Destino Das Fadas

20 Capítulo 20 — Encontro [parte 2]


Notas iniciais
Olá amores, como estão?
Fiquei realmente comovida com os comentários, com certeza vocês merecem esse capitulo adiantado! KKKKKKKK Muito obrigada seus lindos!
Como podem ver me animei um poquinho escrevendo, e talvez fique meio cansativo :/, mas espero que gostem,
Ah, bem vindo novos leitores (;
Boa leitura ♥

Capitulo 20 — Encontro [parte 2]


— O que foi que disse rosinha? — Sting já estava com uma expressão alterada, bateu a mão na mesa com força. Porque ele tá assim? Ele tá com a Jenny!

— Acho que você entendeu exatamente o que eu disse Barbie — Natsu continuou provocando-o. Eu estava totalmente perdida no meio daquelas provocações, percebi que Jenny também.


— Bom dia, gostariam de fazer os pedidos? — uma garçonete se aproximou. Sim, por favor, uma dose dupla de normalidade.

— GOSTARIAMOS! — gritei cessando a discussão dos dois, que não paravam de se encarar. Até parece que voltamos ao colegial, quando esses dois saiam aos socos. — O que vai querer amorzinho? — perguntei colocando o cardápio em sua frente.

Natsu me fitou por um tempo, estávamos atrás do cardápio. Não conseguia decifrar seus olhos, era uma mistura de raiva e... alguma outra coisa.


— Só você, já está bom — murmurou, me deixando corada. QUE? Ele não tá normal. Depois de falar isso como se fosse algo completamente normal, simplesmente se virou para a garçonete e pediu: — Me traz um cappuccino quente e... pode ser um misto quente.

Continuei olhando para ele, sem entender nada de sua reação repentina, e ainda mais por ele fingir que foi algo completamente natural. Mas tive que esquecer isso temporariamente quando a garçonete anotou seu pedido e me olhou.

— Amor, fala o que você quer — Natsu disse chamando minha atenção. Amor? Esse namoro de mentira não tá dando certo! Se cada vez que ele me chamar assim meu coração disparar, estou perdida.

— Ah, claro — despertei de meus pensamentos — Eu quero... um chá e um pão de queijo — pedi passando meus olhos pelo cardápio. Ela anotou e olhou para o outro casal. Ouço Natsu dando uma risadinha, olho para ele confusa e pergunto: — Do que está rindo?

— Nada — disse com um sorriso estampado no rosto, se aproximou mais de mim — É só isso mesmo que você quer? — sussurrou. Me fazendo soltar um gritinho fraco. Vejo todos me olharem. Que vergonha. Ele quer me matar. Olhei para ele e vi que ele estava rindo. Idiota.

Poucos minutos depois a garçonete se vai, o que não era muito bom, porque o clima tenso voltou. Os dois se encarando, Jenny sorrindo falsamente, e eu perdida no meio disso tudo. O que vim fazer aqui? Porque aceitei a provocação da Jenny? Ah é, para não ser chamada de encalhada.

— Então Natsu e Lucy, como vocês começaram a namorar? — Jenny perguntou, seu sorriso dizia que ela sabia exatamente o que estávamos fazendo. E isso com certeza me deixava mais nervosa. Ou será que estou pensando nisso porque eu sei que estamos mentindo?

— Eu sou apaixonado por ela desde que a conheci, mas como éramos bons amigos, nem fiz nada, até eu voltar para Magnólia — Escutei Natsu dizendo. Olhei para ele confusa. Provavelmente ele viu o quanto fiquei aflita e tomou as rédeas. Bom trabalho.

— Tsc, que medroso — Sting murmurou, fazendo Natsu o encarar com raiva. Por sorte não estavam um na frente do outro senão provavelmente haveria briga.

— Sou eu quem está com ela agora, quem é o medroso? — retrucou me abraçando. Que briga mais estranha e na frente da Jenny. E o mais estranho era que ela não parecia se importar.

— Então Jenny! — praticamente gritei tentando parar novamente aquela discussão esquisita. Natsu está com ciúmes? Sei lá. — Não sabia que estavam namorando, faz muito tempo? — perguntei ignorando os dois e olhando apenas para Jenny.

