Destino Das Fadas

60 Capítulo 57


Notas iniciais
Olá meus queridos e fieis leitores dos quais não mereço. Sei que não são todos que leem minhas gigantescas e cansativas notas iniciais, porém desta vez elas são o mais importante. Não posso dar recados em capítulos o que torna tudo bem mais complicado, então farei por aqui para não ser advertida. Estou postando apenas uma parte do que eu já havia escrito antes de uma grande confusão se aglomerar em minha vida, fazendo com que eu "abandonasse as fanfics", para poder vir aqui falar com vocês. Faz quanto tempo mesmo? Pelo que vi desde setembro que não apareço. E isso é sim uma completa falta de respeito com todos vocês que aguardam por um 'próximo capítulo'. Por onde começar a falar? Pelo começo de preferencia, Fairy. Ok, Ok. Monólogos, eu ainda os amo. HDUSIAHDUIAHSUIDA Antes de tudo, antes de sumir do mapa de vez, eu havia começado a reeditar ADF e comecei a postá-la reeditada no AS. Como podem conferir lá, existe essa mesma história, porém com alguns ajustes, e fui postando aqui também. Até que para quem chegou a ver os primeiros capitulos de ADF aqui no Nyah! estão um pouco diferentes. Não queria mudar a história, sou apaixonada pelo NaLu crescente que foi se formando, mas eu comecei a reler e achei ridícula minha escrita. Lógico que acharia, sendo ADF minha primeira fanfic. Graças aos céus, nós escritores melhoramos ao longo do tempo, conseguimos vocabulário, estudamos gramática, e o mais importante, temos o incentivo de nossos leitores. Todos que estão comigo há muito tempo puderam ver meu desempenho e sempre agradeci inteiramente a todos os leitores por minhas melhorias. E... já estou divagando novamente. Resumindo esta parte, comecei a reeditar ADF e com o incentivo da Hinata Dragneel passei a postar no AS. Até que começou a ficar complicado postar lá também, e ainda mais continuar DDF. Porém ao começar a reeditar ADF, reparei muitas falhas na história, muitos erros que fariam diferença depois, então decidi reeditar ADF completamente antes de voltar a escrever DDF. Um pouco triste, até para mim. Achei que seria fácil e rápido mas não. É quase como escrever uma história nova, tendo apenas uma base. Além disso, tive inspiração para uma outra história, e cheguei a escrever 8 capítulos dela. Então comecei a ter muitos problemas... problemas além de tempo. Perdi completamente minha motivação de escrever, minha motivação para tudo, se é que me entendem. Entrei no Nyah e no AS algumas vezes, só por saudade, mas a motivação não veio. Apenas a culpa de ter abandonado tudo sem falar nada. Enfim, hoje resolvi entrar, depois de alguns bons meses sem visitar a página. Encontrei vários comentários desesperados e 15 MP's perguntando da continuação de DDF. Minha surpresa foi tanta que percebi que devia fazer algo. Por isso estou aqui dando meu sinal de vida. À todos aqueles que estão preocupados comigo, eu agradeço MUITO a atenção, esse carinho de vocês sempre foi essencial para mim. Eu estou bem, a poeira abaixou, os problemas estão aos poucos se resolvendo. Agora vamos aos que todos querem saber. DDF. Esse meu 'sinal de vida' não quer dizer a continuação de DDF, tampouco confirma seu abandono. Eu sempre afirmei que nunca abandonaria minhas fanfics, apesar de muitas vezes ter mesmo pensando em fazê-lo. Mas tenho um carinho especial por elas, nunca as apaguei de meu pc, e guardo muitos capítulos aleatoriamente escritos. Por causa do meu cotidiano corrido, é pouco provável que eu consiga postar, muitos menos escrever. Por causa da greve, minhas férias são praticamente inexistentes até o fim do ano. Então, como continuar? Cheguei a falar para algumas leitoras que mantenho contato que apagaria as fanfics. Mas meu coração é burro o bastante, e apegado o bastante para não conseguir. Aqui está uma parte da minha vida, está algo em que eu me esforcei, algo em que me sinto reconhecida. É dificil, é EXTREMAMENTE dificil para mim. Quero que vocês entendam. Enquanto eu estiver nesse ritmo não poderei voltar, e também não vou excluir as fanfics. Pretendo voltar algum dia, provavelmente não estarei mais escrevendo tão bem, ou inteirada nos sentimentos da fanfic, mas pretendo voltar. Digo isso para deixá-los livres desse fardo de esperar. Sei que quando eu voltar, talvez não haja leitores, aqueles com que pude dar boas risadas poderão estar em uma vida corrida como a minha atualmente, novos leitores virão. O tempo não é algo melodramático por si só? Tudo muda. Apesar de dizer que irei voltar algum dia, venho pedir para que não esperem por mim. Podem ser anos, e não mais meses. Estou aos suspiros escrevendo tudo isso. Começo a lembrar de minhas notas iniciais gigantescas, e como eu morria de rir quando os leitores comentavam o quanto eu tagarelo nas notas iniciais. Lembro também das vezes que fui ameaçada, dos nervosismos, das lágrimas, dos momentos compartilhados, das histórias lembradas pela fanfic. Lembro dos incentivos, do carinho e dos "Você melhorou muito". "Eu amo a sua história". e tantas outras frases que guardo comigo. Com tudo isso, só espero ter dado bons momentos à vocês, que todas as risadas, lágrimas, piadas tenham feito algo na vida de vocês, nem que seja apenas um breve momento de descontração ou alguma lição. Espero que vocês possam também melhorar naquilo que gostam e que tenham pessoas que queiram seu bem e que incentivem vocês como vocês me incentivaram. Espero que sejam teimosos o suficiente para não deixar seus sonhos escaparem. E espero que mesmo que suas vidas estejam na lama, com tudo dando errado, vocês ainda confiem em si mesmos, porque se fizerem isso, podem alcançar qualquer coisa. Acho que me superei desta vez. Com certeza, as notas iniciais serão maior do que o pequeno trecho que trouxe para vocês. Espero que aproveitem essa pequena parte para poderem esquecer essa fanfic por um bom tempo. Só tenho a agradecer. ♥

