Destino

11 A história


Notas iniciais
Olá pessoal, tudo bom? Mais um capitulo. Antes quero falar de uma pessoa que virou minha maninha, que está do meu lado o tempo inteiro e quem me pediu este capitulo, mana Bella tu é incrível, sou a pessoa mais sortuda por ter te encontrado. Te adoro manaaaaaa.

Emma ficou uma meia hora sentada tentando pensar em uma estória, nada passava por sua cabeça, nada que fosse lógico pelo menos, resolveu se levantar e ir limpar a cozinha, sabia que ela estava apenas com os pratos do almoço e da sobremesa, por que Regina era bem cuidadosa e perfeccionista e foi arrumando conforme preparava.

Levou um considerável tempo fazendo esse trabalho, molhou as peças, fechou a torneira, ensaboou os talheres e pratos, abriu novamente a torneira e terminou de enxaguar a louça. Terminou esta tarefa e se pôs a secar. Quis fazer isso assim com calma e cautela, isso a fazia ter tempo de pensar e relaxar ao mesmo tempo.

Assim que terminou sua tarefa foi ao seu quarto, não antes de passar pelo de Regina e checar seu bebê, que não aparecia mas que ela sabia que existia e isso a enchia de alegria. O quarto da morena estava com a porta meio aberta. A loira olhou pelo canto da porta e a viu dormindo, tranquila e serena, não parecia aquela esquentadinha e mandona que era acordada, a olhou por alguns minutos e saiu, chegou ao seu quarto e ligou o som, não tinha muito que fazer, então apenas relaxou e escutou sua banda favorita: The Script.

Logo Swan está entediada, olha no relógio e ainda eram apenas quatro da tarde, resolve pegar a proposta do pai sobre ajudá-lo na empresa, ela queria fazer parte da equipe tática, mas seu pai insistia que ela ficasse na administração ou pelo menos ajudasse no treinamento. Swan não queria, por que sabia que isso traria lembranças do momento que passou no exército e o que mais desejava era esquecer tudo aquilo que viveu.

Começou a ler o contrato todo, pontuou vários itens e modificou alguns. Ela tinha conhecimento em alguns aspectos o que facilitou ver várias brechas que o contrato de trabalho de seu pai apresentava, não que ela precisasse assinar algum, mas ele queria saber a opinião e se ela via algo que pudesse ser mudado, Swan já tinha visto uns cinco itens que precisavam ser alterados. Terminou de ler e constatou que era cinco e meia. Suspirou, ouviu a voz da morena quando saiu no corredor, parecia animada. Emma não deu importância apenas continuou, iria agora ao mercado comprar as coisas para fazer o jantar e até agora ela não tinha pensado em nada.

—-----------------------------------------------------------------------------------------------------

Regina acabou dormindo quase toda a tarde, achava exagero as pessoas dizerem que quando grávida ficavam cansadas e agora ela constatava isso, se sentia cansada e já estava com fome, quando pensou em sair da cama seu celular toca, ela checa as horas, eram cinco da tarde já, quando lê o nome da tela sorri, sentia saudades da amiga.

—Isso mesmo, abandona sua amiga na sua casa e fica dando toda atenção para sua loira misteriosa. Começa Tinker fazendo drama.

—Tinker, nos vimos ontem. Declara Regina sorrindo. — E já está em crise? Preciso conversar com Ruby, por que não está cuidando bem da minha amiga. Diz Regina rindo.

—Mas hoje é sábado, Regina. Resmunga a loira. — Nosso dia de fazer as unhas, na verdade eu fico implorando para você deixar eu pintar as suas e você não deixa e acabo fazendo só as minhas. Comenta rindo tristemente.— E você fazia sua torta e nós ficávamos rindo dos filmes românticos e tornando desenhos em casos reais os deixando sinistramente estranhos. Tinker soava nostálgica.

—Verdade. Sorri Regina olhando para sua frente. — Mas agora Ruby pode fazer isso ou outras coisas. Comenta maliciosamente. — Apenas não use meu balcão da cozinha, sabe que estimo ele, mais que nossa amizade. Brinca Regina.

—Não tem a mesma graça. Reclama a loira. —Eu já pintei as unhas dela e ela simplesmente deixou eu pintar e achou lindo. Comenta agora empurrando a namorada com o pé que também queria falar com a morena. — E ela fez algo aqui que não sei exatamente o que é e eu não pretendo comer, mas não é sua torta e nem você. Fala suspirando.

—Eu sei que sou especial. Começa Regina. — Mas agora algumas coisas mudaram. Comenta também suspirando.— Ruby tem que te agradar, ela me prometeu que faria isso. Fala de modo autoritário.

