Destino Inesperado
16 De Encontro com o Passado

- Então, você já fez as pazes com o Chris? E já teve aquela conversa com Leon? — seu pai indagou com sarcasmo enquanto tomam o café da manhã. — Esse triângulo já está indo longe demais.
— O quê?! Não existe um triângulo! — Em seu belo rosto se fez uma carranca. — Senhor Blanchett, você deveria relaxar mais e curtir esse tempo de folga para passear com nós duas — ela dizia passando as mãos no cabelo da criança que estava devorando uma fatia de bolo de chocolate.
- É, vovô. — Ele se viu sorrindo ao ouvir a menina lhe chamar de avó. Isso parecia aliviar a tensão.
- Estamos na capital... é bom ter bastante cautela.
- Relaxa, vai dar tudo certo! — Ada dizia com um sorriso. Trent ficou dividido entre ficar apreensivo e ficar aliviado, pois sua filha parecia feliz de novo. Entretanto, o motivo dessa felicidade se chamava Leon Scott Kennedy. E aquele homem era um ímã de problemas.
Eles passaram o resto do dia passeando pela capital, fizeram alguma compras, especialmente de roupas para o início do outono, até a criança ficar cansada e eles retornarem para o hotel. Logo, Ada recebeu uma mensagem de Leon:
"Eu tenho um lugar perfeito para te levar. Um lugar que pode te ajudar a se lembrar do nosso passado. Se chama Flor de Lótus. Então, estarei te esperando hoje a noite."Ada terminou de ler a mensagem com um belo sorriso no rosto. Ela já estava ansiosa para vê-lo. Todavia, a espiã, teria que arranjar uma forma de conseguir escapar da segurança reforçada e implacável de Trent.
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Ada estava se sentindo como uma adolescente que está saindo para o seu primeiro encontro às escondidas. A sensação era um tanto ridícula, engraçada, perigosa, mas também dava uma adrenalina gostosa. Entretanto, para conseguir dar uma escapada, precisou aceitar as condições de Trent.
Ela chegou no Flor de Lótus acompanhada de dois agentes da Shadows: um homem e uma mulher, ambos já cuidavam da sua segurança há algum tempo. E também ficou chocada quando foi até o bar pedir uma bebida e acabou esbarrando com a Jill.
- Olha quem eu encontrei aqui! — Jill disse animada, arrastando Ada para se sentar na mesa onde ela estava com Claire e Chris.
- Olá, boa noite! — Ada os cumprimentou se sentindo tão desconfortável e desesperada para avisar Leon que eles tiveram um imprevisto.
- Uau, Doutora Li... o que você faz num barzinho como esse? — Chris estreitou seus olhos desconfiado.
- Vim curtir a noite. Dizem que aqui é bem animado. — Ela abriu um largo sorriso, fingindo uma naturalidade e calma.
- Esse lugar sempre foi um ponto de encontro entre nosso grupo. — Claire revelou também se sentindo muito desconfiada. Ela não acreditava que foi por acaso que a outra mulher estava ali. — Talvez, a gente deveria ligar e convidar o Leon para vir. Afinal, agora ele está solteiro.
- O que você disse? — Chris indagou com uma carranca de confusão.
- Leon e Angela se divorciaram. — A ruiva encarou Ada avaliando a reação dela com aquela informação, entretanto, a dama de vermelho estava distraída olhando na direção de outra pessoa que havia acabado de entrar no bar. — Dexter, o que você faz aqui? — Claire o encarou chocada com a presença dele ali e também chocada, porque o guarda-costas do Conselheiro Kennedy não estava de terno e gravata, dessa vez usava uma roupa casual que, aliás, se ajustava muito bem ao seu corpo grande e forte. Ele estava bonito, mas ela nunca diria isso em voz alta.
- Olá, pessoal! Eu sempre veio aqui. — Ele cumprimentou e, ao mesmo tempo, respondeu a pergunta de Claire. — E que legal encontrar vocês aqui. — O homem resolveu se juntar a eles, mesmo sem ser convidado. O lado positivo é que Dexter era bom de papo.
