Destino Das Fadas
26 Capitulo 26 — Festa de Despedida
Notas iniciais
Fiquei muito feliz com a quantidade de comentários que recebi *---* tipo Wow, amo vocês ♥ Muita obrigada gente, vou responder todos assim que tiver mais tempo. Quase não consigo postar hoje, mas aqui estou. Não tive tempo de corrigir os erros, então farei isso a noite. Gomem ne.
Boa leitura ♥
Capitulo 26 — Festa de Despedida p.1
Após passar a tarde com meus amigos no paintball e na lanchonete, Natsu me deixou em casa. Corri para o meu quarto assim que adentrei pela porta de casa, ainda tinha que arrumar minha pequena mala para passar a noite no navio. Deve ser incrível, em um navio, nunca estive em um navio. Puxei minha mala pequena do lado do guarda-roupa, é uma mala de rodinhas preta com detalhes em rosa. E assim comecei a busca por roupas. “É apenas uma noite Lucy”, me recordava a cada segundo que colocava mais e mais roupas dentro da mala. Peguei meu biquíni, escova de dente, maquiagem, pente, carregador de celular, câmera e até um livro caso eu não consiga dormir.
Essa mala é muito pequena, droga! Comecei a forçar as coisas dentro dela para ver se assim caberia mais apetrechos. Tirei um conjunto de roupas e continuei a forçar. Acho que peguei roupas demais. Será que pego uma mala maior? O pessoal vai rir de mim, é só UMA NOITE!
— Vai viajar por um mês? — Ouvi uma voz atrás de mim. Me virei e vi Natsu encostado na porta de meu quarto olhando para a minha mala arqueando as sobrancelhas. Já tá na hora?
— Não chatinho, são apenas... coisas necessárias — voltei meu olhar para a mala, pensando em algum modo para fechá-la. Natsu se sentou ao lado de minha mala na cama e começou a mexer nela.
— Necessárias? Uma caixa inteira de maquiagens? — abriu minha caixinha onde havia toda a maquiagem possível e para todos os casos possíveis, e me olhou. Tomei a caixa de sua mão e a coloquei de volta na mala.
— É necessário! — bufei irritada ajeitando as coisas que ele bagunçava, e ele continuava a por a mão dentro da minha mala.
— Pra que tanta roupa? É só uma noite loirinha! — pegou algumas de minhas roupas e começou a desdobrá-las. Vou matá-lo! Tudo o que eu arrumava ele bagunçava.
— É para caso haja imprevistos! — revidei puxando minhas roupas de volta e as dobrando novamente. Ele não tem jeito mesmo.
— Imprevistos? Tipo o que? Um Tsunami? — debochou me olhando e depois fez a pior coisa que ele poderia fazer. Pegou uma calcinha da minha mala. Não acredito.
— KYAA! — gritei puxando-a de volta e a jogando na mala de qualquer jeito. Fechei a mala e o fitei irritada. Ele me olhava confuso, mas com um sorriso um pouco malicioso.
— Que foi? — perguntou com a maior cara de inocente. Não presta mesmo.
— Seu pervertido, para de fuçar nas minhas coisas — gritei, meu rosto todo estava corado. Ele deu uma risadinha de lado.
— Deixa de ser estressada, qual o problema de eu pegar sua calcinha? — Não acredito que ele perguntou isso. Ele não tem vergonha na cara? Seus olhos não paravam de encarar os meus.
— Você é um idiota — falei desistindo, e colocando minha mala no chão.
— Obrigado, você é super legal — disse em um tom irônico. O olhei irritada e o vi sorrindo. Droga, ele ganha, sempre ganha.
— Vamos logo — desviei meu olhar e sai do quarto com Natsu logo atrás.
—♥—
Assim que saímos de casa, fomos até o metrô. Como passaríamos a noite no navio, não queríamos ir de carro e deixá-lo lá no porto. E eu também não queria o Taurus no meu pé. O metrô se aproximou e a multidão de pessoas começou a andar para dentro dele e para fora. Natsu segurou em minha mão para não me perder naquela enxurrada de pessoas.
— Nossa, é gente demais para um lugar só! — falei olhando para os lados, e mais e mais pessoas entravam. Como é possível? Estava distraída quando sinto Natsu me puxar para perto de si. Perto demais. Minha cabeça encostou em seu peitoral. E de repente não tinha mais multidão, não tinha mais barulho ou movimento. Existia apenas, eu, Natsu e meu coração completamente acelerado.
— Cuidado para não se perder — ele murmurou passando seus braços por mim. Quase que me abraçando. Fiquei completamente sem graça. Se ele me olhasse com certeza perceberia isso nas minhas bochechas coradas.
— Ahn... tá bom — falei com a voz falha. Não sei como ele se sentia, mas eu fiquei completamente perdida com seu jeito protetor. Me lembrei quando briguei com meu pai e ele estava lá comigo. Natsu... o calor que emana do seu corpo, ninguém tem igual. Esse calor que me acalma, e que me faz pensar que está tudo bem.
