Notas iniciais
Olá pessoal, olha eu aqui. Você Viva, não graças a ameaças de vocês, huahuahua. Boa leitura!!!!

E todos foram se afastando. Mas Emma não dormia, apenas não conseguia se mexer, e tentou gritar, tentou se mexer, mas a única coisa que conseguia era ficar parada e ouvindo aqueles barulhos infernais.

Sentindo que seu corpo não era seu, sua vida não era sua, desejou ardentemente abrir os olhos. O desespero tomando conta.

Alguém começa a cutucar e o eco da voz a faz remexer.

Seu nome e sussurrado e logo o tom vai aumentando, a pressão em seus braços, seu corpo tremendo, sua respiração falhando e um último grito antes...

–Emma. Regina grita.

Emma ao sentar rapidamente a cama, acidentalmente acerta o rosto de Regina, que gira com o impacto para o outro lado, que não se abala e simplesmente ignora e tentando verificar a namorada.

–Amor. Chama novamente e finalmente tem os olhos verdes a mirando. -Você estava tendo um pesadelo e... Não conseguiu terminar, logo seu corpo foi esmagado.

–Aí meu deus, você é real. Apertava e a cheirava. -Por favor, seja real. Murmurou à loira.

–Emma. Regina tentou, mas nada adiantou.

–Quero ver minha mãe, ela pode ajudar. Disse se levantando e indo até a porta, mas parando no momento que viu que a morena não a seguia. -Vamos. Voltou e a pegou no colo. -Não vai sair da minha vista, não pode, está bem? Não pode. Exigiu ao levar a morena para fora.

–Emma. Mills tentou novamente e levou a mãos ao rosto da loira. -Não sei o que você sonhou, mas foi só um sonho. Disse olhando no fundo de seus olhos.

–Esse é meu medo. Confessou.

–Não precisa ter. Afirma. -Porém se vamos a sua mãe, pelo menos devia por uma calça. Brinca

–Verdade. Emma resmunga e a coloca no chão e arruma uma calça, volta e pega as mãos da namorada. -Não solte minha mão. Pede.

–Nunca. Regina deu uma apertada nas mãos da loira.

Logo as duas estão na porta da casa dos Swan's. E Emma apertava vigorosamente a companhia.

James apareceu na porta com cara de poucos amigos, mas assim que enxergou a filha, sua cara fechada mudou para espanto.

–Cadê a mamãe? Perguntou a loira em uma voz infantil.

–Cozinha. Falou apontando e não ao menos questionou os motivos.
Emma rebocou a morena até lá, mas quando viu a mãe, correu e a abraçou, por assim soltando Regina que lhe da o espaço necessário.

–Pesadelo? Pergunta a mãe já indo ao fogão e colocando o leite para esquentar.

–Parece que sim, eu não sei, estou confusa. Murmura. – Foi muito real, muito real mesmo. E sua voz estava embargada e perdida. -Esse foi pior. Murmurou. – Eu...Contou todo o sonho, com riquezas de detalhes. – Então? Será que vocês são uma ilusão da minha cabeça? Questiona.

–Sinceramente? Perguntou Margareth. – Espero que não. Disse triste. -Lembra a vez que você viu aquele filme de terror? Boneco alguma coisa? E ficou a semana inteira jurando que era verdade? Comentou apagando o fogo e colocado chocolate. Finalmente sentou e olhou nos olhos da filha.

–É diferente. Emma protestou.

–Amor, eu sou real, seu pai, suas amigas e Regina também. Diz segurando as mãos de Emma. – Seus bebês são reais. Se quiser podemos fazer o teste, o que me diz?

–Eu preciso, por favor. Implorou a mãe.

–Ok. Espere ai. Disse e saiu da cozinha.
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–O que houve? Perguntou o Sr Swan.

–Pesadelo. Regina disse.

–E no seu rosto?

–Acidente.

–Hum. Soltou-o.

Logo o silencio reinou. Mas não por muito tempo.

–Ela os tem freqüentes? Perguntou a fitando de lado.

–Não que eu saiba. Regina respirou frustrada.

