Destinos Cruzados

29 Um começo para o fim


Notas iniciais
Oieeeeee gentttttttttt, olha quem voltou *-------*, euzinha aki né, fatos! Agora sem enrolação, tipo eu me inspirei e escrevi o capítulo todo ontem e hoje né, olha só o horario que estou postando isso aki, sos, mas estava com a consciência pesada de deixar vocês esperando mais tempo por este capítulo então não mandei ele pra minha beta ainda, então terá erros, e sim tem uma pessoinha linda que se ofereceu para Betar essa fic mas sério gent, esse capítulo demorou tanto para sair que nem quis enviar ele antes para ela pq se não ia demorar mais, então relevem os erros e logo ele será betado. Promessa :) Bjos e espero que gostem.

Sakura havia passado por muitas coisas ruins em sua vida, ela também já havia sentido muito medo... Desespero. Mas ali parada, enquanto via Sasuke falar ao telefone como um louco, ela não sabia o que fazer a não ser se impedir de desmaiar.

– Sakura... – Ela mal se virou para fitar Itachi quando ele tocou em seu ombro. – Nós vamos encontrá-lo. – A voz dele era calma, contrariando seus sentimentos e o de Sasuke.

– Eu não sei o que fazer... – Sua voz saiu engasgada pelo choro que ela teimava em controlar. Chorar não seria de muita ajuda naquele momento. – Eu não sei o que fazer, Itachi...

– Tudo vai ficar bem – Itachi diz, puxando-a em um abraço. – Nós vamos encontrá-lo.

– Se alguma coisa acontecer a ele, eu...

– Nada vai acontecer. – Itachi a corta, tentando acalmá-la – Nada vai acontecer. – sussurra acariciando as costas dela, tentando confortá-la. – Ele está bem. – Diz fitando Sasuke no outro lado da sala.

~0~

– Que inferno – O tom de sua voz era uma mistura de ódio e desespero enquanto se segurava para não partir o celular em dois enquanto falava com Suigetsu.

– Eu não vi quando ele fugiu.

– Como não enxergou uma criança de nove anos e meio saindo bem debaixo do seu nariz? – Sasuke esbravejou. – Você estava lá para ficar de olho no meu filho, o que estava fazendo seu filho da puta?!

– Eu...

– Se algo acontecer ao meu filho, Suigetsu... – Sasuke respirou fundo, tentando se controlar. – Você está morto. – Sussurra, desligando a chamada.

~0~

– Droga... – Suigetsu xingou quando a chamada foi encerrada. – Onde esse moleque foi? — Perguntou a si mesmo enquanto dirigia desesperado através da cidade.

Tomar conta de criança nunca fora seu forte, mas desde que a criança era filho de Sasuke ele se sujeitou a ser uma babá segurança, mas o pivete havia desaparecido bem debaixo do seu nariz e agora ele estava ali há uma noite e um dia tentando encontrar um garoto fujão.

– Droga, Kenshin – Ele rosnou. – Onde você se meteu?

~0~

– O que vocês fizeram ao meu filho? – Sasuke pergunta gélido. – Que porra vocês fizeram para que ele fugisse?

– Nó... Nós... – Mikoto gaguejou enquanto Fugaku o olhou firme.

– Me digam! – Sasuke gritou, perdendo a paciência.

– Se acalme – Naruto o puxou. – São seus pais – Avisou. – Não perca a cabeça.

– Não peça para eu me acalmar – Sasuke o empurrou. – Meu filho está perdido por aí e eu não faço a mínima idéia de onde encontrá-lo.

– Eu sei, cara – Naruto falou firme. – Mas é melhor para você ficar ao lado da Sakura-chan neste momento... – Disse, fazendo Sasuke se acalmar. – Ela precisa de você.

~0~

– Ela está dormindo. – Itachi diz assim que Sasuke entra no quarto.

– Melhor assim – Sasuke diz, acariciando as mechas rosadas espalhadas sobre a cama.

– Eu apliquei um calmante nela. – Shizune diz saindo do closet. – Ela estava nervosa demais.

– Ela vai ficar bem? – Sasuke pergunta sem olhar para Shizune.

– Não foi um calmante forte. – Shizune responde tranquila.

Itachi o olha. Ele nunca havia visto seu irmão tão preocupado em toda sua vida. Muitos diriam que Sasuke estava até calmo para a situação, mas Itachi o conhecia, ele sabia o tanto que seu irmão estava se controlando para não explodir.