Não sentia nem mais o metrô se movimentando. Fiquei pensando no beijo que ele me deu e me perguntando se foi mesmo só brincadeira. Quem brincaria com algo assim? Será que ele não percebe que desse jeito fica difícil de tirá-lo de dentro do meu coração? Começo até a me questionar do porquê de não estar com ele agora... apenas o orgulho conseguiu me tirar alguém tão importante assim?
— Ei Lucy... — sua voz me chamou. Ergui meu olhar ainda perdida e vi Natsu sorrindo para mim.
— Oi? — perguntei enfeitiçada em seu sorriso. Seu olhar calmo e terno. Seu cheiro diferente, viciante. Porque... porque não estamos juntos?
— Lucy... a gente já chegou sabe? — E então percebi que eu o estava abraçando, enquanto ele já tinha tirado os braços envolta de mim, o metrô tinha parado e as pessoas já começavam a sair e entrar novamente. HÃ? Tirei meus braços rapidamente, meu rosto avermelhou. Ele riu baixinho e pegou na minha mão para passarmos pela multidão.
Que vergonha, que vergonha, que vergonha! Repetia em minha mente inúmeras vezes enquanto seguia Natsu que ainda segurava em minha mão. Fiquei tanto tempo assim perdida em pensamentos? E quando foi que eu o abracei? Será que ele já tinha me soltado a muito tempo? O que será que ele deve estar pensando de mim?
Finalmente passamos por todos, soltamos as mãos lentamente como se doesse ter que fazer isso. Continuei sem graça, até me lembrar de algo. KAMI-SAMA!
— MINHA MALA! — gritei pondo as mãos na cabeça e completamente desesperada. Natsu me olhou e começou a rir.
— Tá aqui — olhou para o seu lado e lá estava ela, sendo puxada por sua outra mão. UFA. Relaxei os ombros.
— Obrigada, nem percebi quando a soltei... — falei a pegando de sua mão. Onde eu estava com a cabeça? Ah é, nele.
— Você está bem? Parecia tão pensativa no metrô, vi você soltando sua mala e a peguei antes que roubassem, mas você nem pareceu notar — me explicou enquanto começamos a andar até o porto.
— É... acho que estou um pouco distraída... — murmurei sem olhá-lo e me certificando que minha mala estava comigo e sendo puxada por mim.
— Com o que? — gelei. Pude ver de lado que ele tinha um sorriso no canto de seus lábios. Algo me diz que ele sabe a resposta. Continuei a andar, pensando em algo para dizer que não fosse “Com você seu idiota”.
— Não sabia que tantas pessoas pegavam metrô — falei tentando manter a calma. Mesmo que por dentro meu corpo todo tremia de nervosismo. Ele não pareceu achar minha resposta ruim, mas tinha um ar de desapontamento em seu olhar.
— Pois é... — disse baixinho. E por seu tom de voz percebi que não era apenas impressão, queria poder decifrar esse olhar. Saber seus pensamentos, e se ainda havia um espaço para mim neles.
—♥—
Andamos até o porto, às vezes tentávamos conversar, mas parecia não fluir mais. Então passamos a maior parte do caminho em silêncio e isso me incomodava. Mas finalmente conseguimos enxergar a imensidão do Porto Hargeon e várias silhuetas de longe. Olhei para o relógio e vi que chegamos a tempo.
— Parece que tem bastante gente — Natsu disse olhando na mesma direção que eu.
— Sim, será que ela convidou tantas pessoas assim? — perguntei olhando para ele, mas depois voltei meu olhar para aquele lugar incrível.
— Acho que sim, olha aquilo — ele apontou e conforme fomos nos aproximando pude ver o navio. ENORME. Fiquei boquiaberta e totalmente sem palavras.
Nos aproximamos e enxergamos inúmeras pessoas, não mais que o metrô, mas uma boa quantidade subindo a bordo e outros cumprimentando Lisanna. Conhecia alguns rostos. Eram da Fairy Tail, pelo jeito não havia apenas nossa sala ali. Chegamos perto de Lisanna que nos olhou e sorriu.
— Lucy, Natsu! Que bom que vieram — abraçou cada um de nós. Ela estava linda, com um vestido rodado azul que dava mais brilho aos seus olhos.
— Oi Lis, você está bonita! — Natsu a elogiou. E isso de alguma forma me incomodou. Mas tentei deixar para lá e a cumprimentei também.
— Fiquem a vontade, procurem por seus quartos e logo a gente começa a festar — disse sorridente.
Começamos a subir por aquele enorme caminho entre o porto e o navio. E só então percebi que Natsu estava apenas com uma mochila! Como é possível? Pensei indignada. Então quando chegamos ao convés do navio, meus olhos se arregalaram. Era ainda maior se estando em cima dele. Pessoas passavam de todos os lados com suas malas. Tinha uma piscina, sério. Estou num cruzeiro e nem estou sabendo. Tudo enfeitado, funcionários ajudavam as pessoas a se confortarem. Já tinha até gente de biquíni. E um som animado tocava ao fundo.
