Destino

36 Um Adeus?


Notas iniciais
Espero que gostem!!!! Boa leitura!!!

—Vamos cuidar deste nariz. Sorrindo forçadamente ela começa a mexer no nariz de Jones.

Decidiu por fazer o procedimento corretamente, tudo bem que poderia infringir uma dorzinha nele, então mandou-o para o raio x, verificou que havia realmente uma fratura, nada que precise de cirurgia, sentiu-se culpada por ter ficado triste com isso. Mas abriu um sorriso, quando percebeu que ela poderia o fazer pagar o pouco que ele fazia Swan sofrer, não que soubesse de tudo.

Ela não sabia, Emma não havia lhe contado tudo, na verdade, ela havia ouvido toda conversa da loira e da sua amiga “Mumu”, apelido que ela achou cômico, ficou extremamente irritada, por todo o relato da loira para amiga, quando ela resolveu chegar em Swan, depois que tinham dado alguns amassos, antes de chegar ao local que estava hospedada, ela perguntou a loira, o nome da pessoa que ela mais odiava, Emma havia dito “Killian Jones” logo a Dra associou isto a todo o relato, do cara babaca que a perseguia e impunha sua patente para tentar algo com ela.

—Aí, aí, aí. Resmunga o moreno. – Tem que doer tanto assim? Pergunta parecendo uma moça escandalosa. –Não pode dar um analgésico? Nada? Questiona. — Aí, aí. Ele diz tirando as mãos dela. — Vamos dar um tempo. Ele resmunga que nem uma criança birrenta.

—Ok. Elsa agora sorria verdadeiramente, achando que já estava na hora de colocar o nariz do rapaz no lugar de verdade. —Quando estiver pronto avise. Ela o olha.

—Certo. Diz ele com a voz esganiçada. —Vamos novamente. Diz apertando a maca e fechando os olhos.

Elsa se aproxima e coloca os dedos no nariz do rapaz e antes de fazer o movimento certo, pergunta. —Como conseguiu esse nariz quebrado? Por curiosidade.

—Minha namor...Killian grita e segura o nariz, Elsa aproveitou e o colocou no lugar. – Cacete, isso doeu! Disse raivoso.

—Agora está no lugar. Sorri ela. –Mas sua namorada fez isso? Namorada brava hein. Comenta, não se interessando mais pelo assunto.

—Pois é. Ele dá um sorriso sacana, enquanto ela coloca um curativo para mantê-lo no lugar. – Vai me prescrever analgésico né? Questionou descendo da maca.

—Claro. Ela disse desistindo de fazer qualquer pergunta a ele.

Jones pegou o papel das mãos da médica e começou a sair da sala. Elsa de repente quis saber o nome da moça.

—E como ela se chama? Questionou a ele enquanto ia até a porta.

—Swan. Ele sorriu de um jeito que Elsa nunca havia visto em ninguém. — Emma Swan. Piscou e saiu da sala, sem perceber a reação de Elsa.

Que como estava perto da maca, que fica perto da porta. Apoiou-se nela e respirou fundo ficando branca. Será que Emma estava bem? Será que ela sofreu algo? Elsa passou a mão no rosto e decidiu fazer uma coisa que ela jamais imaginou que faria mesmo depois de olhar a loira outra vezes. Ir atrás dela.

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Regina havia ido ás palestras, participado de debates, parecia focada no trabalho, como se mais nada existisse, mas Tinker sabia que isso não era o que ocorria de fato. Regina estava no automático, sabia que a amiga poderia se sair melhor do que foi até agora e sabia que isso só ocorreria quando ela falasse novamente com sua namorada, “loira idiota” que agora ela chamava, por ainda estar brava pela sua namorada ter que a ver seminua.

O final da tarde foi rápido, logo todos estavam em seus quartos. Regina estava dividindo o quarto com Tinker, uma exigência de Swan, não a queria sozinha de jeito nenhum.

—Já ligou para ela? Tinker solta como quem não quer nada.

—Já. Disse Regina contrariada. — Ruby não me atende, devem estar dormindo ainda ou Emma matou sua namorada. A morena brincou sabendo que Tinker apenas queria saber de Ruby.

—Você acha que... Parou de falar e olhou para a amiga estreitando os olhos. —Brincadeira infantil a sua. Murmurou.

