguma coisa nessa escuridão — Sakura diz, tentando ver o que a prima relatava.
- Chega mais perto. Ele parece estar ferido. — diz Karin com preocupação.
- Ferido? — Sakura não pensa duas vezes e se aproxima da prima. A garota tinha grande paixão pela medicina e seu grande sonho era se tornar uma grande médica, assim como seus pais.
- Estou vendo alguma coisa- A Haruno começa a dizer.
- Ali! — aponta Karin — Mas toma cuidado o gelo aqui esta muito escorregadio.
- Vou chegar mais perto! — Sakura diz — Me ajude aqui.
- Claro! — Karin concorda Sakura se aproxima mais dois passos se aproximando da "árvore". Realmente havia uma árvore ali, mas Sakura não se dá conta que estava localizada em grande barranco. Ao se aproximar, sem cautela e confiando na prima,a rosada perde o chão, rola do barranco umas três vezes com rapidez e bate a cabeça violentamente no tronco de uma arvore.
- Acho que Karin esta começando a se acostumar com Los Angeles, Mei. — Yumi comentava com a irmã.
- Isso realmente é muito... — a frase de Mei Haruno é cortada por um forte grito de Karin.
´- Mãe! Tia!Tio! Me ajudem a Sakura...
Ao ouvir a exclamação da menina, os três adultos saem correndo e encontram uma Sakura inconsciente em uma poça de sangue, dez metros barranco abaixo.
O carro do casal Haruno chega cantando os pneus em frente ao Memorial Hospital. Uma maca sai as presas carregando a inconsciente filha do casal direto para o centro cirúrgico.
- Alguma novidade, Peter? — pergunta o Sr Haruno
O médico aparente tristeza ao responder.
- Conseguimos controlar a hemorragia, a menina está fora de perigo, mas...
- Mas?- pergunta Mei.
- A pancada foi muito forte causando o deslocamento das duas retinas. Sua filha está cega. Lamento muito.
Os três adultos desabam frente a noticia.
-Podemos vê-la? — Yumi faz a pergunta pela irmã.
- Mas é claro. Por aqui — diz o médico.
Ao entrarem no quarto. Sakura esta deitada na cama, uma faixa cobria seus olhos.
- Mãe!Pai!Tia Yumi! Karin! Não posso ver vocês. — queixa-se a menina.
- Vai ficar tudo bem, querida! Vamos ajuda-la em tudo — promete seu pai, emocionado.
Com todos os olhos em Sakura, ninguém nota na expressão de Karin. A ruiva encarava a prima com um sorriso malvado e olhar divertido.
Realmente com o tempo Sakura tornou-se um brinquedo nas mãos de Karin
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