Destino
2 Capítulo 2 - Presa
Notas iniciais
to pensando em postar toda terça e sexta que tal?
Bom, vamos ao proximo capitulo!
Meu corpo doía; eu deveria estar deitada de mau jeito. Minha cabeça parecia que ia explodir. Minha garganta estava seca. Eu estava deitada em um lugar duro. Minhas mãos presas para trás, e a pele do meu pulso parecia queimar. Quanto tempo eu fiquei apagada? Além da minha respiração havia mais uma. Mantive os olhos fechados e a respiração compassada. Eu tinha que criar coragem. Será que já sentiram minha falta? Como aquele ruivo conseguiu entrar em casa com o Zaraki de guarda?
— Já acordou? – era a voz de um outro homem.
— Ainda não – esse era o ruivo.
— Daqui a pouco o efeito acaba e ela acorda – dessa vez um terceiro homem.
— Vão cuidar da localização daquele canalha! – o ruivo novamente. Pude ouvir os passos dos dois homens se afastando. Mas o ruivo, ou pelo menos o que eu acreditava ser o ruivo, ficou ali. Abri meus olhos e o encarei. Ele estava com as mesmas roupas. Eu estava deitada no chão de madeira. As paredes mal pintadas e rachadas também eram feitas de madeira; a janela estava fechada, mas eu podia notar que estava de tarde. Eu tentei, juro que tentei, mas não consegui esconder o pânico em meus olhos. olhei para trás tentando ver de onde vinha a dor em meus pulsos; eles estavam avermelhados por causa do atrito com a grossa corda que os prendia. O ruivo deu um passo em minha direção e eu me encolhi contra uma das paredes, fazendo o chão ranger. Agora eu podia entrar em pânico total! Ele era muito mais forte que eu! Ele iria me matar!
Não! Se não ele teria feito isso enquanto eu estava dormindo. Não teria sentido ele esperar que eu acordasse. Seria silencioso. Então o que ele queria? Se aproveitar de mim? Não. Duvido que ele me ache atraente. Meu corpo não é... Digamos... Desenvolvido. Ele poderia ter raptado alguém melhor, não se arriscaria por mim. Ele queria uma recompensa? Então pegou a garota certa. Byakuya daria uma boa quantia em troca; e, se fosse isso, ele tem que me tratar bem. Ele não pode me machucar... Muito.
— Seu nome é Rukia, não é? Você que ajudou a polícia no caso do assalto à loja de doces, certo? — Loja de doces? Ele ainda não sabia da verdade? Ninguém assaltaria uma loja de doces só para pegar uns petiscos; isso não dá dinheiro. Ninguém se arriscaria só para saborear uma boa guloseima. Mas eu estava assustada demais, com medo demais, e não conseguia dizer uma palavra.
— Ichigo! Tá falando sozinho?! Pirou de vez?! – foi a voz daquele primeiro homem. A voz que havia conversado com o ruivo que aparentemente se chamava Ichigo.
— Cale a boca, Renji! A garota acordou, seu imbecil! – ele respondeu áspero. Um homem alto com o cabelo vermelho preso em um rabo de cavalo mantendo as pontas espetadas. Tatuagens negras acima dos olhos. E segundo o Ichigo, seu nome era Renji.
— Ah! Dessa vez pegamos uma nerd! Meu! Que bosta! – que homem rude! – Ela vai fazer o bagulho?!
Ai meu Deus... Eles querem que eu faça o que?!
— Eu ainda não falei com ela! Vá ajudar o Ikkaku! – até agora, três seqüestradores. Três homens. Ótimo! Meu cérebro não tá funcionando! Meu corpo esta tremendo, meus olhos vidrados, o medo estampado em meu rosto.
— RENJI! Vem me ajudar, seu vagal filho de uma puta! – Ikkaku, provavelmente, gritou de outro cômodo. E que linguagem suja eles usavam!
— Ei, garota! Vamos especificar, tá bom? Você vai resolver um assunto para mim. E se você disser não, tenho como fazer você mudar de idéia; então não dificulte! – eu apenas o encarei, paralisada. Ele estava esperando uma resposta.
— O-o que-e você q-quer de m-m-mim? – gaguejei, minha voz rouca; eu não tinha a usado por um bom tempo.
— Este homem – ele jogou uma foto perto do meu pé – Ele matou o filho da puta do meu inimigo...
— Então ele não deveria ser seu amigo? Você deveria agradecer a ele, certo?
— Eu tinha que matar aquele desgraçado! Agora vou perseguir este aí até a morte! Descubra tudo! Nome, endereço, telefone, nome dos pais, nome do cachorro! Nome de solteira da mãe, do pai! Arvore genealógica! Vou fazer da vida dele um inferno!
Tentei me sentar corretamente, alongando minha coluna. Meus pulsos arderam por causa da corda e eu soltei um pequeno gemido.
— Quanto tempo eu dormi? – perguntei ignorando a dor em meu corpo.
Ele pegou um canivete no bolso e segurou um de meus ombros. Tentei me afastar, desesperada.
— Calma! – ele cortou a corda – Você dormiu desde ontem a noite.
— Por que me soltou? – alisei a irritação em meu pulso.
— Esta fábrica era usada para a produção de tintas, mas o chefe ficou louco e prendeu todos os funcionários aqui usando um labirinto instalado na entrada do prédio. O labirinto é tão difícil, complicado e confuso que nenhum dos 100 mil funcionários conseguiu sair, e a metade acabou morrendo dentro de seus corredores. Este prédio foi fechado, mas nem mesmo os corpos foram retirados, devido ao difícil acesso. Limpamos quase tudo e, além de mim, apenas o Ikkaku e o Renji sabem o caminho de saída – ele dizia ausente observando a frestinha de luz alaranjada que saia da janela. É lógico que eu sabia o porquê de ele me contar tudo isso. Ele queria deixar claro que eu não iria conseguir fugir.
Suspirei.
— Se eu resolver este caso para você, posso ir para casa?
— Acho melhor você perguntar assim: ”Se eu resolver o caso, vou sobreviver?”
Só percebi que Renji estava apoiado na porta quando ele me ameaçou.
— Ah! Renji! Para de ameaçar a garota! — Ichigo se aproximou do garoto e socou-lhe de leve no ombro sendo retribuído com risadas e alguns socos leves. Eles eram bons amigos. É... O Ichigo é realmente carinhoso com os amigos; eu podia ver isso em seus olhos castanhos.
— Ichigo! Achamos algo que parece ser importante – Renji tinha seriedade em sua voz, dispensando o tom de brincadeiras. Ichigo o encarou por alguns momentos e disparou pela porta.
— Ikkaku! — ouvi ele gritar.
— Hey! Garota! Desculpe a ameaça... Eu só estava brincando. Foi mal... –essa era nova, o seqüestrador se desculpando por ameaçar a seqüestrada! Acenei com a cabeça e ele saiu fechando a porta.
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