Minhas pálpebras de abriram lentamente. Precisei piscar três vezes para abrir melhor meus olhos. Eu estava um pouco tonta, parecia dopada. Minha cabeça rodava e rodava...

Eu estava numa sala escura. Paredes e chão de cimento cru. Eu estava com as amarradas contra a cadeira.

Minha mãe estava do meu lado, desmaiada ainda. Tentei gritar, mas minha boca estava tapada. A iluminação estava baixa, aquilo me dava calafrios. O que aquele homens queriam conosco?

Tentei virar para trás para ver se tinha alguma janela. Algum lugar para que pudêssemos fugir. Tinha uma, uma janela quadrada, com o espaço exato.

Meus olhos se arregalaram em ver aquela oportunidade. Vire-me para a minha mãe, e empurrei minha cadeira até ficar mais próxima dela. Fiquei cutucando ela com meu rosto, o única que não estava amarrado.

Ela foi despertando levemente, e depois arregalou os olhos. Tentando emitir som também, mas a fita bloqueava.

Escutamos um barulho de porta se abrindo. O mesmo cara magro saiu de lá.

– Vejo que as princesas acordaram — Ele sorri sarcástico.

Nossos olhares fuzilaram ele, que se aproximou e tirou as fitas de nossas bocas, de uma só vez.

– Então, vamos continuar de onde paramos. — Ele pôs uma cadeira na nossa frente.

– O que vocês querem? Não sabemos de nada, não conhecemos essas pessoas! — Minha mãe não exitou.

O homem bufou impaciência.

– Hinata, a quanto tempo você namora o Naruto? — Ele perguntou.

Me assustei, como ele sabia meu nome...

– Eu-eu-e-e-u... — Fraquejei.

– Vamos facilitar as coisas.

– Não fale nada filha! — Minha mãe ordenou.

– Cala boca! Você já encheu o saco. — O homem gritou com ela. — Diz logo garota.

– Eu conheci ele na escola... E é recente. O que vocês querem com ele?

– Ele te ama verdadeiramente? — O olho cerrou os olhos em mim.

– Que diabos de pergunta é essa seu doente? — Minha mãe perdeu a oportunidade de ficar calada.

– Sim...

– Ótimo!

O homem se levantou e saiu pela porta. Ou ele tinha as informações que queria ou ia pegar algo.

Mas a minha única certeza, é que eles querem o Naruto. Mas por quê?

A porta se abriu de novo, me dispersando de meus pensamentos.

Ele voltava com um gravador na mão e uma faca.

Meus olhos se arregalaram e meu coração bateu rápido. Meu corpo estava tremulo, eu temia pela vida de minha mãe e pela a minha.

– Bom, tudo que eu preciso, é uma gravação. Só isso!

– Gravação de que? — Perguntei.

– Ta aqui a fala, da pra entender? — Ele ergueu um papel.

– Socorro, me ajude por favor. Eles vão me matar, me matar, socorro, socorro, Naruto, por favor... — Li o papel e ri. — Isso é ridículo.

O homem se mostrou aborrecido.

– Escuta aqui garota. Eu sou sequestrador, e você é a minha vítima. Não é para você ficar caçoando de mim. Eu tenho uma faca, ta vendo? E só vou parar com isso quando eu conseguir o que quero. — Ele falou sério.

Seus olhos me causaram arrepio. Era a única coisa que eu podia ver além de sua boca, por traz daquela toca no rosto.

Balancei a cabeça no sentido positivo.

Li o que ele queria, com uma voz tremula e triste. Eu estava com muito medo.

– Perfeito. Boa garota. — Ele passou a mão na minha cabeça.

Saiu da sala e fechou a porta, esquecendo sua faca ali, pois estava muito distraído com a gravação.

– Mãe a faca. — Sussurrei. — Acho que consigo pegar.

Arrastei minha cadeira para pode pega-la com a mão. Tive um pouco de dificuldade, mas, consegui.

Comecei a cortar a minha corda, eu estava um pouco... Desesperada. O homem podia voltar a qualquer momento assim que desse falta da faca.

Consegui. Me livrei das cordas das mãos, e desamarrei as dos meus pés rapidamente. Me levantei da cadeira e desamarrei minha mãe. Tudo em silêncio.

Pegamos a cadeira e colocamos embaixo da janela.

– Vai na frente mãe.

– Nem pensar.

– Mãe vai, vou logo atrás.

Ela cedeu ao meu pedido e pulou a janela.

– Tudo bem ai? — Perguntei.

– Sim, vem logo. — Ela se mostrou preocupada.

Dei um impulso na cadeira e fui. Conseguimos, estavas livres.

Eu não fazia ideia de que lugar era esse, mas a minha mãe sim. Ela puxou a minha mão e saímos correndo.

Aqui era o subúrbio, o único lugar que eu não tinha visitado na minha cidade por ser perigoso.

Minha mãe fez sinal para um táxi.

Entramos.

– Delegacia mais próxima por favor.

– Claro pode deixar senhora. — O motorista de óculos respondeu.

Observei o braço dele, era muito familiar... Parecia com o braço... do cara mais forte que ajudava o sequestrador!

Cutuquei minha mãe com olhar de pânico. Apontei para o braço do cara discretamente. Ele arregalou os olhos, reconheceu também.

O homem pensava que nós não desconfiávamos de nada. Então isso nos deu mais uma chance. Havia um sinal mais para frente.

Assim que o sinal fechou abrimos a porta e saímos correndo, juntas e gritando socorro.

Entramos em um beco, e viramos para uma travessa. Tinha um ponto de ônibus lá, mas não tínhamos dinheiro nem tempo de esperar.

Estávamos com medo que pegar outro táxi. O que iriamos fazer?

– Ei Hinata, pelo amor de Deus, aquele não é o carro da Tenten? — Minha mãe apontou para o carro.

Corri para ver a traseira, tinha o adesivo, era o carro dela. Vimos então nossa salvação, mas aonde ela estava?

Quando eu estava olhando para trás e para frente, uma porta se abriu.

– Tchau, de nada. — Escutei a voz da tenten.

– Tenten! — Gritei.

– Amiga! — Ela sorriu. — O que vocês estão fazendo aqui? O que houve? — Ela viu nosso estado.

– Nos leve para a delegacia rápido, por favor. — Minha mãe interrompeu.

Tenten se mostrou preocupada e assustada. Abriu imediatamente o carro.

O vidro do carro era todo negro, agora sim me senti segura.

– Me empresta seu celular? — Pedi.

– Claro ta na bolsa. — Ela me olhou. — O que houve?

– Fomos sequestradas, os caras querem algo do Naruto, ele corre perigo — Respondi já digitando o número dele.

– Céus. — Ela se assustou pra valer agora.

– Ainda bem que você apareceu Tenten, nós não sabíamos mais o que ia nos acontecer. — Minha mãe falou.

– Achei uma menininha perdida na rua, ela estava com um telefone, liguei para a mãe e ela morava aqui. Vim trazer, eu estava saindo de uma festa. — Ela explicou o porque de estar ali.

Chamava e ninguém atendia.

– Ele não atende. — Sussurrei.

– Continua tentando. — Tenten sugeriu. — Manda uma mensagem.