Notas iniciais
Olá pessoal, mais um capitulo...

—Minhas! Amor pedi para ter cuidado. Saboreou a palavra na boca, passou um braço pela lateral da loira e puxou o rosto delicado de Emma para ela para selar brevemente seus lábios. Emma não teve reação, apenas cedia aos movimentos de Regina. – Prazer Regina Mills, a melhor nora que poderiam ter. sorri e estende a mão para os pais de Emma.

E só nesse momento percebe toda a tensão que seus movimentos causaram na pequena família Swan. Regina não liga, apenas mantém a mão estendida e um sorriso vitorioso nos lábios.

Emma ainda estática tenta abrir um sorriso para os pais. O silêncio fica por alguns segundos, Emma limpa a garganta e sorri amarelo.

—Mãe, pai. Diz ela olhando para os dois e passa a mão pela cintura da morena. — Esta é Regina Mills, minha...minha... Emma gagueja algumas vezes.

—Namorada, querida. Diz Regina sorrindo do embaraço da loira. —Emma ainda tem problema com esta definição. Seu sorriso abre mais ainda.

—Isso. Diz Regina sorrindo amarelo. E apertando a cintura, Regina a sente tremendo um pouco e mesmo através da camisa que usava sente a mão fria da loira. — Regina, este é Tenente James Swan, meu pai. Ela fala e aponta para o pai que muito a contra gosto aperta a mão da morena. — E esta é Margareth Swan, minha mãe. E a mãe de Emma aperta a mão de Regina com um sorriso fraco.

O silêncio volta a se instalar. O pai de Emma parece muito incomodado.— Filha, vou ao carro, esqueci seu presente. Diz de forma seca e sai arrastando a esposa junto.

Emma fica olhando seus pais e quando eles atravessam a rua se vira para Regina, seu olhar estava amedrontado, mas suas feições estavam irritadas.

—Você ficou louca?Perguntou extremamente irritada. — Você acabou de estragar o pouco que eu tinha com meu pai, espero que esteja satisfeita. Fala Emma apertando o braço da morena.

—Solte-me. Pede Regina mantendo um sorriso no rosto, para não demonstrar que estava acontecendo alguma coisa.— Como saberia que seus pais não sabem sobre sua opção ou sobre mim? Você disse que fingiríamos que éramos um casal para todos, não me falou da exceção de sua família. Fala Regina tentando manter a calma com a loira que ainda apertava seu braço.

—Eles sabem. Fala Emma cansada e solta Regina, passa a mãos pelos cabelos e solta um grande suspiro. — Mas é um acordo silencioso sobre, eu não falo e eles não perguntam. Diz Emma e nesse momento Regina se arrepende de ter dito qualquer coisa. — Acho que eles não voltam mais hoje, ou qualquer outro dia. Murmura para si mesma, mas Regina ouve.

Do outro lado da rua, James estava impassível sobre voltar a casa da filha, enquanto Margareth dizia que iria volta com ele ou sem ele.

—Não vou voltar lá. Diz irritado pela décima vez.

—Então vá embora. Fala a Sra Swan nervosa. — Eu não vou deixar ela novamente, fiz isso aos quinze anos dela e rezei todas as noites para poder vê-la com vida e perto de mim novamente, não abrirei mão disso James, de jeito nenhum. Diz ela e se vira para ir para a casa da filha, mas volta e encara o marido novamente. — Mais saiba, abandonando sua filha, estará me abandonando e não aceito você de volta. Diz de maneira firme e começa a andar para casa da filha.

—Espere. Diz o Sr Swan com voz cansada. — Eu vou ir junto. Diz ele e abre o carro, pega o presente e segura no braço da esposa. — Mas que aquela mulher não beije minha menina novamente. Diz entre dentes para a esposa.

Eles voltam a atravessar a rua. Param na frente das duas, o silêncio era o que mais reinava no momento, Regina decide quebrá-lo.

—Venham. Diz ela sorrindo.— Entre na casa, aposto que querem conhecer tudo que Emma conseguiu. Diz sorrindo e pega a mão de Emma que ainda se encontrava gelada e começa a subir os degraus.

Os pais de Emma seguem Regina e a loira conforme elas vão entrando. Param no hall de entrada e olham deslumbrados, pelo jeito a loira tinha bom gosto.

—Vamos querida. Diz Regina incentivando a loira.— Mostre a casa aos seus pais. Sorri e solta a mão da loira.