— UAU... — deixei escapar o quão maravilhada estava. Natsu olhava em volta também e riu com meu comentário.
— Vou procurar pelo Gray para ver onde que vou dormir — disse dando uma piscadela e indo em outra direção.
Verdade, melhor eu procurar a Levy-chan para saber onde deixar minha mala. Comecei a rodear pelo local, mas era enorme. Meus olhos não paravam de brilhar. Quando finalmente encontrei Levy em um canto já bebendo alguma coisa com Gajeel. Me aproximei empolgada.
— Levy-chan! — acenei e ela se virou sorrindo e acenou de volta.
— Lu-chan! Finalmente, achei que não viria mais — brincou.
— Não perderia isso por nada! — falei sorrindo e me virei para Gajeel — E aí? — cumprimentei.
— Oi Bunny Girl — sorriu e voltou a tomar o liquido em seu copo.
— Levy-chan, em que quarto você está? — perguntei animada.
— Então Lu-chan, são quatro pessoas por quarto — explicou e eu sorri ainda mais. Poderiamos fazer um quarto com garotas, ia ser incrível — Mas... no meu quarto já está eu, o Gaj, a Erza e o Jellal — Senti que meu queixo caiu. Esqueci que todo mundo tem namorado. É claro, menos eu.
— Ah... tudo bem, você sabe aonde eu vou ficar? — tentei não demonstrar minha frustração. Mas então a Levy desviou o olhar, o Gajeel fingiu que nem tinha escutado minha pergunta. Algo me diz que isso não está certo — Aonde Levy-chan? — Repeti um pouco hesitante.
Natsu
Esse lugar é grande pra cacete, já devo ter andando no mesmo lugar um monte de vezes e nem percebi. To perdido. Como é que da nossa sala inteira nenhum rosto conhecido passa por aqui? Ajeitei a mochila em minhas costas e continuei a andar. Passei até por uma sala de jogos. Caraca. Então encontrei um salão e finalmente encontrei o meu amigo idiota que não serve nem para aparecer nas horas que preciso. Ele estava sentado em um sofá se agarrando com a Juvia. Não sou de ser chato, mas não to afim de ficar perdido. Me aproximei.
— Ow, onde é que eu durmo? — perguntei. Eles me olharam e se soltaram.
— E aí cara beleza? — Gray disse sorridente. Juvia estava toda vermelha por causa da situação.
— Beleza, você sabe onde ficam os quartos aqui? To perdido faz tempo — continuei querendo as respostas.
— Ah velho, de boa, você tá no meu quarto — respondeu calmamente.
— Não quero dizer nada não, mas isso não é romântico demais? — debochei. Ele me olhou com cara de poucos amigos.
— Cala a boca, a Juvia também tá no meu quarto, até parece que ia largar minha namorada por um marmanjo que nem você — disparou. Ignorei todo o tom de ofensa da sua frase.
— Ótimo, vou segurar vela — resmunguei. Ele me olhou e sorriu.
— Ah não vai não — disse em um tom insinuador, só não entendi o que ele queria insinuar.
[...]
Comecei a gargalhar, esse Gray tá cada vez pior mesmo.
— Cara, você tá melhorando suas técnicas, nem parece que é mentira — falei rindo. Mas então percebi que ele não estava rindo, nem Juvia. E isso começou a me preocupar, porque era uma piada, certo? As pessoas riem quando os amigos caem nas suas brincadeiras e eles não estavam fazendo isso — É mentira não é?
Lucy
— O QUE? NO MESMO QUARTO QUE O NATSU? — gritei sem acreditar. Não, não, não, não, isso não está acontecendo — Isso não tem graça Levy-chan! — falei dando um leve soco em seu braço. Mas ela continuou sorrindo que nem idiota. E então percebi que não era brincadeira — Levy-chan! — a peguei pelos ombros — Por favor, me deixa ficar no seu quarto, por favor! — supliquei. Mas sua reação não mudava — Você não faria isso com sua melhor amiga, faria?
[...]
Baixinha maldita. Melhor amiga uma ova! “Você vai me agradecer depois”, só se for te pendurando em um poste. Não acredito nisso. Amigos traidores. Calma Lucy, calma. Pensava revoltada enquanto ia até a região dos quartos. Tinha várias portinhas uma ao lado da outra. Porque estou tão nervosa? É só para dormir. E a Juvia vai estar lá também. O que poderia acontecer de ruim? Nada, claro que nada. Estou nervosa à toa. Tentava me acalmar ao passo que me aproximava de meu quarto.
Abri a porta e então toda minha calma se foi quando vejo Natsu sentado em uma das camas. Nossos olhares se cruzaram e um arrepio passou por todo meu corpo.
Isso com certeza, não vai dar certo.
Notas finais
Ficou meio pequeno, mas compenso nos outros, certo?
Espero as reviews ~ ♥
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