Destino
28 Alma gêmea
Notas iniciais
Emma traçou com as pontas dos dedos a linha da coluna da morena, enquanto beijos seguiam, suaves e molhados.
Regina solta um suspiro pelo contato e comprime os olhos, segurando mais firme o lençol.
A mão de Swan passa pela cintura, fazendo a morena virar de lado e depois de barriga para cima, beijando seus lábios, se posiciona em cima dela e desce até seu pescoço e seguindo trilha a sua orelha.
Seus lábios alcançam o lóbulo, que ganha uma leve mordida, sua língua desce fazendo um traço até o pescoço, enquanto sua mão está a massagear um dos seios.
A boca volta à boca, em um beijo urgente e exigente. Arrancando gemidos das duas. Swan desce a língua até os seios da morena.
A essa altura Regina só gemia e remexia abaixo da loira.
A noite seria longa pelo jeito, sabia isso pela intensidade que se amavam.
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–Eu posso lidar com isso. Emma falou consigo mesma ao apertar os olhos quando acordou sobressaltada.
Swan havia acordado suada e morrendo de medo. Em seu sonho, seus filhos a odiavam e ela era uma péssima mãe. Fazendo seus pais terem razão do quanto é ruim ser como ela era.
Sem acordar a namorada ela levantou da cama e foi ao banheiro, constatando que era cedo demais e que ela não conseguiria voltar a dormi. O que a levou para o andar de baixo e um dos lugares que ela mais amava. O chão da sala.
Assim que desceu e se acomodou nele deixou sua mente vagar por tudo que já havia vivido até ali. Com a cabeça em outra dimensão Emma viajou por toda a sua estória.
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Regina logo acordou e soube que sua namorada não estava na cama. Sentiu a habitual falta do braço da namorada em volta de sua cintura a apertando possessivamente e ao mesmo tempo de um modo leve que era tão distinta de tudo que já sentiu que fazia sua relação com a loira ser diferente e singular.
Espreguiçou-se e foi ao banheiro. Assim que saiu de lá, foi procurar o que ela dizia seguramente e secretamente sobre a sua loira ser o amor da sua vida. Desceu os degraus vagarosamente e a viu, deitada ao chão com os olhos fechados e por segundos perdeu o ar, como sempre perdia ao observa a mãe de seus filhos.
–O que esta fazendo? Pergunta Regina, quando vê a loira deitada no chão da sala.
–Pensando. Respondeu simplesmente.
–Posso saber o que? Questiona curiosa.
–Nops. Suspirou.
–Chegue para lá. A morena ordenou, mesmo que houvesse lugar o suficiente para ela sentar ao chão.
–Regina Mills no chão. Emma comentou. -Essa preciso gravar. Brincou puxando o celular.
Regina a ignorou e colocou a mão na barriga, ela não fazia isso na frente de Emma, afinal gostava de ter aquele momento deles, mas pelo ânimo da loira ela deixou o pequeno egoísmo de lado e abriu os últimos botões e deixou sua mão tocar a parte exposta.
–Sabe meus amores. Começou ela, sua voz era tão suave que a loira no mesmo instante se virou. –Mamãe Emma esta com aquela carinha, sabem? Pergunta e como se esperasse uma resposta ela sorri. –Isso mesmo aquela com um olhar perdido, um sorriso frouxo e os suspiros, não vamos esquecer os suspiros. Regina concentra-se na tarefa.
Emma nega e sorri, acompanhando o movimento de Mills.
–Ela pensa que me engana fazendo esse sorrisinho de lado. Acho que ela esta chateada, com esse lance todo dos vovôs de vocês, mas entendemos ela não? Vamos mostrar para ela o quanto ela merece ser feliz o que acham? Que mesmo se ela não tiver forças, ela pode encostar a cabeça em nós e chorar, que o máximo que vai acontecer é ela ganhar carinhos. Não é mesmo? Mamãe Emma precisa entender que ela não precisa ser a super mulher, basta ser a mamãe Emma, não é meus lindos?
Um silêncio se instaura e logo se ouve o som do choro baixo da loira. Emma não era de cair em lágrimas, mas descobriu que duas pessoas tinham esse poder, se fosse sincera consigo seus pais, Mulan e agora Regina. Então em vez de fazer como sempre e mudar tudo com uma piada ela chorou sobre o colo da amada.
Depois de mais um tempo a loira ainda de olhos vermelhos indaga.
–Nós nunca conversamos sobre o sexo dos bebês. Comenta Emma.
–Não tem o que se dizer. Regina falou ainda fazendo afagos em seus cabelos.
–Mas você não tem preferência? Emma insiste.
–Não. Responde suavemente ainda acariciando os cachos da loira. –Você tem?
–Não. Responde fechando os olhos e suspirando.
–Outro suspiro? Pergunta sorrindo.
–Mumu falou algo que me faz ficar mais ansiosa, na verdade tensa com a ideia. Emma olha para a namorada dentro dos olhos. –Se forem meninas podemos trancar até ter uns trinta? Fala de forma séria.
Regina cai em uma gargalhada e quando recupera o ar responde.
–Amor, você não pode não. Fala e sela os lábios.