uma pequena parte do Capítulo 57

Yukino.

Acredito que neste momento eu deveria ajoelhar em seus pés e pedir perdão por tudo de ruim que fiz, porém, será suficiente? Errei desde o início com ela. Não digo que fingi ser sua amiga, pois não fiz isso, realmente a encaro como uma mulher incrível. Mas não deveria ter mentido sobre Natsu, e provavelmente isso faria com que não fossemos amigas e nem que eu fosse madrinha de seu casamento. Eu não estaria lá, e consequentemente, cuidaria melhor do meu bebê. Porém não foi assim que tudo aconteceu. Eu menti, Natsu mentiu, e tudo virou uma bola de neve gigantesca demais para qualquer um aguentar.

Só consigo murmurar seu nome, sentindo todos meus músculos se contraírem de tensão. Enquanto Natsu se afasta de mim e se levanta, provavelmente para acalmá-la.

Vejo por seus olhos avermelhados e inchados, o quanto chorou. Ela não choraria pelo meu bebê perdido. Não choraria por mim de forma alguma. Ela chorou por Natsu, e por seu amor à ele. Conheço essa sensação muito bem, e ela é devastadora. É a sensação de ter o maior sentimento do mundo na palma das suas mãos e a perder com um simples toque.

— Yuki... — Natsu sussurra em sua direção.

— Não me chame assim — retruca rapidamente. Natsu para de andar, e fica parado três metros à sua frente. Meu corpo se enrijece — Você... — gagueja parecendo sem fôlego, enquanto uma lágrima escorre por um de seus olhos claros — Vocês dois... São uns mentirosos.

Engulo minha culpa, como se ela fosse algo que eu deveria mastigar, porém passa direto por minha garganta. Seu olhar de fúria para sobre mim. Não consigo encará-la por muito tempo, me sinto suja demais para isso. Se eu o fizesse, estaria a desafiando e com certeza não estou, nem posso.

— Certo — Natsu diz calmamente — Vamos conversar em outro lugar, tudo bem?

Sua voz demonstra tranquilidade, mas sei que é apenas fachada. Natsu está tão destruído quanto eu, do mesmo jeito que também está desesperado. Porém ao vê-lo tentando tirar Yukino dali, sinto que é por mim. Para não me abalar. Talvez seja imaginar demais, ou querer demais, mas Natsu é exatamente assim e eu o amo por isso. Amo o bastante para querer resolver isso por ele, por nós.

— Natsu — digo fracamente, tentando montar um diálogo em minha mente que faça tudo se resolver de uma vez por todas. Ele me olha de lado. Molho meus lábios, sentindo-os secos — Me deixe conversar com Yukino.

Seu olhar de espanto já me diz que sua resposta será “Não”. Porém ainda mais espantada está Yukino, que me olha curiosa, mesmo que ainda expressivamente furiosa.

— Nem pensar, você vai descansar! — repreende.

Não posso voltar atrás, vou levar até o fim.

— Natsu, só... saia — digo de maneira mais convincente.

Ele ainda balança a cabeça parecendo inconformado. Olho para ele, tentando passar segurança, o que é basicamente impossível pensando no fato de eu não ter segurança alguma. Mas só dessa vez quero fazer a coisa certa, só dessa vez... quero lutar. Natsu suspira, abaixando a cabeça.

— Vou estar por perto — avisa um pouco receoso.

