Destino - uma fanfic Star Wars
1 Capítulo 1: Um pedido de socorro
Estamos em Coruscant, a capital da República Galáctica, mais exatamente no Templo Jedi onde o jovem Recrutador Jedi Elie-eh Zerr descansa após uma viagem de recrutamento em Malastare resultando em 4 sensitivos à Força recrutados. Para o jovem recrutador, quanto mais sensitivos recrutados, maior o desgaste mental. Você pode imaginar o quanto é desgastante para alguém ter que tirar um filho ou filha de sua família nos primeiros anos desde o nascimento? Para Elie-eh Zerr, somente uma noite bem dormida e uma sessão de meditação logo pela manhã é capaz de restaurar a energia gasta em uma viagem dessas.
— "Eu sou um com a Força e a Força está comigo." – repetia o jovem Recrutador. Buscando se conectar com a Força Cósmica em busca de serenidade. Aos poucos suas ansiedades vão se desvanecendo.
Após 1 hora o jovem cessa a meditação. É hora de encontrar Jedi Morrit Ch'Gally, O chefe do recrutamento, que marcou uma reunião para lhe passar suas próximas missões. O jovem recrutador está a apenas 4 meses em sua nova função. Após quase abandonar a ordem depois de não ter sido escolhido por nenhum Cavaleiro como aprendiz padawan, Elie-eh Zerr foi aconselhado por Morrit Ch'Gally a entrar no treinamento para recrutador e se tornar uma das peças mais importantes, porém menos reconhecidas, da ordem Jedi: Jedi Recrutador.
A Ordem Jedi proibiu a muito tempo atrás relacionamentos amorosos entre os membros da Ordem. Isso porque segundo o Alto Conselho Jedi da época decidiu que relacionamentos geram ciúmes, ciúmes o medo da perda, e o medo pode levar ao Lado Sombrio da Força. Até mesmo o apego, mesmo em forma de sentimento de irmãos ou pai e filho, era desencorajado. Mesmo já existindo nessa época, os Jedi Recrutadores ganharam mais importância já que nenhum membro da Ordem poderia mais ter relacionamentos afetivos e consequentemente não poderiam ter filhos. Iniciou-se um esforço para que o número de Jedi Recrutadores aumentasse.
Elie-eh Zerr chega à sala de Morrit Ch'Gally e o encontra dormindo sobre a mesa. Diante daquela cena Elie-eh Zerr pensa consigo mesmo:
— (Como trabalha essa figura... pelo amor da Força Cósmica." – Contendo a risada inevitável, Elie-eh Zerr resolve acordar seu Chefe elevando sua voz:
— "Bom dia, Chefe Ch'gally. Que a Força esteja com você!"
Assustado com o cumprimento, Chefe Ch'Gally pula da mesa e responde como que instintivamente:
— "Que a Força esteja com você Mestre Yoda... só pra deixa claro eu...." – ao perceber que estava falando com Elie-eh Zerr, Ch'Gally esbraveja: "Ah... é você. Achei que fosse o Mestre Yoda. Não me assusta desse jeito rapaz. Quase me borrei de susto. Que isso não se repita! Atrapalhou minha meditação."
— (Meditação ?! hahahaha... conta outra....) – Pensa consigo mesmo Elie-eh Zerr. — "Tem uma nova missão para mim, Chefe Ch'Gally?"
— "Sim, mas antes disso, em nome da Ordem Jedi quero te agradecer pelo seu trabalho em Malastare. Os 4 recrutados já foram alocados para o alojamento de seus respectivos clãs. O futuro da Ordem Jedi passa pelas suas mãos valorosas. Não consigo mensurar o peso que seu trabalho tem para o pleno funcionamento da Ordem...."
Enquanto continua seu discurso bajulador e de palavras difíceis como se fosse o maior erudita da Ordem. Elie-eh Zerr pensa consigo mesmo:
— (Força Cósmica... me ajude neste momento de dificuldade. Quando o Chefe Ch'Gally começa esses discursos eu tenho vontade de me unir a Força.)
Após 10 minutos de seu discurso, Chefe Ch'Gally parece estar terminando:
—".... por isso que eu te indiquei para este trabalho! Mas vamos ao que interessa... Não podemos perder tempo!"
— (Difícil perder mais tempo do que ouvir toda essa conversa fiada...) – Pensa consigo mesmo Elie-eh Zerr. Mas acena com a cabeça em sinal de concordância.
— "Temos uma nova missão e é urgente. Recebemos uma transmissão do planeta Aleen, informando que eles precisam urgentemente de um Jedi para salvá-los de uma "entidade maligna" que destruiu metade de um orfanato afastado da capital do planeta. Segundo eles, a tal "entidade maligna" se apossou de um dos órfãos e causou todo o estrago. Eles estão com medo pelo resto dos órfãos e por eles mesmos. A órfã em questão tem 12 anos e quero que você analise se ela é sensitiva à Força. O restante das informações está nesta Holo-Pasta como de costume. Mais uma coisa, se ela for sensitiva a Força você vai trazê-la em custódia. Ela pode se tornar mais uma valorosa adição aos nossos Jedi Iniciados. No caso de ela não ser sensitiva..." – Chefe Ch'Gally respira fundo e finaliza: "...Que a Força esteja com você!".