Ela e Sting se olharam por alguns instantes. Pareciam pensativos. Isso é mesmo bem estranho.

— Faaz... — disse com a voz fraca, parecia suar frio.

— Faz pouco tempo — Sting completou.

— Vocês não parecem namorar — Natsu foi direto ao ponto. Eu estava apenas pensando isso, mas ele realmente falou.

— E vocês? Não se beijaram desde que entraram aqui — Jenny desafiou. Ai, ponto para Jenny. Minhas mãos tremiam. Ela sabe, ela com certeza sabe. O que eu faço? O que eu...

Não sei o que aconteceu, mas um segundo depois, meu corpo todo estremeceu, sentindo Natsu me puxar para si e me beijar. Ele me beijou. Me beijou de verdade. Não sei nem se fechei os olhos. Meu coração saltou. Minha respiração falhou. Era como se um choque percorresse todo meu corpo. Um choque gostoso. Seus lábios macios encostados nos meus. De um jeito terno, carinhoso. Não tive reação, mas eu não queria que acabasse. Sentia sua mão em meu pescoço, me prendendo. Não acredito ainda que ele fez isso e aqui. Meu corpo mal me obedece. E me surpreendo mais ainda ao sentir sua língua quente passando pela minha boca. Sentia-me sem fôlego. Sentia sua respiração forte. Já podia sentir meu corpo esquentar só com seu beijo. Natsu é assim, é quente. E me recordei bem disso ao beijá-lo.

— Já podem parar — Jenny nos despertou. — Eu já entendi.

Separamos nossos lábios. Ainda não sabia o que falar, se deveria falar. Olhava para Natsu e ele para mim. Aquela conexão que nossos olhares fazem quando se encontram. Sem palavras, mas parecia conectar nossos sentimentos. Que beijo foi esse... Fazia tanto tempo que não o sentia. Não lembrava que era tão bom assim. Isso foi mesmo só de mentira? Porque pareceu bem real para um namoro de mentira. Ele parecia confuso, passou a mão por seus cabelos desviando olhar. Fiquei um tempo olhando para minhas mãos, sentia que meu rosto estava ardente.

UAU. Era o que se passava pela minha mente. Não acredito que ele fez isso. Foi tão longe para fingir ser meu namorado? Não estou entendendo nada. Mas uma onda de sensações me veio à tona. A maior dessas sensações, era a esperança, que sempre batia lá no fundinho. Esperança que ele ainda me amasse. O QUE FOI ISSO?

— Acredita agora que a gente namora ou vou ter que pegar ela na sua frente? — Natsu quebrou o silêncio e me trouxe de volta a realidade. ME PEGAR?

A garçonete chegou trazendo nossos pedidos, deixando-os em nossa frente.

— Não precisa querido — Jenny disse frustrada. Sting olhava para Natsu furioso. Por que?

— Será que posso falar com você Lucy? — Sting me olhou. Falar comigo?

— Ahn... — murmurei confusa se deveria ou não e confesso, ainda estava desnorteada com o beijo.

— Porque não fala aqui? — Natsu disse me puxando — Ela não vai a lugar algum com você — sorriu. Esse sorriso convencido. Sou apaixonada por ele. E por seu dono.

— Sting como você a chama para conversar na minha frente? — Jenny perguntou inconformada. Agora sim parece a namorada dele.

— Fica quieta Jenny — Ele respondeu. WOW.

— Não Sting, você fica na sua! — Retrucou.

As coisas estão ficando tensas. Os dois continuaram discutindo. Olhei para Natsu e ele para mim, e começamos a rir baixinho com aquilo. Natsu pegou em minha mão por baixo da mesa. O que me fez arrepiar. E por mais que fosse muito estranho, apenas o olhei e sorri, entrelaçando nossos dedos.

— Quer saber Jenny? Chega, acabou tudo entre a gente! — Sting grita, se levantando. Tá, acho que as coisas se descontrolaram para seu lado hein Jenny?