– Encontraram a corrente. – Sasuke diz baixo sem o fitar.

– E Kenshin? – Itachi pergunta já sabendo a resposta.

– Não estava lá. — Sasuke responde. – Eu...

– Nós vamos achá-lo. – Itachi sussurra se preparando para sair.

– Tome conta dela. – Sasuke diz a Shizune. – Não permita que ela saia da cobertura.

– Claro.

~0~

– Aonde vocês vão? – Naruto intercepta Itachi e Sasuke na porta.

– Encontrar Kenshin – Sasuke fita Mikoto e Fugaku sentados no sofá. – Vocês – Diz se referindo a ambos. – Sumam da minha casa antes que Sakura acorde, eu não quero ver os rostos de vocês até o dia de suas mortes.

– Vamos. – Itachi chama. – Não temos tempo a perder.

~0~

Ele acordou em um lugar escuro e frio, pequenas e gélidas gotas de água pingavam em seu rosto. Ele não tinha muita noção de como chegara ali e em qual parte da floresta estava. A única coisa que ele se lembrava com nitidez foi de ter ouvido uma conversa entre seus avós e depois ter pulado o muro da mansão sem olhar para trás.

Não fora difícil passar pelos seguranças da mansão, pois ele sabia perfeitamente como sair sem ser notado. Gaara o havia ensinado caso ele precisasse se esconder de alguém em particular.

Mas ali naquele local escuro e frio, Kenshin não sabia o que fazer. Sua barriga doía de fome e ele na pressa de escapar da casa de seus avós havia deixado a mochila com seu celular para trás. Encolhendo-se no chão frio, Kenshin fechou os olhos. Ele teria que esperar o dia nascer para tentar voltar para seus pais.

~0~

– Onde ele pode ter ido? – Naruto perguntou a ninguém em particular.

– Uma criança assustada pode ir a qualquer lugar. — Itachi responde, olhando-o através do retrovisor.

– Malditos. – Sasuke sussurra, carregando a arma. – O que eles fizeram...?

– Não é hora para procurar culpados – Itachi diz. – Vamos encontrar Kenshin primeiro.

– Vamos entrar na floresta? – Naruto pergunta o óbvio.

– Você ainda tem dúvidas... – Itachi responde, seguindo Sasuke.

Vamos nos dividir. – Sasuke diz parando em frente à entrada da floresta.

– Acha que ele está aí? – Naruto perguntou, coçando a cabeça. – Nossos homens revistaram toda a área durante o dia.

– Não há outro que ele possa estar. – Sasuke diz sério segurando a lanterna.

– Teme... – Naruto começa, mas é interrompido pelo toque de Itachi em seus ombros.

– Vamos encontrá-lo – Itachi diz, entrando na floresta.

~0~

Sakura acordou duas horas depois. Ela estava sozinha com um aperto estranho no peito. Seu único pensamente era que tinha que encontrar Kenshin. Levantando-se silenciosamente, ela prestou atenção a barulho de vozes dentro da residência. Um som quase muito baixo para se ouvir denunciou a presença de Shizune.

“Nem sinal de Sasuke, Itachi ou Naruto” Pensou enquanto calçavas um par de tênis.

Sair sem ser notada fora uma das coisas que aprendera durante os nove anos que passara fugindo de Sasori, então, quando passara pela sala tão silenciosamente como um felino, ninguém poderia dizer que a culpa era de Shizune por não tê-la visto.

~0~

Então todo aquele movimento que ele sentira acima de si o dia todo não era apenas policiais e o serviço secreto atrás de si. Olhando pela coincidência da situação não teria como saberem que ele se escondia ali. A última vez que ele checara estava sendo procurado perto dos Alpes e não em Sidney dentro de uma minúscula mata inocente. “Minúscula sim, inocente não”, ele sorriu ao pensar. Ninguém desconfiaria que abaixo do chão daquela mata insignificante havia uma gruta muito bem escondida que ele encontrara por mero acaso. Um acaso não tão mal assim.

Dando dois passos em direção a criança adormecida, ele acendeu a lanterna para fitar seu premio de consolo. A luz não era forte o suficiente para uma boa iluminação, mas era satisfatória para o que ele pretendia fazer. Com aquela pouca luz ele poderia se deleitar com o medo daquele menino enquanto se divertia à vontade. Agachando-se ele fitou o rosto de sua vitima e um sorriso mais do que sádico brilhou em seu rosto.