Elie-eh Zerr pega a Holo-Pasta e se despede:
— "Que a Força esteja com você, Chefe Ch'Gally."
Após receber sua nova missão, Elie-eh Zerr reflete sobre a sua tarefa e o misterioso caso da "entidade maligna" enquanto caminha para o Hangar localizado na Torre do Conselho de Aquisição:
— (Certeza que é mais um caso de um indivíduo sensitivo à Força. É incrível como tem raças que ainda acreditam que a manifestação da Força é algo relacionado a divindades malignas. Já perdi as contas de quantas vezes fui chamado de bruxo enquanto fazia o recrutamento através da galáxia. Aliás, ser chamado de bruxo é o termo mais leve que ouvi nesses 4 meses como Recrutador. Meus preferidos são bruxo, sequestrador e elitista. Fora isso, dizem que todos os membros da Ordem Jedi sofrem lavagem cerebral. Espero que seja uma missão mais tranquila desta vez.) – após sua reflexão o jovem Elie-eh Zerr chega ao Hangar e se dirige ao operador:
— "Bom dia, preciso de uma nave para 2 passageiros. Com destino à Aleen e rápido! A autorização está aqui na Holo-Pasta assinada pelo Chefe Ch'Gally."
— "Claro, Recrutador Elie-eh Zerr. Temos uma nave limpa e abastecida para você." – responde o operador consultando o sistema de Controle do Hangar. – "Aguarde na área demarcada de embarque. Sua nave já está subindo pelo elevador, que a Força esteja com você."
Assim que sua nave chega Elie-eh Zerr entra rapidamente, acomoda seus pertences e inicia sua viagem. Enquanto sobrevoa Coruscant, o jovem Jedi Recrutador admira a grandeza do planeta. Tudo o que envolve Coruscant é gigante: Prédios da República, teatros, usinas, centros de educação...
— (Tantos anos vivendo na Ordem Jedi e nunca estive fora do Templo. Como deve ser visitar esses lugares? de tudo o que já vi aqui fora o que mais queria conhecer é o teatro. Ouvi falar que nesse lugar tudo pode acontecer! Onde foi que ouvi isso mesmo? ... hmmm... Ah, lembrei: Alderaan. Povo muito culto e educado. Lá foi onde tive minha melhor experiência como Recrutador. Uma viagem sem problemas, assim como eu espero que esta seja) – pensa Elie-eh Zerr.
Após sair da atmosfera o jovem Jedi Recrutador programa seu destino no computador de bordo para Aleen, na Orla Média. Considerando a distância de Coruscant que fica no Núcleo da Galáxia até Aleen, o jovem Elie-eh Zerr tem um tempo livre até seu destino. Ele decide que o melhor a fazer é meditar e pedir à Força que o ajude em sua nova missão. Ritual que ele fazia antes de cada missão.
— "Eu sou um com a Força e a Força está comigo." – repetia o jovem Jedi.
— "Socorro.... socorro..." – uma voz aos prantos interrompe a meditação de Elie-eh Zerr.
— (hã? O que é isso? ... que voz é essa? ... será que estou sonhando?) – sem ouvir a voz novamente Elieeh Zerr retoma sua meditação.
— "Eu sou um com a Força e a Força está comigo. Eu sou um com a Força e a Força está comigo... Eu sou um com a For..."
— "Socorro... socorro... me ajuda" – a voz novamente interrompe a meditação de Elie-eh Zerr.
— (Novamente a mesma voz... parece uma criança e está chorando...mas quem é?) – Enquanto pensa na voz que ouviu, o jovem Jedi percebe que está mais próximo de seu destino. A nave acaba de encerrar a viagem na velocidade da luz e se prepara para realizar o pouso no Orfanato que solicitou a ajuda a Ordem Jedi.
Enquanto sobrevoa o planeta até o seu destino o jovem Jedi contempla os monumentos rochosos de Aleen. São grandes rochas com o formato de seres da espécie Aleena, criaturas de baixa estatura com a pele roxa opaca, também possuem pequenos braços e pernas. Apesar da semelhança com répteis eles andam como os humanoides. É de se admirar que criaturas tão pequenas e com pouca ou nenhuma tecnologia tenham implementado construções tão grandes e tão bem detalhadas. Geralmente o povo Aleena é bem pacífico e receptivo. Porém, dado ao incidente reportado pelo Orfanato, os ânimos devem estar a flor da pele e se não agir rápido a criança em questão pode estar em perigo, já que estão achando que uma divindade se apossou da órfã. Eles podem sacrificar a criança para acalmar a divindade e isso seria um desastre.
