Destino Das Fadas

19 Capítulo 19 — Encontro [parte 1]


Notas iniciais
Olá amores, como vocês estão?
E a quarta feira chegou com mais um capitulo para vocês *00*
Obrigada meus lindos, pelos comentários, e sejam bem vindos leitores novos, realmente fico feliz quando vejo novos leitores, porque é dificil depois de tantos capitulos. Enfim, Boa leitura ♥

Capítulo 19 — Encontro [parte 1]


— Então vamos lá amor.

— Vamos — sorri para ele, estava ansiosa para fazer isso. Não sei se era por me fazer de namorada do Natsu ou se era por estar louca para encarar Jenny e esfregar na cara dela “Sim, eu estou com o gostoso do Natsu, baba agora”. Ri sozinha com meus pensamentos.


— Nossa, você está fazendo uma cara assustadora — Natsu disse me olhando. Mudei minha expressão para emburrada — Ei, ei, e aquela história de namorada amorosa? — soltou minha mão e colocou seus braços em sua frente como se fosse se defender.

Suspirei me dando por vencida. Ele tem razão, tenho que parecer a garota mais sortuda e feliz do mundo daqui a alguns minutos. Ele quer uma namorada amorosa? Então terá! Olhei para ele e levei minhas mãos até seus cabelos, fiz um biquinho de magoada.

— Eu não sou amorosa Natsu? — perguntei fazendo minha maior expressão de dar dó. Vejo-o ficando sem reação, me olhando desconfiado.

— Na verdade não, mas acho que consigo fingir que é — disse rindo, agora sim eu estava emburrada de verdade, dei um soco em seu braço.

— Idiota — falei abismada por ele ter dito isso. Como assim? Será que eu não era amorosa quando era a namorada dele? Porque me importo com isso? É só um namoro de mentira Lucy!

— Brincadeira... você é a melhor namorada do mundo só por ser você — ele olhava para suas próprias mãos, disse a frase, baixinho, mas alto o suficiente para meu coração acelerar. Senti meu rosto corar — Sete horas, vamos? — olhou em seu relógio e depois para mim. Assenti com a cabeça e saímos do carro.

Estava tremendo por dentro, mentir nunca foi meu forte, mas teria que ser agora. Dei a volta no carro e fui para a calçada ao lado de Natsu, ele me olhou.

— Pronta amor? — perguntou sorrindo e pegou em minha mão. Corei e me derreti imensamente com seu modo de falar, tão carinhoso. Assenti com a cabeça meio tímida, sentindo sua mão segurando a minha, era uma sensação tão boa. — Ei, se ficar com vergonha assim do seu namorado, eles vão suspeitar — brincou me arrancando um sorriso.

— Desculpe, é que você... — “Mexe comigo”.

— É que eu...? — Ele repetiu esperando a continuação com um sorrisinho no rosto. Droga de boca.

— Nada não... — Acabei o assunto, evitando maiores constrangimentos.

Ele arqueou as sobrancelhas, parecia realmente querer saber o que eu ia dizer, mas não farei isso. Não ia estragar tudo. Ele só respirou fundo desanimado.

— Tá bom, e aí quem é o namorado da Jenny? Conhece? — Perguntou se dando por vencido. Começamos a andar em direção à cafeteria que não era tão longe dali.

— Não faço idéia de quem seja, deve ser só algum ficante temporário, ela não deve saber o que é namorar, biscate! — Comecei a desabafar mais do que deveria, Natsu começou a rir.

— Caramba, vocês mulheres são incríveis quando estão com raiva — disse com um sorrisinho de lado. — Me lembre de morrer sendo seu amigo — Terminou de dizer.

Essa frase me fez sentir algo estranho. Sempre achei que me casaria com Natsu, que ele era o homem da minha vida. Mas acho que tem certas coisas que não podemos controlar. E ser amiga dele já é bom demais. Logo estávamos na frente da cafeteria. Meu coração já começava a se comprimir. Respirei e olhei para Natsu, sem soltar sua mão. Na verdade não queria mais soltá-la.

— Lembrando, a gente se encontrou quando você voltou para Magnólia, percebemos o quanto ainda éramos apaixonados um pelo outro, e depois de um encontro casual, você me pediu em namoro, certo? — Recordei o que havíamos combinado dentro do carro. Comecei a reparar em minhas palavras, e não parecia assim tão diferentes da realidade. Tirando o fato que Natsu não é mais apaixonado por mim.

— Então eu te pedi em namoro, me ajoelhando, e entregando a aliança com nossos nomes, e depois disso nos vemos todos os dias, todas as noites — completou. Era estranho falar essas coisas olhando diretamente em seus olhos. Fiquei perdida na profundidade deles até notar algo.

