Notas iniciais
Olá pessoal, desculpe pela demora :S

O corpo — Capitulo 4

Resolvo dar mais uma caminhada, afinal não adiantava nada ficar esperando um milagre acontecer.

Alguns minutos depois o mar chama minha atenção, havia algo boiando nele.

Chego mais perto e percebo que é um corpo.

...

~

Primeiramente não identifiquei quem era, a pessoa estava com o rosto virado para a água, então resolvi tirá-lo de lá. Pelas roupas era aparentemente menino.

O levei até terra firme, não estava tão pesado. Não tinha certeza se era pela pessoa ser magra, eu estar sendo forte ou pela água estar ajudando mesmo.

Quando cheguei, o arrastei para fora da água, pressionei dois dedos contra seu pescoço e depois segui ao seu pulso procurando seus batimentos, o alivio tomou conta de mim, a pessoa estava viva, somente desacordada! Quase comecei a dançar de felicidade por não estar presa sozinha naquela ilha até que... Prestei atenção no rosto da pessoa. NÃO NÃO NÃO NÃO repetindo: NÃO!

As vezes eu me pergunto como eu sou uma pessoa "sortuda"! COM MAIS DE 50 PESSOAS NAQUELE AVIÃO, eu terei que ficar com o ALEX!? A-L-E- X!

Nem em um acidente de avião esse garoto me deixa em paz? Já até sei o que houve, ele morreu mas nem no inferno ele foi aceito.

Estou espumando de raiva, as pessoas podem ate chegar a achar que eu sou fria por pensar assim, afinal o menino poderia estar morto e blá blá blá...

Não estou falando que eu não sou meio fria ou má as vezes, mas nesse caso eu tenho razão, esse guri me irrita desde que eu cheguei naquela escola, e olha que eu estou lá a mais de 10 anos!

O barulho dele tossindo me tira dos meus devaneios.

Ele começa a olhar pro lado tentando saber onde está, ate me avistar.

Vou ate ele e mesmo me odiando por isso, tento acalmá-lo e explicar o que aconteceu, mas logo me arrependo, pois logo depois de eu explicar tudo ele pergunta:

- Então quer dizer que nos dois estamos presos SOZINHOS nessa ilha? — Ele pergunta e me olha malicioso.

- Vai se ferrar! — Me seguro para não dar um murro naquela carinha ferrada dele, como ele consegue fazer piada com isso?! Olho para ele de novo. Ate que para uma carinha ferrada e ser o maior tapado, tenho que confessar, ele é atraente. ARGH, agora eu to fazendo um elogio para o Alex, mesmo que seja somente na minha cabeça isso já e a maior merda, essa ilha ta me deixando retardada, só pode!

- Eu até de daria uma foto sabe? elas duram mais...mas, elas ficaram na minha mala- suas palavras me levam de volta a realidade.

- O que? – pergunto sem entender

- Você está me encarando a um tempinho – Meu Deus, só agora percebo que ainda estou encarando o menino. Enfim, é melhor mudar o assunto.

- Muito engraçado- rio ironicamente- mas o que você acha de fazer alguma coisa de útil-faço uma pergunta retórica- você tem alguns fósforos, um isqueiro, casaco ou qualquer coisa que possa nos ajudar nessa maldita ilha?

- Não tenho fósforos, nem isqueiro, nem casaco. Estou vendo que você tem um casaco mas não me lembro de ter te visto com ele no avião.

Essas palavras me dão o leve arrepio na espinha, lembro de Johnny.

- Vem – digo

- Aonde nós vamos? — Ele pergunta me seguindo

- Preciso te mostrar uma coisa

- Ah é- agora ele já está ao meu lado – e o que seria essa coisa?- Alex perguntou com uma voz rouca bem no meu ouvido.

Por incrível que possa parecer eu não o respondi, apenas dei um belo de um tapa na carinha dele. Depois disso ele ficou quieto o resto do caminho. Vejo o cadáver de Johnny ao longe.

-Bem, eu não sei como você vai reagir a isso, mas... eu não reagi muito bem de primeira.

- Você está começando a me assustar

- Apenas olhe! – mostro o corpo de Johnny a alguns metros de nós

De repente Alex para de andar, olho pra ele ,mas não consigo adivinhar o que ele possa estar sentindo. Dor, raiva, medo? Realmente não sei, apenas fico parada ao seu lado olhando para Johnny.

Após alguns minutos resolvemos ir embora, seu humor mudou, não ta naquele jeito mané de sempre, agora está sério, quieto.

Aff, como eu amaria saber o que ele está pensando agora! Ficamos em silêncio até ele perguntar:

- Então... onde ficaremos?

— Não sei ainda, acho melhor ficarmos o mais longe possível da floresta...

- Ok — Ele responde e então volta aquele silêncio horrível.
Não que eu seja uma pessoa de conversar muito mas sei lá, eu também não era o tipo de pessoa que sentia pena do Alex e olha eu aqui, sendo bondosa com ele pela primeira vez.

Andamos mais alguns metros e paramos metros longe da floresta, por sorte não estava chovendo!

Deitamos um pouco distante do outro na areia.

Boa noite... — Ele diz

Boa Noite Alex- Respondo. E viajo em meus pensamentos até enfim adormecer.

Notas finais
Gostaram ? mandem reviews !!
não esqueçam de dr uma olhadinha:
http://fanfiction.com.br/historia/268385/Somos_Jovens/