— (Estamos chegando... já posso ver a comitiva do Rei Manchucho e o orfanato destruído. Para a minha sorte o tradutor instantâneo contém a língua Aleena. Apesar de ter estudado a língua Aleena não tenho tantas oportunidades de praticá-la) – pensa Elie-eh Zerr.
A nave pousa e Rei Manchucho e sua comitiva cumprimentam o jovem Jedi:
— "Saudações, Jedi. Estamos muito felizes com sua chegada e aliviados!" – diz o Rei Manchucho em sua língua nativa, porém para Elie-eh Zerr foi ouvido na língua básica galáctica, devido ao tradutor instantâneo.
— "Saudações Rei Manchucho. Fui enviado para ajudar naquilo que for necessário. Mestre Ch' Gally já me informou do ocorrido, porém com poucos detalhes. Pode me dar mais detalhes do que ocorreu?" – diz o jovem Jedi tendo sua voz traduzida instantaneamente pelo tradutor.
— "Queza Cotl, que é a responsável pelo orfanato, vai te dar os maiores detalhes." – diz o Rei Machucho chamando a dona do ofanato. – "Queza, este é Elie-eh Zerr, Jedi enviado pelo Mester Ch'Gally para nos auxiliar. Conte tudo a ele."
— "Saudações, Queza. Eu preciso de toda a informação que você puder me dar sobre a menina." – diz o jovem Jedi enquanto caminha até o local onde a menina se encontra.
— "Saudações, Elie-eh Zerr. Estávamos com essa criança há 3 dias. Ela foi deixada na frente do orfanato com um holo-bilhete e uma quantidade de créditos. Como não entendemos essa escrita, não sabemos o que diz. Pode nos ajudar a entender o holo-bilhete?"
— "Com certeza." – Elie-eh Zerr pega o holo-bilhete e começa a ler para Queza:
Esta é Oaahi Lynkuo. Adotamos ela em Pantora na esperança de que ela pudesse substituir a filha que perdemos em um acidente anos atrás. Apesar dos nossos esforços não conseguimos amá-la como nossa filha e tivemos vergonha de devolvê-la em seu antigo orfanato. Não encontramos uma alternativa senão deixá-la para trás.
Tudo o que sabemos dela é que fomos a terceira família a adotá-la. Segundo o orfanato, ela não se habituou às famílias que ficaram com ela e era devolvida assim que os pais adotivos não conseguiam mais lhe dar com ela. Não queríamos ser mais um casal a devolvê-la, mas ela vai ficar melhor longe de nós.
Deixamos 500 Créditos da República para os custos dela até que alguém possa adotá-la e ela possa achar finalmente seu caminho.
Após ler o bilhete para Queza, Elie-eh Zerr pede para que ela diga exatamente como o orfanato foi destruído.
— "Estávamos preparando a refeição e todos os órfãos estavam aguardando no salão principal como acontece todos os dias. Quando chegamos com a refeição na porta do salão ouvimos um barulho muito alto, como que um vento derrubou o teto do salão que desabou em cima das crianças... " – Queza começa a chorar. – "... a única criança que sobrou foi Oaahi, que estava de pé com os olhos amarelos, os braços estendidos e uma expressão de raiva no rosto... imóvel... deve ter sido possuída pelas antigas entidades Aleena." – diz Queza ainda em prantos.
Ao chegar nos escombros do teto, Queza pede para que Elie-eh Zerr tenha cuidado para não ser morto pela "antiga entidade" e aponta para a direção em que Oaahi se encontra desde o ocorrido. O local apontado por Queza está escuro. Parece uma caverna feita com partes do teto que caiu. A sombra feita pelas rochas impedem que Elie-eh Zerr consiga ver a menina. Ele então vai se aproximando tentando se comunicar com a menina quando ouve: (Socorro.... me ajuda....)
— (O mesmo choro que ouvi em minha nave a caminho daqui... será que estou tendo alucinações?) – pensa o Jedi.
— "Olá, Oaahi. Meu nome é Elie-eh Zerr. Estou aqui para te ajudar. Não vou te fazer nenhum mal." – diz enquanto vai se aproximando da garota. Porém, sem resposta. — "Eu quero te ajudar. Deixa-me conversar com você... você que pediu socorro não foi? pediu ajuda.... eu ouvi."
Oaahi se assusta quando escuta que alguém ouviu seu pedido de ajuda. Ela levanta a cabeça que estava debruçada em suas pernas, limpa as lágrimas e tenta olhar para quem está falando com ela. Apesar de não saber quem é, ela sabe que não se trata de um Aleena, porque consegue compreender o que ele diz. Porém, continua em silêncio.
— "Eu vou chegar mais perto um pouco... não tenha medo" – diz Elie-eh Zerr.
