Destino Irônico
6 Capítulo 5 - O primeiro passo
Notas iniciais
=3
Aproveitem o capítulo com as primeiras cenas "shoujo"

No capítulo anterior:
– Staz-san sente do lado de Rin. – Pediu Yukio.
– Porque do lado dele? E porque você está me dando ordens? – Perguntou Staz.
– Porque sou o professor e quero te ver na frente.
Capítulo atual:
Makai – Uma semana depois de Staz e Fuyumi chegarem à academia
– Isso está um caos! – Jiro trovejou em cima da mesa do bar.
A antiga calmaria que normalmente se instalava naquela parte de Makai havia sido quebrada graças ao sumiço de Staz. Vários chefes vinham ao seu território para toma-lo, já que o vampiro havia sumido.
Ninguém, nem mesmo os amigos de Staz, sabiam onde eles estavam. Em um dia disseram que iriam à casa de Braz e Liz para a ressurreição de Fuyumi e já fizera uma semana desde a ida de ambos. Deku estava uma pilha de nervos graças as batalhas que enfrentava dia e noite. Yoshida perdera as contas de quantas vezes teve de se transformar.
– Francamente, o que Staz pensa que esta fazendo? – Jiro argumentava, observando Saty lustrar, silenciosamente, um dos copos de cerveja. – Ele sai, deixa os seus vassalos cuidando de um EXÉRCITO de demônios e simplesmente não volta. Pessoas invadem meu bar, tive que trancar a SETE CHAVES a porta. – Jiro continuava a reclamar, dando ênfase em algumas palavras. – E ainda por cima... – A fala foi interrompida por três batidas na porta e o silêncio do lado de fora. – Será outro vândalo? – Jiro perguntou, emburrado, para Saty que continuava a lustras os copos.
Mais três batidas soaram na madeira da porta, só que mais apressadamente. O pequeno demônio subiu na cabeça da mulher de três olhos e pediu para que ela andasse até a porta. Assim o fez.
Hesitante, Jiro destrancou a porta, que se abriu com um rangido irritante. Ao afastar-se, a porta deu visão a uma garotinha de cabelos escarlates, com a pele extremamente pálida, seu rosto estava sento ocultado por uma grossa máscara de metal, trajava roupas pesadas, com luvas de carrasco e nas costas uma pesada dupla de machados.
– Posso entrar? – Perguntou a garota.
– Liz? – Jiro perguntou surpreso. – P-pode. O que faz aqui? E o retardado do Staz? Onde ele está? Sabe que o território está um apocalipse? O que ele fez com a Fuyumi? – As perguntas continuaram, porém foram simplesmente ignoradas pela menina.
Liz andou a passos lentos, fazendo o soalho de madeira estalar abaixo de seus pés. Puxou um banco qualquer e se sentou, fazendo suas pernas penderem na cadeira infantilmente.
– Um chocolate quente, por favor.
O pequeno demônio continuou calado em quanto observava Saty preparar o pedido da garota vampira. Após a caneca fumegante estar devidamente pronta no balcão Liz retirou as máscaras e bebericou um pouco do líquido.
– Então? Vai nos falar do Staz e da Fuyumi agora? – Jiro perguntou.
– Sim. – Ela respondeu antes de tomar mais um gole.
– Então? A Fuyumi conseguiu reviver? – Perguntou o demônio esbanjando o maior sorriso.
– Não. A operação foi um fracasso. – Tomou mais um gole, observando a expressão engraçada de Jiro.
– O-o que aconteceu? – Hesitante ele perguntou.
– Vou explicar. – Os olhos carmesins se tornaram rígidos e sérios. Como se estivessem prontos para julgar um dos maiores crimes cometidos.
Academia Verdadeira Cruz – 15:00
Eles estavam saindo mais cedo da sala, porque o professor havia faltado por algum motivo, a tempos esquecido.
– Que fome. – Shiemi falou.
– Concordo. Porque não vamos comer alguma coisa na cantina? – Fuyumi perguntou.
– Hai! Vamos, vamos. Você vem conosco Izumo? – Shiemi chamou.
– Claro, não tenho nada de muito especial para se fazer. – Falou a garota já tomando o lado de Shiemi.
As meninas foram as pressas para a cantina. Os rapazes estavam logo atrás, observando elas saírem em direção ao prédio, rindo de algum assunto aleatório.
– A Fuyumi-san ficou bem amiga da Izumo e da Shiemi desde a chegada de vocês. – Observou Konekomaru.
