Duke

Escuto meu celular tocando , que toque infernal , abro meus olhos para achar esse maldito celular , mas fecho logo em seguida , abro novamente mas agora bem devagar tentando me acostumar com a claridade do quarto , que não é meu , pelo visto não dormi em casa , sento na cama e vejo roupas jogadas , me levanto para pegar minhas roupas e meu celular que ainda toca , mas me arrependo bate uma dor de cabeça do cacete , viro e vejo a mulher dormindo ,ele é bonita ruiva, pele branquinha e bem gostosa , acho que se chama Josy ou é Jack , visto minha calça e vou recolhendo o resto das roupas , quero sair antes que ela acorde e eu tenha que pegar seu número e prometer ligar para marca a data do casamento , eu sou a favor do pega e não se apega . Acho meu celular e as chaves do meu carro jogado no chão, olho o visor e tem 12 chamadas da Lexy, mais de 40 mensagens, e algumas ligações de meu primo Nicholas isso me deixou preocupado.

– Onde tá pegando fogo Lexy ? — Digo baixinho atendendo o celular, enquanto procuro a chave da porta desse apartamento.

– Duke! Seu desgraçado, onde você enfio essa sua bunda, te liguei milhares de vezes. — Ralhou.

– Se eu falar que esqueci o caminho de casa, você vai acreditar? — Falei olhando para a ruiva que estava parada em minha frente segurando algumas chaves, M-E-R-D-A.

–Duke Crocker você tem meia hora para estar na Freedom , o seu sócio da filial de Chicago está vindo resolver as coisas que faltam. — E desliga na minha cara , essa peste é muito ousada.

– Ia embora sem se despedir, que feio, tigrão. — Diz manhosa, a mulher é linda mais de boca fechada que voz de tacara rachada, que bosta é essa de tigrão.

– Você está dormindo tão bem, Josy.. é Jack ... — Ela me cortou

– Jully , me chamo Jully. — Sibilou irritada

– Jully que belo nome, tenho que ir, você poderia por gentileza abrir a porta? — Peço o mais gentil possível.

– Mas já tigrão? Não vai ter mais rounds? — Falou vindo em minha direção, agora lasco de vez, merda Duke vai ser abusado por uma ruiva gostosa.

– Tenho que trabalhar gata, que tal me dar essas chaves e agendamos esses rounds para outro dia. — Nesse momento já estava implorando a Deus que me ajudasse a sair dali.

– Vem pegar ? — E a ruiva saiu correndo chacoalhando as chaves, fui correndo atrás, mas a doida se tranco no quarto, só o que me faltava agora.

– Jessie eu vou ligar para a Polícia, isso é sequestro. — Gritei

– É JULLY, JUL-LY.- Gritou de volta

– Abre essa porta agora sua louca. — Falei já sem paciência

– NÃO.

Estava sentado no sofá, pensando em um jeito de sair, mas estava em um apartamento, provavelmente no decimo andar, não dava para pular, estava quase desistindo quando escutei alguém abrindo a porta. Uma moça apareceu na porta e chamou.

– Ju cheguei, você está aí? — É agora que eu saio.

Empurrei a moça e sai correndo em direção as escadas, não esperaria o elevador, vai que essa moça resolve se juntar a outra louca, chego na entrada do prédio, pingando de suor, o porteiro e as pessoas que estavam lá ficaram me olhando como se fosse um louco, saio na rua a procura do meu carro, mas ele não estava em lugar nenhum, meu dia começou muito bem, pego um taxi e ligo para Lexy sair com o dinheiro para poder pagar.

Assim que desço do taxi, vejo uma moreninha, usando vestido azul bebe, saltos altos e seus cabelos presos em um coque mal feito, Lexy com seus 20 anos está ficando cada vez mais parecida com nossa mãe, veio andando em minha direção fuzilou-me com o olhar e foi pagar o taxista, era hoje o dia do meu enterro

– Duke porque você não atende esse maldito celular ? E cadê seu carro? — Ela perguntou brava

– Maninha eu quase fui abusado por uma louca cabelo de fogo, mas depois nós conversamos. — Disse enquanto entrava na minha balada e ia em direção ao meu escritório tomar um banho e me arrumar para receber os meus sócios.

Ainda bem que pensei em fazer um quarto aqui na freedom, e deixar roupas. Tomo um banho, e procuro uns analgésicos para passar minha dor de cabeça que só estava pior. Visto um de meus terno pretos que estavam lá, calço sapatos e vou arrumar meu cabelo que já estava precisando cortar, passo meu perfume desço para procurar algo para comer.

– Bom Dia Duke, assim começa mais uma semana. -Penso alto

– Está falando com quem louco? Vem comer, porque você ainda está horrível, mas agora pelo menos está cheiroso. — Ri da minha cara de desgosto sobre seu comentário

– Lexy ficar quieta para que eu possa gosta de você, liga para a seguradora e diz que roubaram meu carro.- Falei pegando café.

– Você que ligue, a última vez eles me perguntaram onde estava antes de ser roubado, e foi eu que teve que falar que era numa casa de swing.- Diz debochada.

– Não era casa de swing, era uma balada BDSM, estava conhecendo novas culturas se assim posso dizer.

– Me poupe Duke, vou indo, já ia esquecendo titia avisou Nicholas está vindo passar um tempo com nós- Beijo meu rosto carinhosamente e vai em direção ao estacionamento.

Meu tio havia mandando Nick para Lynchburg — Virginia , depois de nós tirar da cadeia, lembro que meu pai ficou sem falar comigo durante 6 meses, já meu tio foi rigoroso mandou Nick para trabalhar sem data de volta. Acho que já faz uns 5 anos isso, a última vez que o vi foi no enterro de meus pais. Depois desse dia passei a usar como remédio bebidas e sexo para tentar aliviar a culpa pela morte de meus pais, cheguei a frequentar todos tipos de clubes de sexo, até mesmo alguns de luta, se não tivesse me envolvido com aquela ... Espanto esses pensamento e termino meu café, conferindo minha agenda.

Notas finais
Capítulo curtinho, mas foi apenas para conhecerem um pouco do Duke Crocker. beijinhos , A.Satana!