— Não temos alianças! — falei desesperada — Ai Kami-sama, vai dar tudo errado, vamos reelaborar nosso plano agora — coloquei a mão na cabeça, querendo fugir antes que Jenny aparecesse. Quando senti Natsu segurando meu pulso.

— Calma, não precisa se desesperar... — disse e pôs a mão em seu bolso. Senti-me petrificar, o que ele está pegando? Meu coração acelerou na expectativa, e explodiu ao vê-lo tirar uma caixinha. Não Acredito.

— Natsu isso... — gaguejei algumas palavras. Calma Lucy, é de mentira, é de mentira. Como ele teve tempo de comprar algo assim? E mais, a gente nem tinha combinado nada antes — Como sabia que íamos planejar isso? — falei com a voz falha, olhando para ele e para caixinha. Ele estava meio nervoso, mexendo a caixinha entre seus dedos.

— Eu não sabia — respondeu sério e me olhou. — Eu ia te dar quando a gente namorava...

Como... Meus pensamentos fugiam para dois anos atrás, trazendo cenas de nós dois. Me sentia completamente estática. Ele ia me dar uma aliança? Ia oficializar nosso namoro? E aquilo tudo com a Lisanna? Tantas perguntas. Mas nenhuma deixava minha boca.

— Enfim, acho que vai servir para alguma coisa agora né? — deu um sorriso fraco. E abriu a caixinha. Eram lindas, simples, prateadas com um fio de ouro no meio, e o “meu” vinha com strass, meu coração batia em um ritmo desesperador, até parece que ele iria me pedir em namoro de verdade. Finalmente criei coragem de perguntar alguma coisa.

— P-porque você... você guardou isso? — perguntei sem olhá-lo, meu rosto estava vermelho demais, fiquei olhando as alianças. A aliança que era para estar no meu dedo há muito tempo. Nunca ganhei uma aliança. É quase um sonho.

— Ahn... — murmurou pensativo, olhando suas próprias mãos — Não sei também... vai ver... eu tinha esperança da gente voltar... — continuou meio sem graça.

Uma onda de angustia tomou conta de mim. Angustia porque eu ainda o amava, e eu sei disso, e não faço nada por medo. Angustia por ser fraca. Ver aqueles singelos acessórios fez com que uma ficha enorme e pesada caísse em cima de mim. Ainda sou inteiramente e completamente apaixonada por ele. Não éramos para estar fingindo, era para ser real. Mas então porque ele me traiu? O que aconteceu? Só de pensar que ele foi a uma loja, escolher uma aliança para me dar de surpresa, me faz arrepiar.

— Bom... — ele disse ao ver que eu não falava nada. Pegou uma das alianças e pegou minha mão. Vou morrer. Nossos olhares se cruzaram. Minha mão tremia perto da sua. — Acho que de qualquer forma... — continuou dizendo, colocando o anel em meu dedo aos poucos. Agora não era apenas minha mão, meu corpo todo tremia — Essa aliança vai estar no dedo de sua dona — terminou de colocá-la, e sorriu de um jeito diferente, meio pensativo, sério, confuso.

Olhei para minha mão com aquela aliança. Minha respiração ficava até mais intensa. Por um momento de fraqueza tive até vontade de chorar, em uma mistura louca de alegria e tristeza. Alegria de poder ver aquele anel em minha mão após tanto tempo, mesmo sendo mentira e tristeza, por ter demorado tanto tempo e ser mentira.

— Hei, tá tudo bem? — Chamou minha atenção — Se demorar demais a Jenny vai achar que você não vem — tentou fazer alguma piadinha. Mas ainda estava confusa. Ele pegou a outra aliança, mas reagi a pegando de sua mão. Me olhou estranhando minha reação. Olhei para ele.

— Eu coloco — pelo menos algo útil eu teria que fazer. E eu queria fazer isso. Queria pelo tempo que nos perdemos um do outro, pelo tempo que não vivemos.

Peguei sua mão e comecei a colocar o anel, e durante esse processo, pensei em tudo, como seria se eu o perdoasse, se ele não fosse embora. Estaríamos juntos ainda assim? Com essas alianças? De mãos dadas, andando por aí despreocupados, só imaginando como seria nosso futuro juntos? Mas a única conclusão que tive, é que o tempo não volta. E eu teria que me conformar com isso. Terminei de colocar, ainda perdida em pensamentos vagos e tristes. Natsu olhou para sua mão também, será que ele pensou o mesmo que eu? Acho difícil.

— Vamos — pegou em minha mão de um jeito forte e carinhoso, que me fez despertar de todos aqueles sentimentos nostálgicos.

