Notas iniciais
Hellou amorecos, como estão? capítulo fresquinho. Espero que gostem!

Ele acordou sentindo seus cabelos serem acariciados lentamente. Abrindo os olhos escuros fitou os olhos verdes de Sakura.

— Mamãe, ainda está cedo – Disse sonolento para logo após esconder o rosto abaixo da coberta.

— São nove da manhã. — Ouviu ela dizer.

— Você disse que aos sábados eu posso dormir até as dez.

— Sim, eu disse, mas hoje sairemos com o Gaara.

— Sério? — Se descobrindo Kenshin a fitou esperando a resposta.

— Claro. — Sakura sorriu. — Ele irá nós pegar ao meio dia.

— Isso quer dizer que podemos ficar mais uma hora e meia na cama – Kenshin sorriu se cobrindo novamente.

— Nada disso mocinho – Disse puxando a coberta dele. — Você ainda tem que tomar o seu café da manhã.

— Mas eu não quero – Gargalhou.

— O que você quer então? – Perguntou pensativa – Não vale dizer que é dormir novamente.

— Só fique aqui comigo. – Kenshin disse dando espaço para ela se deitar ao seu lado. — Como quando eu era pequeno.

Sakura ficou um pouco surpresa com o pedido. Mas logo disfarçou quando percebeu a coloração vermelha nas bochechas dele.

Ele era tão adorável

— Você ainda é pequeno, rapazinho… — Disse deitando-se e o abraçando. — Assim está bom? — Perguntou quando o sentiu se aninhar em seu colo.

— Você acha que estou muito grande para isto, mamãe? — Perguntou após ela começar a acariciar seus cabelos.

— Grande para quê?

— Para isso… Meus amigos dizem que isso é coisa de “filhinho da mamãe”.

— O que você acha? — Sakura perguntou.

— Eu não me importo com o que eles acham. Eles são idiotas por pensarem isto.

— Eu gosto muito que você seja o meu filhinho – Sakura respondeu. — Eu espero que mesmo após você, talvez, se formar, casar ou ter filhos. Que continue sendo meu filhinho lindo, perfeito, cheiroso, carinhoso, um pouco mal humorado que acorda com “bafinho” matinal de leite.

— Sakura-chan… — Sussurrou envergonhado.

— Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida, Kenshin – Disse quando ele a fitou. — Nunca se esqueça disto, tudo bem?

Ele confirmou com a cabeça.

— Eu amo você!

— Eu também te amo, mamãe.

~0~

— Como você está? — Gaara perguntou a Sakura enquanto vigiava Kenshin montar em um dos seus garanhões.

— Bem… — Esse cavalo não é arisco? — Perguntou preocupada.

— Não se preocupe – Gaara sorriu. — Kenshin vai ficar bem. — Você já contou a eles que recuperou a memória?

— Não…

— Sakura – Gaara discordou. — O Uchiha ficará louco se descobrir sozinho.

— Só faz uma semana. — Sakura se defendeu. — Ele está muito ocupado com a abertura de outra empresa na Korea, então eu tenho tempo.

— Tempo?

— Para pensar – Explicou. — Eu ainda estou um pouco confusa e eu não sei o que farei se ele…- Parando a frase no meio, Sakura respirou fundo. — Se ele tiver sabido desde sempre que os pais dele eram os responsáveis por tudo que aconteceu comigo e mesmo assim… — Os olhos dela marejaram e ela se forçou a engolir a vontade de chorar. — Eu não sei o que farei – Fitou Gaara nos olhos. — Eu estou com medo. — Confessou.

— Tudo vai ficar bem – Gaara a abraçou. — Não se preocupe. Ele não seria tão idiota.

— São os pais dele.

— Mas ele não seria tão idiota – Gaara repetiu. — Ele não se atreveria.

~0~

Uma semana depois...

— Você não pode me proibir — Sakura disse enquanto Sasuke a fitava irredutível.

— Eu posso, e irei.

— Sasuke-Kun, você está sendo absurdo. — Disse a ponto de chorar de frustração. Ela sabia que seria difícil convencer Sasuke a deixa- la ir em um acampamento com a escola, mas no fundo, ainda havia tido esperanças. Seriam apenas dois dias. Um fim de semana para ser específica, mas, Sasuke estava irredutível.

— Você não está indo para um acampamento com a sua escola, Sakura, é perigoso e ponto final.

— Não é como se eu corresse riscos. Ele está morto.

— Mesmo assim – Sasuke falou. — Ele tinha muitos aliados.

— Pode colocar um segurança. — Sakura tentou. — Assim como foi com Kenshin.

— Não, Sakura, essa é a minha decisão final.

— Você não pode fazer isto – Sakura insistiu. — Você não pode me manter dentro de uma redoma.

— Você pode não se lembrar – Sasuke a fitou. — Mas a última vez que você saiu da minha vista, você ficou desaparecida por semanas, e só acordou na cama de um hospital e adivinhe só!? — Sem se lembrar de nove anos da sua vida.