–Ela tinha quando pequena. Ele confessou. -Bem a mãe dela que me disse isso. E ao dizer isso, ficou extremamente chateado. -Raramente, era o que Margareth dizia, mas sempre eram muitos reais, provavelmente pela criatividade dela. Ele ponderou. -Nunca a levamos a ninguém para saber, mas era ver um filme marcante, brigar na escola e desentender comigo, ou com a mãe dela, assim consequentemente acontecia. Ele olhou para Regina.

–Talvez sejam todas essas coisas. Regina respondeu e passou os dedos nos lábios.

–Vou pegar gelo. Ele apontou para o local.

–Obrigada! Regina disse.

Regina foi ao sofá e sentou, não sabia o que fazer pela primeira vez em sua vida. Tinha medo que Emma ficasse chateada consigo mesmo, pelo acidente, medo que a loira se fechasse, achando que era melhor coisa a se fazer, temeu que todo caminho percorrido até ali, fosse destruído e o precisasse fazer novamente.

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Emma batia o pé descontroladamente no chão, enquanto apertava as mãos. Viu seu pai entrar na cozinha, viu pegar gelo e o viu passar pela porta novamente.

Um sentimento ambíguo passou por ela. Um agradecimento, por não parecer tão fraca para ele e ao mesmo tempo, parecia que ele não se importava e antes que mais pensamento atravesse sua cabeça, sente uma mão em seus ombros.

–Tudo vai ficar bem. Pressiona levemente os ombros. -E se você quiser, eu coloco uma roupa de herói e vou lá ver dentro do seu armário ou embaixo da sua cama para certificar que não vai ter nenhum bicho papão. Sorri para a loira, era uma das poucas lembranças que ele tinha de ter sido um bom pai.

E ao invés de conseguir arrancar um sorriso, ele apenas vê o lindo rosto de sua princesa se transformar em uma carranca e logos lágrimas lhe escaparem de seus olhos verdes.

–Filha não. Ele a abraça. -Por favor, eu não consigo ver você chorar, desde que era um bebê, imagina agora. Ele a apertava cada vez mais.

–Desculpas. Ela pede e aperta o mais.

–Não se desculpe. Ele responde e beija seus fios loiros. -Agora eu estou aqui e não pretendo sair mais. Disse.

Soltaram-se aos poucos.

–Agora vou lá na sala, cuidar de Regina, está bem? Questiona.

–Sim. Diz limpando as lágrimas. -Cuida muito bem dela para mim? Pergunta.

–Como se cuidasse de uma amiga. Ele afaga os cabelos.

Emma abre um sorriso amarelo, seus medos estavam se esvaindo aos poucos

Seu pai sai e ao mesmo tempo sua mãe entra.

–Preparada? Perguntou a Sra.

–Sim. Responde a loira.

–Primeira pergunta. Margareth limpa a garganta. -Quais os pontos que fazem serem verdadeiros esses pesadelos?

–As pessoas envolvidas e toda a felicidade que estou sentindo, como podem ser reais? Eu não mereço, mereço? Swan respondeu com a voz falhando e o peito doendo.

Automaticamente os olhos de Margareth se encheram de lágrimas, soltou o caderno dos pesadelos e foi até a filha.

–Eu sinto tanto. Ela murmura. -Por ter feito você acreditar que toda a sua felicidade, não é merecida, que não é real. Sentou ao seu lado e segurou o rosto da filha. -Somos reais, ou será que você nos criaria assim? Se for para você ser feliz, como disse que foi lhe explicado.

–Posso, é uma alternativa. Emma a responde.

–E seu pai? Falando de Regina? De sua namorada? Imaginou isso também?

–Nem em mil anos eu sonharia com isso. Ela murmurou envergonhada. -Achei e acho que nunca vão me aceitar. Encontrou os olhos de sua mãe.

–É difícil, não vou negar. Confessou. -Porém, amar não é isso? Querer feliz sobre todas as outras coisas? Mesmo que isso seja nossos valores?

–Isso não é... Antes que terminasse a voz de sua mãe interrompe sua fala.

–Quer dizer que te amo e você é minha vida, minha felicidade, então se digo que estou feliz por você está feliz, acredite.

–Certo. Concordo a meia contra gosto.