Ada estava se sentindo animada e podendo viver um momento de pura descontração, algo tão incomum para aquele grupo que vivia quase diariamente sob pressão. É claro que ainda havia alguma tensão entre ela e Claire e entre ela e Chris, com a diferença que a irmã caçula era mais vocal em alguma indireta, enquanto o capitão era silencioso com seus olhares profundos que a deixava apreensiva.
Tudo estava correndo bem, eles compartilharam cerveja e uma porção de batatas fritas acompanhadas de catchup, mostarda e maionese para quem quisesse. Entre um papo e outro alguém fez uma aposta sobre QUEM teria coragem de se aventurar no karaokê. Resolveram decidir na sorte que, ironicamente recaiu sobre Dexter e Claire que acabaram cantando ao som de alguma banda rock dos anos 90 e até que eram um pouco afinados. Depois da performance, outra música começou a tocar e uns casais se atreveram a dançar.
- Lembra dessa música, Chris?
- Ah, sim. Da nossa época nos STARS.
- A gente saía às sextas feiras a noite numa discoteca em Raccoon City. Foi uma época boa — Jill explicou se sentindo um pouco saudosista.
- Quer matar a saudade da nossa juventude? — Chris ousou fazer a proposta, pegando tanto Jill quanto Ada de surpresa. No fundo, ele queria um motivo para se manter mais distante da presença da doutora Guimeng.
- Ah... é... a gente nem é mais jovem... e eu acho que... — Jill de repente se sentiu meio tímida e desconfortável, pois sabia que Chris e Li tiveram uma relação muito intima e que parecia mal resolvida. — Eu acho que tô muito enferrujada.
- Ah, Jill... vai se divertir! Aceita o convite do Redfield!
- Mas, e você... vai ficar ai, sozinha?
- Ela vai ficar bem! Eu vou ficar bem! — Chris e Ada falaram ao mesmo tempo, trocando um olhar fugaz.
- Tá, vamos lá! — Ela agarrou a mão de Chris e os dois se misturaram aos vários pares que dançavam por ali.
A doutora Guimeng ficou observando por um tempo Chris e Jill, achando que os dois ficavam muito bonitos juntos, mesmo que houvesse um aperto no seu coração e uma sensação incomoda que ela não queria ficar remoendo. Aproveitou que ficou sozinha para mandar uma mensagem para Leon, depois se levantou e resolveu ir ao banheiro, retocar a maquiagem.
Ao sair do banheiro, levou um susto quando uma mão agarrou a sua e a puxou para um canto sem movimentação.
- Oi. — Lá estava Leon usando um visual casual.
- Você demorou. Pensei que nem viria — reclamou fingindo estar brava.
- Me desculpa! — Leon deu de ombros. — Mas, você não pode ficar brava comigo... Afinal, você parecia estar se divertindo muito sem mim.
- Gostei do seu disfarce. — Ela o olhou surpresa ao vê-lo diferente. Sua mente tentava se lembrar como ele era, antes de ser o Conselheiro da Segurança Nacional, com seus vários ternos e gravatas e toda a formalidade.
- Eu não gosto de ficar me escondendo... Isso é chato e complicado. Ainda bem que Dexter me deu cobertura.
- O senhor todo certinho quebrando regras é tão...
- Chocante! Eu sei. Também é chocante pra mim. — Ele lhe deu um olhar de aço.
- Bem, eu ia dizer... excitante! — A mulher passou a língua sobre os lábios molhados, obrigando Leon a desviar o olhar para longe, na tentativa de não pensar em coisas impróprias nesse momento.
- E a culpa é toda sua.
- Sempre é. — Ela debochou.
- E você nem imagina quantas regras já quebrei por você — essa afirmação fez ele se lembrar de todas às vezes em que se arriscou para protegê-la.
- Então, talvez... eu deva te agradecer por todas às vezes que VOCÊ... já arriscou a própria cabeça por mim. — Ela se aproximou, sensualmente, dele.
- O que você está fazendo? — Seus azuis não conseguiam fugir daquele lindo par de âmbar.