–Por quê? Questiona. –Elas são minhas. Regina nega com a cabeça. — São sim. Emma se mantém firme.
–Eu que são, mas você não pode amor, elas vão ser minhas também e eu não vou deixar. Regina ainda sorria.
Emma sorri lindamente pelo pronome que Regina utilizou. E coloca a sua mão sobre a barriga da namorada.
–São nossas, por isso mesmo que eu vou trancar elas, serão lindas. Encara o rosto de Regina e ainda a vê sorrindo. – Você não pode querer elas soltas por ai e encontrarem esses homens tarados.
– Ou mulheres. Regina gargalha da expressão de espanto da loira, como se ela não tivesse pensado nisso.
–Ai meu deus. Solta apavorada.
–Não exagere meu amor, elas vão ser bem instruídas, como eu disse serão minhas também. Seu tom era divertido.
–Posso não trancar, mas possuo uma arma e treinamento militar. Sorri diabolicamente.
–Emma eu vou trancar você isso sim. Fala a morena apertando a metade do corpo da Swan que estava em suas coxas.
–Mulher. Emma chama e se senta. – Você vai esta do lado de quem? Pergunta a encarando.
–Do delas. Sorri e mostra a língua. – Ou deles. Fala e suspira, poderia a vida ser melhor? Ela pensou e a resposta chegou rápido. Lógico que não, não sem aquela loira fanática e ciumenta em sua vida. – Vem, vamos tomar café, vou cuidar da minha ciumentinha. Levanta-se e puxa a loira com ela.
–Não é ciúmes é cautela. Resmunga a olhando e a abraça apertando forte. – Obrigada por roubar meus óvulos. E beija sua testa.
–Eu não roubei. Reclama a morena a seguindo. – Empréstimo, foi um empréstimo. Fala a puxando para olhá-la.
–E pretendia devolver? Questiona Swan com a sobrancelha erguida.
–Não. Responde a contra gosto.
–Portanto foi roubo. Responde rindo e continua a caminhada.
–Não eu não sabia que tinha dona. Murmura irritada agora com a acusação.
–Ai...Ai.. foi roubo. A faz sentar na bancada. – Um ótimo roubo, uma ótima escolha , mas continua sendo roubo minha ladrazinha. Comenta sorrindo e abrindo a geladeira.
–Como eu te odeio. Comenta bufando e “beijando santo”.
–Você me ama, você me quer, você me ama que eu sei... Emma começou a cantarolar, enquanto sorria.
Arrancou sorrisos maravilhosos da morena. Aquele momento fez Emma ter esperança que talvez ela merecesse tudo isso e que Regina era um presente, um grande e enorme presente em sua vida.
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–Onde está indo James? Perguntou Margareth.
–Correr? Saiu mais como uma pergunta do que como uma resposta de fato.
–Está mesmo empenhado hein? Falou mesmo desconfiando da atitude do marido.
–Sim. Ele sorriu para ela e abriu a porta. – Como nunca estive em minha vida toda. Voltou beijou os lábios da esposa delicadamente e saiu de casa.
Entrou e seu carro e pela segunda semana seguida, preparava para ficar espiando sua filha por um tempo, mesmo de longe, mesmo que por alguns minutos, planejando uma ação para ter ela em sua vida novamente.
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–Eu estou dizendo que quero estas informações o mais rápido possível. Gritou moreno no celular, enquanto postava mais uma foto na internet.
Esta Emma Swan estava fazendo um alongamento. Estava completamente sexy, depois da corrida com sua regata colada ao corpo e seu cabelo meio bagunçado.
–Mesmo achando ridículas, preciso que essas fanáticas e vagabundas comentem sobre a minha mulher, assim consigo provar o quanto ela precisa de alguém mais firme em sua vida, um homem como eu. Ela sorri de lado enquanto legenda a foto.
“Major Swan não perde nunca esse corpo?” sorri ao ver o aviso de foto postada com sucesso.
–Você será minha e vai implorar para isso. Fala rindo enquanto vira mais um gole do seu rum e olha pela janela, vendo a frente da casa onde Emma vivia.
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–Mulan tenha calma. Fala Aurora, ela tinha mantido a oriental em sua casa por duas semanas, tentando a fazer sentir o luto. O que foi um desastre.
–Eu estou só quero ver a Emma. Murmurou batendo os dedos na lateral do carro.
–Você vai ver. Falou ela olhando para frente.
–Você sabe, eu só quero contar a ela como existe uma amizade que nem a nossa em séries. Comentou empolgada.
–Amor, aquilo é apenas uma estória. Diz pela milésima vez.
–Mas parece com a nossa. Fala olhando a namorada. – Elas têm problemas de relacionamentos, são rudes, são boas e encontraram uma na outra sua almas gêmeas, mesmo que ainda consigam amar, você não precisa ter ciúmes. Mumu fala sinceramente. – Ela é minha pessoa, minha alma gêmea, mas você é o amor da minha vida.
–Eu entendi, eu entendi. Fala parando o carro. – Só espero que aquelas regras não se apliquem. Comenta emburrada.