—Infantil é você. Disse Mills. –Ruby enviou uma mensagem, disse que assim que Emma acordasse ela ligaria e deixaria falar com ela. Disse sentou na cama e tirou os sapatos. —Liberdade. Jogou-se para trás.

—Só digo isso depois que arranco minhas calças e o sutiã. Disse a loira fazendo exatamente isso. –Agora sim, livre. Sorriu sentou-se na cama e olhou para amiga. —Eu vou ligar, para de me olhar como se eu fosse uma louca. Disse emburrada.

—Você é. Regina riu e sentou também.

Tinker jogou travesseiro nela e buscou o celular. Verificando que estava sem carga.

—Vou tomar um banho enquanto recarrega um pouco da bateria. Murmurou, ficou feliz, assim teria mais tempo para enrolar. — Ligo quando sair.

Pegou suas coisas e entrou no banheiro, ainda ouvindo Regina rir e falar. -Medrosa. A morena deitou a cabeça negando da teimosia da amiga.

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Emma começou a se mexer vagarosamente, sentia uma mão em sua cintura e uma dor de cabeça terrível, parecia ressaca, mas ela não se lembrava de ter bebido tanto assim hoje ou ontem, na verdade não se lembrava de muita coisa.

—Boa noite. Ruby disse rouca, apertando mais ainda a loira.

—Porra. Gritou Emma e separou-se indo ao chão. —Ai. Disse colocando a mão na cabeça e a vendo-a imobilizada.

—Se machucou? Ruby perguntou olhando a amiga preocupada.

—Não, sim, talvez. Emma parecia confusa. – O que houve, por que minha mão esta assim, por que eu estou de lingerie e na mesma cama que você? Questiona se levantando e puxando o lençol.

—Não acredito. Ruby diz revoltada. – Você usa do meu corpo e depois dissimula que não se lembra de nada? Diz ficando em pé e indo até a porta. — Tudo bem que era um segredo nosso, mas eu esperava mais de você, Emma Swan. Diz saindo e batendo a porta.

—Tudo bem Ruby, isso foi engraçado. Disse alto para a morena ouvir. — Agora podemos conversar sério? Como Ruby não voltava Emma desesperou-se. —Ai meu Zeus, ai meu Zeus. Não, não, não. Sentou na cama e afundou a cabeça na mão boa.

—Olha, toma esse remédio. Disse a morena ainda no personagem. – Foi tão bom nossa tarde, que até ficou com essa pequena luxação, mas valeu a pena. Sorriu malicioso e fechou a cara. — Pelo menos havia valido. Resmungou brava e saiu novamente do quarto.

Na hora que Emma tomou o remédio, parece que seu cérebro acordou de verdade, sua garganta seca melhorou e tudo veio a sua cabeça. Lembrou-se da briga logo cedo, de voltar e ir ao hospital, de ligar para Ruby, depois tudo parece meio vago, suspira aliviada. Ruby estava tirando com ela e ela iria se vingar.

Ruby entrou para acabar com a brincadeira. A loira parecia meio área e ainda tinha que a fazer ligar para Regina.

—Emma. Chamou-a com um sorriso divertido, mas que logo trocou por uma expressão estranha e desconfiada.

Emma havia deixado o lençol na cama e a olhava estranho. –Droga, odeio ter me esquecido de você. Disse se aproximando. —Que tal voltarmos para lá e eu mostrar como minha mão esquerda também trabalha bem. Disse arqueando a sobrancelha e pegando a cintura da amiga.

Tá louca? Ruby bate nas mãos dela desesperada. –Quer me ver morta? Quer morrer? Ruby falava alto e indignada. — Você não deve ter amor a vida, quando brigou bateu a cabeça? Zeus. Disse virando de costas e andando de um lado para o outro.

Emma não aguentou e começou a rir. Na verdade gargalhar, foi aí que Ruby percebeu que havia sido pega. Estreitou os olhos e apontou o dedo para a loira.

—Olha aqui. Disse com o dedo reto, apontado para o rosto da loira. — Loira gostosa. Disse mordendo o lábio e descendo pelo corpo da amiga. – Nunca mais faça isso, quer me matar do coração? Disse encarando o abdômen da loira. —Tinker tá uma fera comigo e Regina deve tá jogando mandinga em mim, por que você resolveu ficar assim. Deu mais uma conferida na loira e sorriu. — Não digo que essa visão não valeu a pena, mas quem brinca assim sou eu. Disse perdendo metade do discurso, quando viu a loira cruzar os braços, fazendo seus seios ficarem mais evidentes e seus músculos mais definidos.