Ele só poderia pensar que aquele dia era o seu dia de sorte. O único ovo da galinha dos ovos dourados rolara diretamente para o seu ninho. No começo ele achou que se tratasse apenas de uma criança qualquer, então ele iria só saciar seu desejo insano com ela e depois a mataria, mas ali, iluminando o rosto do garoto, ele não podia estar mais do que surpreso.

Por que ele sabia que aquela criança dormindo tão indefesa no chão daquela gruta era seu passaporte para o paraíso. O premio pela cabeça daquele garoto era de um milhão de dólares em espécie vivo ou morto, e pela mãe eram cinco viva, se ele não estivesse se equivocando. “Que se dane”, a mente distorcida dele não se importava, contanto que fossem milhões ele estaria disposto a cortar a garganta daquele garoto sadicamente. Mesmo após tantas terapias ele ainda sentia aquela loucura ao ver uma criança indefesa. Para um mercenário como ele aquilo só podia ser um sinal de seu deus, finalmente um prêmio por ter seguido fielmente seus ensinamentos.

Levantando-se lentamente ele traçou um circulo grande ao redor da areia que estava sobre o chão ao redor do garoto.

– Está na hora de acordar, garotinho... – Ele sussurrou maldosamente. – O titio Hidan vai brincar com você.

~0~

Kenshin acordou por um acaso, mas logo sentiu que não estava mais sozinho. Seu coração se apertou com o medo. Ele sabia que não era seu pai ou seus tios que haviam chegado para buscá-lo.

A única vontade que ele sentia era de chorar e correr para um lugar bem longe, mas mesmo com sua idade precoce ele sabia que não seria possível. Ele não sabia onde estava e muito menos quando chegara ali.

“Quando sentir medo apenas feche seus olhos por um momento e respire fundo”, as palavras de seu tio Gaara ecoaram sem aviso em sua mente. “Nem a pessoa mais inteligente espera que uma criança saiba se defender, use isso a seu favor e fuja”.

Apertando as pálpebras, Kenshin fez o que seu tio havia ensinado. Mesmo para uma criança, Kenshin era esperto o suficiente para criar estratégias.

– O titio vai brincar com você... – Ele ouviu o desconhecido falar. Fechando lentamente o punho, ele esperou.

~0~

Assim como Sasuke e companhia, Sakura se dirigira para a entrada da floresta próxima a casa da mansão Uchiha.

Não havia muito que pensar quando estacionou atrás do carro de Sasuke. Ainda estava escuro devido a ser três da manhã. Não que ela soubesse que horas eram, a última coisa com a qual ela estava preocupada era com as horas.

Abrindo o porta-luvas ela retirou a arma que pertencia a Shizune. Uma Glock 340 serviria. Descendo do carro ela se lembrou que precisaria encontrar uma lanterna.

Um capacete com uma lanterna embutida fora o que encontrara. Ela não tinha muito tempo para pensar no motivo que levaria Shizune a ter uma lanterna de operário no porta-malas do carro, mas o importante é que serviria para evitar que caísse em algum buraco.

Fechando o carro o mais rápido que pôde, Sakura entrou na mata. Ela tinha que encontrá-lo. Ela nunca se perdoaria se algo acontecesse a ele.

Fora ela que insistira para que Kenshin se aproximasse dos avós, mesmo contra a vontade de Sasuke. “Esteja bem, meu amor”, ela orou enquanto acendia a lanterna.

~0~

“Tão fácil”, Hidan quase gargalhava em euforia enquanto se abaixava para tocar no garoto. – Vamos, moleque, eu sei que você está acordado.

Ele não estava sendo cuidadoso, acostumado a abusar de crianças por décadas ele sabia o que esperar, mas fora pego de surpresa quando a areia voara diretamente para os seus olhos.

Tão excitado pelo fato de ter um premio tão valioso em suas garras, ele não percebera as pequenas mãos se fecharem com areia.

– Maldito garoto! – Hidan gritou, deixando a lanterna grande cair de suas mãos.

Kenshin, aproveitando-se do momento, levantou-se com um pulo e a chutou para longe, ouvindo-a se quebrar ao bater na rocha.

– Eu vou matar você, garoto! – Hidan voltou a gritar. – Eu vou rasgar você ao meio e oferecer a Jashin.

E Kenshin correu. Correu como nunca mais correria em toda sua vida. Correu sem saber para onde ir dentro da escura e fria caverna. Mesmo que seu coraçãozinho quisesse parar devido ao medo ele continuou a correr, caindo e tropeçando nas pedras pelo caminho, e ele correria mais se não fosse o resto de raízes mortas de uma árvore seca que prendeu seu pé, fazendo-o cair com tudo no chão.

