Destino Cruzado
3 Capítulo 3 - Fazendo novas amizades
Notas iniciais
Acordo assustada, olho ao meu redor e vejo três pessoas conversando na minha frente. Elas estão viradas de costas pra mim, mas eu sei que uma delas é Aspen. As outras duas são garotas, uma ruiva e outra loira.
–Aspen, a gente tem que ir pra sala, eu nunca matei aula antes e eu nem conheço essa garota!- Diz a menina loira.
–Meninas, vocês tem que me ajudar! A enfermeira não veio hoje e acho melhor a gente não ir falar com o diretor, ele iria ficar muito irritado se soubesse que ela faltou... A gente já perdeu o inicio da aula mesmo, o
que que custa?
–Aspen está certo Marlee, temos que ajuda-la. – Responde a menina ruiva.
–Okaaay, mas só dessa vez! Aspen você vai ficar devendo uma pra nós.
–Obrigado meninas! Sabia que podia contar com vocês... – Aspen abraça as duas, e é neste momento que ele vê que eu acordei. – Acordou a Bela Adormecia?
–Aspen, pode me dizer quanto tempo estamos aqui, e quando exatamente que eu dormi? – Pergunto.
Eu sentia uma dor de cabeça muito forte, e a única coisa que eu queria era sair dali o quanto antes, não gostava de hospitais, e esta enfermaria me lembrava muito um.
–Já deve ter passado metade da primeira aula. E quando que você começou a dormir eu não sei, só sei que quando chegamos aqui você já estava capotada.
–Hum. Okay, mas quem são essas duas?
–Ah, esqueci de apresentar pra você! Esta é America Singer– Ele aponta para a garota ruiva, que acena pra mim –E esta é Marlee Tames– Ele aponta para a garota loira, que abre um sorriso – Elas vieram aqui me ajudar a enfaixar seu pé, já que eu não entendo muito do assunto.
–Prazer, meu nome é Celeste. Mas Aspen acho que não é necessário enfaixar meu pé!
–Voce ta brincando né? Já viu como seu pé esta? Com certeza temos que fazer alguma coisa! – Diz America.
Olho para o meu pé. Ela tem razão, ele está horrível! A parte do tornozelo esta toda inchada, e quando tento move-lo sinto uma grande dor.
–Meri tem razão Celeste, em algum lugar aqui deve ter alguma coisa pra passar no seu pé. – Aspen fala.
–Se não é pedir muito, será que vocês poderiam conseguir um remédio pra dor de cabeça, a minha esta explodindo!! – Pergunto.
–Okay, então vamos fazer o seguinte: America, você procura alguma coisa pra gente passar no pé dela. Marlee ache um remédio pra dor de cabeça. E eu vou procurar uma faixa. – Diz Aspen.
–Okay – As duas respondem ao mesmo tempo.
Mesmo eu estando ali machucada eu estava muito feliz. Tinha acabado de entrar em uma escola nova, e pelo eu percebi, Aspen se importava muito comigo. Isso era bom, talvez nem seria tão difícil assim pra mim fazer amigos.
–Achei! –Grita Marlee– Vou até lá no corredor buscar um copo de água pra você e já trago aqui. Ah Celeste, fica de olho nesses dois por mim? Não deixe que eles façam outras coisas, okay?
Eu admito, eu senti uma pontada de ciúmes. Mas eu e Aspen não tínhamos nada não é mesmo? Não havia o porque de eu sentir isso, eu mal o conhecia.
–Ah cale a boca Marlee! – responde America, mostrando a língua pra amiga. Aspen não diz nada, apenas continua procurando a faixa.
Marlee volta com um copo de água na mão e me entrega junto com o remédio. Tomo o mais rápido possível pra não sentir o gosto do remédio.
Mais tarde América passa uma pomada em minha perna, que segunda ela, ajudaria a desinchar meu tornozelo. Aspen o enfaixa e consegue um par de muletas para me ajudar a andar.