- Estou lhe agradecendo como você merece — sussurrou roçando seus lábios nos dele. Por um minuto, ele se deixou esquecer de onde estavam e que seus amigos estavam ali por perto, com risco de vê-los se beijando e trocando carícias.
"Aliás, aquela mulher sempre será a sua grande fraqueza." Pensou enquanto aquela estonteante mulher, segurava o seu rosto entre suas mãos, olhava nas profundezas de seus olhos e, no final, o beijava com desespero e amor. Ele lhe correspondeu com o mesmo fervor a segurando firme em seus braços, como se tivesse medo de perdê-la enquanto suas bocas se moviam numa sincronia perfeita. Em sua língua podia sentir como o sabor da cerveja se misturava com o sabor doce, picante e vicioso da união de seus lábios e era uma sensação tão maravilhosa, forte e incomparável.
Ambos tentaram aproveitar cada momento daquele beijo, até que o ar lhes faltasse e a realidade voltasse a pesar em seus ombros, os forçando a se separarem.
- Droga! Estamos se arriscando demais — Leon murmurou encostando sua testa na dela e fechou os olhos enquanto ambos tentavam recuperar o fôlego. — Nós poderíamos ser pegos aqui.
- Foi você quem quis me trazer aqui. — Ela se sentia ansiosa para vê-lo contar um pouco sobre o passado deles.
- Você quer fugir por algumas horas? — Ele sussurrou em seu ouvido, causando um arrepio gostoso por todo o seu corpo.
***/ /***
Ada se sentiu tão aquecida e estranha ao contemplar como agora andavam, livremente, pela rua de mãos dadas. Eles pareciam como um casal de jovens imaturos, vivendo um amor proibido.
- A gente já fez isso antes? — Seu olhar caiu sobre suas mãos entrelaçadas.
- Você quer saber se já andamos de mãos dadas em público? — Eles atravessaram a rua; que a essa hora da noite se encontrava meio deserta; e acabaram indo parar na frente de um grande edifício que possuía apenas poucos apartamentos com as luzes acessas. — Não. Nós nunca andamos de mãos dadas, assim como nós nunca trocamos nenhum beijinho dentro daquele bar. — Eles pararam de frente para o outro. — Você não gostava de demonstrar afeto. Achava isso bobo, romântico e clichê. — Leon apertou a mão feminina e sorriu ao ver a expressão meio emburrada surgir no belo rosto dela.
- Isso não faz sentido. — Ela se interrompeu reflexiva. — Se eu não gostasse de afeto, eu nunca teria te deixado me tocar da forma mais íntima e sexual que um Homem pode tocar uma mulher. Por que nós já fomos além dos beijos, certo? — questionou com malícia se lembrando de pequenos flashbacks sobre os dois.
- Sim, sim... Mas, só quando estávamos no décimo quinto andar, por trás das paredes do meu apê. — Leon ergueu os olhos para cima, tentando vislumbrar o apartamento onde costumava morar. — Você... sei lá... gostaria de entrar e rever o meu... antigo apartamento? — Ele se sentiu tímido e em seguida retirou do bolso da calça, uma chave.
Mesmo após se casar com Angie, ele nunca conseguiu realmente se desfazer do seu apartamento. Talvez, porque cada canto dali lhe trouxesse tantas memórias.
- Eu sinto que esse lugar é familiar, mas ao mesmo tempo está tão diferente agora, não é? — Quando entraram no apartamento, a primeira coisa que Ada fez, foi se livrar de seus sapatos de salto alto.
- Sim. Faz muitos anos que você esteve aqui. — Depois seguiram para a sacada da sala, olhando para o bairro que agora estava mais silencioso. — Então, você ainda não conseguiu se lembrar do nosso passado, mas tem alguns flashbacks? — Seus azuis estavam encantados com as mechas castanhos dourados que escapavam do coque que ela fizera para aguentar o calor da noite e que agora balançavam com o vento.