Adentramos na cafeteria e logo enxergamos Jenny nos olhando abismada, talvez não esperasse que eu viesse mesmo. E o pior de tudo, é que nós também ficamos abismados, ao nos aproximarmos, e vermos que seu namorado, era o meu ex-namorado, Sting.

—♥—

Jenny

Não é que ela realmente apareceu? E com o Natsu, ele realmente virou um pedaço de mau caminho. Mas tenho uma surpresinha para ela, e parece que ela já notou pela sua expressão de espanto. Dei uma risadinha de leve. Ai Lucy, você não me conhece! Despertei de meus pensamentos sentindo Sting me cutucar, olhei para ele.

— Jenny, porque não me disse que a garota que você ia provocar era a Lucy? — me olhava um tanto irritado. Passei a mão em seus cabelos.

— Meros detalhes amor, para que tanta preocupação? — Mais essa agora, vai dar pra trás bonitão? Olhei novamente para o outro lado, vendo Natsu e Lucy dando passos menores conversando sobre alguma coisa.

— DETALHES? — ouvi a voz alterada de Sting — Não vou fazer parte dessa palhaçada! — continuou dizendo. Pelo jeito vou ter trabalho.

— Você vai sim! Eu quero o Natsu e você quer a Lucy de volta, quer plano melhor do que fazer ciúmes? — dei um sorriso de canto. Ele suspirou fundo, olhou para Lucy e depois para mim.

— Tá, só me lembre de nunca mais tentar quebrar um galho pra você — se deu por vencido. YES.

Tão fácil convencê-lo, não sei o que ele vê nessa oxigenada sem sal. Nem Natsu, mas com certeza o farei olhar para mim, sou modelo, requisitada, não tem como ele resistir.

—♥—

Lucy

Okay, isso vai ser mais estranho do que imaginei. Desde quando eles namoram? Sinto Natsu me puxar e me abraçar, olho para ele confusa.

— O que aquele maldito faz aqui? — Ele estava irritado, bem irritado. Vish, vai dar merda. Passei minha mão por suas costas tentando acalmá-lo.

— Natsu, se controle... — murmurei. E ele me puxou mais para si. Era estranho vê-lo assim. Mas eu meio que tava gostando disso.

Aproximamos-nos da mesa, Sting me fitava incontrolavelmente. Estranho. Tentei sorrir, estava tremendo de nervosismo por fazer isso. Se a Jenny descobrir, já era minha reputação, minha auto-estima, minha vida.

— Bom dia gente! — cumprimentei sorridente, Jenny sorria falsamente, como sempre, Sting continuava sério e parecia encarar Natsu que também o encarava. Ai Kami-sama, me proteja.

— Bom dia Lucy, e bom dia Natsu, ela te fez acordar cedo hoje? — Jenny começava suas provocações, o puxei para sentar ao meu lado. Eram aqueles bancos de dois grudados.

— Bom dia, na verdade não, viramos a noite bem acordados — disse com um sorrisinho malicioso. O QUE? Pisei em seu pé com tudo. — Ai! — gritou me olhando.

— Algum problema Natsu? Parece sentir dor — Jenny se fez de preocupada, até demais, o que ela quer? Enquanto isso Sting continuava me olhando, tentava ignorá-lo. Não nos falamos mais depois que terminamos. E não foi muito legal como terminamos...


Flashback on



Passado dez meses depois que Natsu foi embora, e um mês após eu aceitar voltar com Sting, depois de suas diversas investidas, estávamos em sua casa. Sozinhos, e eu sabia que isso não era uma boa coisa. Estamos há um mês juntos. Não sei, mas ainda não me sinto feliz com isso. O vazio que Natsu deixou em mim foi grande demais, foi como se ele levasse uma parte de mim com ele. Como todas minhas amigas me incentivam a tentar de novo, a dar uma chance para mim mesma, aceitei a voltar com ele. Não é o certo a se fazer, usar Sting para tentar esquecer Natsu, mas na época achei que fosse a melhor solução. Chorei por dias e dias descontroladamente, sozinha em meu quarto. Culpando e xingando a mim mesma. A verdade é que eu sentia sua falta, a falta de seu calor, de seu cheiro, de seus olhos, seu sorriso. Não me perdoava por perdê-lo. Começava a pensar “Será tão ruim assim ser traída?”, “Compensou não perdoá-lo?”. E nas reviravoltas de minha mente do a favor e contra, o tempo passou.


— Então, temos a casa a noite inteira para nós dois — Sting disse em cima de mim.