O sinal toca novamente. Segundo Marlee já estava na hora do recreio.
Levanto da maca, Aspen me entrega as muletas e seguimos pelo corredor.
O refeitório ficava no primeiro andar, então tivemos que descer um lance de escadas. Nos primeiros degraus foi mais complicado, mas depois eu já tinha pegado o jeito e foi tranquilo.
Quando chegamos fui em direção a uma mesa que ficava mais escondida. Todos olhavam para mim, afinal eu estava com uma muleta, meu tornozelo estava enfaixado e pra piorar eu era aluna nova.
–Bom, a gente vai pra lá. Celeste se precisar é só chamar! – Diz Marlee, eu confirmo co a cabeça e as agradeço.
–Aspen? Você não vem? – Pergunta America.
–Não, eu vou fazer companhia á Celeste. Talvez ela precise de mim.
America assente, e as duas vão se sentar em uma mesa com mais três pessoas.
–Sabe, você pode ir com elas... – Digo. Na verdade, eu queria que ele ficasse aqui comigo mas não podia dizer isso a ele.
–Eu sei. Mas eu queria passar mais um tempo com você. Sei como é difícil estar em uma escola nova.
–Você sabe?- Pergunto curiosa.
–Na verdade não!- Nós dois rimos – Eu só estudei nesta escola a minha vida toda, mais sei que deve ser muito difícil.
–Sabia que eu também pensava isso? Até eu te encontrar, você foi tão gentil comigo mesmo sem me conhecer. Aqui eu vou poder começar do zero, e tentar evitar as coisas de ruins que fiz na minha antiga escola.
Ele pensa por um instante.
–Não entendo, você é uma pessoa boa, como pode ter feito coisas ruins?
–Eu até posso ser uma pessoa boa agora, mas eu não era. Eu era tipo as patricinhas dos filmes da Disney sabe? Eu só pensava em mim mesma.
–Mas você mudou não é? Quer dizer, você não é mais aquele tipo de pessoa?
–Acho que mudei, mas isso só o tempo vai poder dizer.
Ficamos calados por alguns segundos que pra mim pareceram uma eternidade.
–Você é a primeira pessoa com quem falo sobre isso sabia?
–É uma honra então!
Eu tinha que perguntar, essa curiosidade estava me matando!
–Aspen? Será que posso te fazer uma pergunta?
–Na verdade você já está fazendo uma, mas deixo você fazer uma segunda!
– Você e aquela garota ruiva, a America, vo... vocês tem alguma coisa?
–Olha, eu vou ser bem sincero com você. Eu já amei muito a America, ela
foi o meu primeiro amor e eu nunca vou esquecer disso, eu sinto um carinho muito grande por ela. Mas tudo já terminou. – Ele responde.
Assinto.
–Se não é perguntar de mais, o que aconteceu que vocês terminaram?
–Bom, a gente tinha brigado um pouco antes do ano novo por um motivo besta. Mas sabe, America é do tipo de pessoa bem esquentada e ficou muito chateada comigo, simplesmente parou de falar comigo por um tempo. No ano novo ela foi viajar, e lá conheceu um outro cara, acho que o nome dele era Maxon, os dois sentiram uma grande atração um pelo o outro, e como estava com muita raiva de mim acabou ficando com ele. – Ele parou por um tempo, e continuou – Não foi certo da parte dela, mas agora já não importa mais. Sei que ela gosta mais dele e respeito sua decisão.
–Mas e esse tal Maxon, mora aqui?
–Não, mas acho que America e ele ainda se falam por mensagens...
O sinal toca, é hora de voltar para a sala.
Minha próxima aula foi de matemática, e adivinha? Aspen, America e Marlee são da minha turma! Pelo menos assim não me sentiria tão sozinha.
O tempo passou rápido e quando era hora de irmos para casa, liguei para o meu pai vir me buscar, assim não precisaria fazer tanto esforço com o meu tornozelo.
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