Destinos Cruzados
12 Capítulo 12, Conflitos...
Notas iniciais
bom acho que o capítulo está um pouco confuso, então leiam com calma.
– Não, ele não vai — Sakura praticamente gritara para Sasuke. – Eu não quero que ele vá a esse acampamento.
A expressão de Sasuke não se alterou quando disse:.
– Pensei que quisesse que ele tivesse uma vida normal – Disse controlando sua voz. — Uma vida de criança normal, com amigos e escola...
Ele viu quando algo como culpa iluminou os olhos dela. Não era sua intenção fazê-la se sentir culpada, mas, desde que ela se mostrava irredutível ele teria que jogar com as armas que possuía.
– Sakura – Disse brando. – Ele estará cercado por seguranças, nada vai acontecer a ele...
– Como você pode ter certeza? Ela perguntou. – Ele está ai fora, só esperando uma oportunidade pra destruir minha vida...
– Sakura... – Sasuke respirou fundo tentando manter a calma. Ele a entendia, claro que ele entendia o medo dela em deixar Kenshin ir a um acampamento com a Escola, mas, ela também tinha que entender que a vida dela agora era outra, ela não precisava ter medo, pois ele estaria lá para protegê-los. – Ninguém se aproxima de Kenshin sem ter a mira de uma arma apontada para a cabeça... – Ele disse sombrio.
– E se alguma coisa acontecer?, Não, eu não o quero longe de mim, Sasuke — Ela disse, as lágrimas já ameaçando cair de seus olhos.
Sasuke sabia que seria difícil, mas, ele não imaginava que seria tanto. Quando Suigetsu lhe dissera que a escola estava programando um acampamento com a turma da terceira serie ele sabia que seria uma batalha fazer Sakura concordar em deixar Kenshin ir.
– Nada vai acontecer, Sakura. – Novamente Sasuke respirou fundo para não perder a paciência. – Ele estará seguro. – Disse convicto.
– Você não entende – Sakura disse nervosa. – Eu não posso, se algo acontecer eu...
– Isso não se trata de você, Sakura – Sasuke a cortou. – Kenshin ira receber o comunicado da escola hoje e ira trazê-lo para autorizarmos...
– Ele não vai.
Sasuke suspirou frustrado. – E se ele quiser ir? – Perguntou. – E se ele quiser ir, você vai negar? – Sasuke sabia que estava pisando em ovos só de ver a expressão dela.
Sakura o olhara surpresa.
– Por que se você pedir a ele para não ir ele não vai, e você sabe disso — Sasuke continuou. – Você vai continuar a negar-lhe uma infância normal, Sakura?
Uma semana depois.
Sakura fitou Kenshin.
Uma mochila grande nas costas, vestido com calça jeans e o blusa do uniforme da Escola.
A expressão na face dele era indiferente.
Quem o olhasse diria que ele não parecia nem um pouco animado para ir acampar, mas, ela sabia que ele estava.
Ela o conhecia tão bem.
– Quero que me ligue todos os dias quando acordar e antes de dormir, entendeu? – Ela disse a ele.
– Sim – Kenshin a fitou. – Mamãe, eu posso ficar se você quiser...
– Não meu amor — Sakura se abaixou para ficar na altura dele. – Você vai, e vai se divertir muito, e quando voltar eu vou querer saber de tudo o que você fez lá, tudo bem?
Ele fez que sim com a cabeça.
Ela o abraçou lhe dando um beijo na bochecha.
– Sakura-Chan... – Ele grunhiu um pouco envergonhado.
– O que foi?
– Estamos na Escola. — Ele disse simplesmente.
– E só porque estamos na Escola eu não posso te abraçar para me despedir? – Perguntou se divertindo com o embaraço dele enquanto o soltava.
Ele a fitou intensamente.
– Eu te amo mamãe – Disse e daquela vez foi ele que a abraçou.
– Eu te amo mais – Sakura retribuiu o abraço. — Agora se despeça do seu pai.
Sasuke estava logo atrás deles observando toda a cena.
Kenshin o encarou. – Você vai cuidar dela? – Perguntou sério.