—Meus olhos, Ruby. Disse ela séria. — Foi mal e obrigada. E abraçou a amiga, ela não era de fazer essas coisas, mas Ruby estava ali e ela realmente precisava de um abraço, foi quando sentiu a mão da amiga apertar a sua bunda. –Qual é. Disse rindo e a soltando.

Nunca mais eu vou ter essa oportunidade. Disse dando de ombros. – Aliás, bem firme seu bumbum, Regina deve adorar apertar. Comentou olhando as unhas. –E de qualquer forma isso nunca aconteceu mesmo. Disse agora ela erguendo a sobrancelha e sorrindo.

—Assunto encerrado. A loira concordou. – Agora saia do meu quarto, vou colocar uma roupa, aí ligo para meu amorzinho e depois faço algo para comermos. Disse Swan.

—Isso vai demorar. Reclamou a morena. –Enquanto você se troca faço o jantar e ai ligamos para nossas lindas mulheres. Disse a morena indo para a porta.

—Minha mulher é mais linda. Emma comenta estufando o peito.

—Concordo que ela é gostosa, mas Tinker é de perder o fôlego. Comenta gargalhando.

—Ridícula. Emma grita sabendo o que a morena estava fazendo. —Nem ligo, pode achar ela gostosa, eu quem durmo com ela. Gabou-se.

—Veja só. Ela colocou a cabeça para dentro da porta. –Regina tem um passado e eu posso ou não fazer parte dele. Piscou e desceu rapidamente as escadas.

—Eu sei que é brincadeira. Emma grita e vai para o closet. —Só pode ser brincadeira, ela só quer me deixar com ciúmes. Emma disse rindo e estreitando os olhos. –Se for verdade, vai ser estranho, mas eu peguei a mulher da Mumu e somos amigas e não fica nada estranho. Ainda conversava com ela mesma. — Bom, passado é passado.

Emma riu, Ruby até poderia tentar, mas Emma encarava o passado, como passado e isso não a abalava, todos temos uma história, Regina com certeza tinha a dela e a loira estava tranquila quanto a isso.

Ruby foi cozinhar, até começou, mas ouviu o telefone tocar e antes que conseguisse atender ouviu Emma gritar que ela já o havia feito, assim que Emma disse a frase irritada ela largou tudo e correu para cima, nem começando fazer o jantar.

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Mulan estava irritada, não acreditava no que estava acontecendo, só poderia ser armação, só uma pessoa poderia ter ferrado a vida dela assim.

Ela pega o telefone do gancho e disca o número que sabia de cor. Dois toques e aquela voz se faz presente.

—Swan. Disse a loira olhando para Ruby.

—Emms aqui é a Mulan. Disse a oriental desaminada. — Tô ligando para me... Não termina, Emma a corta.

—Corta essa. Emma diz irritada. — Desliga a merda desse telefone e espere os quatro dias e converse comigo pessoalmente. Diz séria. Ia desligar, mas ouviu a voz de Mulan.

—Emma Swan. A loira coloca o telefone no ouvido. — Eu vou me despedir e você vai ouvir. Diz irritada.

Não Mumu, pelo amor, para com isso, nos vemos em quatro dias, não faz isso. Emma estava com a voz embargada, Mumu parecia séria demais.

—Emms eu recebi uma tarefa e preciso cumprir, sinto muito. Diz ela com a voz triste. —Então tem que ser agora. Ela afirma e suspira fundo.

—Não. Emma diz com convicção. — Eu vou ligar para os meus contatos e desfazer essa missão, você está aí nos seus últimos dias, não precisa fazer nenhuma loucura, eu vou te tirar dessa, nem que eu tenha que pegar um avião e ir aí te buscar. Emma diz rápido.

—Emma. Mulan diz derrotada.

Não, Mulan. Emma diz começando a chorar. — Por favor, por favor, eu amo você mulher, não dá para viver sem você, o que será da Emms sem a Mumu? Com quem vou fazer parcerias? Planos e me meter em enrascadas? Com quem? Pergunta desesperada.

—Você tem seus... Não conseguiu terminar de falar, logo estava chorando também.

—Por favor. A loira diz choramingando.

—Sinto muito. Diz a oriental. – Te amo minha irmã, cuide da minha Aurora.