- Foi um pouco assustador quando essas memórias começaram a voltar e eu não sabia o que... o que estava acontecendo comigo. — Ela se calou, por um instante, apenas olhando para ele parado ao seu lado, compartilhando do mesmo semblante angustiado enquanto uma lembrança de um passado muito distante lhe vinha a mente. — Uma vez li uma história de uma lenda grega que falava sobre a flor de lótus. — Ada recordou sobre isso com um sorriso triste. — Dizia que a amnésia causada pela flor de lótus era algo que muitas pessoas desejavam... porque lhes dava a possibilidade de começar de novo, de renascer e apagar o passado...
Ada decidiu retornar para dentro do apartamento, parando no meio da sala de estar e se distraindo por um minuto com a sensação do tapete felpudo sob a sola de seus pequenos pés descalços. Leon a seguiu parando a cerca de dois passo atrás dela.
- Sabe quantas vezes eu desejei isso? Desejei esquecer o meu passado horrível? — Logo, se virou para encará-lo com os olhos marejados e as mãos trêmulas. — Mas, o destino resolveu ser irônico comigo e deletou até as memórias felizes.
Eles caíram num breve silêncio angustiante, até que Leon deu os dois passos que faltavam para quebrar aquela distância entre os dois e segurou os ombros dela massageando-os, como se quisesse livrá-la de toda aquela aflição, depois ergueu as mãos até o rosto entristecido dela e começou a enxugar as suas lágrimas querendo tanto acalmá-la.
- Talvez, você precisasse esquecer do passado pra seguir em frente. — Mesmo que imagina-la seguindo em frente sem nunca se lembrar dele, ainda o machucasse. — Porque, talvez, todo esse passado pertencesse apenas a... Ada Wong... E sem esse passado pra te atormentar, você poderia ressurgir como Li Guimeng e construir uma nova vida, sem todas essas tragédias.
Havia uma parte dentro de si que sentiu culpa por desejar tanto que ela se lembrasse, sem se dar conta que LEMBRAR poderia ser sinônimo de dor e sofrimento para a mulher que ele amava.
- Meu Deus, como eu tenho sido egoísta!
- O quê?! — Ela não deixou que ele se afastasse, porque se Leon a soltasse agora, seria como se perdesse o seu único apoio nesse momento.
- Eu fui egoísta porque não percebi que essas lembranças também poderiam lhe machucar. — Com sinceridade ele confrontou aquelas pequenas íris de mel que ainda estavam vermelhas devido ao choro.
- Eu passei os últimos dias pensando sobre a minha vida e todas as coisas que eu esqueci — suspirou. — Fiquei tentando entender o que tudo isso significava para o meu passado, presente e futuro. — Ela ergueu as suas mãos, tocando a face dele com ternura.
- E qual foi a sua conclusão? — Leon indagou encostando sua testa na dela e descendo suas mãos até a cintura feminina.
- Que o destino nunca faz o que a gente deseja. — Ela sentiu os lábios dele lhe beijar cada lado do seu rosto, beijando também as gotas de lágrimas que ainda caiam silenciosas. — Mas, uma coisa o destino fez permanecer imutável.
- E o que foi? — Seu coração começou a bater mais acelerado, como se já antecipasse o que a beldade chinesa iria lhe dizer.
- O meu amor por você, Leon. — E através de suas palavras, ele viu a verdade transparente deixando-o, completamente, desconcertado.
Mesmo com essa relação parecendo toda errada, construída sobre mentiras, segredos e desencontros... Eram tantos obstáculos, que esse amor deveria ter enfraquecido, morrido, ou talvez, nunca ter existido.
Mas, ao longo de todos esses anos, mesmo com toda a distância que colocavam entre os dois, esse sentimento profundo e bonito só foi crescendo e se fortalecendo.
- Eu te amo Leon Scott Kennedy... — Leon se surpreendeu ao vê-la admitir isso em voz alta. A resposta dele veio através de sua boca se chocando ferozmente contra dela, das suas mãos grandes descendo pelo corpo feminino e a puxando mais perto, mantendo-a segura em seus braços.
- Ada... quer dizer, Li... — Sua voz começou a ficar mais rouca e trêmula. — O que você está fazendo? — A beldade se afastou dele por um momento, deixando-o preocupado que ela tivesse se arrependido da declaração que havia feito e pensasse em fugir. Entretanto, a linda mulher tinha outros planos...