— Você não pode terminar comigo idiota, a gente nunca esteve junto! — gritou de volta. A essa altura todos já olhavam para nossa mesa. E Jenny correu chorando para o banheiro. Aiai...

— Hei Natsu, vou até lá — falei ao ver Jenny chorando. Ele me olhou e sorriu.

— Tem como não se apaixonar por você? — sorriu de lado, me fazendo derreter e corar. Levantei-me e fui até ela. Ela é mesmo enjoada, chata, convencida, mas fazer o que. Não gosto de ver pessoas chorarem. E o modo como ela levou o fora, foi bem, bem constrangedor.


Natsu



— Ow purpurina — Sting se senta novamente me olhando. Calma Natsu, não o mate. Se a Lucy consegue, você também consegue.

— Que é? — respondo, jogando os braços para trás da cabeça.

— Vocês não estão juntos de verdade não é? — perguntou sério. Porra, aonde ele quer chegar? Sinto lhe dizer que pelo menos hoje, estamos sim.

— Estamos sim — digo mantendo a calma e o tom de voz, assim como ele também estava fazendo.


— Eu sei que é mentira — disse olhando para a mesa — O que você sente por ela?

Ah, essa pergunta. A pergunta que me assombra todos os dias, desde que a conheci. Porque insistem tanto em me fazer falar o que sinto pela Lucy? Eu sei o que sinto, e não preciso falar a ninguém, nem a ela. Se eu falar posso estragar tudo de novo.

— Gosto dela — respondi. Uma resposta a altura. Não conseguiria mentir tanto a ponto de dizer que não sinto nada, mas sobre aquelas três palavras, vão ficar apenas comigo.

— Deixe apenas te dizer, ela realmente ama você, tá estampado na cara dela, ou quando ela olha pra você, ela nunca me olhou daquele jeito, então se você apenas “gosta” dela, deveria deixar ela livre, por que enquanto você ficar alimentando essa esperança nela, ela não vai desistir de tentar — disse, se levantando — Estou indo, se a Jenny voltar diz que nosso acordo acabou.

Acabei de levar sermão de um cara que me odeia? O pior é que eu sei que ele está certo. Em tudo. Eu sempre soube disso, a gente só vai se machucar. Droga. Ele parou novamente, sem se virar.

— Esqueci de te avisar, qualquer que for sua escolha, não a faça sofrer, ou eu acabo com você! — disse e saiu da cafeteria.

No fim, sou eu quem merece levar porrada mesmo. Não deveria nem ter aceitado vir aqui com ela. E o que foi aquele beijo seu idiota? Não agüentei. Eu queria, e a chance veio. Aquela boca tem um poder sobre mim, a Lucy toda tem poder sobre mim. Tinha esquecido... o quão viciante é o gosto da boca dela na minha. Despertei de meus pensamentos ao vê-la chegar, e Jenny ir embora, dando um leve sorriso para nós. É Lucy, você faz milagres. Pra mim, bastou você nascer.


Lucy



— Demorei? — perguntei ao vê-lo sozinho ali, parecia bem pensativo. Voltou seu olhar para mim.

— Não, gata, foi bem rápida — disse com um sorriso de lado. Mesmo sorrindo sinto que ele me esconde algo. Mas não tenho permissão para invadir seus pensamentos. — Vamos? Eu te deixo no trabalho — ofereceu.

— Ah, obrigada — respondi sorrindo. Ele se levantou estendendo o braço para mim. Fofo. Envolvi meu braço no dele e fomos ao caixa pagar. Depois saímos de lá. Meu coração já se apertava. Então acabou? Ele vai me deixar no serviço, e tudo não vai passar de um sonho.

— E aí, como a Jenny ficou? — perguntou enquanto íamos até seu carro, incrivelmente estávamos de mãos dadas. E eu não me importava nem um pouquinho.


— Parece que eles estavam mesmo fingindo, assim como nós, mas acho que a gente tem mais sincronia — falei rindo. Ele riu também.

— É, sempre fomos uma boa dupla não acha? — olhou para mim sorrindo. Tem como negar? Meu rosto avermelhado diz que não.

