Destino
41 Desenvolvendo
Notas iniciais
Emma desceu sorrindo, estava mais tranqüila depois que teve uma conversa com sua mulher, mas parecia que isso não duraria muito.
—O que está havendo aqui? Pergunta ela totalmente irritada.
Zelena e Ruby a encaram se encaram e encolhem os ombros.
—Filmes? Tenta Zelena.
Emma a encara e cruza os braços.
—Filmes adultos? Agora Ruby quem responde a pergunta sorrindo amarelo.
—Vocês são loucas? Esbraveja a loira. —Trazer este tipo de filme pra cá é o mesmo que pedir pra que eu seja morta, ressuscitada e morta outra vez. Diz dramaticamente.
—Mas são para estudos. Zelena responde fazendo cara de inocente.
Emma a encara desacreditada tamanho a cara de pau da mesma.
—Eu juro. Diz ela levando até perto da TV da sala. — Estou me especializando em sexologia e tenho uma pesquisa a fazer, convidei a Ruby para ser a primeira no teste, se quiser posso fazer com você também. Disse animada. — Até tia Cora vai participar. Aponta para a senhora que descia as escadas.
—Isso é sério? Questiona Emma a sogra.
— Muito sério, inclusive liguei para sua mãe. Cora responde calmamente.
Emma arregala os olhos e se engasga com a própria saliva.
—Calma, querida! A senhora Mills sorri. — Ela disse que não se sentiria a vontade, mas Zel disse que precisava de um homem no experimento, chamei um amigo meu, espero que você não se incomode. Sorri.
—Ok. Emma olhou para as três mulheres a sua frente e ficou se perguntando como era possível existir perto dela, três mulheres pervertidas, muito mais que ela. Sem conseguir pensar em nada, deu de ombros e fez como que fosse subir as escadas, mas a ruiva a segurou.
—Por favor, por favor. Pediu juntando as mãos. – Preciso de no mínimo quatro pessoas. Fez sua melhor cara de drama.
—Ok. Rendeu-se. — Mas já aviso, você quem explicará toda esta história para Regina. Emburra cruza os braços e se joga no sofá.
Zelena bate palmas animada e corre para pegar a pasta com os papéis para os questionamentos. Aproveita e pega seus óculos de graus e canetas. Estava feliz, além de poder conhecer melhor a mulher de sua prima, ainda poderia passar um tempo com a tia e de quebra fazer seu trabalho, melhor que isso. Era que tivesse sexo de verdade no final da noite e que ela estivesse envolvida. Sorriu de seu pensamento e foi se sentar, para deixar tudo pronto para a hora de começar.
Logo a campanhinha tocou e dois rapazes entram.
—Meninas. Chama Cora. — Estes são Gideon, Will e Fiona. Sorriu e apontou os rapazes e a moça que estavam ao seu lado. —Queridos. Olhou para os seus convidados. — São Emma, minha nora, Zelena minha sobrinha e Ruby. Que apareceu com a boca suja, por estar roubando comida na cozinha. –Srta Luccas, uma amiga.
—Prazer. Dizem juntos.
—Bom. Zelena começa, vou fazer umas perguntas e preciso da sinceridade, por que dependendo da resposta eu vou lhe dar um questionário. Disse a ruiva ficando no meio da sala, depois que Cora acomodou todos. — Quem é gay levanta a mão. Disse a ruiva. Gideon levantou a mão e Ruby também.
Zelena revirou os olhos e gargalhou. — Querida, vamos classificar você como lésbica ou bissexual, está bem? Ruby deu de ombros. — Agora as lésbicas. Emma e Ruby levantaram a mão. – Ok. Anotou. — Héteros? Questionou. Fiona e Will levantaram a mão.
Nesse momento todos pararam e encaram Cora que apenas olhava suas unhas, Ruby pigarreou e disse. — Você não vai levantar a mão? Questionou. Cora só a olhou de rabo de olho e deu de ombros, continuando na mesma.
—Bissexuais. Disse Zelena e aí Cora levantou as duas mãos, fazendo todo mundo a encarar.
—Qual é, eu não julguei ninguém, por que estou sendo julgada? Perguntou indignada.
Um silêncio se instalou até que Gideon que não havia falado nada até aquele momento gritou. —SEMPRE SOUBE QUE VOCÊ CHEIRAVA A COURO. E olhou para Cora.
Fazendo todos gargalharem inclusive ela. Fiona pigarreou e olhou para a ruiva.
—Vamos ter que se separar por duplas? Questionou ao constatar que ela e o Will eram Héteros, Emma e Ruby lésbicas, Cora Bissexual e Gideon gay.
—Vou separar apenas os homens, sentem aqui e as mulheres ali. Apontou, quando Emma a olhou ela deu risada e fez bico. — Confesso, só queria saber se tinha acertado sobre as preferências só analisando vocês.
Todos voltaram a se acomodar e Zelena pegou o primeiro DVD.