—Eu tento. Diz a namorada de Tinker. — De tudo, desde fazer comida até outras coisas se é que entende, mas ela fica choramingando por você. Fala ela rindo e correndo da loira. — Só fica “ Estou com saudades”, “odeio a namorada da Regina e nem a conheço”, “elas podiam terminar”, e todo esse blá, bláblá de sempre. Fala agora segurando a porta da cozinha.— Sério. Se não fosse você, eu morreria de ciúmes, mas eu a entendo, você está com ela faz tempo, então deixe de ser idiota e a convide para ir aí ou sua mulher manda em você? Provoca Ruby.

Regina ajeita-se na cama e olha para o telefone.— Ninguém manda em mim. Diz irritada. — Venham amanhã, vou mandar o endereço de onde estou e você traz a chorona aí, agora preciso ir, porque minha namorada está preparando meu jantar. Fala de forma divertida.

—Sorte sua. Fala Ruby e o telefone é tirado de sua mão.— Regina, é mentira tudo o que ela disse, eu não quis usar usa bancada ela quem insis... ela para na frase e encara a namorada.— Ela não falou nada sobre isso né? Bom ignore, preciso ir pedir uma pizza, tchau. Fala a loira e desliga o telefone. Ou acha que o fez, enquanto isso Regina a ouve brigando com a namorada por dizer que ia contar que usaram o balcão e não foi para cozinhar e só ouvia Ruby gargalhar.

Regina olha para o aparelho e fica muito irritada, por Tinker a deixar falando sozinha e depois faz uma cara de nojo ao entender o que a amiga disse sobre seu balcão da cozinha, agora precisava trocar ele ou fazer uma super desinfecção quando voltasse. Suspira e sai da cama. Como ouve um pequeno som vindo do quarto da loira vai até ele e bate na porta.

Emma não responde. Bate novamente e não obtém resposta, resolve entrar sem pedir licença e percebe que o quarto se encontrava vazio. Resolve dar uma olhada por cima, afinal a loira poderia ser uma psicopata, não que ela fosse mesmo acreditar nisso, mas sua curiosidade estava grande.

Passa pela cama bem feita, nada fora do lugar, olha para as prateleiras e lê os nomes do cd e agora fica intrigada, não conhecia as bandas e a curiosidade aumentou, olhou pelos livros e sua surpresa foi grande ao constatar que eram poesias, Cummings, Dickens, Dante, Byron, Neruda e assim por diante. Regina já havia se surpreendido com pessoas, mas com Emma foi realmente muito surpreendente que ela lesse esse tipo de literatura.

Sai do quarto sem deixar nada fora do lugar e vai procurar no andar de baixo, não acha a loira e como fez em seu quarto, vasculha no andar de baixo e encontra o livro que Emma se dedica a ler, “O que esperar quando está se esperando”, dá um sorriso bobo, como uma Major, toda autoritária e teimosa poderia surpreender tanto assim alguém? Resolve que o dia de curiosidade tinha que parar, então apenas senta-se no sofá e espera a loira voltar, sabe-se lá de onde.

—--------------------------------------------------------------------------

Jones estava parado na frente da casa dos Swan, olhando para a porta a algum tempo, esperou para ter sinal da loira e como não conseguiu nenhum, resolveu bater a porta da casa.

Duas batidas e uma Margareth Swan sorridente veio abrir a porta.

—Sim. Disse ao ver o rapaz vestido com o uniforme do exército dos EUA.

—Sou Capitão Jones, creio que falei com a Sra e seu marido. Diz sorrindo e se referindo sobre a ligação que havia feito antes e agora ela se lembrou que com tudo não avisou a filha sobre ela.

—Prazer. Diz ela estendendo a mão para o homem a sua frente. — Entre, vou chamar James.

Sra. Swan chamou o marido e logo os dois engataram uma conversa sobre a paixão que sentiam pela pátria e algumas histórias sobre a guerra. Margareth foi para a cozinha e preparou um café, depois de um tempo deixou os dois em paz, mas agora precisa entender o que ele queria lá, afinal na ligação ele havia falado sobre algum tipo de sentimento envolvendo sua filha. Porém, antes que perguntasse sobre qualquer coisa, o próprio Killian se pronunciou.

—Sr e Sra. Swan preciso dizer que meu intuito de vir até aqui é para falar sobre a filha de vocês. Diz ele tentando dar um sorriso galanteador. — Sou um grande admirador de sua filha. Diz ele se dirigindo ao pai de Emma. — Então com a permissão do senhor para cortejá-la, gostaria de investir nela. Diz de modo educado e contido, mantendo sua postura de líder e seu sorriso nos lábios.