E Mulan desliga o telefone, olhando para o papel em suas mãos. Ergue a cabeça, se tinha que cumprir esta missão que fosse de cabeça erguida. Por que ela é do exército dos EUA e nada a iria abater.

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—Regina, pela enésima vez: ela não quer conversar com ninguém. Diz Ruby, olhando a loira jogada na cama, com o travesseiro na cara e o som de soluços. — Eu não fiz nada. A morena diz ofendida. — Não sei, ela recebeu a ligação de Mulan, pareceu sobre uma despedida, quando desligou se jogou na cama e não quer falar com ninguém. Diz a morena ainda encarando a loira.

—Ruby. Emma chama com a voz engasgada. — Eles estão bem? Pergunta sem se mexer.

Sim Emms. Diz indo para perto da loira que só levanta a mão para ela parar. —Regina está preocupada. Diz olhando suas costas.

—Diz que estou bem, que falo com ela outra hora. Emma funga. — Que eu a amo e que eu deixei um beijo nos meus bebês. Emma solta um longo suspiro. — Agora saia do meu quarto. Ordena.

Ruby sai e fecha a porta.

—Como você pôde ouvir, ela não consegue falar com você, vou fazer um chá e alguma coisa para ela comer, depois nos falamos mais. A morena estava realmente preocupada. – Diga para Tinker que ligo depois para ela. Finaliza a ligação.

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—James, quem era no telefone? Questiona Margareth da cozinha.

Regina. Diz ele discando um número. — Emma não está bem, machucou a mão e parece que uma amiga dela vai para uma missão, algo assim. Diz ele colocando o telefone na orelha.

—Oh senhor. Diz a Sra Swam. — Vamos lá agora. Diz tirando o avental.

—Vamos. Ele diz. — Deixa só eu fazer essa ligação.Aguarda ser atendido e se identifica — Aqui é o Sargento Swan, gostaria de conversar com o Coronel Booth.

—James, sua filha precisa de você e você quer ficar conversando com seu amigo? Brada a mulher.

—É um favor que... Não termina logo se ouve a voz do outro lado da linha. — Olá velho amigo, como andam as costas? Pergunta rindo. —Deve travar ainda. Dá uma gargalhada com a resposta. – Amigo, não liguei para lembrarmos-nos dos velhos tempos, preciso de um favor seu.

Logo James explicou a situação e pediu que seu amigo Booth cuidasse pessoalmente disso, tornando um favor bem pessoal. Booth não pensou duas vezes, James havia salvado ele várias e várias vezes, qualquer pedido era uma ordem.

—Agora podemos ir. James diz com um sorriso satisfeito no rosto.

Ele vai conseguir? Pergunta Margareth.

—Estou contando com isso. James a abraça e vão até o carro.

—Você é um grande pai. A Sra Swan diz com um sorriso orgulhoso.

—Eu estou tentando ser, meu amor, estou tentando com tudo que tenho para ser. Sorriu gentil abrindo a porta para a esposa.

—Está conseguindo, acredite meu bem. Passou a mão no rosto dele e o puxou para selar os lábios.

Logo o carro estava partindo rumo a casa Swan Mills.

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—Regina, você precisa sentar. Diz Tinker tentando a fazer se acalmar.

—Não consigo, você não percebe? Foi só eu viajar que Emma já está tendo problemas e eu não posso estar lá com ela, não posso apoiá-la, nem aparar ela, nem nada. Diz finalmente se sentando na cama e afundando a cabeça nas pernas da amiga.

—Reeh fica calma. Pede a loirinha. – Ruby está com ela, você conversou com o Sr Swan, ele disse que vai dar um jeito, vamos confiar nele. Pede fazendo círculos nas costas da amiga.

Não confio naquele velho. Diz olhando a amiga nos olhos. – Ele ficava observando a filha escondido, não tinha coragem de chegar e falar com ela, quem garante que vai conseguir ajudar nisso? Murmura contrariada.

—Mas agora ele melhorou e já disse que está resolvendo tudo. Pondera Tinker.

—Está do lado dele? Pergunta sentando-se.

Não. A loira diz sorrindo e a puxa de volta. —Ele com certeza não é confiável. Sorri cúmplice, e nega para si mesma.

—Espero que ele seja dessa vez. Solta e encara o teto.