Sasuke o fitou durante alguns segundos antes de responder. – Sempre.
– Então, até logo... Sasuke. – Ele disse e entrou no ônibus que levaria ele e os outros alunos para o acampamento sem olhar para trás.
Sasuke e Sakura ficaram até depois que o ônibus saíra.
Sasuke estava calado.
Uma sensação nova dentro do peito.
Não que um dia ele fosse confessar que sentira uma sensação totalmente nova ao ouvir Kenshin chama-lo pelo nome.
Era a primeira vez que Kenshin pronunciava seu nome, e se ele já estava se sentindo daquele jeito só de ouvir seu nome da boca dele ele não tinha a mínima ideia do que sentiria quando ele finalmente o chamasse de pai.
Sasuke abriu a porta do carro para que Sakura entrasse.
O silêncio dentro do carro reinou.
Cada um perdido em seus próprios pensamentos.
Sakura olhava através do vidro sem realmente ver a paisagem.
Ela não se sentia tranquila.
Se lhe perguntassem se ela estava confortável em deixar seu filho ir a um acampamento com a Escola na qual estudava, sua resposta seria não.
Ela estava quase em pânico.
Um aperto sufocante dentro do peito.
Deixar Kenshin longe de suas vistas por três semanas inteiras não era algo que ela pensou que um dia faria.
Apesar de todas as garantias que recebeu que ele seria vigiado vinte e quatro horas por dia, nada lhe tirava a sensação de insegurança.
Uma simples distração e Sasori poderia se aproximar dele.
Ela conhecera todos os homens responsáveis pela segurança de Kenshin.
Ela gostara de Suigetsu, ele parecera ser bom no que fazia.
Mas, mesmo após o conhecer e ser apresentada ao outros seguranças ela ainda não se sentira segura em deixa-lo ir.
Ela sabia que estava sendo imatura e egoísta. Mas, mesmo assim ela ainda não havia autorizado, até que Naruto a apresentou Sabaku Gaara.
Foi só quando ela o viu e foi informada que ele faria parte da segurança de Kenshin foi que ela concordara.
Ela não esperava encontrar Gaara ali, em Sydyney, a última vez que ela falara com ele, ele estava no Egito fazendo algum trabalho.
Então quando Naruto os apresentara ela quase que não conseguiu disfarçar o alivio que sentiu quando soube que ele também faria a proteção de Kenshin.
E é claro também que Sasuke percebera que sua esposa conhecia o misterioso Gaara.
O olhar que os dois trocaram não lhe passou despercebido
O olhar de confiança que Sakura deu a ele e, para piorar Kenshin não pareceu se incomodar com Gaara como se incomodava com todos que não conhecia.
Ele soube naquele momento que ali tinha coisa.
E Sakura percebera a desconfiança dele e o evitara mais do que já estava evitando.
E isso o estava irritando profundamente.
Quando finalmente entraram dentro do condomínio onde moravam Sasuke disse:
– Ele vai ficar bem... – Disse tentando tranquiliza-la. – O acampamento não é muito longe daqui.
Ela não o respondeu e ele a fitou com o canto dos olhos. — Sakura...
– É a primeira vez que eu o deixo sair de minhas vistas — Ela disse, e ele percebeu toda a insegurança através da voz dela. – Eu não me sinto bem o deixando ir, eu não deveria ter concordado mesmo com...
Ela não terminou a frase. E Sasuke percebeu que ela engoliu as palavras finais.
– Mesmo com Gaara como seu segurança — Terminou por ela. – Era isso que iria dizer Sakura? – Perguntou sombrio enquanto desligava o carro.
Ela o olhara e desviara o olhar no mesmo instante.
– Não sei do que está falando – Disse enquanto soltava o sinto de segurança e saia do carro. – Você...
– Não minta, Sakura – Sasuke saiu no mesmo instante que ela. – Eu não sou idiota.
Sakura o ignorou e entrou no elevador o fechando antes que Sasuke pudesse entrar.
Em instantes ela estava na cobertura.
Sasuke chegou logo depois.
Extremamente irritado.
