Destino Incerto

1 Piloto - Perdendo o resto de uma vida perfeita.


Notas iniciais
Olá leitores. Espero tê-los aos montes.Venho com carinho apresentar-lhes minha estória, algo que criei do fundo meu coração e quis compartilhá-lo com vocês. Espero que possamos ser amigos ao longo desta empreitada. Torço pela felicidade de cada um de vocês, assim como para minha jovenzinha Helena.

Começamos num pequeno vilarejo no mundo trouxa chamado Chipping Capdem, localizado em Cotswold. Chipping era um lugar de estilo arquitetônico; Suas casinhas monocromáticas o tornavam bastante interessante. O lugar causava nostalgia, e remetia há tempos antigos de séculos passados, pois não acompanhava a civilização atual.

Nosso foco está numa casa feita de calcário, tendo sua frente adornada de arbustos bem aparados, e arvorezinhas que circundavam a casa. O âmbito era da altura da rua coberta por pedras e as portas e janelas contrastavam em harmonia. Aos fundos podia-se ver árvores e pomares num tapete verde imenso, que abrigava um jardim ao fim dos terrenos da casa, florido e com diferentes tons e tamanhos.

Era fim de tarde, e o sol já não era visto no horizonte, logo surgiria o crepúsculo. Moravam ali uma moça muito gentil e seu marido, que eram conhecidos no vilarejo, pois participavam de tudo que faziam na cidade. Eles eram Henry e Jasmine. Estavam casados há cinco anos e decidiram morar na cidade, pois ficava fora de foco. Henry era um escritor com uma carreira promissora em ascendência e tinha acabado de fechar um contrato de dois anos com uma editora; mas só fechou o contrato mediante a contraproposta de deixarem-no viver aonde e como queria.

Naquele dia o vilarejo teria uma festa a noite, e Jasmine estava grávida de oito meses. Estavam tão felizes. Gostavam de morar ali.

Como a terra era fértil, muitos moradores viviam da agricultura, por isso organizavam festivais para entreter a todos. Mas a festa do tomate era a principal delas. Havia de tudo: sopas; tortas; bolos feitos com tomates secos e molhos para pastas; Entre outras iguarias feitas com a fruta. Esta noite prometia, pois Jasmine estava cheia de vontades e uma delas era sopa de tomate.

Jasmine estava sentada em sua cadeira de balanço na sala, aonde a decoração feita no âmbito o deixou intrigado e não decepcionava até mesmo aos mais exigentes. Ela balançou a tarde toda, até que um vento frio e indesejado entrou pela janela arrepiando sua pele macia e alva como a neve. O dia fora ensolarado, mas não tão quente quanto o esperado. – Hum. Ai!. – Queixosa ela levantou-se com certa dificuldade e foi de encontro à janela. Suas pernas tremeram um pouco, mas em instantes a fechou. O silêncio podia ser uma coisa entediante ou até preocupante, mas ali era algo confortante e bom para uma soneca.

– Amor! Vou me deitar um pouco. – Seu sorriso era belo, seus dentes alinhados e brancos deixavam qualquer marmanjo babando e Henry apreciava isso nela, mais do que qualquer outro atributo. Seu rosto iluminou-se quando ele abaixou seus olhos e contemplou a barriga de sua esposa, que mostrava uma cena linda: o bebê chutando e deixando sua marca. Ele sorriu.

– Ela está agitada! – Disse ele, que a olhou com os olhos brilhantes, marejados; Como se tivesse ouvido o som de uma lira suave ao pé do ouvido.

– Quer dizer, eu acho que é menina. – Seus olhos buscaram mais uma vez aquele sorriso, não queria perder a alegria daquele momento precioso. – Você sabe, com essas superstições todas dos trouxas sobre a barriga redonda e... – Ele tentou num ímpeto explicar o que disse, para encobrir algo. Ela o silenciou, pondo o indicador em seus lábios e então desferiu um selinho em seguida. Ele sorriu novamente.

– Ai! Ela está querendo descansar, vou deitar! – Findou Jasmine que foi para o quarto tateando as paredes, e se escorando. Ao deitar ela sentiu um alívio, mas logo veio o desconforto e procurou a melhor posição. Henry apareceu na porta do quarto. – Vou à rua principal, preciso comprar algo que falta para a festa. – Seu rosto dizia tudo, ele não contaria nada.

Ela estava curiosa, achava que era algo especial e um exagero. Mas o seus olhos pesaram e ela cedeu. Então adormeceu.