—Claro, eu ficaria lisonjeado. Responde rapidamente o pai de Emma que recebe no mesmo momento um olhar fulminante da esposa.

—Desculpe Killian, mas Emma já está em um relacionamento no momento, muito sério e já pensam em uma família, sinto ter que desapontá-lo, mas minha menina não está disponível. Responde olhando para o homem a sua frente.

A expressão de Killian muda totalmente, parecendo extremamente irritado, acena a cabeça e diz que precisa ir embora, Margareth o acompanha até a porta e se despede, percebendo a raiva do rapaz ao sair batendo o pé com força.

—Sério, James? Pergunta ela seguindo até a sala.— Emma está em um relacionamento e a Regina está grávida, você pode não gostar, pode não aprovar, mas está acontecendo, então se puder parar de agir como um insensível eu agradeceria. Diz ela e anda até a porta da cozinha. — E ligue para ela. Termina e entra na cozinha.

James suspira e joga a cabeça para trás, enquanto se encontra sentado no sofá, ele não achava um absurdo Emma retornar a consciência e se casar com um capitão do exército, mas sua esposa tinha razão em apenas uma coisa, ele precisa ligar para a filha, ele anda até a cozinha e para na porta.

—Ele é um bom partido, não negue isso pelo menos. Diz ele querendo pelo menos sair bem nisso.

—Ele poderia ser, mas Emma não quer e você sabe disso. Diz firme e volta a terminar suas tarefas fingindo que ele não está ali.

—Vou ligar para ela. Esclarece ele.

—Acho bom. Diz a Sra Swan e o ignora novamente.

James bufa para a mulher, afinal ela vinha o ignorando desde o dia que voltou da casa de Emma e sabia que isso ficaria assim até ele voltar a falar com Emma. James decidiu que conseguia fazer isso, falar com sua filha sem problemas, só precisa ignorar a existência de Regina e tudo ficaria bem, colocou um sorriso por sua ideia e foi a sala, precisava ligar para sua garotinha, estava com saudades dela.

—---------------------------------------------------------------------------------------------

Jones entrou no carro irritado, não imaginou que Emma já teria alguém a essa altura. Bateu no volante incontáveis vezes. Respirou fundo, seu plano consistia em fazer a adoração e medo que Emma sentia pelos pais a seu favor, sabia que se eles apoiassem ela pensaria no caso seriamente e acabaria cedendo, mas pelo jeito a primeira parte está fora de questão. Agora o que ele precisava fazer era pensar em um jeito de terminar esse relacionamento de Emma e voltar ao seu plano original. E acrescentar um pouco mais de empenho com a Sra Swan, por que o pai de Emma parecia ter aprovado a ideia dele e se ele aceitava, quer dizer que o atual relacionamento da loira não era aprovado.

Abriu um sorriso ao constatar isso, afinal poderia ganhar um possível aliado forte para ele. Ligou o carro e o som e o sorriso aumentou ainda mais, quando uma música qualquer tocou no rádio e seu novo plano era elaborado.

—--------------------------------------------------------------------------------------

Emma chega e vê Regina concentrada na televisão, a loira nem liga para tal fato, afinal, mesmo que tivesse a curiosidade de saber o que era, não entenderia, estava totalmente por fora das programações televisivas.

Vai a cozinha e começa a preparar o jantar, dispõe os ingredientes e lava as mãos, logo está fatiando os legumes, enquanto os files de frango pegavam o tempero que ela havia feito. Tinha resolvido preparar algo light, file de frango e refogado de legumes, queria Regina saudável, assim seu bebê também seria saudável.

Dedicou-se na cozinha, assim que terminou, colocou a mesa e chamou a morena. O jantar ocorreu em silêncio, Emma queria falar sobre sua ideia, mas sabia que Regina iria ficar irritada com a falsa estória de amor que pensou. Preferindo esperar até terminar a refeição.

Regina se surpreendeu pela habilidade da loira na cozinha, a comida estava impecável, a mesa não tinha sido posta de maneira adequada, mas o sabor da refeição encobria isso. Ficou o tempo todo esperando Emma falar o que queria, mas a loira não abria a boca, terminou e afastou levemente o prato de sua frente. Recostou-se na cadeira e encarou a loira, que tudo indicava também havia terminado de jantar.

—Conseguiu algo? Pergunta Regina, quebrando o silêncio.