— É, somos mesmo uma boa dupla — sorri de volta. Ele apertou minha mão e pude perceber um segundo que sua expressão estava triste. Queria mesmo entender, ele me ajudou quando mais precisei. Mas respeitarei seu tempo.

Caminhamos até seu carro, e tive que soltar de sua mão. Não queria, não queria mesmo. E sinto que fiz o que minha mente pediu ardentemente, porque na hora em que ele foi soltar, eu a apertei forte. Droga de reação inconsciente. Ele me olhou.

— O que foi Lucy? — perguntou preocupado. E então soltei sua mão.

— Ah, nada, só... nada, nada mesmo — falei indo para o lado do passageiro no carro.

— Tudo bem então... — murmurou e entrou no carro.

Ficamos em silêncio o caminho todo. Era assustador, só não sei o motivo de ser assustador. Acho que é porque vou ter que ficar longe dele. E aquele beijo ainda não saía de minha cabeça. Perdida em pensamentos sinto o carro parar. Chegamos. Que rápido.

— Então... obrigada por hoje e por me trazer até aqui... — falei sem graça, ele piscou para mim.

— A seu dispor — abriu seu sorriso lindo. Abri a porta do carro, mas antes de sair ele segurou em meu pulso, olhei para trás confusa — Hei, nosso acordo dura até o fim do dia não é? — perguntou, fazendo meu coração saltar.

— Claro — respondi rapidamente, olhando em seus olhos.

— Tá afim de matar aula e fazer algo? — propôs, e um sorriso invadiu meus lábios, assenti com a cabeça.

— Super afim — falei sorrindo. Ele soltou meu pulso.

— Até a noite então, namorada — sorriu, senti meu rosto corar.

— Até... — disse com a voz meio falha e sai do carro, o vendo partir. Talvez não seja tão ruim assim estender essa mentirinha não é?

—♥—

O tempo passou devagar, como sempre passa quando estamos ansiosos para o fim da tarde. Depois do trabalho corri para minha casa, me arrumar, Natsu me mandou uma mensagem para irmos ao cinema, e eu adorei. Destino, o que está querendo com isso tudo? Às vezes penso, será possível passarmos por tudo isso e não ficarmos juntos no final? Algo dentro de mim quer acreditar fielmente que não. Sinto que temos uma ligação. Essa ligação que me faz voltar sempre pra ele.

Termino de ajeitar meu cabelo e escuto a buzina do carro de Natsu. Me olho no espelho. Saia preta rodada, com um cinto marrom, regata branca com um cardigã longo, preto por cima. Botas de cano longo marrons. Estou com usando uma corrente que achei esses dias de minha mãe. Dourada com uma asa de pingente. Um acessório importante, para um dia importante. Por fim, algumas mechas de meu cabelo amarradas de lado com uma fita branca. Respiro fundo e vou até a entrada de minha casa, onde vejo seu carro estacionado.

Ando até seu carro, e abro a porta sorridente, ele me olha e sorri também. Estava com uma camiseta de manga longa e touca, cinza, calça jeans e um all star branco com detalhes em preto. Lindo e sedutor como sempre.

— Nossa, achei que eu estava bonito — disse assim que me viu, dei uma risada sem graça e entrei no carro.

— Você está bonito, Natsu — falei para alargar seu ego, que já não é muito pequeno.

— Eu nasci bonito amor, mas confesso que hoje você ganhou — brincou rindo. Bati em seu ombro.

— Eu sempre ganho, pode dizer! — entrei em sua brincadeira.

— Ah não exagera vai — continuou rindo e logo o carro começou a se mover.

— Tonto — falei me acomodando no carro e colocando o cinto.

— Boba — rebateu. Nossa, agora ele tem xingamentos mais fofos.

— Convencido

— Dramática

Olhei para ele, ele olha rapidamente para mim e começamos a rir. Parecia como antes. Talvez o tempo não volte, mas... meus sentimentos nunca se foram. Continuamos conversando coisas nada a ver, como discutir sobre filmes que poderíamos ver, se iríamos comer depois em algum lugar, e brigávamos trocando as músicas que tocavam.