Ele saiu aos tropeços, assim que ela dormiu; Parecia desesperado.

Chegando à rua principal ele relaxou seus músculos, pareciam muito com um lugar que ele conhecia bem. A rua principal de Chipping Campden contava com vários estilos arquitetônicos convivendo na mais perfeita harmonia. Suas lojas muito próximas, finas e compridas lhe remetiam a memória do Beco Diagonal.

Chegou aos correios da cidade. O lugar se resumia a uma pequena loja, espremida entre a livraria do Sr. Jones e a loja de materiais dos Buckshot. Entrou na loja e deu duas batidas na campainha sobre a mesa.

Priim Priim

A loja era rústica, toda talhada em madeira, com dois bancos grandes nas laterais e quatro vasos de plantas ornamentavam o lugar. Não era muito grande, mas era aconchegante. O homem estava de pé diante de um balcão grande, a sua frente havia uma instante grande; ela continha diversos pacotes de diferentes tamanhos. – Encomendas dos moradores – Pensou Henry.

Um senhor com óculos fundo de garrafa apareceu, caminhava tranquilo e sorriu com a boa fechada. Seu queixo batia de leve, Henry imaginou ser algum problema da idade. – Pois não, Henry?

– Senhor Thomas, boa tarde! Preciso urgente enviar uma carta. – Um silêncio tomou conta do ambiente. O senhor o olhava como se estudasse o rosto dele, mas era difícil, pois ele não parecia estar naquele mundo. Então Henry ajeitou seu chapéu e tomou uma postura ereta como se fosse um código. Imediatamente o senhor Thomas o convidou para entrar. Atrás do balcão havia uma varinha, longa de 50 centímetros, parecia feita com pena de fênix; ela exalava um brilho diferente. Ao passarem pela porta o homem apressou-se em sentar e Henry fez igual.

– Deve saber que não possuo berradores aqui e a única coruja que me resta é o meu velho Jasão.

A sala aonde entrou era um escritório aconchegante com três instantes nas extremidades, repletas de livros e alguns objetos; elas iam até o teto, a sala não era tão grande. Havia uma mesa com alguns papéis e cartas no centro. Ao lado da mesa estava o poleiro da coruja; ela olhava Henry com um olhar curioso, porém cansado.

Henry estava preocupado, olhou para o senhor Thomas com um olhar esperançoso.

–Preciso lhe contar algo e quero que o senhor não se assuste e nem se alarde. Pode gerar algum mal estar entre os trouxas sabidos do nosso mundo e os bruxos no mundo mágico.

Era impossível ler a expressão no rosto dele, Thomas tinha muitas rugas em seu rosto e sua sobrancelha grossa, que quase tapavam seus olhos. Seu rosto era gentil e iluminado; mas desde que vira Henry manteve sua expressão dura e fechada.

O homem começou a falar, era algo muito grave.

– Hoje pela manhã, quando sai de casa para comprar pão, eu estava passando pela rua das flores, e vi uma figura que há muito tempo não povoava os meus pesadelos mais profundos...

Henry foi transportado para o local.

Estava em pé, com um saco de pão no braço, enquanto que no outro havia um jornal enrolado em sua mão. Seus olhos estavam fixados a sua frente, parecia ver o seu pior medo. Era como se o bicho papão estivesse na sua frente. Lembrou-se de quando era criança e um dementador apareceu diante dele; mas este não estava no seu encalço, e antes que tentasse algo, seus pais o haviam atacado com o feitiço do patrono.

Henry estava com as pupilas dilatadas e num reflexo levou a mão até o bolso interno de sua jaqueta. Um estalo em seu ouvido o levou a uma surdez momentânea, o suficiente para o deixar em pânico. Sua varinha não estava lá. Vivia uma nova vida, afastada de todo o mundo mágico; sem mágicas; sem nada com o que se preocupar. Mas aquele momento foi como um tapa na cara. De repente tudo o que ele viveu parecia uma mentira. A criatura não se mexia, mas ele sabia que ela estava ali apenas pelo movimento das suas vestes, que ondulavam no ar em câmera lenta.

Precisava reunir toda coragem para correr, gritar ou a criatura se aproximaria dele e Henry teria sua alegria sugada. Não deveria ficar assim, não era natural. Pensou ele. — Era um jogador de Quadribol promissor, que interrompeu sua carreira para escrever; seu maior sonho. Era um vencedor e não podia ser parado por uma criatura besta qualquer. – Já estou pensando como um trouxa. – Murmurou num tom quase inaudível.