–Nada dessa cara. Reclama a Sra. -Diga, você imaginou uma mulher assim? Gêmeos? Um pai bisbilhoteiro? Uma mãe chorosa? Amigos novos? Um noivo para Mary? E tudo mais? Até as estórias que Regina conta do trabalho?

Emma arregala os olhos e antes que a pergunta saia de sua boca ela se explica

–Seu pai, vem lhe vendo todo esse tempo, fica fora da sua casa, conversa com a Regina, na verdade ela conversa com ele. Sorriu. -Então ele pesquisou sobre Regina e ficou sabendo automaticamente de você, sabe como Mary se empolga né? Diz rindo.

–Sei. Simplesmente respondeu.

–Não ficou surpresa sobre seu pai, devo supor que já sabia? Questionou.

–Não virei Major atoa. Emma brinca. -Não sabia sobre a conversa com Mary, mas os vejo todo os dias. Ela sorri de lado. -Confesso que são fofos juntos. Brincou

–Imagino. Tocou suas mãos. -E isso é real, não duvido da sua capacidade criativa, mas nem eu sonharia com algo assim.

–Concordo. A loira murmurou. -Mesmo assim.

Margareth balança a cabeça, claro que a filha de James seria teimosa, pega de dentro da caixa, que havia levado para cozinha um canivete.

–Sua linda mão. E entrega o canivete, Emma faz uma linha fina e devolve. -Minha vez. Sra Swan fecha os olhos e repete o processo.

–Eu juro. Emma começa ficando em pé.

–Que esta realidade é única. Margareth completa esticando a mão.

–Verdadeira. Emma junta as mãos.

–E que minha princesa não precisa ter medo, que eu sempre serei guardiã de seus pesadelos, guia de suas voltas e rainha da nossa realidade. Margareth aperta a mão da filha.

–E eu acredito que você sempre será. Emma tinha os olhos vermelhos. -Eu te amo tanto. Solta com o ar.

Sem mais nada a fazer e com o final do "pequeno acordo" Margareth a puxa para um abraço, apertado, cheio de saudades, amor e arrependimentos.

–Queria entender, quando nos perdemos? Sussurrou na orelha da filha, como se temesse que se algo atrapalhasse aquele momento, ela nunca mais teria de volta.

–Quando descobriu que eu gostava de meninas. A loira brincou e a apertou mais.

–Um erro ter lhe "perdido" que jamais vou me perdoar, mas não vou mais cometer esse erro. Afasta um pouco e coloca as duas mãos no rosto da filha. -Eu a amo tanto e quero, exijo fazer parte da vida de vocês. Sorri enquanto limLinhapa os olhos da loira. -Vou ser uma vó muito coruja. E abre o sorriso mais lindo que Emma poderia ter visto.

–Isso faz de mim a mulher mais sortuda do mundo. Emma confessa.

Duas batidas na porta. E James coloca a cabeça para dentro da cozinha.

–Regina esta quase desmaiada de sono, se vocês terminaram o ritual secreto, podemos ir dormi?

–Terminamos. As duas falam juntas.

–Emma seu quarto você já sabe onde é. James dizia a filha. -Tem o... Antes que terminasse Emma bufou.

–Regina vai dormi comigo. Exigiu.

–Não. James também bateu o pé.

–Vai sim querido. Margareth se prenunciou.

–Não mesmo. Ele voltou a falar. -Minha filha, não dorme na minha casa com namorada nenhuma dentro do quarto. Agora ele quem bufa.

–Ela praticamente é minha esposa. Emma fazia cara de criança, sendo chamada atenção. -E eu não consigo dormi sem ela. Cruza os braços.

Regina estava vendo e se divertindo com o desenrolar.

–Emma, pode subir com sua namorada para seu quarto. A mãe permite. -James pare de ser retrógrado e vamos dormi também.

Emma pega a mão de Regina e sobe com ela, deixando o casal para trás.

–Porta aberta. Grita ele. -Muito bem aberta. Bufa e encara a esposa. — Ela já é uma mulher. Resmunga. -Onde eu estive que não vi isso. E abraça a esposa.

–No mesmo lugar que eu. Ela conta. -Fechados em nossos valores e mundo, agora que Emma vai ser mãe, podemos tentar conserta e ser os melhores avós.