— Você está sendo ridículo — Sakura acusou. — Não é a mesma coisa, e você não pode me proibir. Não é o meu dono! — Gritou quando percebeu que ele iria sair da biblioteca.

Sasuke se virou e caminhou em direção a ela. O rosto sério e uma expressão contrariada.

— Não, eu não sou o seu dono. Sou o seu marido – Disse tentando controlar seu temperamento. — Pai do seu filho. O filho que ainda tem pesadelos a noite sobre o desaparecimento da mãe dele que parece que está esquecendo tudo isto...

— Você... — Os lábios rosados tremularam enquanto ela o olhava nos olhos. Ele tinha um ponto, e era um ponto muito convincente. Ela havia ficado tão animada com a possibilidade de sair um pouco de casa, respirar um pouco fora da redoma que Sasuke criara ao seu redor que não havia pensado muito sobre o que isso poderia causar a Kenshin, afinal ele estava indo tão bem após o que havia acontecido e no fim, ele ficaria com o pai, Sasuke era extremamente responsável, nada daria errado.

Sasuke podia ler todas as emoções que iam no íntimo dela, raiva, mágoa, culpa, aceitação e derrota estavam praticamente escritas em neom em seu rosto. Ele não estava orgulhoso de ter que usar Kenshin para fazê-la desistir, mas por Deus, ela era tão teimosa.

— Você ganhou Sasuke-kun — Disse desviando o olhar do dele. Cruzando os braços em uma ação de autoproteção tentou se afastar, mas fora impedida.

— Não é assim... — Sasuke levou as mãos aos braços dela suavemente para mantê-la no lugar. — Isso não é uma disputa. Isto não é um cabo de guerra, somos casados e...

— Pare de dizer que somos casados – Sakura o cortou se desvencilhando dele.

Nos últimos dias, desde que recuperara a memória Sakura se sentia imensamente incomodada quando Sasuke dizia que eram casados. Não, eles não eram casados. Eles tinham um contrato assinado em um momento horrível sob circunstâncias erradas.

Nada havia acontecido do jeito que ela sonhara. Não havia tido um pedido. Não havia tido uma lua de mel. Não havia tido eles descobrindo como era morar juntos.

Tudo por culpa dos pais deles. Isso a estava matando por dentro. A corroendo como ácido na pele. Somando -se a dúvida de que ele sabia que seus pais estavam envolvidos com Sasori isso a estava enlouquecendo.

Seria tão mais fácil perguntar. Gaara a havia dito, mas ela não conseguia. Não, só de pensar que talvez sim, ele soubesse desde antes e nada fizera para mantê-los longe dela e de Kenshin a deixava doente. Ela achava que não poderia perdoar caso isso se confirmasse.

—Somos casados – Sasuke disse semicerrando os olhos escuros. — É claro que somos casados.

— Assinar um contrato sob ameaça de ter meu filho tirado de mim não se configura como um casamento para mim. — Disse com o intuito de atingi -lo. Se ele podia jogar sujo para controla- la, ela também poderia descer ao seu nível.

— Sakura…

— E foi exatamente o que você fez – O cortou, sem perceber a desconfiança brilhar nos olhos escuros. — Ameaçou me colocar na cadeia e então…

Suas voz falhou quando Sasuke a virou para si bruscamente. — Você se lembra!? Era mais uma afirmação do que uma pergunta.

— Do.. do que você está falando? — Sakura desconversou tentando se desvencilhar outra vez das mãos que seguravam seus braços. — Sasuke-kun...

— Você – Repetiu sombrio. — Você se lembra… Sakura, você recuperou sua memória?

— Eu…

— Me diga! — Ordenou. Apertando as mãos sobre a pele dela inconscientemente.

— Não – Mentiu. — Foi você quem me disse.

— Eu nunca disse isto. — Sasuke retrucou.

— Sasuke-kun, você está me machucando...

— Eu nunca te dei tantos detalhes – Disse. Afrouxando o aperto sobre os braços dela, respirou fundo. Ele tinha que se acalmar. — Sakura, eu só disse que nosso casamento havia acontecido por contrato e nada além disto.

— Eu me lembrei de uma pequena parte. — Disse tentando o acalmar.

— Você está mentido — Sasuke a fez voltar a encara -lo. Por que está escondendo que recuperou sua memória?, e porque está mentindo para mim?, quero que me responda. — Ordenou furioso.

— Papai, mamãe... — A voz de Kenshin soou. -Tio Gaara e eu chegamos.

Sakura quase agradeceu aos céus pelo tempo perfeito de Kenshin. — Nós já vamos! — Gritou.

— Nós ainda não terminamos. — Sasuke disse próximo ao ouvido dela antes que Kenshin entrasse na biblioteca.

Continua...

Notas finais
Entãoooo, aqui estou retornando das cinzas para dizer que o TCC foi aprovado com louvor e que a Sakura finalmente recuperou a memória. ainda teremos muitas tretas. Então por hj é só. Não deixem de comentar suas impressões sobre o capítulo. Bjux no coração.