—Este é uma mistura erótica de todo tipo de casal, então só tem amassos e beijos selvagens. Sorriu maliciosa. — Preciso que todos coloquem este relógio que vai medir o batimento cardíaco e a pressão, para os dados empíricos. Entregou a cada um e depois sentou em uma poltrona na lateral, para que pudesse olhar para a TV e para as pessoas na sala. — Se em algum momento alguém se sentir desconfortável me avise, eu paro o vídeo e conversamos, ok? Todos disseram ok e Zel deu play.
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Regina estava em êxtase, faltava apenas dois dias pra ver Emma e finalmente elas estavam bem, ainda estava preocupada com as fotos que receberam de Robin, mas não deixaria isso estragar o bom momento.
Por um segundo se sentiu em casa, com Emma falando com os bebês, com as conversas leves, ela só desejava voltar e poder se trancar com sua loira por um mês em casa sem ninguém as incomodar. De repente, sentiu saudades dos tocos da loira, daquela língua atrevida dela, dos dedos em seu corpo. Sentiu- se em chamas. E a lembrança das duas invadiu sua cabeça. Um gemido baixo saiu dos seus lábios ao lembrar-se de como as duas combinavam na cama.
—Argh. Soltou Aurora que acabava de entrar e sentar na cama de Tinker. — Isso foi um gemido? Perguntou assustada.
—Meu Zeus. Gritou Regina abrindo os olhos com o rosto corado. – Quer me matar, mulher? Disse sem graça.
—Eu não, mas pelo jeito você está morrendo de saudades. Zombou.
Regina revirou os olhos e seguiu para o banheiro.
—Vou sair e dar privacidade a você e sua imaginação. Gritou rindo.
Tinker entrou na mesma hora e parou ao ouvir a frase.
—Regina está se masturbando no banheiro que vou usar depois dela? Grita desesperada. — Regina não seja assim, deixa eu ir primeiro, depois você faz isso, por favor. Gritou batendo na porta.
—Eu não vou fazer nada, só vou tomar banho. Disse a morena totalmente envergonhada.
—Vou contar quinze minutos, se você demorar mais que isso, vou saber o que está fazendo. Gritou de volta.
A morena revirou os olhos e entrou debaixo da água gelada. Talvez um mês fosse pouco ainda para ela recuperar a saudade que sentia da sua loira.
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—Você acha que é seguro? Questionou Margareth olhando para o marido.
—É o único jeito que temos para saber e proteger minha menina, falei com o Coronel Booth e ele disse que Jones perseguia nossa filha, que as datas de saída dos dois são a mesma, que ele acessou todas as informações de Emma e pior: é autor daquele site. Bufou James. — Eu vou parar ele. Disse batendo na mesa. — Ele é tão louco que veio até a nossa casa se fazer de amigo da nossa filha, fui atrás de mais informações e descobri que ele ainda está por aqui e está armando algo grande, ele tem um contato onde Regina trabalha e um ainda dentro do exército. Disse bufando e andando de um lado para outro. —Emma acha que pode lidar com tudo e eu sei que eu sempre quis assim, mas agora não mais, agora eu quero estar lá por ela, eu quero a defender e mostrar que ninguém nunca mais vai magoar ela, nem eu. Disse por fim.
—Você tem que proteger Regina e os nossos netos. Margareth parou a sua frente e o olhou nos olhos.
—Vou proteger Regina e os bebês dela. Disse contrariado.
—Deixa de ser falso, você já gosta da namorada da sua filha e dos seus netos, pensa que não vi você pesquisando sobre gêmeos outro dia? Disse cutando o marido.
—Margareth, eu não sei do que está falando, preciso ir, velha fuxiqueira. Disse rindo e envergonhado saindo de casa.
—Velho babão. Murmurou a Senhora Swan feliz, parecia que tudo ia bem, só esperava que Jones fosse parado, mas sabia que seu marido conseguiria fazer isso.
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Robin estava trancado em seu quarto. Arthur prometeu uma visita e ele estava morrendo de saudades do cara.
Assim que bateram em sua porta, ele arrumou o roupão e caminhou sensualmente até a porta a abrindo. —Olá. Seu cumprimento que começou animado terminou totalmente decepcionado. A sua frente estava Marian sorrindo.
—Surpresa. Gritou o abraçando.
Robin retribuiu a contra gosto, vendo atrás dele Arthur o olhando decepcionado. Naquele momento ele nunca se arrependeu tanto de ser casado em sua vida, mas o que deixou com a pulga atrás da orelha, foi ver que o rapaz parecia saber quem era a mulher que lhe abraçava. Robin a trouxe para dentro e recebeu um beijo cheio de saudades.
—Está cheiroso. Sorriu passando a mão nos laços do roupão e antes que pudesse ser impedida, puxa desfazendo-os e abrindo, revelando uma cueca de elefante. –O que é isso Robin? Perguntou Marian.
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