Destino
4 Capítulo 4
— Então, eu não sei direito como dizer isso, até porque você me conhece a vida toda eu nunca me sentir assim, eu estou com uma grande confusão dentro de mim, desde o dia que a nova professora se apresentou a sala, parece que algo despertou em mim, eu fico ansiosa pra vê-la, toda vez que ela passa é inevitável não sorrir, quando ela está por perto, eu fico agitada sempre a buscando com os olhos, e além de tudo isso, ela tem estado constantemente nos meus pensamentos, e eu já não sei mais o que fazer, é como se quanto mais, eu quisesse afastar, mais perto ela esteja.
Eu não sabia de onde tinha vindo tudo aquilo que eu acabava de dizer a minha amiga, até porque, nem eu mesmo havia me dado conta de tudo que eu estava sentido esses últimos dias, foi como tirar um nó da minha garganta. Ruby me olhava como se tivesse tentando processar tudo que acabara de ouvir, e ao invés de uma cara de interrogação, como a minha, ela sorriu. — Bom eu já posso falar? — Ruby me perguntou, me tirando dos meus próprios pensamentos. Eu apenas balancei a cabeça, concordado. — Eu sei que você já me contou tudo em relação a muitas coisas da sua vida, porém eu preciso perguntar para ter certeza, você já gostou de alguém mana? — Não! Você sabe disse, a única pessoa que eu me envolvi foi aquela menina da escola, e quando éramos mais novas, que eu e killian nos beijamos, mas não houve sentimentos, foi apenas um beijo. — Mas o que isso tem a ver com o que eu te contei? — Eu não estava entendo onde Ruby queria chegar com aquilo, o que as minhas inquietações, tinha que haver com eu já ter gostado de alguém — Em, você já parou para pensar que pode estar gostando da nossa professora? Eu não conseguir ter outra reação a não ser rir, Ruby só podia estar ficando louca, como isso seria possível, não, não era isso. — Está louca Ruby? Eu gostando da Regina, de onde tirou isso? Pensei que iria me ajudar não que iria fazer piadas. Ruby olhou pra mim, respirou fundo olhou para a direção do quarto dos meus pais, acho que pra verificar se ninguém vinha, e após olhar para mim de novo ela disse: — Vou te perguntar algumas coisas, e não precisa me responder ok? Só pense sobre. — Não sei como isso pode me ajudar, mas tá! bom, pode perguntar — disse meio desanimada por não ter mais certeza se minha melhor amiga seria de fato capaz de me ajudar.— Você disse que quando está perto dela, você fica agitada certo? Essa agitação, é especificamente seu coração batendo mais rápido? Quando você pensa nela, pensa nos detalhes, na voz, nos traços, em como ela seja fora da escola? Quando olha nos olhos dela, você sente como se não existisse mais nada fora vocês duas? Como se o mundo parasse? — Eu estava espantada, eu não era tão boba a ponto de não entender onde minha amiga queria chegar, porque, no fundo ela estava certa, cada palavra que ela dizia eu sentia, realmente ficava com o coração acelerado ao vê, Regina, chegava às vezes a imaginar como seria a vida dela fora dos portões da escola, em cada detalhe seu, o quanto seus olhos eram uma das partes mais lindas que eu achava nela. Isso não podia estar certo, eu não poderia estar gostando da minha nova professora, nos conhecíamos a poucos dias, mal nos falamos, e quando acontecia era apenas, saudações breves, ou agradecimentos por eu ajudar em algo pelos corredores, não poderia ser, ou poderia? Ao olhar para Ruby, era como se ela tivesse acabado de ouvir meus questionamentos. Ela olhou pra mim, sorriu e apenas balançou a cabeça como se concordasse com o fato, que sim poderia ser. — Ruby não pode ser… — Não conseguir terminar o que ia dizer, pois, assim que Ruby viu meus pais, ela falou. — E então vamos pedir? — Ruby conhecia meus pais, que assim como os seus nunca foram preconceituosos em relação a nada, todavia sabia também que se eu não havia dito nada a eles, é porque ainda não me sentia confortável, o que me fez olhar para ela, e apenas sussurra um obrigado.— Vamos sim! — respondeu meu pai. — E como da última vez fomos nós a escolher o filme, dessa vez é por conta de vocês. — Obrigada tia, mas dessa vez não tenho nada em mente e você Emma? Terror? Suspense? Romance? — Perguntou o último com um sorrisinho no rosto, o que me fez revirar os olhos. — Vamos assistir Extraordinário, vocês sempre escolhem filmes de terror, ou de guerra e romances, hoje preparem os lencinhos e vamos chorar. — Quanta evolução, é sempre a primeira a escolher coisas mais sangrentas, o que te fez mudar hoje minha filha? — Minha mãe perguntou com um ar, brincadeira, realmente eu amava filmes de terror, por hoje eu queria uma coisa mais leve, e depois da conversa com a Ruby, eu precisava mesmo de algo leve. — Só não quero hoje, e então vamos pedir, e chorar litros com o nosso querido Auggie Pullman?. Todos concordaram, enquanto meu pai foi fazer o pedido da pizza, e eu Ruby, pedimos nossa comida japonesa, minha mãe afastou os sofás, e trouxe algumas almofadas, já que eu e Ruby nunca ficávamos no sofá, era sempre no tapete com várias almofadas.
Preparamos o filme, para quando a comida chegasse nos já pudéssemos nos acomodar e assistir, e enquanto não chegava, ficamos conversando coisas aleatórias, ou rindo das histórias que minha amiga contava, era quase sempre assim nossos finais de semana, mesmo que as vezes tivesse alguma festa, ou coisa do tipo para ir, tentávamos ao máximo, pelo menos um dia do fim de semana fazer algo em família, e isso era algo que eu jamais trocaria.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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