Ao passar por Yukino, ela se afasta, sem conseguir encará-lo. Sei que ela quer mostrar certa repulsa, mas seu olhar a entrega. Ela é apaixonada por Natsu e nada que ela faça ou diga poderá mudar isso. Eu tentei de todas as formas possíveis, mas descobri que nem todas as possibilidades do mundo mudariam algo inalcançável, como meus sentimentos.

— Yukino... — começo a falar ainda em dúvida do que devo dizer ou não.

— Você é a pessoa mais manipuladora que conheço — dispara friamente sem nem ao menos me dar a chance de dizer algo, abro a boca para rebater, mas não consigo — Você usou o Natsu direitinho fingindo essa gravidez ridícula.

Fecho a boca devagar. Sinto-me perplexa, enquanto ela ri com desdém.

— Confesso que tenho que tirar o chapéu para você — debocha. Seu modo de falar demonstra o quanto essas palavras passaram e repassaram em sua mente, pois sua boca se enche para jogar toda a verdade na minha cara — Fingir um sangramento na noite do meu noivado foi genial. Foi demais até para você.

Não posso acreditar que ela esteja mesmo falando isso. Eu deveria revoltar-me e retrucar todas suas invenções, mas não faço. Quando vejo uma lágrima escorrer por seu rosto, percebo que ela não faz por mal, mas sim por desespero. E essa sensação é horrível.

— Fingindo ser minha nova e grande amiga, enquanto estava de olho no meu noivo! Tudo isso porque eu posso tê-lo e você não. Ele me escolheu! É comigo que ele vai se casar! Porque você simplesmente não dá o fora das nossas vidas?

Suas rudes palavras saem sem intervalo de sua boca. Suas lágrimas despencam e seus gestos enquanto fala se tornam brutos e apavorados. Tento me manter calma, mas as lágrimas também começam a escapar de meus olhos. Não consigo compreender, mas acho que em situações como essa, nada pode ser entendido por completo. É só que... ouvindo de boca dela tudo parece mais real.

— Ah, vai fingir chorar também? — grita sem medo de parecer ofensiva — Ele não está mais aqui para você continuar seu teatrinho, Lucy! Foi por isso que você o mandou sair, não é? Para poder tirar sua máscara ridícula!

Choro silenciosamente olhando para ela, absorvendo cada palavra. Eu deveria chorar por me sentir completamente injustiçada e ofendida, mas essas lágrimas não são por essa causa. Meu coração se aperta de ouvir palavras tão enfurecidas sobre mim. Mas... quando olho para Yukino enxergo à mim mesma. Confusa, desesperada, sem saída. Às vezes só precisamos jogar todos esses sentimentos ao vento, desabafa-los, tirá-los de si, e acredito que seja isso que ela está fazendo.

— Por que Lucy? — Seu tom fica mais baixo — Por que...

— Me perdoe.

É tudo o que digo, simples e calmamente. Seus olhos inchados pairam sobre os meus.

— Prometa deixa-lo — murmurou — Se quer meu perdão, prometa sair de nossas vidas. Prometa deixar nosso casamento em paz.

Sua voz sai como uma súplica. Apesar de tudo, eu a admiro. Não tenho metade de sua coragem. Ao vê-la implorando por uma promessa minha, cerro meus punhos. Percebo como todos meus erros afetam não apenas minha vida, mas a vida de todos ao meu redor. Nessa hora reparo como destruí sua vida e também como posso reconstruí-la.

Eu errei tanto. Existe alguma mínima chance para que eu alcance a felicidade?

Existe ainda em algum lugar escondido, uma possibilidade de eu sorrir sem temer a nada? Sem magoar as pessoas que amo? Sem ter que fingir ser algo que não sou?

Por um momento olho para Yukino e seu desespero aparente, e penso que talvez eu possa ajudá-la a alcançar sua felicidade. Penso o quanto eu ficaria feliz apenas por saber que pude fazer alguém se sentir melhor. Fecho meus olhos e penso em tudo que vivi, as coisas boas e ruins e por um mísero instante quero ter esperanças de um dia fazer tudo aquilo que sonhei. Quero ter esperanças de viver uma história de amor verdadeira.

É simples dessa maneira. Eu escolhi você. Eu te disse isso invariáveis vezes e vou continuar repetindo. Não importa se você tentar me tirar da sua vida, porque você vai continuar na minha.”

Sua voz suave e apaixonante invade minha mente. É então que me dou conta... já tenho uma história de amor. E com todo meu coração, não quero mais nenhuma. Não preciso de mais nenhuma.

Notas finais
Nunca desistam do que acham ser certo para vocês. Não deixem que ninguém dite seu futuro. Não vivam de arrependimentos, não vivam de passado. Apenas... vivam. Milhões de vezes, obrigada por tudo até aqui. Verdadeiramente, eu amo vocês. ♥ Até a próxima. Fairy.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.