Suas íris de cor âmbar eram hipnotizantes e, diante do olhar estarrecido de Leon, começou a abrir o zíper lateral do vestido, que deslizou vagarosamente pelo corpo esbelto dela, expondo as suas delicadas curvas, até que o tecido fino caísse no chão. E sem nunca perder o contato visual, a mulher caminhou até ele apenas vestida em sua lingerie vermelha e muito, muito sexy.
- Me faça lembrar como era quando eu estava nos seus braços. — No segundo seguinte, Ela está de volta em seus braços, esmagando sua boca contra a de Leon, degustando o sabor dos lábios dele como se fosse o sabor mais prazeroso da vida. Naquele beijo apaixonadamente arrebatador, medo e desejo eram medidos na mesma proporção. E quando se separam é só para o lindo homem se livrar de suas próprias roupas, que Ada prontamente lhe ajudou a retirar, expondo um corpo grande, forte e pálido, marcado por cicatrizes de suas batalhas.
- É tão lindo e viril como eu imaginava — ela sibilou tocando o peitoral masculino, onde agora havia uma nova cicatriz.
- Essa cicatriz é a mais recente e quase foi fatal, atingiu perto do meu coração.
- E essa aqui eu me lembro bem. É do tiro que você levou por mim em Raccoon City. — Ela beijou a cicatriz sobre o ombro dele com tanta ternura. — Não sei se foi a coisa mais burra que alguém já fez por mim, ou a coisa mais corajosa... — Sua boca foi calada pela boca possessiva de Leon.
- Você fala demais! — Ele rosnou apertando-lhe lascivamente em seus braços, quase ficando insano ao sentir os dedos delicados sobre a sua cueca boxer. — Oh, Li... — Ouvi-lo sussurrar o seu verdadeiro nome lhe deixava ainda mais excitada.
- Diga o meu nome de novo! — Seus corpos estavam colados outra vez, apenas separados pelas suas roupas íntimas.
- Li, minha gata selvagem! — Ele sorriu com uma rouquidão sedutora, beijando-lhe suas costas e descendo suas grandes mãos até o fecho do sutiã que tirou com a maior agilidade. E, assim, é removido as outras roupas restantes, não deixando qualquer barreira que os impedissem de dar o próximo passo.
Como se fosse um déjà vu, os dois amantes se encontravam naquela mesma sala onde se amaram pela primeira vez, com Leon se posicionando sobre o corpo dela, entre suas pernas macias, firmes e quentes, passando a distribuir beijos molhados por todo aquele corpo bonito, cheiroso e tão cheio de curvas sinuosas. E o gosto dela em sua língua lhe deixa embriagado, desejando mais.
Os lábios de Leon são suaves, gentis e, ao mesmo tempo, possessivos e Ada percebe que por trás dos azuis gentis, se esconde um homem que gosta de assumir o comando, sabendo como fazê-la gritar, estremecer e rir de prazer a cada vez que sentia ele se movendo com uma urgência descontrolável entre suas pernas, se aprofundando dentro dela e atingindo o seu ponto mais sensível. Acima de tudo, um homem com um toque tão brando e atencioso, se mostrando um cara que, apesar de todos esses anos sem se verem, ainda conhecia perfeitamente cada pedacinho do corpo da bela chinesa e sabendo como satisfazê-la.
Ela se rende totalmente a ele da forma mais desavergonhada e apaixonada possível, ou apertando suas pernas na cintura dele, ou com as unhas pintadas de vermelho lhe arranhando as costas largas e a sua bunda musculosa, ou seus dentes lhe mordiscando seu pescoço.
De repente, o mundo lá fora havia sido esquecido e era apenas os dois como nos velhos tempos, com seus corpos nus entrelaçados, apenas pele sobre pele queimando de luxúria e paixão e uma mistura de saudade e de desejo que ambos tiveram que reprimir por tanto tempo. E agora ali, no conforto dos braços um do outro, podiam liberar tudo isso de uma vez. Se sentindo livres e um pouco selvagens.