– Não brinque comigo – Ele disse alto, a virando bruscamente para si. – De onde conhece Sabaku Gaara?
– E.. Eu não sei do que você está falando – Sakura repetiu. – Eu não o conheço. – Disse tentando se afastar.
– Sim – Sasuke rosnou a segurando fortemente pelos ombros. – Você o conhece o bastante para confiar nele.
– Me solte... – Sakura pediu.
– Eu não vou solta-la até que me diga a verdade.
– Já disse que não sei do que está falando...
Sasuke a fitou bem no fundo dos olhos.
– Eu... – Começou. – Estou sendo paciente, Sakura, mais paciente do que já fui até hoje em toda minha vida... Tudo por que eu quero que isto dê certo para Kenshin para você... Para nós, mas... – Ele fez uma pausa controlando sua ira. – Você não está fazendo isso fácil...
– Eu não estou...
– Está sim – Sasuke a cortou. — Me escondendo a verdade, mentindo, me evitando... Você usa Kenshin como um escudo para que eu não me aproxime de você...
– Eu não o uso...
– Sim – Sasuke a cortou novamente. – Você faz, ou vai negar que o fato de ter dormido no quarto dele durante todo esse tempo, desde que nós casamos não foi para me manter longe... Que não foi para me impedir de te tocar e fazê-la minha todas as noites...
A última parte ele disse baixo. Como um sussurro próximo ao ouvido dela.
Ela sentiu todo seu corpo se arrepiar.
Um arrepio quente. Daqueles que fazem transpirar e a respiração vacilar.
Ela sentiu as mãos grandes deslizarem por seus braços lentamente e depois rodearem sua cintura possessivamente.
Os lábios finos acariciavam o lóbulo de sua orelha e ela mordeu os lábios para não gemer... Se entregar.
– Você tá fazendo minha vida um inferno, Sakura... – Sasuke disse baixo. – Tem ideia de como é difícil ficar sem toca-la quando apenas as paredes nós separam?
Sakura respirou fundo. Ela não podia se entregar. Não de novo.
Não como da primeira vez.
Claro que ela sabia que Sasuke tinha razão. Ela havia se escondido atrás de Kenshin. Mas, quem poderia culpa-la...Culpa-la por querer se proteger, proteger seu coração.
– Esse casamento é de mentira — Ela disse a Sasuke.
– Nós podemos fazê-lo ser verdade – Sasuke respondeu. – Basta você querer...
– Eu... – Sakura sussurrou baixo. – Basta eu querer...? – Ela olhou para ele intensamente e Sasuke a olhou diretamente nos olhos vendo, magoa, tristeza e descrença refletirem-se naquelas íris.
– Você me obrigou a isso- Sakura gritou se afastando dele. – Só se casou comigo porque queria Kenshin...
– Sakura... – Sasuke tentou se aproximar dela.
– Não se aproxime de mim – Ela gritou. – Como você tem coragem de dizer que basta eu querer?
– Sakura, eu... –Ele parou sem ter ideia do que dizer.
– Por acaso você me deu direito a escolha quando chegou ao hospital com o contrato de casamento?, — Ela continuou. – Me deu escolha quando disse que o tiraria de mim... Deu?
– Sakura... — Ele se aproximou dela. – Não faça isso, não me afaste me deixe toca-la e...
– Fique longe... – Ela disse. – Você só quer sexo. — Acusou e correu para o quarto se trancando.
Sasuke foi trás dela.
– Droga, Sakura – Ele bateu os punhos na porta frustrado. — Não seja infantil
– Vá embora – Sakura gritou. – Eu não sou uma prostituta para você foder quando sentir vontade.
Sasuke bateu o punho com força na porta. – Droga... – Sussurrou irritado se afastando.
Entrando dentro do carro ele respirou fundo.
Estava tudo tão complicado. Não. Estava tudo tão complicado com Sakura.
Com Kenshin que ele pensou que teria os maiores dos problemas, ele até poderia dizer que estava se saindo bem, agora com Sakura, ele não sabia o que fazer.
Ela não o deixava se aproximar.
Sempre tão arisca e desconfiada.