– Hai, hai. A Fuyumi é do tipo que se da bem com qualquer um. – Disse Staz.
– Eu vou logo para o dormitório. Ontem chegou meu GTA V (N/A: =3), quero logo voltar a jogar. – Falou o rosado em quanto sorria e dava alguns pulinhos.
– OE OE? COMO ASSIM? VOCÊ TEM? – O pátio fora coberto pelos gritos empolgados de Staz. – Vamos AGORA para o seu dormitório. Quero ver isso com meus próprios olhos!
O grupo soltou uma risada coletiva.
– Porque não vem todo mundo? Tem salgadinhos lá no dormitório que divido com o Bon e o Konekomaru. (N/A: Não sei se os dormitórios são de 3, mas eu sou V1D4 L0K4 e vou deixar assim =3) – Propôs o rosado.
– Vamos, vamos! – Staz alternava entre animado e ansiado.
– Rin, Yukio, vocês vem? – Perguntou Bon.
– Eu adoraria ir Suguro-san, mas eu tenho que ajeitar umas papeladas que já deviam ter sido feitas a tempos. – Yukio sorriu ajeitando seus óculos.
– Eu vou. Prefiro ficar comendo salgadinhos e jogando GTA do que assistir o Yukio arrumar papeladas idiotas. – Falou o garoto demônio.
–--------------------- Quebra do tempo: Dormitório -------------------------
– Esses gráficos são incríveis. – Staz falou eufórico em quanto manejava o controle XBOX como uma arma que conhecia desde os primeiros tempos.
– Cai fora, agora é a minha vez. – Rin tomou-lhe o controle.
– HEY!
– Depois é a minha vez. – Advertiu Konekomaru.
– Alguém sabe onde estão as garotas? – Bon gritou do outro lado do quarto, onde ajeitava mais alguns salgadinhos e refris.
– Hmm... ouvi dizer qualquer coisa sobre festa do pijama. – Shima avisou. – Poderíamos dar uma espiada. Hehe.
– Sem essa. Quero explorar o GTA. – Staz falou em quanto despejava uma porção de salgadinhos na boca.
– Não está falando sério né Staz? Quero dizer. Vai me dizer que você não gostaria de ver a sua amiga fazendo guerra de travesseiros, apenas com roupa de baixo. – Shima falou, zombateiro.
– D-do que está falando? – Perguntou-lhe minimamente corado.
Shima riu.
– Nada, nada. Mas e você Rin? Sei lá, a Shiemi também vai estar lá. Já pensou, não, VOCÊS já pensaram, nas garotas, só de roupa de baixo, brincando de guerra dos travesseiros? – Shima destacou cada palavra, magicamente, gesticulando com as mãos.
– Já levei um fora da Shiemi. – Rin falou cabisbaixo em quanto fazia um drift para escapar da polícia.
– S-Shima, isso não são coisas de alguém que segue os conceitos de Buda. – Disse o menor do grupo com o rosto corado.
– Não me venha com essa Konekomaru. – Bon chegou com um pote de nachos com queijo. – E você também Shima, você quer ir lá para ver a Izumo.
– D-DOQUE ESTÁ FALANDO? – O rosado perguntou-lhe com o vermelho a flor da pele.
E os risos se espalharam pelo local.
No dormitório de Shiemi e Izumo
As garotas riam. As três estavam apenas de camisolas curtas de tons pastéis, algumas tinham detalhes rendados e uma ou outra havia bordados fofinhos. Shiemi estava sentada no chão, encostada ao pé da cama de Izumo, a mesma estava deitada de bruços, apoiando-se com os cotovelos na cama. Fuyumi sentava ao lado de Shiemi, as três viam um seriado engraçado na TV, chamado The Big Beng Theory.
As risadas só cessaram quando a música de encerramento se iniciou.
– O que fazemos agora? – Izumo foi a primeira a perguntar.
– Eu já sei. – Fuyumi e Izumo olharam para a loira. – Vamos falar sobre garotos.
– Q-que ideia é essa Shiemi-san?
– Concordo com a Fuyumi, que ideia é essa?
– G-gomen, é que eu sempre quis fazer isso. – A loira disse tapando a boca com o punho envergonhada.
– Podemos fazer. – Fuyumi disse sorrindo amistosamente. Sempre quando ela dormia na casa das amigas (quando ainda era viva) conversavam sobre garotos, porém nunca se sentiu verdadeiramente atraída por um garoto específico, no máximo achava-o belo e encantador, mas nunca “se apaixonar”. – Mas começa por você.
– O que? Porque eu?