Vamos torcer para isso. Agora Tinker se joga ao lado da amiga.

—Vai dar tudo certo, não é? Pergunta a morena baixinho.

—Vai sim, sempre dá. Tinker segura a sua mão, rezando para que de fato tudo de certo.

—Aurora nem sabe, não é? Argumenta Regina. — Devíamos falar, se fosse Emma eu iria querer saber. Diz apertando forte a mão da amiga.

—Não podemos passar por cima de uma decisão da Mulan, se ela não contou, achou melhor assim e outra, tenho certeza que não vamos precisar fazer alarde nenhum. Tinker tinha realmente esperança disso tudo.

Claro, você tem razão, vamos a deixar preocupada sem ao menos saber se deu certo ou não. Regina concordou e uma lágrima silenciosa caiu de seu rosto, queria tanto estar com Emma agora, parece que o Destino gosta de brincar com as duas.

Logo Regina e Tinker foram se arrumar, os compromissos não paravam e mesmo sabendo que nem ela e nem Regina estariam com cabeça para isso, a loira obrigou-se levando a morena com ela a estarem presentes e ao menos tentar não só cumprir com a obrigação, mas também distrair um pouco a cabeça. Afinal Ruby havia enviado uma mensagem dizendo que as duas agora eram babás, ela de Emma e Tinker de Regina. Ruby também disse que a amava e que prometia compensar com juros e tudo mais, toda essa ausência do momento. Claro que a loira adorou saber disso, isso queria dizer noites e noites sem dormir, sendo mimada e amada pela namorada, mas era nessas horas que ela via por que amava tanto sua morena, mesmo cuidando de uma amiga e fazendo o certo, ela sempre dava um jeito de deixá-la feliz e se preocupar com elas.

Regina, Tinker, David, Whale, Aurora e Robin estavam na entrada do auditório, olhando a volta.

—Isso não era pra ser uma palestra? Indaga Robin aos colegas de trabalho.

—E graças que não é. Victor ri e já começa a entrar.

—Whale, devemos estar no lugar errado. David olha a sua volta. — Vamos ter certeza, a palestra é importante. Diz o loiro para todos.

Mesmo que não for eu fico, vocês ouvem e depois me contam. Sorri de lado e olha para Regina, a vê com uma sobrancelha arqueada, como se mudamente, perguntasse da namorada grávida que ele tinha. — Você tem razão Dave, vamos ver esse cronograma. Diz emburrado.

Regina sorri discretamente, parece que Victor também havia mudado um pouco afinal.

—É aqui mesmo. Aurora fala e todas as olham sem entender.— Vocês por acaso checam os emails antes de sair? Eles avisaram que mudaram a data da palestra para amanhã, para dar este coquetel hoje. Diz como se fosse óbvio.

—E por que não avisou antes? Ou você resolveu aproveitar que Mumu não está aqui para cair na gandaia? E acha que somos iguais? Regina diz irritada. — Sua... Não terminou a fala, Tinker a puxou e sorriu logo falando.

—Hormônios da gravidez. Desculpa-se por Regina.

—Ok. Aurora diz e olha para todos. — Primeiro: eu nem sabia que vocês não olhavam algo básico para este tipo de evento, calendários podem mudar, está no email de inscrição que devemos checar sempre, pois é possível alguma mudança de última hora. Conta. — E fora que, como tudo aqui é obrigatório. Diz de forma cansada. — Eu não queria estar aqui, eu queria estar em casa com Mulan, mas eu não posso, entendo que esteja com saudades de Emma e grávida, mas não desconfie do que sinto por minha mulher e de como é minha postura longe dela. Passa a mão nos cabelos em sinal de nervosismo. — E mais uma coisa: estou aqui porquê me comprometi em ser um bom contato para o hospital. O coquetel é para isso, conseguir contatos de forma informal e conhecer as pessoas, não pense que vou entrar ali para encher a cara e conhecer pessoas aleatoriamente. Diz de forma enfática, mas nunca perdendo o jeito delicado de falar.

Regina a olha e seus olhos se enchem de lágrimas, ela estava sendo uma idiota com Aurora e a moça nem sabia que poderia perder Mulan a qualquer momento, então antes que ela perceba, ela está agarrada a Aurora chorando e implorando desculpas. E Aurora não aguenta também e começa chorar, logo Tinker se juntou as duas e agora as três se abraçavam.

