Destino Das Fadas

17 Capítulo 17 — Pedido sincero


Notas iniciais
Olá minha gente, tudo bem?
Cá estou na sexta-feira para postar mais um capitulo para vocês! Porém, estou totalmente decepcionada pelo número de reviews ter caído :/, sem comentários, sem capitulos certo?
Mesmo assim, 300 reviews, me deixaram muito feliz para postar hoje *-*
Bom, sinto que vocês irão pirar com esse capitulo (;
Com todo carinho para vocês ♥

Capítulo 17 — Pedido sincero


Sem que me desse conta o fim de semana passou voando, ontem quando cheguei do zoológico fiquei em meu quarto fazendo os trabalhos da faculdade, depois jantei e fui dormir. Confesso que antes de dormir fui até minha janela ver se Natsu também estaria ali, mas não estava. Também não encontrei meu pai, nem mesmo na janta, não sei o que tem feito, porém não me sinto pronta para encará-lo novamente.

E assim a segunda-feira se inicia, com um sol fraco, uma brisa branda, mas que me obrigada a vestir uma blusa a mais, e com o trabalho a minha espera. Minha intuição me diz que hoje será um ótimo dia! Espero fielmente que ela esteja certa. Confiando nisso, peguei minha bolsa, uma jaqueta e fui encontrar Taurus, estranhamente, ele não estava perto do carro. Olhei para os lados e não o via em lugar algum.

— Hime-sama, Taurus-san parece estar doente, ele pediu muitas desculpas por não comparecer — Virgo se aproximou com a chave e o documento do carro. Suspirei.

— Tudo bem, mande melhoras para ele — falei pegando a chave e o documento.

Entrei no carro e dei partida. Não tenho nada contra dirigir, mas acho que não sou muito boa nisso, claro que o motorista é só capricho do meu pai, segundo ele “A herdeira dos Heartfilias não tem que dirigir”. Vai entender, deve ser por isso que não sou muito boa na direção.


Felizmente cheguei viva e inteira no estacionamento da empresa. Estacionei e abri a porta para sair. Fui dar um passo para fora e não sei por que, mas a droga do cinto enroscou no meu pé, me fazendo quase cair no chão, por sorte, alguém passava por ali e me agarrei nessa pessoa.

Ergui a cabeça para ver quem me salvou de um desastre matutino. Assim que vi quem era, percebi que talvez não tenha sido tanta sorte assim, deveria ter caído no chão mesmo.

— Ai sua louca, o que pensa que está fazendo me agarrando assim? Queria que eu caísse? — Jenny disse irritada. Soltei dela imediatamente.

— Oi Jenny, desculpe quase cai do carro — tentei manter a calma, jogando o cinto para dentro do carro e fechando a porta.

— Olha só, se não é a encalhada — sorriu sinicamente. Eu sei que não estou mais no colegial, mas ela continua me irritando demais — Nem o fofo do Sting agüentou ficar com você, coitadinha — debochou. Por um momento senti fogo sair de meus olhos.

— Para sua informação não estou encalhada e sou muito feliz com meu namorado! — falei com raiva tentando fazer ela se arrepender. Porém sinto que quem irá se arrepender será eu.

— Ah é? — me olhou um tanto espantada — E quem é o louco? — soltou uma risadinha. É Lucy, quem é o louco? Pensei comigo mesma, sou horrível mentindo, continuei olhando para ela sem reação, ela riu um pouco mais alto — É mentira né?

— N-não, é...é o Natsu! — falei sem pensar a primeira pessoa que me veio à mente. Tremia por dentro, mas não importa ela vai me deixar em paz e nunca saberá da verdade, assim como o Natsu nunca saberá que eu disse isso. Ela arqueou as sobrancelhas.

— Tá falando sério? Natsu não ficaria com alguém como você! — suspeitou.

— M-mas é a verdade, acredite se quiser — ajeitei minha bolsa tentando parecer firme.

— Prove — desafiou ainda desconfiada. E como dizem situações desesperadas pedem medidas desesperadas, e minha resposta foi uma dessas medidas.

— Tudo bem, o que você quer? — Vou me arrepender, vou me arrepender.

— Amanhã, café da manhã, na cafeteria do lago, sete horas, levarei meu namorado também — disse sorridente se preparando para continuar andando — Boa sorte para convencer seu “namorado” a ir — disse rindo e saiu.

Fiquei parada ainda tentando refletir o que foi que eu fiz. LUCY O QUE VOCÊ FEZ? E agora, e agora, como é que vou falar pro Natsu “Ei, pode fingir ser meu namorado, só por um dia, nada demais”. NUNCA. Quer saber, melhor eu falar para Jenny de uma vez que era tudo mentira. Droga, ela vai me zombar tanto. Pensarei em algo até a noite, melhor eu ir trabalhar de uma vez. Estou tão ferrada, intuição maldita.