Conforme o jovem Jedi vai se aproximando, a menina já consegue vê-lo melhor. Agora já não é apenas uma silhueta, agora ela consegue ver seu rosto, sua barba por fazer, olhos marrons, túnica clara e robe marrom. Mas o que não saía da cabeça de Oaahi era como ele poderia ter ouvido seu pedido de ajuda? Como ele poderia ter ouvido seu pedido de socorro?
— "Como você ouviu meu pedido de socorro?" – pergunta a órfã para o Jedi.
— "Eu mesmo não entendo como, mas eu consegui ouvir seu choro e seu pedido de ajuda. Eu quero te ajudar, mas você tem que permitir. Você me deixa te ajudar?" – pergunta o Jedi.
— ".... Sim." – responde Oaahi ainda com voz de choro.
— "Então, me conta o que aconteceu aqui." – pergunta o Jedi ao sentar-se ao lado da jovem.
— "Eu cheguei aqui faz 3 dias, mas não fui bem recebida. Ninguém aqui fala a minha língua. Eles até tentam se comunicar, mas nos entendemos pouco, as vezes nada. Desde o primeiro dia os outros órfãos apontavam para mim e davam risada. No segundo dia, me ignoravam. Sentavam longe de mim e hoje..." – a jovem para, respira fundo como quando alguém está querendo conter o choro e continua – "...hoje começaram a tacar pedras em mim... eu pedia para pararem mas eles não compreendiam ou não queriam parar... eu senti como se algo estivesse me sufocando e com um gesto de empurrar com força foi quando eu gritei: PAREM COM ISSO AGORA !!!" – Oaahi fica em silêncio, mas retoma a explicação. – "...parece que um vento forte saiu das minhas mãos e tudo desabou..." – a jovem começa a chorar copiosamente. – "...eu não queria que...aquilo acontecesse... as crianças..."
A cada pausa era um choro, um soluço...a órfã estava tomada de pânico e remorso, se sentindo a pior criatura da galáxia. Entre um choro e outro ela repetia: "...eu não quis que isso acontecesse..." vez após vez até que ela abraça o jovem Jedi com tanta força e tamanho desespero que Elie-eh Zerr ficou paralisado, sem saber o que fazer diante do sofrimento de Oaahi.
— (Força Cósmica...o que eu faço? Qual o procedimento eu devo tomar? Eu não fui treinado para isso...) – pensa o jovem Jedi. Qualquer outra pessoa estaria abraçando de volta a jovem. Tentando consolá-la. Mas demonstração de afeto não é uma das especialidades de um Jedi. Porém, nosso jovem Jedi não consegue ficar indiferente ao choro da jovem e se questiona. – (eu sei que não foi assim que fui treinado, mas ela está sofrendo muito... será que um abraço não ajudaria?) – Elie-eh Zerr até começa a estender os braços para abraçá-la, mas ele se contém e desiste com medo de estar se envolvendo demais com a sua missão.
— "Tudo bem minha jovem, eu entendi. Os Aleenas acham que você foi possuída por uma divindade antiga e por isso aconteceu essa tragédia. Mas eu acredito que não tenha sido isso. Eu acredito que devido ao seu stress com as outras crianças você tenha utilizado a Força para acabar com aquela situação." – diz Elie-eh Zerr mais calmo.
— "A Força?"
— "Sim, a Força. É um campo de energia que nos cerca, flui através de nós e mantém a galáxia unida. Através deste campo de energia algumas pessoas conseguem acessar habilidades que não são...naturais. Nós chamamos estas pessoas de sensitivos à Força."
— "Eu vou continuar a soltar esses ventos pelas mãos!?!?" – pergunta Oaahi assustada.
— "Eu acredito que não. Preciso fazer um teste em você para saber se você é sensitiva à Força. E se esse for o caso, podemos te ensinar a controlar isso." – diz Elie-eh Zerr enquanto faz uma pequena rocha levitar através da Força. Ele levita a rocha até a mão de Oaahi, mostrando que a Força não é algo perigoso.
— "Que demais!!!" – se surpreende a jovem que nunca tinha visto algo parecido em toda a sua vida.
— "Posso fazer o teste para saber se você é sensitiva à Força?"
— "Pode." – responde a jovem.
Elie-eh Zerr coleta uma pequena quantidade de sangue de Oaahi e transmite até a sua nave para que o computador de bordo possa analisar a contagem de midi-chlorian e assim determinar se Oaahi é ou não sensitiva à Força. A jovem aguarda com ansiedade o resultado que pode mudar sua vida.
— "Sua contagem de midi-chlorian está acima do normal..." – diz Elie-eh com uma expressão de descrença.
— "O que isso quer dizer? Que eu não sou sensitiva à Força?"
— "...Você é sim... não se preocupe com sua contagem, não é nada demais..."
— "E o que vai acontecer comigo agora?"