Um silêncio estarrecedor se instaurou e ele só pensava na sua vida. Se passasse alguém e visse tal ser poderia ser devastador; Mas se essa ideia passou pela mente dele ela já tinha se dissipado.

O dementador já estava bem próximo, mesmo que ele quisesse correr não poderia. A criatura começou a sugar sua felicidade, o rosto do homem ficou disforme e este vacilou nos pés, mas não caiu. Conseguiu se manter de pé, pois o monstro dera uma trégua; mas logo voltou com sua investida. Henry não teve tempo de pensar em nada e não sabia por quanto tempo mais ele teria sua consciência.

O medo o dominou por completo e então um clarão o tirou do transe. Foi tirado contra a parede, enquanto um lince aparecia correndo atrás do dementador que não parou de fugir. E então se dissipou.

Estava perplexo.

Não tinha palavras para expressar tal surpresa diante da sua impotência. Seus olhos rolaram para os lados, não sabia como aquilo fora possível. Quer dizer; quem o salvou? E lá estava um homem alto, negro com um olhar severo, porém não era acusatório; apenas indagativo. Suas vestes lembravam o estilo africano. Ele se aproximou com os dentes brancos a mostra, e os ombros do homem relaxaram. – Henry! Há quanto tempo? – Seus braços se abriram. O homem branco, com o rosto agora abatido, repetiu o gesto e deu um abraço apertado em seu amigo.

– Nossa! Faz quantos anos? Eu não o vejo desde o Instituto Superior. – Os olhos dele se arregalaram. – Graças a Merlin. Kingsley! Instituto Superior é?

O homem negro riu e deu um tampinha em seu ombro. – Bons tempos aqueles, hein? — Um sorriso bobo abriu em seu rosto. — Lembra da Narcisa? Você adorava aquela mulher e ela vivia grudada em você; mas aí você deu uma rasteira nela. Ah! Jasmine era a mais bela de todas. E a Narcisa virou Malfoy. Urgh! Que nojo. — Sua expressão de nojo foi a melhor, Henry riu. — Nossa cara, que saudades!

O rosto de Henry ficou corado. Não pensava em Narcisa desde... Hogwarts.

– Não seja o indiscreto de sempre. – Ele riu, não poderia evitar.

Logo Kingsley Schacklebolt estava com sua expressão dura de antes. Se lembrou do que foi fazer ali. – Precisamos conversar Henry, mas não aqui, tem de ser num local sem ninguém por perto, principalmente os trouxas.

O bruxo deu um passo para o lado levando sua mão a cabeça, bagunçando seu cabelo. Um gesto feito por quem estava cansado, só de imaginar a possibilidade. – Não... Não podemos Kingsley, não aqui. – Seu rosto se abateu ao voltar ao assunto periclitante. — Como sabe eu estou casado e a Jasmine espera uma criança, e... – Ele queria fugir daquilo. Sabia como seria se aceitasse aquela responsabilidade.

O homem se apressou em interrompê-lo. – Sei disso Henry, Sibila me avisou de que seria uma menina. Mas você corre perigo estando aqui; desde que você-sabe-quem mudou o foco para Lilian e Tiago. Nós aurores passamos a procurar incessantemente um meio de escondê-los e até agora obtivemos sucesso; mas não sabemos até quando mais obteremos.

Ele respirou fundo e o cansaço contido consigo, veio à tona; seus olhos mostraram o quanto ele precisava de uma boa refeição; uma cama quentinha; lençóis novos etc. Parecia tentador a Henry acolher e ajudar seu amigo de longa data, ele queria que o amigo se sentisse bem; mas sabia que o momento era inoportuno.

– Eu mesmo estou na cola daquele dementador faz uns três dias. Alguns deles vieram ao mundo trouxa, guiados por algum impostor do ministério atrás de possíveis bruxos que estivessem escondendo os dois.

Os olhos de Henry ficaram marejados. Lembrava-se de seus amigos e do tempo que passaram juntos quando estudou em Hogwarts. Ele era um lufano, mas vivia enfiado, Deus sabe como, no salão comunal da Grifinória para fazer travessuras. Eles eram bons nisso. Afastou tais pensamentos da cabeça, eram dolorosos.

–Bom. Preciso que me envie uma carta até o por do sol, me contando se precisa ou não de abrigo. Aqui está muito perigoso e lá não fica atrás; mas estamos de guarda, o que é uma vantagem e segurança a mais para sua família. Seu tom foi definitivo. Ele não tinha a escolha de ficar, era voltar ao mundo mágico e voltar escondido.