—Bom. Diz David não sabendo como agir. – Eu vou indo lá começar nossos contatos. Diz rapidamente e começa a andar.

—Ei amigo, me espera. Diz Whale fugindo também dos hormônios daquelas mulheres.

Robin apenas entrou sem dizer nada.

—Covardes. Murmurou Tinker ao ver eles correndo delas. — Vem, vamos ao toalete, limpamos o rosto e voltamos aqui, pegamos os contatos e vamos para o quarto tomar sorvete com chocolate e ver filmes. Disse a loira tentando animar as duas.

—Eu vou querer com muita paçoca o meu. Diz a morena fazendo bico e limpando as lágrimas.

Pode deixar. Tinker concorda.

Aurora sorri e as três seguem ao banheiro para poder retocar a maquiagem e fazer conforme haviam combinado.

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Mulan estava fazendo sua trouxa com lágrimas nos olhos, odiava saber que Emma estaria mal agora, e também por não conseguir se despedir de Aurora, mas sabia que sua loira cuidaria de sua mulher, melhor que ninguém.

—Mumu, sua viada. August entra em sua tenda a chamando. – Por que está chorando? Questiona mudando a expressão para preocupado.

—Nada. Murmura e se ajeita. – Você quem vai guiar o caminhão para a missão? Questiona.

Ele franze a sobrancelha. – Você sempre era animada para ir cumprir com sua obrigação. Diz ele não entendendo. — E por que Emma não está junto nessa? Pergunta pegando a trouxa dela e saindo da tenda.

—Estou animada. Diz a oriental. Ele a olha e ela ergue o braço em total desânimo e diz. — Eeeeeh, missão suicida. Diz sem a menor vontade.

—Zeus. Diz ele rindo. – Isso foi horrível. Gargalha ele. —Deixa o Coronel ver sua animação quando for se apresentar para ele.

—Grande coisa. Murmura Mumu. — Eu vou sorrir bastante para ele, seu pai nem vai saber. Resmunga ela.

—Shiuuu. Diz ele irritado e parando no meio do caminho. — Tá louca? Eu já pedi para não falar isso alto. Recrimina.

—Foi mal. Diz erguendo as mãos em forma de desculpas. — E ninguém tá aqui perto mesmo. Da de ombros.

Mesmo assim. Diz ele contrariado. — Se souberem disso, vão questionar como conseguiu a transferência para a cidade de Emma tão fácil. Diz ele pertinho dela agora.

—Nem sei se vai fazer diferença agora. Murmura ela.

O que? Questiona e a olha.

—Nada, vamos logo com isso, parece um molenga. Disse o empurrando e andando na frente. Forçando um sorriso, tinha que ir para sua última missão do mesmo jeito que foi a primeira, só que agora desejando mais do que nunca voltar para um lugar que ela finalmente pode chamar de lar.

Os dois caminham até chegar ao jipe e Mulan ainda deseja que tudo seja apenas um engano, mas quando o mesmo se coloca em movimento ela sabe. Tudo está acabado.

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James e Margareth haviam chegado a exatos dez minutos. Emma não os recebia, tinha se trancado e apesar do Sr Swan querer subir e bater na porta perguntando qual idade da filha, ele não o fez, Margareth o havia proibido.

—Eu vou lá Margareth, isso está passando dos limites. Colocou-se de pé.

Sr Swan eu acho... Ruby parou na mesma hora, não parecia uma boa ideia discutir logo com o pai de Emma que a olhava de maneira tão feia assim.

—Não precisa subir mais. Emma apareceu com uma mala na mão. –E como podem ver, estou de saída. Disse apontando para porta e seguindo em direção a ela.

—Emma Swan. Sua mãe diz irritada. –Volte aqui e demonstre a educação que eu lhe dei. Diz ficando em pé e colocando as mãos na cintura, sempre fazia isso quando Emma estava encrencada.

—Mãe. Emma diz de onde está.

—Agora Emma. Sra Swan aponta para o lado dela. Swan bufa e vai até a mãe, que a faz sentar e senta ao seu lado. – Vai dar tudo certo! Diz a senhora sorrindo e a abraça.

Emma volta a desabar em soluços agarrada a mãe. Ruby e o Sr Swan vão para a cozinha deixar as duas sozinhas.

—Sr acha que vai dar tudo certo? Pergunta a morena sentando na bancada.

