Destino Incerto De Um Casal Certo.
21 Capítulo 21
‘’Continuei pensando em Naruto, e rezava com todas as minhas forças para que nada de ruim acontecesse com ele.’’
Calafrios agora se instalavam em todo o meu corpo. Minhas mãos estavam suadas, mas que o normal, e era um suor frio, desconfortante. Mas afinal, o que era confortante ali? Eu estava sem informações do Naruto, e minhas pálpebras já estavam mais que desgastadas, como todo o meu corpo e meu psicológico.
– Senhora, acho melhor irem para casa, quando tivermos informações avisamos. — Uma policial com semblante cansado, e com seus cabelos ruivos presos, se aproximou de minha mãe.
– O que acho Hinata? — Minha mãe direcionou o olhar para mim.
Eu sabia que ela estava esgotada, e precisava descansar, mas eu já tinha prometido para mim mesma que não sairia daqui sem daqui sem informações.
– Não mãe, eu vou ficar, se você quiser ir...
– Então não, vamos ficar obrigada pela preocupação. — Minha mãe me cortou, respondendo agora a policial.
– Mãe... A senhora está cansada, por ir eu ficarei bem... — Olhei para ela. — E você também amiga. — Direcionei meu olhar para o rosto da minha best.
Ela que estava lutando contra o cansaço tanto quanto eu, só para não me deixar ''sozinha''.
– Eu não vou sem você. — Elas falaram em corinho.
– Se você fica eu fico. — Minha mãe beijou minha testa.
A preocupação que ambas sentiam por mim, alegrava todo o meu ser. Sentir-me amada e querida era uma sensação tão boa, que eu me senti levemente renovada. Como se minha bateria de 1% você para uns 10%.
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(Naruto)
1:50 da manhã
Não dava mais. Aquela agonia de não saber o que está acontecendo já estava tomando conta de mim, foi então que eu ouvi um sirene. Uma sirene da polícia!
Peguei a cadeira e imediatamente a coloquei na maçaneta da porta, se alguém tivesse chamado a polícia, eles, os sequestrados, com certeza viriam aqui. E se alguém chamou a polícia, só podia dizer que... Ou viram, o que eu acho difícil por que eles fizeram tudo com muita cautela, ou... Hinata!
Sem pensar duas vezes fui até a janela, e a soquei com as mãos. A porta estava querendo ser aberta, a cadeira não aguentaria muito. Depois de um grande soco, no meio do desespero, eu consegui quebrar o vidro.
Meus punhos estavam sangrentos, as costas das minhas mãos estavam arranhadas e feridas, mas isso era o de menos. A porta de abriu, e eu me joguei contra a janela, caindo fora do local, escutei um tiro. Tiro esse que era pra atingir a mim. Um caco de vidro adentrou a minha perna, da janela que eu havia quebrado, mas continuei.
Com as pernas me obedecendo, parcialmente, corri no beco estreito. Na medida que eu corria, mas escutava a sirene da polícia, e uma voz ampliada em algum tipo de alto-falante.
– Vocês estão cercados, redão-se!
Acelerei meus passos, e escutei mais um tiro. Olhei para trás e eram os dois homens, correndo atrás de mim.
– Para ai garoto ou vamos matar você agora! — O mais magro gritou.
– Vamos entrar! — A voz do auto-falante soou assim que ouviu-se um novo tiro.
Eu já estava perto do fim do beco, já via até a luz dos carros dos policiais, era a minha chance.
Criei coragem, e sai correndo, mais rápido que nunca.
Eu consegui sair do beco, mas...
Um tiro.
Senti algo perfurar minha pele, rasgando sem piedade.
Queimação... dor...
Caí no chão na mesma hora, não conseguia mais me mover, a dor era forte e aguda. Vi meu sangue escorrer... e depois nada.
Seria essa a sensação de morrer?
****
O constante e irritante barulho do ventilador velho da delegacia, era o único que ousava fazer barulho. Nos bancos ao meu lado, haviam outras pessoas, que creio eu, também estavam esperando algo. Porém nenhuma falava nada.
O clima tenso da delegacia pairava, até que... O telefone tocou.
– Delegacia de polícia... Sim, elas estão aqui delegado. — Escutei a atendente.
Pensei na mesma hora que ela estava se dirigindo à nós, mesmo sabendo que tinha outras pessoas também presentes aqui. Umas estavam já aqui bem antes de mim até.
– O quê? Claro senhor, estou anotando. — Ela pegou um papel e uma caneta com rapidez, apoiando o telefone no ouvido com ajuda do ombro direito. — Sim vou informa-las.
Meus olhos estavam fixados nela, olhando todos os seus movimentos, e esperando que aquela notícia fosse para mim. E que fosse boa. Foi então que a secretaria morena, com os olhos escuros, aparentemente cansados, encarou minha mãe.
– Senhora Hyuuga. — Ela chamou minha mãe, levantei na mesma hora.
– Conseguiram prender os sequestradores. Eles foram presos em flagrante. — Ela começou.
Meu coração novamente, bateu tranquilamente. Inspirei e expirei aliviada. Pensei comigo mesma: tudo voltará ao normal, está tudo bem. Um sorriso habitou minha face, e não só a minha, como a de minha mãe e de Tenten.
– E o jovem? O Naruto! — Minha mãe perguntou antes que eu perguntasse.
Direcionei toda a minha atenção para a responta.
– Então... Infelizmente, ele foi atingido por uma bala, disparada pelo sequestrador. — Ela completou.
Lembra do sorriso? Então, ele se transformou em uma boca, semi-aberta, surpresa e triste.
Um tiro?
Tudo que eu sabia sobre tiros eram que eles eram cruéis com o corpo humano, que eles matavam...
– E-Ele esta bem? — Perguntei já com a voz fraca e respirando com dificuldade.
Todo o nervosismo agora se apossou de mim. Com braços e... E todos os músculos tremendo, pelo medo de pensar, que aquele tiro... Possa ter o matado.
– Bom... Ele foi levado para essa emergência. — Ela entregou o papel para minha mãe. — A senh...
– Vamos. — Falei já saindo da delegacia, e interrompendo a fala da atendente.
Elas foram me seguindo, sabendo que meu estado ficaria muito pior se algo de ruim tivesse acontecido com ele... Eu estava alarmada.
Eu agora só pensava em ir para esse hospital, precisava ver Naruto. E céus, que esse tiro não tenha sido fatal.
Tenten deu partida no carro, e agora nós estávamos indo para a emergência, em alta velocidade.
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