— "Eu vou levá-la comigo até Coruscant, onde fica o Templo da Ordem Jedi. Lá você vai aprender mais sobre a Força, vai aprender a controlar esse poder e usá-lo para o bem. Você vai ficar com outros jovens que assim como você são sensitivos. Você não deve se sentir deslocada. Há seres de várias espécies lá, todos vivendo para o bem comum. Todos se ajudam e buscam o mesmo objetivo: Proteger a paz na galáxia."
— (Bem...não deve ser pior do que os orfanatos que passei e nem pior do que as famílias que pertenci esses anos todos. Se eu não gostar, eu dou um jeito de fugir assim como já fiz antes) – pensa Oaahi antes de acenar com a cabeça em sinal de concordância e responder: "Está bem Elie-eh Zerr, eu vou com você."
— "Tudo bem. Vamos fazer o seguinte, eu preciso conversar com o Rei Manchucho e explicar o que aconteceu aqui. Por enquanto, você me espera na nave. Tem comida e água lá se você tiver com fome ou sede, além de coberta e travesseiro para você descansar e dormir."
Elie-eh Zerr envia um comando para sua nave pousar onde ele e Oaahi estão. A jovem então entra na nave enquanto o jovem Jedi vai falar com o Rei Manchucho. A jovem fica observando Elie-eh Zerr e Rei Manchucho conversando e parece que a conversa não anda nada bem e pela expressão do Rei parece que eles vão mandar matá-los por causa da destruição causada. Mas após o Jedi fazer um gesto com as mãos a frente do rosto do Rei Manchucho a expressão dele mudou. O Rei agora parece calmo e tranquilo e fala alguma coisa para os Aleenas que vão se retirando do local.
— (O que Elie-eh Zerr fez? Que gesto era aquele? Será algum gesto sagrado dos Aleenas?) – se perguntou a jovem Oaahi intrigada com o final da discussão. – (Parece que finalmente vou embora desse lugar que me causou tanta dor...).
Ao ver que a situação estava resolvida ela então ouve seu estomago roncar de fome. E como Elie-eh Zerr disse que tinha comida para ela na nave ela, ela decide comer. Oaahi estava tão faminta que ao ver a comida atacou como se fosse uma Aranha de Atollon. Fazia tempo que ela não se alimentava devidamente. Ao retornar à nave o jovem Jedi se surpreende com a bagunça feita por Oaahi porém ele sabe que foram tempos difíceis para a órfã e decide não falar nada.
— "Percebi que você já achou a comida..." – diz Elie-eh Zerr com um sorriso de canto de boca tentando parecer amigável.
A orfã continua a comer e apenas acena com a cabeça em sinal de concordância.
— "Não vamos demorar para chegar em Coruscant mas se quiser, pode dormir. Imagino que você esteja cansada e exausta. Eu vou estar aqui, se precisar de alguma coisa."
Mais uma vez a resposta é só um aceno com a cabeça e um olhar desconfiado. Oaahi terminar de comer, pega seu cobertor e travesseiro e se deita na poltrona de co-piloto da nave ficando de costas para o Jedi.
Ao perceber que a jovem foi dormir, Elie-eh Zerr decide meditar enquanto não chegam a Ordem Jedi.
— (Eu sou um com a Força e a Força está comigo...Eu sou um com a Força e a Força está comigo...) – repetia o jovem Jedi quando é interrompido por uma voz bem baixa chamando seu nome: Elie-eh Zerr?...Elie-eh Zerr? – (...Força Cósmica é você?) pensa consigo mesmo.
— "Ei Elie-eh Zerr... aqui. sou eu, Oaahi" – aumenta o tom de voz depois de tê-lo chamado e não ter sido respondida. – "Posso te fazer uma pergunta?"
— "Claro"
— "Eu vou aprender a levantar rochas como você fez em Aleen?"
— "Sim, mas não é tão simples. O objetivo não é te ensinar a levantar rochas, mas entender o que é a Força e como a Força interage com tudo a nossa volta. Levantar rochas é uma das coisas que você vai conseguir fazer como um Jedi."
— "Um Jedi?"
— "Sim, todos aqueles que são seguidores da Religião Jedi, são chamados de Jedi. Eu sou um Recrutador Jedi, meu cargo é recrutar novos seguidores para a Ordem."
— "A Ordem?"
— "Sim, a Ordem Jedi é a organização que administra tudo o que é relacionado com a Religião Jedi na galáxia. Quem administra é o Alto Conselho Jedi, formado pelos membros da Ordem mais sábios e habilidosos. Dentro da Ordem existem vários outros Conselhos que têm seu próprio objetivo e organização e isso tudo para o melhor funcionamento da Ordem."
— "Eu vou ter que trabalhar para comer?"
— "Não. República Galáctica e a Ordem Jedi trabalham mutuamente para manter a paz na galáxia então os Jedi ajudam a República e a República ajuda os Jedi com o custo de equipamentos, naves, comida e por aí vai."