A cena foi se esvaindo aos poucos.

As lembranças sumiram e ele estava de volta ao pequeno escritório do senhor Thomas.

O Sr. Thomas tossiu, mas não tirou os seus agora penetrantes olhos azuis de cima dele. Olhou para Jasão, que abriu uma asa e piou, em seguida cravou seu bico na asa e pareceu ter achado a causa de seu mau. Mastigava feliz, sabe-se lá o que.

O idoso levantou-se e puxou o terceiro livro da sétima prateleira, de cima para baixo. Ouviu-se um estalo.

Logo sua instante foi sugada para trás uns cinco passos e então andou para o lado, enquanto a madeira rangia. Uma poeira acinzentada levantou empesteando o lugar. Eles tossiram. Ele continuou andando e acenou para que o bruxo o seguisse. Eles andaram por um corredor empoeirado, com candelabros na parede cheios de teia de aranha. O Sr. Thomas foi acendendo uma a uma a medida que caminhavam. No final do corredor havia uma porta. O velhinho o olhou e girou calmamente a maçaneta. Henry ficou chocado e adentrou o recinto com cautela e respeito. Um cômodo confortável e limpo; com três poltronas confortáveis; um lustre pendia do teto e um tapete no centro. Ao fundo uma um cômodo de madeira; era tão bonito que Henry não identificou.

– Cerejeira brasileira. Disse com uma voz roca o senhor, que entrou e aconchegou-se na poltrona.

– Sente-se.

O homem sentou-se e olhou a sua frente. A lareira se acendeu com um mexer na varinha daquele centenário. A fênix de cinquenta centímetros, visto por ele outrora.

– Quando estiver pronto traga sua esposa Henry, pois precisamos todos atravessar hoje. Será perigoso caso você-sabe-quem vier em pessoa. E ele já sabe aonde estamos, aquele dementador foi o primeiro aviso.

O homem ficou tão pálido quanto aquela manhã.

– Tudo bem, mas preciso assistir o festival de hoje, a Jasmine está com desejo de comer iguarias e não quero alardes. Limpou um suor que tinha escorrido de sua testa.

– Não temos tempo, temos que partir hoje a noite. Mas se for rápido eu tenho certeza de que sua esposa vai conseguir o que tanto deseja.

Findou com um sorriso nos lábios, sem emoção.

O homem sorriu de volta, num tom amarelado.

A noite havia caído e Jasmine se aprontava no banheiro. Como ela demorava a se arrumar, Henry estava terminando de fazer as malas. Ele não tivera coragem de contar tudo o que aconteceu, contou somente do dementador, mas ela imaginava e já esperava o pior.

– Estou pronta!

Veio caminhando da direção do banheiro a mulher que trajava um vestido azul turquesa e um bolero de mesmo tom. Calçava um scarpam branco de salto baixo. Estava tão feliz quando encontrou aquela roupa; só se imaginava nela. A expressão de alegria em seu rosto virou tristeza quando viu as malas sobre a cama. – Para aonde vamos? O que são essas malas?

Ela queria e estava pronta para debater, mas o rosto dele abatido não deixava dúvidas do que estava fazendo e sua urgência.

– Precisamos voltar ao mundo mágico, ele está atrás de Lilian e Tiago, logo virá até nós e não podemos estar aqui ou...

Uma pausa dolorosa.

Ele nem precisou terminar ela concluiu. – Mortos?

Ele fez que sim com a cabeça.

Mas seu rosto iluminou-se e ele sorriu. Ela não entendeu, mas logo voltaria a sorrir.

Estavam no meio do festival, lá tinham muitas barracas ornamentadas com luzes multicoloridas penduradas. Por todo lado ouviam-se as pessoas conversarem e rirem, indo de barraca em barraca, experimentando as mais deliciosas receitas dos seus vizinhos e amigos. A festa estava do jeito que ela imaginara; então ela o puxou até a barraca mais próxima.

– Boa noite Jasmine, como vai essa menininha? – Disse uma moça simpática, que parecia mais velha que Jasmine, mas não aparentava ter mais do que seus trinta e cinco anos.

A mulher arqueou suas sobrancelhas. – Boa noite Lucy. Como sabe que é uma menina?

E a mulher apressou-se em respondê-la. – Sim, sim eu sei. Sua barriga está muito redonda. Minha avó acertou o nascimento de todos os meus irmãos e primos. — Deu um sorrisinho afetado.