Ele não sabia o que fazer para fazê-la se abrir com ele.
Ele respirou fundo e saiu.
Ele precisava esfriar a cabeça. A de cima e a de baixo também.
~0~
Sakura não sabia o que estava acontecendo consigo mesma.
Seu humor estava tão inconstante.
Ela estava se sentindo tão insegura... Frágil.
Sua cabeça estava uma bagunça.
Claro que ela tinha consciência que não era culpa de Sasuke.
Ela não era cega ao esforços dele em manter ela e Kenshin seguros. Mas, mesmo vendo que ele estava tentando ela não conseguia baixar a guarda.
Ela estava com medo e magoada.
Com medo de Sasori querer fazer mal a Sasuke também.
Magoada por ter descoberto o motivo egoísta pelo qual Sasuke a abandonou, magoada pelo modo com ele a tratou quando descobrira sobre kenshin.
Ela estava magoada consigo mesma também, magoada por se sentir culpada por ter negado a Sasuke a chance de ter visto Kenshin crescer. E magoada ao ver que Sasuke a olhava como se fosse algo comestível.
~0~
No outro dia...
– Pode ser somente uma impressão sua – Naruto disse a ele. – Estou dizendo, não tem como a Sakura conhecer o Gaara.
Eles estavam na empresa e Sasuke lhe falara sobre sua suspeita.
– Como pode ter tanta certeza? – Sasuke perguntou mal humorado.
– Simplesmente porque Gaara passou os últimos dez anos no Egito. – Naruto disse.
Sasuke não se convencera, o olhar que Sakura e kenshin deram a Gaara foi nítido demais para ser só uma impressão.
– Naruto tem razão – Itachi intrometeu-se. – Sakura lhe falaria se o conhecesse.
Sasuke não disse nada. Ele não conseguia encontrar uma explicação aceitável para o envolvimento de Sakura com Gaara.
Seu sangue fervia só de imaginar o tipo de relacionamento eles poderiam ter tido.
– Não fique colocando bobagens na cabeça, Sasuke – Itachi disse enquanto fitava a face do irmão. — Você tem três semanas para arrancar toda a verdade dela, aproveite enquanto Kenshin está no acampamento para se aproximar e acabar com suas dúvidas.
– Não faça nenhuma bobeira – Naruto disse enquanto saia juntamente com Itachi. – Esse não é o momento para você se corroer de ciúmes por causa de suposições.
– E... – Itachi disse um pouco antes de fechar a porta. – Faça sexo, pois não aguento mais esse mau humor.
A porta se fechou no momento em que um cavalo de prata voou em direção a ele.
Sexo.
Sasuke já estava ficando louco. Frustrado pela vontade de toca-la.
Ele nunca ficara tanto tempo sem sexo, a não ser quando a conhecera, quando eram adolescentes, ele esperara seis meses até que ela estivesse pronta para se entregar a ele.
E era irônico que agora que estava casado ele fizera sexo com sua mulher apenas uma vez em quase três meses.
E droga. Não era só sexo. Ele queria ama-la, mostrar o quanto se importava, mas, não sabia como.
Lembrando-se da noite anterior. A primeira noite em que eles ficaram sozinhos, pois Kenshin havia ido para o acampamento.
Ela se comportara como uma criança birrenta.
Se ele não estivesse tão frustrado, irritado e cheio de tesão, ele até poderia rir da infantilidade dela.
Ela se recusara a falar com ele e se trancara no quarto de Kenshin.
“Você só pensa em sexo” Ela gritara antes de bater a porta na cara dele. “Eu não sou uma prostituta para você foder quando sentir vontade”
Foder. Ele poderia foder qualquer mulher que quisesse, mas, não, ele queria ela. Só ela.
– Uchiha-San ... – Seus pensamentos foram interrompidos pela voz de sua secretária Ryoko. – Aqui estão os documentos que o senhor precisa assinar. – Ela se inclinou em direção a mesa e ele pode ver o seios fartos pelo decote acentuado.
– Hun...
Continua...
Notas finais
Bjos e não se esqueçam de comentar.
Fale com o autor