— "De tudo o que eu ouvi até agora eu não ouvi sobre uma coisa..."
— "O que?"
— "Não tem nada para se divertir nessa Ordem?"
— "hahahahah" – Elie-eh Zerr solta uma risada alta – "Apesar de não ser o objetivo principal de lá, você vai ver que ao reunir vários seres jovens no mesmo lugar vai gerar diversão o bastante para você."
— "Do jeito que você estava falando eu estava imaginando que iríamos estudar e meditar o dia todo nessa tal de Força...que bom que não vai ser só isso."
Ao perceber o silêncio o jovem Jedi chama por Oaahi mas sem sucesso, a órfã finalmente dorme. Elie-eh Zerr cobre a menina com o cobertor e pela primeira vez olha realmente para ela. A jovem é uma Wroonian, raça humanoide que tem a pele azul e sinais amarelos no corpo característicos desta raça e seus cabelos geralmente são brancos ou rosados. Oaahi tem cabelos curtos e rosados, seu semblante até agora sofrido e desconfiado dá lugar uma expressão serena e inocente. Ela está toda suja, cabelo, roupa, mãos, unhas e até cheirando mal. Apesar de ser instruído a não se envolver em suas missões, o jovem Jedi não deixa de pensar que tudo aquilo poderia ter sido evitado se ela fosse encontrada antes e levada ao Templo Jedi assim que nasceu. Ela parece ter passado somente por sofrimento e incertezas até agora, reflete Elie-eh Zerr. Mas agora tudo vai mudar para melhor.
A nave interrompe a velocidade da luz e chega em Coruscant e jovem Oaahi acorda e se surpreende com a imensidão de construções que o planeta possui. Ela nunca havia visto tamanho movimento em um planeta só. Vista de cima, Coruscant parece um grande formigueiro, naves trafegam de um lado para o outro, o movimento parece como de uma grande engrenagem. Os olhos de Oaahi brilham contemplando a grandeza da capital da República Galáctica.
— "Lá está o Templo da Ordem Jedi" – aponta Elie-eh Zerr.
— "Uau! Que demais! Onde vamos pousar com a nave?"
— "Naquela Torre. A Torre do Conselho de Aquisição. Vamos pousar e vou te levar ao alojamento para você poder tomar um banho e onde você vai poder receber roupas novas."
Após saírem da nave, Elie-eh Zerr e Oaahi caminham até o alojamento que fica há alguns andares abaixo da base da Torre do Conselho de Aquisição. Enquanto passam pela Torre, Oaahi está com os olhos brilhando ao ver tanta coisa diferente que ela nunca tinha visto na vida. Tantas raças, equipamentos, salas, elevadores, mas uma coisa era comum em todos que ela via: A túnica e robe Jedi.
— "Todo mundo usa essas roupas aqui?"
— "Sim, é a forma que a Ordem encontrou de representar o desapego ao luxo e status e fazer com o que um Jedi fosse reconhecido onde quer que fosse."
— "E eu vou precisar usar um?!"
— "Sim, claro. Mas não se preocupe. Você pode escolher as cores e fazer pequenos incrementos para diferenciar um pouco do modelo padrão... Aqui...chegamos ao alojamento. Nesse horário do dia não tem ninguém aqui então você pode tomar banho e leva essa túnica para você vestir."
Elie-eh Zerr aguarda na entrada do alojamento para garantir que ninguém entre enquanto Oaahi está tomando banho. Mesmo não querendo se envolver, o jovem Jedi não deixa de pensar como vai ser a reunião com Alto Conselho quando forem decidir sobre o destino da órfã.
— (Espero que ela seja aceita pela Ordem... não consigo imaginar ela sofrendo mais uma rejeição depois de tudo o que ela passou...) – reflete o jovem Jedi. – (Força Cósmica, não abandone ela. Não abandone ela. Que o Alto Conselho aprove a permanência dela na Ordem) medita Elie-eh Zerr.
Após alguns minutos, Elie-eh Zerr percebe um movimento vindo do alojamento e olha de relance, é a jovem Oaahi que retorna do banho, cabelo penteado, limpa e devidamente vestida com uma túnica limpa. Nem parece a mesma menina que foi resgatada horas atrás. Ele olha novamente, agora com um semblante surpreso ao rever a jovem arrumada.
— "Quem é você e o que fez com a Oaahi?" – diz o jovem Jedi com um tom provocativo.
— "Para com isso, seu bobo. Sou eu Oaahi." – responde a jovem dando um soco no braço de Elie-eh Zerr.
Elie-eh Zerr reage com surpresa ao soco. Os Jedi são muito reservados e não encorajam contato físico como forma de se relacionar, nem por brincadeira. Mas ao passar o momento de surpresa, o jovem Jedi sorri gentilmente para Oaahi.
— "Bom, agora que você já está apresentável, podemos ir para a sessão do Alto Conselho Jedi."