—♥—

Okay, digamos que eu não pensei em nada. Estou a caminho da faculdade já e nada, NADA me veio à mente. Nenhuma ideia, nenhuma luz, nada, exatamente, nada. Pensei em realmente pedir a Natsu, mas não é muita vergonha, ainda mais com ele. Fala sério, a gente já namorou escondido, e tudo o que rolou naquele motel quando ele voltou. Nem pensar que vou fazer algo assim. Nem pensar.

[...]

— Nee Natsu, será que posso falar com você? — fui até ele no intervalo. Estou me torturando por dentro, não acredito que farei isso, isso é pior que a morte. Como fui me meter nessa situação? Meu corpo todo tremia. Ele me olhou com sua expressão calma e serena.

— Claro, aconteceu alguma coisa? — arqueou as sobrancelhas, um tanto preocupado. Como se puxa um assunto desses? Estava entrelaçando meus próprios dedos, meu estomago revirava de tão nervosa que estava.

— Não... nada sério... — olhei para minhas mãos juntas, sem consegui encará-lo.

— Ahn... quer ir em outro lugar? — perguntou olhando para os lados e vendo que muita gente estava na sala. Dei um sorriso trêmulo.

— É melhor — respondi corada. Ele se levantou da carteira e fomos até uns bancos perdidos entre os campus.

Estava meio escuro e frio, mas tudo bem. Nada pior do que o frio que está passando pelo meu corpo. Paramos abaixo de um dos postes de luz, ele se virou para mim.

— E então? — Me olhava esperando que eu finalmente dissesse o que queria. Tudo o que eu queria no momento era sair correndo na verdade. Até que a ideia de ser zombada pela Jenny não parecia tão ruim agora que me encontro com ele, sozinha, no escuro, com ele me olhando com esses olhos dominadores.

— Ahn... — falei sem graça — É que... hm... — olhava para o chão, totalmente tímida e corada. Ele começou a rir, olhei para ele confusa.

— Caramba, até parece que vai me pedir em namoro! — brincou. Congelei tentando rir da piada que era praticamente uma verdade em partes. E só para ajudar fiquei ainda mais nervosa. Não conseguia encará-lo, melhor eu deixar para lá. Ele me olhava preocupado — Espera aí, você vai mesmo fazer isso? — disse um pouco abismado vendo minha reação. Então resolvi explodir.

— Olha não é bem pedir em namoro tá? — finalmente o olhei nos olhos, má idéia — É só que, eu falei algo que não devia e enfim, Natsu, por favor, preciso da sua ajuda! — implorei. Ele deu um sorriso de canto.

— Como é que é? — parecia se divertir demais com toda aquela situação — Mas que diabos de pedido é esse? — sorriu de um jeito brincalhão. Ninguém merece, ele está mesmo se divertindo com isso.

— Natsu, você só precisa fingir ser meu namorado amanhã enquanto estivermos com a Jenny e o namorado novo dele — expliquei ainda sem jeito, mas um pouco mais a vontade. Ele continuava me olhando sorrindo com os olhos e com os lábios.

— Tudo bem — disse assim, simples e fácil.

— O QUE? — falei pasma com a resposta rápida dele, achei que teria que ficar me explicando o quanto estava envergonhada por aquilo e tudo o mais.

— Porém... — sorriu e me mostrou um dedo — Uma condição.

Odeio condições.

— Manda — Já tentava manter meu coração em um ritmo normal.

— Farei as coisas do meu jeito e... — fez uma pausa fazendo um suspense, algo me diz que irei me arrepender ainda mais — me pede em namoro, agora — sorria.

— Que? — não acreditei na condição ridícula que ele disse — É só um namoro de mentira! — afirmei tentando fazê-lo mudar de ideia. Mas ele apenas continuou me olhando, como se esperasse que eu fizesse aquilo. Respirei fundo. — Namora comigo — falei tentando ser o mais inexpressiva possível. Convenhamos que, talvez eu quisesse mesmo falar isso.

— Que droga foi essa? — debochou — Nem me leva pra jantar, não me dá rosas e me pede em namoro desse jeito? É claro que é não — Esse idiota tá mesmo se divertindo com isso. Olhei para ele intrigada. — Posso repensar na resposta se você me pedir com mais vontade — sorriu.