Envolvida em seus braços, sentindo o pulsar do coração dele tão confiável e gentil, batendo freneticamente contra seu peito, na mesma frequência que o seu próprio coração, ambos se olham partilhando o mesmo brilho intenso e abrasador, até que os dois corpos tremem, descontrolavelmente, os deixando embriagados de tanto prazer. Era a coisa mais incrível, perfeita e sublime que os uniu, os levando ao Paraíso.
Eles ainda permaneceram por um tempo deitados na sala, exaustos, saciados e com os corpos nus suados e ainda emaranhados um no outro.
- Acho que é isso que significa, SEXO COM AMOR. — Ela brincou apreciando toda a bela forma nua de Leon, depois segurou uma das mãos dele e, carinhosamente lhe beijou as pontas dos dedos.
Ele parou apenas para beijar o vão dos seios dela e sob os seus lábios sentiu o calor de sua pele de porcelana e o pulsar frenético de seu coração. Na verdade ele se sentia tão hipnotizado pela beleza oriental em seus braços, que não conseguia mais parar de tocá-la.
- Por que você teve que demorar tanto pra dizer que me amava, Li? Por quê?
- Antes tarde do que nunca. — Ela brincou se sentindo relaxada.
- Li. — Ele se deitou no chão, ancorou a cabeça com um dos braços, enquanto com o outro a abraçava, depois parou olhando para o teto.
- Sim. — Ada deitou a sua cabeça no peito dele, querendo que o pulsar constante do coração de Leon, pudesse acalmar as suas aflições e fechou os olhos por um momento.
- E quanto ao Chris?
- O que tem ele?
- Você... O que você sente por ele? — Ele hesitou se sentindo meio envergonhado, meio inseguro.
- Você quer saber se o amo? — Ela apoiou o queixo sobre o peitoral dele para olhar em seus azuis ansiosos. — Eu acho que eu aprendi a confiar nele e construímos uma amizade incrível.
- Uma amizade colorida — corrigiu Leon roubando-lhe um sorriso.
- É, ultrapassamos a amizade. Ele é um homem muito atraente e... acho que acabamos querendo curar a solidão nos braços um do outro. E foi bom...
- Ah, melhor parar por aqui. — Leon franziu a testa numa expressão irritada. — Não quero saber dos detalhes sórdidos.
- Você não pode ficar bravo, porque você se casou. Você se permitiu tentar me esquecer nos braços de outra... — Por um instante, ela ergueu a cabeça e lhe deu um olhar desafiador.
Todavia, o que verdadeiramente a atraiu para os braços do capitão, foram todas as coisas que ele tinha em comum com Leon. Algo em Chris a fazia se lembrar de Leon, porém na época ela ainda não sabia disso, pois estava com a amnésia. E, talvez, por isso Ada sentia que sempre faltava alguma coisa.
- E, no fim das contas, percebi que mesmo que continuasse com Chris, nunca conseguiria dar o próximo passo, porque sempre havia algo me segurando... — Suas últimas palavras fizeram o coração do belo homem falhar uma batida. — Agora sei que foi por sua causa.
- Isso me deixa aliviado por saber que você sofreu um pouquinho por mim — seu comentário presunçoso fez ela dar uma gargalhada gostosa. — Estamos quites!
- E o seu casamento? — Agora eles se entreolharam numa mistura de angústia e seriedade. — Realmente, acabou?
- Sim. Já assinamos os papéis. Mas, a pior parte é as crianças... — Hesitou. — Não vou poder vê-las todo dia. — De repente se sentiu aliviado por ter alguém como ela para desabafar.
- Eu sinto muito.
- Tudo bem. A gente vai dar um jeito. E eu quero que em breve... você possa conhecê-los.
- Seria maravilhoso ver a Mei Chin fazendo amizade com os seus filhos.
- Poderíamos ser uma família grande e moderna. — Suas palavras foram cativantes e deixaram Ada emocionada. Em seguida, ele conectou sua boca na dela como se quisesse matar a sua fome e sede naqueles lábios macios que sempre lhe roubavam o fôlego e lhe embriagavam de amor.