– Porque foi a sua ideia, Shiemi. – Izumo recordou.
– Wakata (entendi).
– Bem... quando eu cheguei aqui eu fiquei pensando, você gosta do Rin? – Fuyumi não tardou a perguntar.
– O- oque? – Corou. – Quero dizer. No início eu fiquei em dúvida, ele sempre foi tão bom comigo. Sempre me ajudava quando eu precisava e as vezes quando eu nem o chamava, m-mas...
– Mas...? – Perguntaram em coro as outras duas.
– E-eu acho que eu gosto do Yuki-chan. Eu vejo o Rin mais como um irmão mais velho, talvez. Hmm... me sinto confusa em relação a isso.
– Daijoubu (tudo bem) Shiemi, alguma hora, cedo ou tarde, você vai achar a resposta para isso. – Izumo confortou-a, dando um certo espanto nas outras duas. – Mas agora, mudando de assunto... e você Fuyumi? Sobre o Staz? Como se conheceram?
– H-heim? Ata. Bem, digamos que eu estava em perigo e ele me ajudou. E... e eu perdi algo e ele esta me ajudando a ter de volta.
– Que romântico. – A garota de maria Chiquinha falou levemente zombateira.
– Machigatta (errado). Quero dizer, não é isso. – Defendeu-se.
– E você sente algo por ele Fuyumi? – Perguntou Shiemi, com os olhos verdes esbanjando duvida.
– Eu não sei. Acho que gostar é um pouco de mais... – Corou.
– Sem mentiras Fuyumi. – Pediu Izumo.
– De qualquer forma... tem uma amiga que também gosta dele e ele sabe disso. – A garota fantasma falou, fitando tristemente seus joelhos. – D-demo, ainda acho que é um pouco cedo para saber se eu gosto ou não. Mesmo tendo passado por tanta coisa...
– Hnn... Eu acho que você gosta dele. – Rebateu Izumo, arrancando um risinho abafado de Shiemi e um rosto corado de Fuyumi.
– Agora você Izumo-san. – Cobraram as outras duas garotas.
– Eu não gosto de nenhum garoto!
– Nem do Shima-san? – Perguntou Fuyumi.
– Nem do Shima.
– Não é justo Izumo-san, você disse que não vale mentir. – Shiemi inflou as bochechas.
– EU NÃO ESTOU MENTINDO!
– ESTÁ SIM! – Repetiram as duas em coro.
– ME DEIXEM EM PAZ!
Três segundos de silêncio antes das três caírem em uma gargalhada sem sentido.
Makai – Bar do Jiro
– O-OQUE? COMO ASSIM ELES SUMIRAM? E AINDA NO MEIO DE EXORCISTAS?! – O pequeno demônio, parecido com um guaxinim berrou para o território inteiro ouvir.
– Shiu! Se souberem que Staz sumiu mais demônios virão para tomar o território. – A garota lembrou-o.
– Precisamos chamar a Bell agora! – Jiro especulou.
– Meu nii-sama já fez isso. Bell estará aqui alguma hora, mas antes buscara Wolf.
– Wolf? Porque diabos o Wolf viria?
– Precisamos de mais gente caso ter um confronto no mundo Terrestre e a Fuyumi esta lá, e Wolf gosta de protegê-la. – Explicou a pequena vampira que já colocara sua máscara de carrasco.
– Temos que ser rápidos. Antes que coisas ruins aconteçam. – Uma pequena gota de suor passou pela testa do demônio.
– Não agimos até agora porque meu Nii-sama conhece o demônio que atua na academia de exorcistas, ele é um demônio nobre, um dos filho de Satã. Mephisto Pelles.
– F-filho de Satã? O demônio que descansa eternamente? – Jiro perguntou aflito em seus próprios pensamentos.
– Sim, Mephisto esta do nosso lado, por enquanto, mas não confiamos muito em sua lealdade. Precisamos ficar alertas e agirmos rapidamente. É o que meu Nii-sama disse.
– Entendo. Mas se você quer levar Deku e Yoshida, que são uns dos melhores demônios do nosso território quem ficará aqui?
– Mandarei alguns lacaios para cá. Nii-sama disse para guardar o território até que Staz chegue com Fuyumi. Até lá fique aqui, quando Bell chegar com Wolf, eu voltarei. Nós demos o primeiro passo.
Notas finais
Mereço comentários *u* Por favor minna-san, mandem comentários (ou recomendações caso seja esteja lendo pelo Nyah).
Mandem críticas (construtivas de preferência), elogios, o que for, mas comentem. =3
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