Destino & Eternidade

1 Capítulo Único - Destino & Eternidade


Notas iniciais
Boa leitura!

Em uma casa como outra qualquer de pessoas que trabalham duro todos os dias para se sustentarem,uma casa onde moram pessoas com um laço matrimônial. Mas dizem que nem tudo dura para sempre. Quando disseram isso a ele, o coitado pensou que a separação era a morte de velhice e não um assassinato.

Chegar em casa e ver sua mulher morta, por asfixiação. Quem foi aquele que deveria ser morto na cadeira elétrica por acabar com a vida de uma mulher e acabar com a felicidade de um homem? Nunca foi descoberto, mas não é esse o foco da história, mas sim esse homem que após encontrar sua mulher morta em sua casa, entrou no mundo daqueles que só sabem ficar no bar o dia inteiro. Ele se tornara um viciado em bêbida alcoólica. Se tornara o que muitos desprezam. Mas havia uma única pessoa que se importava com ele ainda, mesmo que ele não a enchergasse, sua mulher estava lá para proteger ele.

– Droga, como eu odeio esse cheiro de álcool... – a mulher reclamara o ajudando indiretamente a entrar em casa – E pensar que isso é culpa minha... Você está caindo em um buraco sem fim, e não consegue mais se segurar em nada que possa te puxar para fora dele.

Ele acabara de cair no sono, era a hora em que ele podia vê-lá, porém raramente se lembrava desse fato pela manhã. Um labirinto verde, é onde eles estão, desta vez.
– Um buraco sem fim, é o que eu sempre vejo. Desde sua morte, Letícia. O que eu tenho que fazer para sair disso?
"Esquecer-me, se fosse possível" – ela pensa enquanto se enconde dele.
– Se eu conseguisse te esquecer, eu já o teria feito, mas quem disse que eu consigo? – ele responde como se escutasse a voz dela – A morte deve ser uma boa opção, não acha? Eu já estou no inferno mesmo, ir para outro não vai ser problema.
– N-Não faça isso! – a mulher gritou desesperada.
– Letícia...? – ele perguntou e foi em direção a grito.
– Não faça isso, Ricardo. Levante-se, caminhe em frente, se cair, levante-se! Mas não perca sua vida de uma forma tão fútil! – as lágrimas rolavam por seu rosto, ele enfim a encontra e a abraça.
– O que faz aqui?
– Eu estou morta, querido. – ela disse com um sorriso triste nos lábios – Mas saiba que eu estou sempre ao seu lado. – ela não respondeu a pergunta dele, mas aquilo com certeza o acalmou e o fez esquecer da pergunta.
– Já que estamos juntos, vamos nos divertir, então? – ele pergunta tendo em mente que nunca mais ia vê-la.
– Sim, vamos! – a mulher responde contente.

Se divertir sem pensar no futuro, sem pensar em nada além de se focar naquele momento. Assim eles ficaram, até o despertador estar prestes a tocar e ela se lembrar disso.

– Eu preciso ir, Ricardo. – ela diz o abraçando de repente.
– Por quê? – ele estranha.
– Você ainda tem um longo caminho fora daqui para seguir. Se esforce. – ele a cala com um beijo.
– Vou tentar me esforçar, mas não prometo nada.
– Eu estarei sempre te apoiando, isso eu prometo. – ela diz dando enfâse no “eu”.
– Obrigado, Letícia.
– Ao invés de me agradecer, me orgulhe. Se esforce por mim. – ela diz e ele acorda com o barulho do despertador.

– Um sonho...? – ele se pergunta – Que sonho mais real... – sua mão vai até a cabeça – Ressaca maldita! – ele vai em passos lentos em direção ao banho – Mesmo que seja um sonho, ela tem razão. Eu tenho que me esforçar por ela e não dar desprezo.

Após o banho, ele já havia tomado seu café-da-manhã e estava olhando seu terno.

– Procurar um emprego deve ser uma boa ideia, afinal, o dinheiro já está quase no fim.

Já estava com seu carro dirigindo em direção a empresa. Seu chefe fora um pessoa compreensível e deixara ele de férias por algum tempo, porém ao descobrir onde acabara, havia demitido-o. Ricardo só esperava que o chefe fosse compreensível novamente e o aceitasse. Com tantos pensamentos e mente, o homem nem notara o carro que vinha na pista contrária e invadiu a sua pista. Quando notou, já era tarde demais, os carros haviam colidido, em seu campo de visão só se via sangue, mas ele pode ver também sua mulher.

– Letícia, me desculpa. – ela negou com a cabeça.
– Não se desculpe. Você estava se esforçando. Eram apenas os planos de seu destino morrer dessa forma. – ela estendeu a mão – Agora venha, vamos viver juntos novamente, mas em outra vida. – um sorriso cobre o rosto de ambos.
– Vamos ser felizes novamente. – ele diz sendo pegando a mão da mulher e viu seu corpo sendo deixado para trás enquanto começava a flutuar em direção ao céu.
– Ainda não sabemos quando vamos voltar a Terra, mas eu sei que nosso destino é ficar juntos, então não se precupe, ok?
– Ok, não me preocuparei.

O destino nos prega peças, as vezes os mudamos, mas quando algo é concreto, ele será pela eternidade. Mesmo que a eternidade seja muito tempo.

Notas finais
Por favor, comentem! É difícil conseguir comentários em fics originais, não vai ser muito esforço, afinal, é uma one-shot, não precisarão comentar em outros caps! :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!