Eu sei o que ele queria. Mas eu não queria. Comecei a pensar, mas se for ver, eu transei com Natsu sem nem ao menos namorarmos. Quão louca fui por amor? Amor... acho que isso muda as coisas. Sting estava sem camiseta em cima de mim. Ele não deixa de ser muito lindo, e mesmo assim não sinto nada? Que droga Natsu! Porque não me deixa viver minha vida? Porque enquanto meu atual namorado está aqui seminu em cima de mim, não consigo parar de lembrar, daquela noite em que fiquei a sós com você em sua casa? Foi tudo tão bom, ele estava tão carinhoso, atencioso. Não prestamos atenção no filme que ele colocou, ainda podia lembrar de suas caricias, seus beijos que me distraiam a todo momento. E eu não me importava, estava vivendo meu próprio filme...

— Você é tão linda sabia... — murmurou chegando perto de meu ouvido, me mordendo.

— Ahn... obrigada — falei meio sem jeito. Sentia-me tão deslocada e desconfortável.

Ele continuou, foi beijando meu pescoço, passou a mão por baixo de minha blusa. Sentia que meu corpo nem se movia. O que devo fazer? Talvez... se eu me entregar para ele eu possa amá-lo como amei Natsu... Idiota, eu sei que esse plano não dará certo. Nem chega a ser um plano, é apenas uma ideia ridícula. Senti suas mãos chegarem em meus seios. Isso está indo longe demais. Desviei de suas mãos recuando, e ele me olhou.

— Qual é Lucy, o que você tem? — se mostrou impaciente.

— Melhor a gente ir com calma — falei meio ansiosa.

— Você sabe o quanto eu te quero, eu sempre te quis... eu sei que você está nervosa por ser sua primeira vez, mas vou ser cuidadoso — tentava me convencer.

Primeira vez... Ele não faz a mínima ideia que eu perdi minha virgindade com o Natsu. Ninguém além de Levy-chan sabe. Porque estou com tanto medo? Já sei como é, sei como é gostoso, qual é a sensação. Na verdade eu sei qual é o meu problema. O meu problema é o Natsu. E minha incrível capacidade de só querer fazer amor com ele. Só com ele. E nisso me esqueço que isso não vai acontecer de novo. E que se eu não superar, nunca mais faço sexo na minha vida inteira. Kami-sama, no que estou pensando?

— Sting, olha, não se sinta ofendido, mas eu não quero nada entendeu? — mantive minha voz calma.

— Eu te faço querer — me prendeu na cama. Isso tá começando a ficar assustador. Pressionou seus lábios contra os meus. Agora sim eu não queria mais nada. Natsu nunca me forçaria a nada! DROGA LUCY, PORQUE NATSU DE NOVO?

— Sting, me solta, está me machucando! — me rebatia, tentando soltar meus lábios dos seus.

— Porra Lucy, dá pra ficar quieta? — gritou. Fiquei completamente aterrorizada. Ele tá descontrolado.

O que eu faço? O que eu faço? Então tive a brilhante ideia que qualquer garota poderia ter, e o chutei, chutei onde mais doía, com força. Ele soltou um grunhido de dor, me soltando. Olhei para ele assustada. Corri para pegar minha jaqueta que ele já havia arrancado.

— Nunca mais toque em mim! — gritei — Me deixa ir embora, agora! — ordenei.

— Lucy... espera — disse ainda com as mãos acima da parte dolorida — Me desculpa, eu...

— Eu te desculpo... mas acabou.

— Lucy, não, eu sei que fui idiota, mas eu te amo, sério, o que sinto por você, não sinto por mais ninguém! — tentou se levantar para vir até mim.

— O problema... é que eu não te amo — falei firme — Eu amo o Natsu.


Flashback off

— Não, eu to legal, só a minha namoradinha aqui que fica agressiva quando não dorme — Escuto Natsu dizendo me encarando após eu ter pisado em seu pé.

— Deve ser porque você não dá conta! — Sting finalmente se pronunciou. E dá pior maneira.

— Como é que é? — Natsu o encarou furioso, passando o braço por meu ombro — Que eu saiba, quem não dava conta era você!

Tá bom, essa foi forte e real demais. As coisas estão piorando. Sinto que esse encontro vai ser pior do que eu pensava. Trazendo recordações, antigas dores. E agora, uma discussão entre meus dois ex-namorados ia começar. Aonde fui me meter...

Notas finais
Agora a coisa vai pegar hein? O que acharam da cena das alianças? *00* Pois é, ele guardou esse tempo todo! E do "namorado" da Jenny ser o Sting? haha, sim ele ainda está vivo. Gostaram do flashback? Espero que sim.
Como puderam ver, tive que dividir em dois novamente, se tiver bastantes comentários, posto hoje a noite, ou amanhã, se não, esperem até sexta hihi
Beijos ♥