Logo, Li está montada em seu colo, entrelaçando as pernas longas em sua cintura. Sem pudor, sem medo, dessa vez, é a linda mulher quem comanda todo aquele ato lascivo e íntimo, abrigando Leon em seu calor úmido e excitado. Em resposta suas mãos a tocam, traçando linhas invisíveis como se quisesse decorar cada pequeno detalhe de sua pele delicada e macia. Por fim, enrosca seus dedos nos cabelos longos dela e lhe beija languidamente, calando seus gemidos. E quando chegam ao derradeiro clímax, é como se voassem sobre as nuvens e encontrassem o seu paraíso particular, entre o laço carnal de seus corpos nus e no amor inabalável que estava para sempre cravado em seus corações.
O par acaba caindo no sono, até que dolorosamente o bip do relógio de pulso de Ada, logo a desperta lhe avisando que o tempo entre os dois havia acabado...
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Ele fica na sacada, observando ela entrar na BMW que estava a esperando na frente do edifício. Os próximos minutos, ele passa trancado no banheiro, debaixo do chuveiro e com a água morna caindo sobre seu corpo e relaxando os seus músculos, se sentindo solitário e, ao mesmo tempo feliz, porque dessa vez houve uma promessa esperançosa de um futuro juntos. O par resolveu que não vai deixar mais ninguém interferir na felicidade deles.
Leon terminou o banho e, quando estava terminando de vestir a calça, ouviu uma batida forte na porta.
- Espera! Já estou indo! — A batida era persistente, parecia que alguém estava muito bravo, ou estava muito desesperado.
Quando abriu a porta, logo, sentiu o cano frio de uma arma em sua testa.
- Eu já estou com o alvo na minha mira! — disse um cara grandalhão completamente desconhecido, vestindo um sobretudo preto com capuz e obrigando Leon a se render.
- Ei amigo, vai com calma! — O ex-agente da DSO pego de surpresa, recuou perante aquele homem misterioso que lhe apontava sua pistola com laser em sua direção.
- A primeira parte da missão já está prestes a ser concluída! — o seu algoz falava em seu comunicador com sabe se lá quem, até que em algum momento, sua arrogância cega o distrai, dando uma pequena brecha para Leon contra-atacar.
Tudo acontece de forma abrupta, num piscar de olhos o loiro ataca o invasor encapuzado, focando toda a sua atenção em fazer o homem perder a sua pistola no meio da luta corporal que se segue entre socos, ponta pés, cabeçadas no nariz, rasteiras e barulho de coisas se quebrando e de suas vozes alteradas que, com certeza logo estariam acordando todo o prédio e deixando todo mundo assustado.
Mesmo perdendo a arma, o forasteiro tira de dentro de seu sobretudo preto um punhal, achando que estaria na vantagem. Entretanto, Leon também tinha uma carta na manga, ou melhor, nunca sairia sozinho de casa sem ter a sua fiel faca de sobrevivência. Apesar de ter se aposentado; há cerca de 6 anos das missões como agente secreto do governo; o atual Assessor Presidencial ainda era um exímio lutador, especialmente com facas, conseguindo esfaquear o seu inimigo na cintura e derruba-lo no chão da cozinha.
- Quem é você e o que você quer aqui? — Leon vociferou sentindo o seu corpo doer e, ao mesmo tempo tremer em fúria, enquanto continuava pressionando a faca no abdômen do inimigo que grunhia de dor e começava a sangrar. Infelizmente, a resposta nunca veio, pois Leon acabou sentindo uma picada aguda no pescoço, seguida por uma sensação nauseante, seu olhos ficaram turvos e ele já não conseguia ter controle de seus sentidos, caindo inconsciente no chão.
- Olha só a bagunça que vocês fizeram! — reclamou uma voz feminina muito fria e sádica olhando entre o homem inconsciente e o seu comparsa caído ferido. Ela também estava vestida toda de preto, usava um óculos escuro e segurava uma pequena seringa agora vazia na mão. — Nós temos a isca! — A mulher misterioso mudou o seu foco, agora falando através do seu micro comunicador de ouvido. — Podemos dar início a segunda fase do plano.
{Continua...}
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