—Já deu. Disse ele a mirando. — Isso são modos? Questiona.

—Desculpe. Ruby desce rapidamente da bancada e senta em um banco.

James estava querendo gargalhar, fazia tempo que não via esse olhar de respeito de alguém jovem a ele, além de sua filha, claro.

Um silêncio se instalou por alguns minutos até a morena o quebrar. — Senhor quer alguma coisa? Pergunta ficando em pé, iria fazer um lanche para ela.

—Confesso que um pouco. Diz ele relaxando.

—Vou fazer um lanche pra nós. Sorri e o olha. – O senhor gosta de pasta de amendoim e geléia?

—Pasta de amendoim, muita pasta de amendoim. Diz animado para a morena.

Agora entendo porquê de tanto doce com amendoim aqui. Fala para si mesmo.

—Oi? Pergunta. Não havia ouvido.

—Nada não senhor, saindo um sanduiche com muita pasta de amendoim. Sorri para ele e vira-se soltando o ar lentamente.

Agora os dois comiam em silêncio. Emma ainda estava nos braços da mãe, não chorava mais, estava apenas sendo afagada pela Sra Swan. Depois de uns minutos assim a loira pega no sono, devia ser os remédios, o cansaço ou toda carga emocional que sofrera, mas nem sente a mãe a deitando e indo para cozinha, precisava ter certeza que tudo deu certo. Que sua menina não precisaria passar por isso, vê-la chorar sempre lhe cortou o coração e agora parecia dilacerar o mesmo com tanto sofrimento.

Foi ai que ela notou algo diferente na mão da filha, ergueu um pouco a blusa e viu o imobilizador, verificou melhor o rosto e viu o hematoma, arregalou os olhos e correu para cozinha.

—O que foi aquilo com minha menina? Sua voz era cortante e altiva.

Ruby ficou em pé aterrorizada. Se o Sr Swan com aquele olhar lhe deixava com medo. Com certeza a mãe de Emma a fazia quase sujar suas calças.

—É.... bem... é... veja... Gaguejava sem conseguir sair nada coerente.

—Estou aguardando uma resposta Srta Luccas. Pede mais perto da moça.

—Amor. Chamou o Sr Swan. — Está assustando a menina, deixe- a falar. Disse ele achando que ela se referia ao estado de Emma estar chorando.

—James, alguém bateu em minha menina, ela está machucada e eu quero saber agora quem foi. Diz raivosa ao marido e se volta para Ruby.

Como é que é? Grita James e se aproxima rápido demais de Ruby. — Quero um nome agora. Exige.

Ruby dá um passo para trás. Só podia ser a pressão toda, ou por não ter comido nada ou só medo mesmo, mas ela caiu apagada nos braços do Sr Swan.

—Acho que vocês mataram a amiga de Emma. Pronuncia Mary, que havia ficado sabendo de tudo no final de sua noite e indo atrás de sua amiga para lhe ajudar. —Olá tios. Sorri e acena para eles, com um sorriso discreto no lábio.

Eles a olham sem saber o que fazer.

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Regina estava quase pegando suas coisas e indo embora. Estava cansada e queria saber sobre Emma. Faltava só achar a idiota da sua amiga Tinker e partir.

—Olá, moça bonita. Diz um rapaz com um sorriso cafajeste nos lábios. – Será que posso lhe fazer companhia?

Regina respira fundo, aquela com certeza não era sua semana, além de tudo que estava acontecendo, tinha mais isso. Era o terceiro que dispensava. Agora ela acreditava naquela frase. Tudo que está ruim, com certeza pode piorar.

—Eu não.... Foi interrompida por um puxão e um agarro em sua cintura.

Robin apenas estava de canto, tentando não chamar a atenção. Resolveu tirar fotos do que acontecia com Regina, de repente isso ajudaria a tirar o maldito Killian de suas costas. Conseguindo a foto perfeita segundo ele, sai pela saída de emergência, afinal tinha conseguido um contato bem promissor para sua noite.

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Elsa passou o dia ligando para o número que tinha de Emma, mas não conseguiu nada. Então pensou em ligar para o celular de Regina, mas a mesma grávida não seria uma boa. Sua última opção era pegar o endereço de Emma e ir a casa dela no dia seguinte. No final do seu plantão seria tarde demais, iria na primeira hora do dia seguinte. Precisava alertá-la.

Notas finais
Até a próxima!!!!