Ele tá brincando comigo só pode. Ele não tem ideia do quanto é difícil falar coisas românticas com ele, porque eu queria que fosse real e não apenas um pedido idiota por eu ter falado mentiras para uma enjoada. Tentei respirar fundo, meu coração estava totalmente descompassado.

— Natsu meu amor — falei olhando para baixo totalmente corada. Ai Kami-sama me dá forças para continuar com isso. Ele levantou meu queixo me fazendo olhar diretamente em seus olhos.

— Diga paixão — disse tranquilamente. Senti meu coração saltar com o seu “paixão”, porque não parecia apenas brincadeira? Então comecei a falar, falar como se não fosse brincadeira.

— Passamos por tantos momentos bons — minha voz era trêmula, mesmo assim continuei — só quando estou com você me sinto realmente feliz, viva. Então penso porque não ficar junto? Quando duas pessoas se gostam e se preocupam uma com a outra, não seria apenas o destino, elas não se separarem? Namora comigo, fica comigo, cuida de mim — sentia meu coração na garganta, ele não estava mais sorrindo, apenas me olhava sem reação. O que foi isso? Porque sinto que fui um pouco sincera demais?

Ele me olhou por mais alguns segundos, depois pareceu acordar de seus pensamentos, seja lá qual forem eles. Voltou a sorrir, mas parecia ainda um pouco afetado. É muito idiota da minha parte... ter lá no fundinho, um pouco de esperança que ele tenha realmente sentido algo com as minhas palavras?

— Certo, isso foi digno de um sim — sorriu e pegou na minha mão — Aceito namorar com você... — disse com uma voz... mais romântica, não sei, me lembra ele falando coisas fofas para mim quando namorávamos de verdade — Vou cuidar de você, ficar com você... é o que o destino quer não é... namorada? — deu um sorriso com ternura. Meu coração saltava, e parecia ficar repetindo “Como não amar um cara desses?”. Queria beijá-lo, abraçá-lo, mas me lembrei que tudo isso era apenas brincadeira.

Mesmo assim continuamos segurando a mão um do outro, perdidos novamente naquela dimensão que criamos quando nossos olhares se cruzam.

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Queria mesmo dizer, o quanto sinto sua falta, queria matar a saudade que tenho de seus lábios dos meus. Então porque simplesmente não faço isso? Porque sou tão fraca? De repente sinto meu celular vibrar no bolso, e parecemos despertar na mesma hora, ele soltou minha mão imediatamente.

— Ahn... amanhã passo na sua casa então — disse meio sem graça, desviando o olhar de mim.

— Amanhã? — perguntei meio perdida ainda, não conseguia parar de pensar no quanto seria bom, realmente namorar com ele.

— Não é amanhã que você combinou com a Jenny? — disse confuso, então finalmente me dei conta que eu estava sonhando demais.

— Ah claro, amanhã cedo — respondi. Ele sorriu.

— Eu te ligo — piscou e saiu dali.

Fiquei um tempo absorvendo tudo o que acabou de acontecer. Sorri sozinha, sinto que amanhã vai ser muito bom, apesar de ser tudo mentira. Mesmo assim tenho vontade de chorar, sem motivo, começo a pensar que nunca vou amar alguém de verdade como amei Natsu, de um jeito tão mais forte do que eu mesma. Droga, não deveria mesmo ter feito tudo isso, só torna tudo mais difícil. Ainda mais com ele falando daquele jeito. Me chamando de “namorada”. Sua frase “Vou cuidar de você, ficar com você...” parecia se repetir inúmeras vezes em minha mente junto com sua expressão, seus olhos penetrantes. Suspiro. E no fim isso tudo é apenas uma brincadeira. Apenas uma brincadeira.

—♥—

Natsu

O que foi que eu fiz? “Me pede em namoro?” Quando foi que perdi a consciência dos meus próprios atos, da minha própria fala? O que você faz comigo Lucy... Não posso fazer isso com você, nem comigo. Mas se você realmente me pedisse em namoro dessa forma, não conseguiria recusar, mal consigo negar o que sinto por você. E isso dói, ficar longe de você dói. Mas vai ficar tudo bem porque é tudo mentira... E depois de amanhã, vamos voltar a ser nada mais nada menos, que amigos, apenas isso. Apenas...amigos.


Pode não ser amor, talvez seja só atração, costume ou destino.
E nas inúmeras tentativas de ficarmos longe um do outro, sempre acabamos juntos. Somos como um ímã, um atrai o outro.
Estamos ligados de alguma forma, não consigo negar.


Notas finais
Sinto que esse pedido não foi tão brincadeira assim! KKKKKKKKK O que acham que vai rolar nesse encontro "de mentirinha"? haha
Espero as reviews~♥