Riu da situação como se acabassem de lhe contar uma ótima piada. Trouxas e suas manias e inventos. Henry estava ficando tão parecido com eles. Pensou.

–Sopa?

E a noite foi seguindo, enquanto a bruxa experimentava de tudo de barraca em barraca. Foi então que apareceu o senhor Thomas com uma expressão séria e sombria.

Henry a puxou pelo braço carinhosamente. – Está na hora de partir, querida.

Os dois tinham os olhos marejados; mas prometeram a si mesmos voltarem para cidade; ver a criança deles crescer ali e seriam felizes para sempre.

Ao norte, três fumaças pretas dançavam e se entrelaçavam no ar. Vinham a uma velocidade incrível. Passaram por cima da rua principal aonde o festival acontecia. Os trouxas não os notaram. Os três entraram nos correios e seguiram direto para lareira. Como se já soubessem o caminho.

Ao pararem, o senhor Thomas tirou três saquinhos do bolso e deu um para cada um.

– Sabem como se usa o pó de flu? É só atirar um pouco na lareira e atravessar – Disse ele tentando apressá-los.

Jasmine parecia apreensiva, mas atirou na lareira e um fogo verde irrompeu a mesma. Ela então estava pronta para atravessar. Em instantes só haveria os dois ali, mas se tornou tarde demais. Três figuras encapuzadas apareceram. O velhinho apressou-se em tirar sua varinha de seu bolso.
– Eles não estão conosco.

– Então aonde estão? – Rebateu com a arma em punhos o homem sob o capuz.

Henry arqueou as sobrancelhas tomando um susto. — Não sabemos de nada! Apenas estávamos indo viajar, pois como podem ver a cidade é pequena e há poucos lugares para passarmos despercebidos pelos trouxas.

Parecia que tinha colado, um encapuzado havia se afastado de volta ao corredor embolorado, mas o primeiro deu um passo a frente.

Eu acho que vocês dois estão blefando. Acredito que não estejam escondendo Tiago e Lilian, mas não vão viajar coisa nenhuma. – Num movimento brusco, ele agitou sua varinha e lançou um feitiço, mas Henry era rápido.

Protego! – O ar tremulou e então ondas quase invisíveis se formaram a sua frente a uma velocidade incrível, momentaneamente, mas serviu para dissipar o ataque. — Não queremos confusão! – Retrucou o pai de Helena, que estava com uma expressão de raiva.

Outro comensal se juntou a festa e o senhor Thomas não decepcionou.

Sons de magia sendo desferida e desviada ecoou pelo cômodo. Até que sua esposa perdeu o equilíbrio e se lançou contra a parede. Estava assustada. No mesmo instante viu algo vindo em sua direção, sabia o que significava.

O que...? – Ela ficou paralisada diante de tal cena. Mas o estupefaça a atingiu em cheio, lançando-a no chão. Um barulho e em instantes o chão estava coberto de sangue.

Ela estava inconsciente.

Henry a viu cair e então intensificou seus ataques, não se conteve ao ver de relance o chão de madeira clara ficar vermelho.

Bombarda máxima. – Uma explosão surgiu levando porta, um pedaço da parede e os três juntos na mesma carona direto para o outro lado. Abriu um buraco que dava vista para a entrada dos correios do Senhor Thomas.

Henry se ajoelhou ao lado dela, pondo sua cabeça em seu colo e ela abriu os olhos. Fez uma careta de dor.

–Salv... Salve nossa filhi... inha. – Sua voz estava fraca e o ar escapou de seus pulmões e ele pôde sentir sua vida se esvaindo.

– Não meu amor, você não vai morrer, nós vamos curá-la e nós vamos criar nossa criança juntos.

Mas ela estava empalidecendo cada vez mais. Ele podia Sentir sua vida indo embora. O senhor Thomas apreçou-se em pegar umas toalhas limpas que haviam no seu escritório. Quando voltou, Henry ainda chorava baixinho. O rosto estava completamente molhado. O senhor trouxe mais algumas coisas consigo, e uma delas foi uma navalha. O idoso então fez o parto pondo fim a tortura.

– É uma menina! – Disse ele, depois lembrou que era irrelevante a noticia.

Notas finais
Fim do primeiro e longo capítulo. Como é de estréia, espero que tenham gostado.(E lido.)Rs.Até a próxima e quem puder comentar, que por favor comente. Suas críticas serão muito bem vindas.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!