— "É nessa sessão que vão decidir sobre mim?" – pergunta Oaahi em tom de preocupação.
— "Sim, Oaahi. A partir do momento em que você entrar naquela sessão, seu destino estará nas mãos do Alto Conselho. Eu só vou poder entrar lá quando o Alto Conselho for emitir a sua decisão."
— "E o que vai acontecer nessa sessão?"
— "Primeiro o Alto Conselho vai te entrevistar. Depois, vão te aplicar um teste para avaliar a sua ligação com a Força e então vão me chamar para dizer o resultado."
— "Simples assim?"
— "Você vai ver que estar no centro de uma sala rodeada com vários Mestre Jedi pode não ser tão simples. Mas tente se acalmar, limpar a sua mente e ouvir a Força. Se fizer isso, você vai se sair bem."
Após caminhar do alojamento até a Torre do Alto Conselho Jedi, Elie-eh Zerr e Oaahi estão agora em frente a sala onde o destino da jovem órfã será decidido. Ambos ficam estáticos em frente à sala do Conselho onde os Jedi Sentinelas pedem que eles aguardem um momento. O jovem Jedi Recrutador entrega uma Holo-pasta para o Sentinela que entra na sala.
— "Quanto tempo vamos esperar?" – Oaahi quebra o silêncio.
— "Não deve demorar. Diminua a sua ansiedade Oaahi. Se concentre no aqui e agora como deve ser. E lembre-se do que eu te falei antes..."
— "Me acalmar, limpar minha mente e ouvir a Força" – interrompe Oaahi. – "Certo?"
— "Certo".
— "Oaahi Lynkuo...você já pode entrar. A sessão iniciará agora." – diz um dos Jedi Sentinela abrindo a porta da sala do Alto Conselho Jedi.
— "Que a Força esteja com você, Oaahi Lynkuo." – diz Elie-eh Zerr enquanto Oaahi caminha até o interior da sala.
Assim que entra na sala Oaahi visualiza 12 cadeiras dispostas em círculo e no meio da sala existe um desenho circular muito bonito com detalhes nas bordas e um círculo menor no meio do grande círculo. Este é o Alto Conselho Jedi, formado por 12 Mestres Jedi, sendo que um deles possuí o título de Grão Mestre. Este Mestre é escolhido pelos outros membros do Conselho. Todas as decisões do Conselho são votadas entre os Mestres e no caso de empate o Grão Mestre tem o direito de tomar a decisão. Oaahi se encontra ainda na entrada da sala em silêncio, quando um pequeno Mestre lhe dirige a palavra:
— "Para o centro caminhe, minha jovem. Algumas perguntas, fazer queremos." – diz o Mestre sentado na terceira cadeira.
— (Se eu não estivesse tão nervosa, estaria rindo. Ele fala de um jeito engraçado...) – pensa Oaahi enquanto caminha pare o centro da sala.
— "Tudo o que aconteceu em Aleen, Elie-eh Zerr reportou. Mmm...mmm... grande sofrimento, passou você. Tomar cuidado com o lado sombrio, você deve."
— "Lado Sombrio?"
— "Sim, o lado sombrio da Força... O medo leva a raiva, a raiva ao ódio leva e o ódio...leva ao sofrimento. Todas estas coisas, bem não faz, aos que estão a nossa volta."
— "Eu não sei como aconteceu isso... não tive a intenção de fazer mal a ninguém... já me arrependi e não posso voltar atrás."
— "Pelo que vimos você foi abandonada quando ainda era pequena e foi adotava várias vezes. Uma pena não termos conhecimento de você antes. Poderíamos ter evitado esse incidente se tivemos treinado você." – diz o Mestre da segunda cadeira com uma voz grave e firme enquanto olha para Oaahi e para os outros membros do Conselho.
— "Você deve ser corajosa e forte para ter sobrevivido até agora. Mas, qual a sua intenção agora que sabe que é uma sensitiva à Força?" – pergunta o Mestre da sétima cadeira.
— "Eu quero saber qual o meu destino. Não quero saber o porquê meus pais me abandonaram e nem tenho vontade de conhecê-los. Só quero saber qual o meu lugar no mundo."
— "Mmm...mmm... uma boa resposta, essa foi."
— "Sem mais perguntas por hora. Vamos iniciar o teste de telecinese. Eu estou vendo através deste aparelho uma imagem... quero que você me diga o que aparece na tela." – diz o Mestre da segunda cadeira segurando um aparelho.
— (Pensa Oaahi, pensa!... acho que este é o momento para me acalmar, limpar a mente e ouvir a Força) – a jovem respira fundo alguns segundos, se acalma e responde: "Uma nave!".
— "Próximo!".
— "Uma taça!"
— "O próximo!"
— "Um speeder!"
— "Muito bem minha jovem, terminamos este teste." – diz o Mestre da cadeira 2 acenando com a cabeça para os outros mestres.