— Deixa essa! — gritei apertando novamente no botão que fazia a música voltar. Gostava dessa música. Na verdade era a música que eu escutava quando Natsu foi embora. Me lembrava dele.

— Tá tá, chata — se deu por vencido.

— Obrigada, legal — falei ironicamente, lhe arrancando um sorriso.

— Mas eu escolho o filme — disse olhando a estrada, concentrado.

— Nem pensar, já falei que vamos ver “Meu namorado é um zumbi” — reclamei.

— Mas que nome mais tosco! — se queixou e continuou: — Quero ver Guerra Mundial Z, é de zumbi também, qual a diferença? — olhou de relance para mim. Apenas o olhei irritada e apertei para a próxima música que ele queria escutar.

— Pronto, agora o filme, sou eu quem escolhe — falei sorrindo. E ele começou a rir.

— Você realmente me surpreende com sua esperteza — disse e não deixou de sorrir. Dei risada também.

— Se isso foi um elogio, obrigada.

— Sério mesmo que você vai me fazer ver esse filme?

[...]

O filme era bom, achei lindo aquele final, apesar de ter achado meio nojento o começo, bem, bem nojento. Só de me lembrar deles comendo cérebros. ECA. Mas o final foi compensador, tão fofo e romântico. Ao contrário de mim Natsu só achou legal, as partes nojentas. Falando coisas como “Isso sim é um zumbi”, ou “Nossa, cérebro deve ser mesmo delicioso, olha como ele tá comendo! Olha Lucy, olha”. Idiota. Se divertindo com minhas expressões de nojo. Às vezes nossas mãos se tocavam, ou eu me escondia em seu peito. Não passou disso e mesmo assim foi perfeito. E eu não queria que acabasse. Mas o dia não dura para sempre. Só em nossas lembranças.

— E aí, o que quer comer? — perguntei ao sairmos de lá, sabia que ele ainda estava com fome, porque apesar de ter devorado a pipoca, ficou reclamando que havia acabado.

— Hm... sei lá, qualquer porcaria tá bom — disse despreocupado.

— Ei, eu não quero comer porcaria, até porque estou de dieta e... — comecei a falar, quando vi seus olhos brilharem. E posso dizer que esbanjavam maldade. Sorriu malignamente para mim.

— Você escolheu o filme não foi? — foram palavras suficientes para eu compreender que ele escolheria o que íamos comer.

— Foi — falei sem animo algum. E ele deu risada.

— Se prepare para a vingança, Heartfilia.

[...]

Ele realmente me fez comer um lanche enorme e gorduroso. Dá qual não agüentei nem metade e ele que acabou comendo, acho que era esse seu plano desde o inicio. Sentia meu estomago revirando, não estava acostumada a comer essas coisas. Você me paga Natsu.

— Estou passando mal — falei apoiando o queixo em minha mão. Estávamos na praça de alimentação do shopping que continha o cinema que fomos.

— Pára de drama Lucy, eu sei que você aguentava tudo, não precisava ficar com vergonha de comer.

— Você não presta Natsu — falei revirando os olhos. Ele deu risada.

— Não sou um ótimo namorado de um dia? — perguntou convencido. Pura verdade. Só que isso me fez lembrar que o dia estava acabando. E com o dia, nosso namoro iria acabar junto. Fiquei pensativa por alguns segundos, Natsu percebeu, e me fez acordar — Para ficarmos quites deixo você escolher a sobremesa — sorriu.

— Que? Eu nem agüento a sobremesa! — choraminguei.

— Não estou te obrigando a comer, só estou te deixando escolher! — brincou, me fazendo rir com suas palhaçadas. — Avisando que não estou no cardápio, mas se você insistir, posso pensar no caso — continuou e me fez rir mais um pouco.

— Pode ser um sorvete — o ignorei de propósito, fazendo-o olhar para mim.

— Caramba, me rejeitou fácil assim? Não vai nem pensar? — se fez de ofendido. Suas palavras me estremeciam, mas eu sei que ele estava brincando, então resolvi brincar também.

— Ah não, é muito pouco para uma sobremesa que posso escolher — continuei provocando-o. Ele deu risada.