Ele não pôde segurar o grito de pavor quando sentiu uma dor forte no pé e seu corpo indo de encontro ao chão de pedra.

– Ora, ora – Hidan parou de correr ao ouvir o grito e o baque do corpo do garoto no chão. – O que eu farei com você...? – Sorriu, dirigindo-se para onde parecia ter vindo o barulho. Habituado à escuridão da caverna, ele não teria problemas em achá-lo.

~0~

Alguns poderiam chamar de intuição, outros diriam que se tratava apenas dos laços que compartilhavam. Amor de pai ou mãe, sempre teria uma desculpa para explicar o porquê certas coisas aconteciam, mas Sasuke nunca fora uma pessoa que se ligava as “coincidências da vida”. Sasuke não sabia o que ou quem o havia feito voltar pelo caminho que passara uma hora atrás.

Mais ninguém além de si mesmo poderia entender o tanto que ele foi grato por essa ajuda do destino. O grito na realidade não chegara alto aos seus ouvidos. Ele poderia dizer que foi mais como uma fisgada, algo parecido com a ponta de uma faca fina e gélida entrando rapidamente em seu coração, que o fez perder todos os sentidos e ser guiado apenas por instinto.

A partir dali mesmo, para Sasuke que possuía um QI elevado e uma memória prestigiosa, todas as lembranças daquela madrugada onde ele quase perdera o filho que praticamente acabara de descobrir que existia, vinham-lhe como se tudo não tivesse passado de um sonho confuso e assustador.

Um pesadelo que ele jamais esqueceria.

Como ele entrara na caverna ele nem mesmo tinha idéia, havia algo como uma moita, um buraco e um chão morro íngreme. A luz que a lanterna lhe proporcionava era quase fraca naquela escuridão, o ar era pesado e mesmo debaixo da terra era frio.

Foi como se ele se tornasse outra pessoa quando ele viu a silhueta grande de um homem, suas mãos por instinto engatilharam a arma. Um movimento brusco e quem quer que fosse teria o crânio estourado por umas de suas balas.

– Fique longe! – O grito assustado de Kenshin não o atiçava, não o fazia explodir, mas sim o deixava frio. Seus passos eram como de um tigre negro caminhando seguro em direção à presa.

Havia a luz fraca da lanterna, mas na realidade ela não lhe deixava ver o que estava acontecendo.

Sua mente afiada lhe dava todo o quadro. O homem se inclinando em direção ao seu filho caído, com o pé esquerdo quebrado, entre raízes podres.

Ele estava chorando. Sasuke podia adivinhar. Ele podia até mesmo ouvir as batidas aceleradas do coração dele ou talvez a do seu próprio.

– Eu pensei em ser bonzinho com você no início – Havia frases cruéis e doentias, mas Sasuke não conseguia assimilá-las.

Era como um filme mudo. Sasuke só tinha imagens em sua cabeça, nada de sons.

– Vamos ver as coisas agradáveis que poderei fazer com você – As palavras mudas e o preto se tornaram vermelho.

Nem mesmo o som do seu próprio dedo puxando o gatilho foi audível aos ouvidos de Sasuke. Ele apenas pôde ver o brilho amarelo e uma bala prata, e logo depois só ouve o vermelho. Nem um único som.

Havia sangue respingado no chão e um corpo que caiu com um baque mudo.

– Papai... – Foi a única coisa que seus ouvidos registraram quando se aproximou de Kenshin. – Papai...

Sasuke não tinha certeza se conseguia fazer sua boca se mover e sussurrar:

– Eu estou aqui.

..

Notas finais
Então genttt, eu estou nervosa, por que não faço a minima ideia do que vocês acharam deste capítulo só consigo pensar nessas opções: 1- Que porra! que capítulo de merda, entendi nada. 2- Capítulo mais ou menos já teve bem melhores. Fatos! 3 - Aiiii demorou todo esse tempo e me posta isso, autora se mate. 4- Nenhumas das anteriores. Deixem suas opiniões reais. Agora parando com a palhaçada gent, eu não conseguir lembrar o nome daquele cara das macumbas lá do Naruto, é Raidan mesmo? , e muito menos conseguir lembrar o nome do deus para qual ele servia, sos, e pra variar minha internet está uma droga e os únicos sites que consigo acessar é o Nyah, mas isso deve ser um sinal sei lá. Bom comentem pfvorrrrr. Bjos