Mulan gargalha alto para a namorada. – Sei que você só ta preocupada com a parte de parar o sexo para atender o celular ou a campanhinha. Fala rindo.
–Também. Comenta sem graça para a namorada. – Eu não tenho ciúmes, só queria ser tudo isso para você.
–Você é. Comenta a puxando para si. – Mas Emma é aquela família que eu pedia todo natal, como tenho certeza que eu sou a dela. Fala passando as mãos suavemente pelo rosto da mulher amada. – E você faz parte da família, Emms é uma irmã e você é tipo a prima. E gargalha mais ainda recebendo um tapa. – Não bate mulher. Fala passando a mão no local.
–Você é tão idiota quanto ela mesmo. Murmura passando pela namorada e indo até a porta.
Mulan balança a cabeça e segue Aurora ainda sorrindo.
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–Tinker eu não vou fazer isso. Ruby diz com firmeza.
–Por quê? Indaga-a ficando irritada agora.
–Emma não vai gostar se eu for bater no pai dela. Diz como se fosse obvio.
–Mas ele esta fazendo mal. Justifica.
–Mesmo assim, não vou. Diz e a olha, vendo os olhos pidões da namorada. – Amor. Pede.
–Ok, ok. Diz a loirinha. – Vou contratar alguém para isso. Diz indo em direção ao quarto.
–Tinkerbell. Chama.
–Ela apenas não merece. Murmura a contra gosto. – Ela é uma idiota por roubar a Reh de mim, mas não merece ficar assim. Abraça a morena.
–Você está de TPM né? Pergunta e ganha um afirmativo. – Imaginei. Diz mais para ela do que para a loira em si, beija sua testa e diz. – Vem, vamos comer uns chocolates e depois vemos isso, esta bem? Pergunta acariciando sua cintura.
–Hurum. Murmura a loirinha. – Por isso eu te amo. Aperta a namorada. – Você me entende de uma maneira única. Sorri timidamente, ela não era de se declarar muito assim.
–Tem sorte mesmo. Sorri para a morena e beija seus lábios. – Só que eu tenho mais. Diz toda apaixonada.
–Ainda bem que Emma não domina tanto assim você. Comenta risonha.
Ruby sorri lindamente para ela e a puxa para o quarto, onde existia o estoque que ela mesma denominava “salvação da TPM”.
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Regina chegou mais um dia cansada do seu dia intenso de trabalho, principalmente depois dos constantes esquivas que precisava fazer quanto ao Robin. Mesmo o cara sendo casado e obviamente não aprovando seu relacionamento com mulheres, ele parecia ter uma obsessão com ela, que a mesma não entendia e apesar de manter a postura séria e esquiva ele parecia gostar mais ainda disso e para piorar a esposa dele, Marian parecia apoiar, por que o viu a seguindo com os olhos e não mudou nem um pouco sua postura diante disto.
Morena suspirou e pegou a sacola no banco do passageiro, abriu a porta do carro e desceu. Foi até o posto onde seu “amado” sogro estava e agachou ao lado dele.
–Daqui a pouco não consigo fazer mais isso. Murmurou.
Ele a ignorou como nas outras vezes que ela fazia isso. Na verdade pouca das vezes ele permanecia depois que a morena chegava. Sempre o mesmo ritual. Regina chegava e ia ao encontro dele, tentava a todo custo tirar algo dele, mas só recebia suspiros ou era ignorada.
–Dessa vez eu trouxe algo para o senhor comer. Falou sem sorrir ou olhar para ele.
Ele continuou a ignorando.
–Não quer? É torta de limão. Ele não fazia reação nenhuma. – Emma gosta muito, ela disse que o Sr também. Continuou insistindo.
Ele bufou e moveu-se na intenção de sair de lá.
–Devia bater na porta. Regina disse em um suspiro. Fazia uma semana que tentava uma semana que tinha encontrado o sogro espiando a namorada. – Ela ficaria feliz. Ela disse e ainda olhando para as costas do homem terminou sua fala. – Ou pode ser tão boa quanto você em ignorar alguém. Disse soltando ao ar com força.
James não disse nada. Voltou e pegou a torta. Achou-se merecedor por escutar essas coisas daquela mulher ousada e sem falar nada saiu de lá. Se a morena tivesse prestado atenção teria visto o sorriso de lado do pai de sua namorada e um olhar que dizia “essa é persistente”
O ritual prosseguiu. Ele foi embora. Regina entrou no carro e sorriu para o retrovisor. Afinal tinha certeza que tinha conseguido pelo menos um pequeno passo com aquele teimoso. Guardou o carro e pegou a outra sacola, um presente para Emma.
Desceu do carro e foi ao encontro da mulher que fez seu dia mais suportável, só pelo fato de saber que a encontraria em casa.
Entrou e encontrou. Não só ela, mas a Mulan e Aurora, sentadas no sofá conversando animadamente.
–O que as trazem aqui? Pergunta sorrindo para as mulheres.
–Mulan veio contar como ela e Emma são alma gêmea. Fala erguendo a sobrancelha.
O sorriso se desfaz e no lugar aparece uma ruga entre seus olhos e ela cruza os braços.
–Com é? Questiona a morena entre dentes.
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