— Nem que eu fiquei dizendo “Me escolhe, me escolhe”? — disse apontando para si mesmo. Então comecei a gargalhar. Ele realmente é o melhor em me fazer esquecer do resto do mundo. Ele me olhou sorrindo — Vem, vamos pegar seu sorvete — disse pegando em minha mão. Então continuei a brincadeira. Na verdade queria testar sua reação.

— Ei Natsu — falei, fazendo-o olhar para mim, me levantei ficando ao seu lado — Ainda posso te escolher? — falei olhando em seus olhos. O que eu não deveria ter feito, porque também fiquei sem palavras. Ele continuou me olhando. Pensativo, paralisado. Mas pareceu despertar.

— Vai ser melhor para você, escolher outra coisa — disse sério, tão sério que não parecia estar falando sobre as sobremesas. Acho que ele percebeu minha preocupação, porque logo sorriu e disse: — Você disse que não gosta de porcarias não é?

Ele estava mesmo ofendendo a si mesmo só para quebrar aquele clima? Depois ele me puxou e continuamos andando, até chegar em uma sorveteria. Tentei não parecer muito afetada pelo clima estranho de agora a pouco, e continuei conversando normalmente, rindo, brincando. Mal me dei conta que o dia passava...

E quando percebi já estávamos voltando para casa. Triste realidade. Ele deixou tocar a música que eu queria antes. Ele se lembrou. Como pode ser tão perfeito? A melodia soava pelo carro e o medo de perdê-lo me invadia. Sou idiota ao pensar nisso, vai que o que vivemos hoje não foi nada mais nada menos que uma mentira. Como um remendo para meu coração machucado. Enganando meus sentimentos. Chegamos e ele saiu do carro para se despedir de mim. Ficamos de frente um para o outro. Por favor, dia, não se acabe. Tempo não passe, me deixe ficar mais um pouco com ele.

— Foi bom hoje, obrigado — disse me olhando.

— Eu que agradeço... — sorri de um jeito fraco. Porque parecia tão embaraçoso? Natsu olhou para seu relógio e depois para mim.

— Hei Lucy... — me chamou, voltei a olhar para ele.

E ele me beijou. De novo. Seus lábios tocaram nos meus de leve, suas mãos seguravam meu rosto. Deixei-me levar pelas sensações, que eu sempre nego. Levei minhas mãos até as suas. Sentindo sua língua pedindo passagem aos poucos, e eu fui cedendo. Aproveitando cada segundo, cada toque de sua língua na minha. Elas brincavam, se entrelaçavam. Natsu me puxou mais para si. Me abraçando forte, e o abracei também. Não quero que esse momento acabe, não desgrudávamos nossos lábios por nada. O ar não parecia tão importante quanto beijá-lo. Eu o queria muito, e seu beijo mostrava o quanto ele queria isso também. E então escutamos o som que acabaria com tudo, o relógio marcando meia noite.

Natsu soltou meus lábios, me olhando ainda meio perdido. Assim como me sentia, perdida. Perdida em pensamentos, sensações e sentimentos. Ele sorriu, um sorriso um pouco triste e me soltou.

— Acho que nosso acordo acabou não é? — disse olhando para suas mãos — Até amanhã...Lucy — olhou para mim, e eu continuei petrificada, sem tirar os olhos dele, que começou a andar novamente até seu carro.

Hei dia, poderia voltar no tempo? Ou pelo menos vem me dizer, que não foi sonho.


“Então fica até o sol chegar,

que eu ligo para o Sol e aviso que hoje ele pode demorar”


Notas finais
Parabéns, vocês que chegaram ao final! KKKKKKK
O que acharam gente? *00* Muito cansativo? Coloquei algumas músicas ai, se puderem escutar, e dar uma opinião me ajudaria muito, passei o dia inteiro ouvindo músicas, sério!
Agradeço a Maya-chan pelo incentivo das músicas ♥
Até amanhã amores~ Acho que terá especial Jerza~ nada confirmado.
Espero as reviews ♥
Ps. Mais tarde respondo os reviews restantes okay? ♥