— "O que sente você?" – diz o pequeno Mestre da terceira cadeira.
— "Que tenho um poder nas mãos que não sei controlar. Tenho medo do que pode acontecer se eu não controlar isso." – responde Oaahi.
— "Decidir sobre seu futuro, iremos. Do lado de fora da sala, espere. Chamar você iremos, quando a decisão tomada estiver."
Oaahi deixa a sala e encontra Elie-eh Zerr encostado na parede do corredor com os braços cruzados olhando para baixo e batendo um dos pés no chão, visivelmente inquieto.
— "Eu fiz o que me pediu: fiquei calma, limpei a minha mente e.... ouvi a Força! Foi incrível!"
— "Fico feliz em saber que deu tudo certo, porém ainda não acabou. Durante o tempo que estou aqui nunca vi alguém ser admitido à Ordem com a sua idade. Quanto mais novos mais fácil é o período de adaptação e treinamento. A mente absorve melhor quando se é mais jovem, fica cada vez mais difícil deixar tudo o que já aprendemos e dar espaço a novos conhecimentos."
— "Enquanto eu estava lá, um dos Mestres falou de um relatório que você tinha feito. Quando você fez esse relatório? E o que escreveu nele?"
— "Eu escrevi na nave enquanto você estava dormindo. Eu só escrevi que..."
— "Oaahi Lynkuo e Elie-eh Zerr podem entrar!" – diz o Sentinela.
Assim que entram na sala do Alto Conselho, Oaahi e Elie-eh Zerr se posicionam no centro do grande círculo e aguardam o veredito sobre a permanência ou não da jovem na Ordem Jedi.
— "Depois de considerarmos o relatório de Elie-eh Zerr, o resultado de seu teste de telecinese e a entrevista que fizemos e mesmo sendo um caso excepcional devido a sua idade, o Conselho decidiu que..."
— (Oaahi vai permanecer na Ordem!) – pensam ao mesmo tempo: Oaahi e Elie-eh Zerr. E antes que o Mestre terminasse a sentença, Oaahi aperta a mão de Elie-eh Zerr bem forte.
— "...Oaahi vai permacer na Ordem." – finaliza o Mestre sentado na segunda cadeira.
— "Legal!" – grita Oaahi enquanto dá um abraço bem forte em Elie-eh Zerr, o que deixa o jovem Jedi bem encabulado.
— "Minha jovem! Contenha-se! Você está em uma sessão do Alto Conselho Jedi!"
— "Desculpe Mestre Windu, não vai acontecer de novo. Não é Oaahi?" – diz Elie-eh Zerr enquanto cutuca a órfã.
— "Desculpe Mestre Windu, não vai se repetir." – diz a jovem.
— "Vou te apresentar aos Mestres agora:" – diz Mestre Windu, começando da primeira cadeira até a décima segunda. – "1. Mestre Plo Koon, 2. Eu, Mestre Mace Windu, 3. Grão Mestre Yoda, 4. Mestre KiAdi-Mundi, 5. Mestre Dookan, 6. Mestre Yaddle, 7. Mestre Even Piell, 8. Mestre Oppo Rancisis, 9. Mestre Jocasta Nu, 10. Yarael Poof, 11. Eeth Koth e por fim 12. Mestre Zaifo-Vias."
— "Que a Força esteja com vocês, Mestres" – diz Oaahi com um belo sorriso no rosto.
— "Que a Força esteja com você, Oaahi Lynkuo." – respondem os Mestres.
— "Como você está sendo admitida agora, somente com 12 anos, não podemos te colocar imediatamente com os clãs de Iniciados pois eles estão aqui desde muito pequenos e você não conseguiria acompanhar as classes. Porém, decidimos que você receberá um treino particular e muito puxado para que ao fim de 60 dias você tenha aprendido tudo o que precisa para poder acompanhar o ritmo dos Iniciados. Você será treinada por mim, Grão Mestre Yoda, Mestre Jocasta Nu, Mestre Dookan, Mestre Even Piell e Mestre Zaifo-Vias. Cada um destes Mestres vai estar com você por 10 dias, totalizando 60 dias de treinamento intensivo." – diz Mestre Windu.
— "Ajudar com a sua acomodação, Elie-eh Zerr irá. Qualquer problema, informá-lo você deve." – diz Grão Mestre Yoda despedindo-se de Oaahi. – "Que a Força esteja com você!"
— "Obrigado Mestres do Alto Conselho Jedi e obrigado Elie-eh Zerr...por tudo."
Saindo da sala do Alto Conselho, Oaahi caminha para a grande janela que fica no corredor onde fica se encontra a sala do Alto Conselho. Enquanto admira o entardecer, Oaahi respira fundo enquanto pensa o que será daquele dia em diante agora que foi aceita na Ordem Jedi. Pela primeira vez, Oaahi sente que sua vida pode finalmente melhorar.
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