Emma seca a mão na calça jeans e sorri sem graça, limpa a garganta e começa a andar pela casa. — Aqui é a entrada. Diz meio sem jeito.— Acho que perceberam. Solta o ar e por um momento a tensão se esvai.— Por aqui a cozinha. Mostra-a e conforme vai mostrando a casa, vai relaxando mais. Mostra a sala de jantar, sala de estar, sala de TV no andar de baixo e o toalete social. Sobem as escadas e ela mostra o quarto principal, o de visitas, que eram suítes e o banheiro na parte de cima.

Regina fica impressionada pelo bom gosto e também por que o quarto ficou exatamente do jeito que ela pensou e gostaria que ficasse. Mas Emma não mostrou a última porta para a sua família e Regina novamente, sem perceber, iria meter a loira em outra encrenca.

—E este aqui amor, o que tem nele? Pergunta Regina abrindo a porta, mesmo sobre a cara branca de Emma e os gestos negativos.— Perfeito. Suspira Regina olhando para o quarto que provavelmente seria do bebê.

—O que tem ai, querida? Pergunta a Sra Swan ao lado do marido e caminha até onde Regina está, mas Emma segura seu braço delicadamente.

—Mamãe, deixe este para outro dia. Pede suavemente.

—Querida não seja boba, vamos ver tudo logo. Diz Margareth e vai ao lado de Regina e assim que olha para dentro arregala os olhos e fica tão branca quanto a Emma.

—Margareth o que tem aí que você está com... O pai de Emma para ao olhar para dentro e seu sorriso some. Ele vira para a filha e nega com a cabeça. — Você não pretende fazer isso, pretende? Pergunta ele olhando para a filha.

Emma engole várias vezes em seco, ficando mais pálida. Regina ao olhar para situação se chuta mentalmente, tudo bem que aquela loira caçou tudo isso, por impor sua presença, mas ninguém merecia o olhar que seu pai a estava dando. Ao chegar a Emma, ela segura a mão da loira com força.

—Sr e Sra Swan, surpresa. Tenta Regina sorrindo, tentando ser o mais natural possível.

Isso só faz com que as coisas piorem.— Emma eu lhe fiz uma pergunta. Fala James com o braços cruzados.

—Pai. Diz Emma e não sabe mais o que falar. Dizer que sim? Que pretende ser mãe e que vai ser uma mãe solteira? Que não, que isso era algo para o futuro? Um talvez assim amenizava tudo entre eles? Ela não sabia, a única coisa que sabia era que aquele olhar do pai a machucava demais.

—Sr Swan. Diz Regina adotando uma postura mais séria da que tinha feito até agora. — Eu e Emma estamos sim pensando em ser mães, na verdade. Diz Regina e aperta a mão da loira. — Eu estou grávida e... Não termina de falar.

—De todas as coisas idiotas que você fez na vida Emma, com certeza essa se superou. Gritou James olhando severamente para a filha. — Você acha que é saudável? Isso que você tem? Não é Emma, e trazer uma criança para isso é loucura! Diz ele extremamente insatisfeito com as escolhas da filha.

—James. Repreende a mãe de Emma.— Não é assim que se conversa com sua filha. Diz Margareth o olhando irritada.

—Deixe mãe. diz Emma desanimada.— Ele tem... e antes que terminasse Regina interrompe a frase da loira.

—Primeiro o Sr respeite esta casa. Diz olhando diretamente nos olhos de James. — Segundo, Emma é uma mulher incrível e não tenho dúvidas de que ela será uma ótima, não minto, uma maravilhosa mãe para esta criança. Diz ela colocando a sua mão e a de Emma em seu ventre. — Terceiro, tenho certeza que metades das mulheres neste planeta não merecem tanto ser mãe quanto a Emma merece ser. Diz ainda pressionando a mão de Emma contra a sua barriga.— O Sr deveria se orgulhar da filha que tem. Finaliza sorrindo desafiadoramente para ele.

—Não acredito James. Ralha a mãe de Emma. — Você vem aqui e ainda leva sermão da Regina. Diz o olhando com reprovação.— Percebeu que está nos deixando envergonhados diante da nossa filha e de Regina? Pergunta a Sra Swan, ela não iria renegar a filha, mas ainda não conseguia dizer que Regina era algo de sua filha e não saberia se conseguiria nomear algum dia.

Margareth sabia que não seria fácil para a filha e agora o neto ou neta, mas amava tanto Emma e queria tanto que ela construísse sua própria família e se tornasse responsável que sentiu orgulho de sua menina.

