Destino Incerto De Um Casal Certo.
19 Capítulo 19
Minhas pálpebras de abriram lentamente. Precisei piscar três vezes para abrir melhor meus olhos. Eu estava um pouco tonta, parecia dopada. Minha cabeça rodava e rodava...
Eu estava numa sala escura. Paredes e chão de cimento cru. Eu estava com as amarradas contra a cadeira.
Minha mãe estava do meu lado, desmaiada ainda. Tentei gritar, mas minha boca estava tapada. A iluminação estava baixa, aquilo me dava calafrios. O que aquele homens queriam conosco?
Tentei virar para trás para ver se tinha alguma janela. Algum lugar para que pudêssemos fugir. Tinha uma, uma janela quadrada, com o espaço exato.
Meus olhos se arregalaram em ver aquela oportunidade. Vire-me para a minha mãe, e empurrei minha cadeira até ficar mais próxima dela. Fiquei cutucando ela com meu rosto, o única que não estava amarrado.
Ela foi despertando levemente, e depois arregalou os olhos. Tentando emitir som também, mas a fita bloqueava.
Escutamos um barulho de porta se abrindo. O mesmo cara magro saiu de lá.
– Vejo que as princesas acordaram — Ele sorri sarcástico.
Nossos olhares fuzilaram ele, que se aproximou e tirou as fitas de nossas bocas, de uma só vez.
– Então, vamos continuar de onde paramos. — Ele pôs uma cadeira na nossa frente.
– O que vocês querem? Não sabemos de nada, não conhecemos essas pessoas! — Minha mãe não exitou.
O homem bufou impaciência.
– Hinata, a quanto tempo você namora o Naruto? — Ele perguntou.
Me assustei, como ele sabia meu nome...
– Eu-eu-e-e-u... — Fraquejei.
– Vamos facilitar as coisas.
– Não fale nada filha! — Minha mãe ordenou.
– Cala boca! Você já encheu o saco. — O homem gritou com ela. — Diz logo garota.
– Eu conheci ele na escola... E é recente. O que vocês querem com ele?
– Ele te ama verdadeiramente? — O olho cerrou os olhos em mim.
– Que diabos de pergunta é essa seu doente? — Minha mãe perdeu a oportunidade de ficar calada.
– Sim...
– Ótimo!
O homem se levantou e saiu pela porta. Ou ele tinha as informações que queria ou ia pegar algo.
Mas a minha única certeza, é que eles querem o Naruto. Mas por quê?
A porta se abriu de novo, me dispersando de meus pensamentos.
Ele voltava com um gravador na mão e uma faca.
Meus olhos se arregalaram e meu coração bateu rápido. Meu corpo estava tremulo, eu temia pela vida de minha mãe e pela a minha.
– Bom, tudo que eu preciso, é uma gravação. Só isso!
– Gravação de que? — Perguntei.
– Ta aqui a fala, da pra entender? — Ele ergueu um papel.
– Socorro, me ajude por favor. Eles vão me matar, me matar, socorro, socorro, Naruto, por favor... — Li o papel e ri. — Isso é ridículo.
O homem se mostrou aborrecido.
– Escuta aqui garota. Eu sou sequestrador, e você é a minha vítima. Não é para você ficar caçoando de mim. Eu tenho uma faca, ta vendo? E só vou parar com isso quando eu conseguir o que quero. — Ele falou sério.
Seus olhos me causaram arrepio. Era a única coisa que eu podia ver além de sua boca, por traz daquela toca no rosto.
Balancei a cabeça no sentido positivo.
Li o que ele queria, com uma voz tremula e triste. Eu estava com muito medo.
– Perfeito. Boa garota. — Ele passou a mão na minha cabeça.
Saiu da sala e fechou a porta, esquecendo sua faca ali, pois estava muito distraído com a gravação.
– Mãe a faca. — Sussurrei. — Acho que consigo pegar.
Arrastei minha cadeira para pode pega-la com a mão. Tive um pouco de dificuldade, mas, consegui.
Comecei a cortar a minha corda, eu estava um pouco... Desesperada. O homem podia voltar a qualquer momento assim que desse falta da faca.
Consegui. Me livrei das cordas das mãos, e desamarrei as dos meus pés rapidamente. Me levantei da cadeira e desamarrei minha mãe. Tudo em silêncio.
Pegamos a cadeira e colocamos embaixo da janela.
– Vai na frente mãe.
– Nem pensar.
– Mãe vai, vou logo atrás.
Ela cedeu ao meu pedido e pulou a janela.
– Tudo bem ai? — Perguntei.
– Sim, vem logo. — Ela se mostrou preocupada.
Dei um impulso na cadeira e fui. Conseguimos, estavas livres.
Eu não fazia ideia de que lugar era esse, mas a minha mãe sim. Ela puxou a minha mão e saímos correndo.
Aqui era o subúrbio, o único lugar que eu não tinha visitado na minha cidade por ser perigoso.
Minha mãe fez sinal para um táxi.
Entramos.
– Delegacia mais próxima por favor.
– Claro pode deixar senhora. — O motorista de óculos respondeu.
Observei o braço dele, era muito familiar... Parecia com o braço... do cara mais forte que ajudava o sequestrador!
Cutuquei minha mãe com olhar de pânico. Apontei para o braço do cara discretamente. Ele arregalou os olhos, reconheceu também.
O homem pensava que nós não desconfiávamos de nada. Então isso nos deu mais uma chance. Havia um sinal mais para frente.
Assim que o sinal fechou abrimos a porta e saímos correndo, juntas e gritando socorro.
Entramos em um beco, e viramos para uma travessa. Tinha um ponto de ônibus lá, mas não tínhamos dinheiro nem tempo de esperar.
Estávamos com medo que pegar outro táxi. O que iriamos fazer?
– Ei Hinata, pelo amor de Deus, aquele não é o carro da Tenten? — Minha mãe apontou para o carro.
Corri para ver a traseira, tinha o adesivo, era o carro dela. Vimos então nossa salvação, mas aonde ela estava?
Quando eu estava olhando para trás e para frente, uma porta se abriu.
– Tchau, de nada. — Escutei a voz da tenten.
– Tenten! — Gritei.
– Amiga! — Ela sorriu. — O que vocês estão fazendo aqui? O que houve? — Ela viu nosso estado.
– Nos leve para a delegacia rápido, por favor. — Minha mãe interrompeu.
Tenten se mostrou preocupada e assustada. Abriu imediatamente o carro.
O vidro do carro era todo negro, agora sim me senti segura.
– Me empresta seu celular? — Pedi.
– Claro ta na bolsa. — Ela me olhou. — O que houve?
– Fomos sequestradas, os caras querem algo do Naruto, ele corre perigo — Respondi já digitando o número dele.
– Céus. — Ela se assustou pra valer agora.
– Ainda bem que você apareceu Tenten, nós não sabíamos mais o que ia nos acontecer. — Minha mãe falou.
– Achei uma menininha perdida na rua, ela estava com um telefone, liguei para a mãe e ela morava aqui. Vim trazer, eu estava saindo de uma festa. — Ela explicou o porque de estar ali.
Chamava e ninguém atendia.
– Ele não atende. — Sussurrei.
– Continua tentando. — Tenten sugeriu. — Manda uma mensagem.
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