–Diz por você. Ele reclama, ainda era difícil aceitar Regina, quem dirá filhos.

–James Swan, escute bem, se você não quer que eu lhe chute, trate logo de aceitar que sua filha será mãe de dois lindos bebês. Bate no braço do homem.

Ele nada responde. Vira de costas e um sorriso se forma em seus labios, ele jamais admitiria em voz alta, mas talvez, apenas talvez, a ideia de ser vovô lhe agradava.

–Vem mulher. Diz em tom de brincadeira. -Vamos subir, que eu preciso ficar de olho aberto naquela duas.

–Do jeito que esta, vai deitar e dormi. Brinca a esposa.

–Isso que vamos ver. Ele estufa o peito e sobe as escadas.

Passa pelo quarto e vê a porta fechada e bufa, pelo jeito a rebeldia de Emma continuava, balança a cabeça, sorri e vai para o seu quarto, talvez Margareth estivesse certa, talvez, pela primeira vez em muito tempo, ele conseguiria finalmente descansar.

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Emma não havia reparado em Regina, logo que entrou, voltou a tirar a calças e deitou, puxando a namorada junto a si.

Beijou os labios delicadamente e puxou o inferior no final do beijo.

–Aí. Reclamou a morena colocando a mão sobre seu inferior.

–Machuquei? Pergunta sentando e olhando atentamente, vendo o lábio ligeiramente inchado. -Fui eu não fui? Droga! Desculpa, desculpa. Dava pequenos selinhos no lugar.

–Amor, esta tudo bem. A morena garante. -Foi um acidente, agora, me conta o que houve? Fiquei muito preocupada.

–Pesadelo. E vê Regina fazendo um gesto para continuar. Então ela explicou tudo. Soltando ao final o ar.

–Agora acredita em nós? Emma faz um que sim. -E se seu ritual não foi o suficiente, veja meu lábio, você jamais faria isso, nem em seus sonhos. Regina puxa as mãos da loira e coloca sobre seu ventre. -Eles são reais, muitos reais, daqui a pouco eles se mexem e... Ficou estática.

Emma arregalou os olhos e um sorriso maravilhoso surgiu em sua boca.

–Eu disse. Ela estava eufórica. -Eles estão se mexendo, nossa.

Lágrimas cobriam seu rosto e o de Regina não era diferente.

–Eles estão dizendo o quão real são a você. Sua voz estava embargada. -Eu te amo tanto, mas tanto. Sobe sobre o colo de Emma. -E eles mais, muito mais. Beija e abraça a loira. Que ainda mantém suas mãos na barriga.

Emma se afasta e abaixa um pouco.

–Obrigada, obrigada, eu amo vocês. Beija a barriga e eles se agitam mais, enquanto sorri e olha nos olhos da namorada. -Você é a realidade, mais viva e sincera que tive em todos esses anos, eu agradeço e vou agradecer eternamente você por ser uma ladra de óvulos, te amo minha pequena. E beijou os lábios de Regina novamente.

–Não sou ladra, sou uma salvadora, sua salvadora. Reclama e se senta. -Vamos dormi, eles também precisam. Passa a mão enquanto eles pareciam menos agitados e um bocejo sai de sua boca.

–Não sei se consigo. Murmurou a loira deitando atrás.

–Consegue sim, deita aí me abraça. Emma o fez, a morena colocou a mão da loira em sua barriga por dentro da blusa e começou a fazer círculos. -Nós quatro precisamos.

–Esta bem. A voz saiu baixa. -Mais eu disse que eles iam se mexer. Se gabou.

–Sim. Regina sorriu. -E estava certa.

–Eu sempre estou. Murmurou a loira.

–Sempre. Foi a resposta de Regina. -Que eu quiser que esteja. Não passou de um murmúrio.

Emma já estava sendo vencida pelo cansaço e não ouviu.

E foi o que aconteceu, logo os seis moradores da casa se encontravam nos braços de Morfeu.

Notas finais
Pessoal, a estória jamais seria triste, ainda mais que eu prometi a uma pessoa muito especial que o final seria feliz Dizem que eu tenho uma lógica diferente das outras pessoas. Caso não tenha entendido, pode mandar mensagens perguntando. Beijos até a próxima.