—Sim. Fala Swan e encosta-se a mesa, cruzando os braços em cima dela.— Eu estive no exército durante quinze anos da minha vida, então você só pode ter me conhecido enquanto eu servia. Falou Emma calmamente, Regina assentiu. — Houve há um ano atrás que precisei vir para ver meus pais, minha mãe havia ficado doente, fiquei dez dias aqui e nesse tempo, arrumei digamos uma “namorada” só que ninguém chegou a conhecer, apenas sabiam que era morena, por que eu havia a apelidado assim. Emma arruma a postura agora. — Então podemos dizer que era você, que nos apaixonamos e que você me esperou. Fala agora sorrindo de lado.— E assim que eu voltei, resolvemos fazer nossa família, por que percebemos que nos amamos, fim. Diz ela sorrindo toda orgulhosa dela mesmo.

—Você em vez cuidar de sua mãe enferma, ficou atrás de um rabo de saia? Perguntou a morena a encarando e Emma engoliu em seco. – E não vou ser a idiota que ficou te esperando e muito menos fingir ser essa...essa.. mulherzinha aí não. Fala Regina e cruza os braços.

—Bom, minha mãe nem estava tão mal assim, na verdade no segundo dia estava muito bem, só me ajudou a fugir daquela loucura. A loira se explica, não queria ser a pessoa que tira vantagens assim.— E não é uma mulherzinha, ela era de família, por isso o “namoramos”. Explica-se Swan.

—Não. Diz Regina, levantas-se e para perto de Emma, apoia uma mão na cadeira da loira e a outra na mesa. — Vamos dizer que ano passado assim que voltou para sua base, teve aquele acidente que foi ferida e precisou ficar fora por três dias, na verdade internada. Eu estava naquela época no mesmo lugar, fazendo um estágio de especialização em genética. Diz a morena como se já tivesse toda historia bolada antes mesmo de falar com Emma. — Você me viu e se apaixonou no mesmo instante, eu não te quis, você ficou o mês inteiro atrás de mim, indo lá todos os dias falar comigo, na última noite cedi aos seus encantos e saí com você, ficou presa nesse relacionamento por que sabe que sou a mulher da sua vida, você voltou e foi me procurar, insistiu novamente, na verdade implorou e eu aceitei morar com você, porque eu sabia que era a mulher certa para mim, agora sim, fim. Diz ela, se ajeita e começa a sair da cozinha.

—Como sabe dos três dias? Como sabe que precisei ficar um mês frequentando aquele hospital, por causa das terapias? Fala Emma a seguindo e a puxa pelo braço, quando vê que Regina não lhe dá bola.—E por que tenho que ficar implorando para você? Pergunta olhando nos olhos castanhos.

Regina puxa o braço de volta e a olha. — Li seus registros médicos. Diz dando de ombros. – Victor queria saber sobre você e acabou me mostrando e sobre você implorar está óbvio por que fez isso. Diz apontando para si mesma.

—Não vou ficar implorando nada. Fala Emma a encarando. — Gostei da sua versão, mas nos apaixonamos por igual, tudo bem posso ter insistido no começo, mas depois as coisas simplesmente aconteceram, quando te avisei que vinha para cá, você e eu combinamos de nos ver, percebemos que sentimos o mesmo e acabamos reatando novamente, chegou uma hora que decidimos que devíamos morar juntas e aqui estamos. Fala Emma abrindo os braços e mostrando em volta dela.

—OK, você não precisa implorar tanto. Fala com desdém. — Mas você quem tomou a iniciativa de tudo e correu um pouco atrás de mim. Diz abrindo um sorriso. — Sobre a gravidez, não queríamos perder mais tempo. Finaliza.

—Combinado. Explica Emma. — Mas você esteve no mesmo hospital que eu? Pergunta Emma.

—Óbvio que não, fiz sim uma especialização no mesmo mês na mesma cidade, mas nem sei onde fica o lugarzinho que esteve. Sorri para Emma, vira nos calcanhares e sai andando para seu quarto.— Limpe a cozinha. Fala por cima do ombro.

—Não, eu já fiz isso hoje. Reclama Emma parecendo um criança.

—E fará novamente, não quer deixar o grande amor da sua vida que está grávida de pé na frente da pia. Não é mesmo? Pergunta sarcástica e some pelo corredor dos quartos.

Emma bufa e a xinga de folgada um milhão de vezes na sua cabeça e agora se toca, se ela já tinha a história toda por que fez ela pensar nela? A loira resolveu que questionaria depois de limpar a cozinha. Termina todo o trabalho e quando está para subir seu telefone toca.

Ela vai até ele, confere as horas e franze a testa e antes que qualquer sentimento negativo a domine ela atende.

—Swan. Ouvindo a respiração do outro lado da linha.

Notas finais
Até o próximo, espero que gostem