—Pai. Entenda que uma família é o meu sonho. Diz Emma o encarando, mostrando toda a sua decepção no olhar.— E de uma coisa tenha certeza: meu filho será feliz e muito amado. Diz olhando e seus olhos marejam. — O mais amado do mundo. Diz e sem perceber, aperta a mão de Regina mais forte.

—Sinto muito filha. Diz a mãe de Emma.— Acho melhor eu e seu pai irmos embora. Diz sorrindo para a filha. — Nos falamos depois, ok? Pergunta indo até a Emma e a beijando.

Emma a abraça forte e sussurra em seu ouvido.— Você volta não é? Pergunta com receio. Sua mãe se afasta e beija seu rosto e lhe dedica um sorriso sincero.

—Pode apostar que sim, ainda quero experimentar sua culinária. Diz zombando um pouco da filha, afinal Emma disse que havia melhorado muito enquanto esteve a serviço do governo.

—Será minha convidada de honra. Diz Emma com voz embargada.

Margareth a abraça novamente. Sr Swam olha para a filha e meneia a cabeça e não olha para Regina. Seguem até a porta e vão para a entrada. Emma abre a porta, seu pai passa direto e sua mãe a olha como se desculpasse pelas atitudes do marido. Emma ainda os olha ir embora e assim que os vê entrando no carro, fecha a porta e encosta-se a ela, deixando-se cair no chão.

Regina fica sem reação e quando faz menção de ir até Emma a loira simplesmente levanta a mão no ar.

—Já fez o bastante por hoje. Diz de forma seca e abaixa a cabeça.— Pode ir para seu quarto, ou cozinha, na verdade coma alguma coisa e vá descansar. Ordena Emma e Regina queria a mandar a merda, mas ao ver como ela parecia quebrada simplesmente girou em seu calcanhar e subiu para seu quarto, não estava com fome.

Emma ainda fica um minuto sentada no chão, pensando o que faria, para consertar tudo naquele dia. Suspirou e subiu também para seu quarto, tinha que descansar e tentar colocar a cabeça no lugar.

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Emma acorda cedo, como fazia todos os dias. Vai ao banheiro, faz sua higiene matinal e sai tirando o pijama. Coloca um short e uma regata, calça os tênis e desce as escadas.

No andar de baixo pode-se ouvir Regina mexendo na cozinha, fazia dois dias que havia mudado para casa da loira e a mesma não falava com ela, a não ser sobre os cuidados da gravidez. Mesmo assim Regina fazia o café da manhã e sempre deixava algo para a loira.

Emma chega ao térreo e vai a porta e quando a abre dá de cara com uma ruiva com a mão prestes a bater na porta.

—Oh. Diz a ruiva do outro lado ao dar de cara com a loira.

—Pois não. Diz Emma segurando a porta e encarando a mulher que estava parada em sua porta.

—Desculpe. Sorri a ruiva sem jeito.— Sou Zelena Mader Mills. Fala estendendo a mão e fazendo Emma hesitar ao apertar a mão da mulher.— Sou prima de Regina, estou procurando por ela. Explica ao olhar atendo da loira. — E me deram esse endereço, poderia falar com ela? Pergunta olhando para Swan.

Emma ao constatar que a prima não fazia ideia de quem ela era para Regina sorriu largamente.

—Amor, sua prima. Grita abrindo o sorriso mais ainda quando viu a expressão de Zelena com o seu jeito de chamar a morena.

Regina que escutava atentamente os passos da loira franze a testa ao ouvir que havia alguém procurando por ela. A morena sai da cozinha e vai até o hall de entrada. Para um segundo quando vê a figura do lado de fora da porta da casa que agora era sua também.

—Venha amor. Chama Emma sorrindo para a morena.— Sua prima está esperando. Diz ela sorrindo e Regina vai caminhando até ela, Emma pega a sua mão e a puxa.— Vou correr, mas volto logo. Diz a loira e sorri, coloca as mãos uma de cada lado do rosto da morena e a puxa para um beijo de cinema, deixando tanto ela quanto Regina sem ar.

Zelena olha aquela cena de boca aberta. Quando o beijo termina, Emma ainda sela os lábios novamente com Regina e abre o maior sorriso no rosto, devido ao rosto da morena e da ruiva a sua frente, se despede e sai.

Não antes de ouvir a ruiva assoviando e indagando a morena quem ela era.

Notas finais
Até o próximo.